2017/08/02

Um futuro para a saúde - todos temos um papel a desempenhar | Fundação Calouste Gulbenkian (@FCGulbenkian)


Info: Fundação Calouste Gulbenkian

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Índice


Pontos-chave


Capítulos


1. Um novo pacto para a saúde

2. Participação dos cidadãos

3. Contribuição dos diversos sectores da sociedade

4. A procura permanente de melhoria da qualidade e da aplicação do conhecimento e da tecnologia

5. Um sistema de saúde centrado nas pessoas e baseado no trabalho de equipa

6. Novas funções e uma liderança reforçada

7. Sustentabilidade financeira

8. Recomendações

9. Os Desafios Gulbenkian


Apêndices


1. A Comissão: missão, metodologia e composição

2. “Eu e o meu sistema de saúde ideal” do relatório do Grupo de Trabalho 2

3. A Aliança de Toda a Sociedade para a Saúde do relatório do Grupo de Trabalho 1

4. Transparência do relatório do Grupo de Trabalho 2

5. Vias de acesso do cidadão às informações de saúde do relatório do Grupo de Trabalho 2

6. A evolução do sistema de saúde português do relatório do Grupo de Trabalho 1

7. Análises anteriores sobre o financiamento da saúde




«Nota prévia do Presidente da Fundação Calouste Gulbenkian


»A saúde dos portugueses alcançou notáveis progressos nas últimas décadas, que nos posicionam em lugar de reconhecimento internacional e que constitui a marca mais positiva dos 40 anos do nosso regime democrático.

»Não ignoramos, no entanto, as limitações dos recursos disponíveis e o modo como condicionam as opções a assumir. Hierarquizar a importância dos problemas e o modo como deveremos afetar os nossos recursos constituem áreas de preocupação prioritária de que todos estamos conscientes. Há que decidir com bom senso, com ousadia e coragem.

»Os progressos que alcançámos no sistema de saúde devemo -lo às esclarecidas políticas seguidas e também, em parte, aos avanços científicos e à inovação tecnológica. Mas o que ganhámos em tempo de vida não pode deixar de ser acompanhado por um juízo exigente que assegure compromissos justos e duradouros.

»Desde o início da sua actividade, a Fundação Calouste Gulbenkian procurou, em cada momento, acompanhar esta evolução, tentando interpretar diferentes sinais e adaptando a sua estratégia de intervenção no domínio da Saúde, ao que entendia, e entende, melhor corporizar um contributo para a qualidade, a acessibilidade e a equidade da prestação dos cuidados de saúde.

»Assim, de uma acção supletiva e complementar do Estado – apoiando sobretudo o apetrechamento e modernização tecnológica de unidades de saúde – a Fundação tem vindo, desde finais dos anos 90, a assumir uma atitude mais pró -activa, procurando contribuir para encontrar respostas para novos problemas e para identificar e disseminar “boas práticas”.

»A Fundação tem também procurado acompanhar a mudança significativa do paradigma de intervenção no sector da Saúde. Uma abordagem que extravasa as considerações nacionais, que exige a intervenção de um vasto conjunto de actores e de parcerias, que requer análises pluridisciplinares e que pugna por uma ligação estreita entre a investigação e a prática clínica. Temos assim procurado adoptar um papel catalisador de vontades e sinergias, nacionais e também internacionais, que tem subjacente um desígnio de mudança e de adequação a uma nova realidade.

»O Projecto “Health in Portugal: a Challenge for the Future”, que mobilizou um conjunto excepcional de personalidades nacionais e estrangeiras para a elaboração de um relatório sobre a arquitectura dos cuidados de saúde e cujos resultados são divulgados nesta publicação, constituem precisamente a contribuição da Fundação para este desafio.

»O Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian agradece, por isso, a contribuição de todos os membros das diferentes estruturas do projecto e que contribuíram para a elaboração deste relatório. Desde logo a Comissão, o Conselho Consultivo, os diferentes grupos de trabalho, o grupo de jovens profissionais, a equipa de apoio mas também todas as instituições, as entidades e as personalidades ouvidas, bem como as sugestões que, por diversos modos, nos chegaram.

»Não posso deixar de salientar a total dedicação e extrema competência dos Professores João Lobo Antunes, Pedro Pita Barros e, muito naturalmente, Jorge Soares, Director do Programa Gulbenkian Inovar em Saúde, os quais muito valorizaram os trabalhos realizados.

»É devida uma palavra especial de reconhecimento a Lord Nigel Crisp, Chairman da Comissão, pela generosidade com que aceitou pôr a sua qualificada experiência, o seu talento e o seu entusiasmo na liderança deste projecto.

»Finalmente, a Fundação assumiu já o compromisso de começar a trabalhar sobre os três “Gulbenkian Challenges” que constituem desafios apresentados pela Comissão do Projecto. Com esta decisão, não se pretende entrar na discussão do imediato, do que é para “amanhã”, mas, antes, construir um amplo compromisso global: a visão para o futuro de um Sistema de Saúde reforçado e sustentável, de que possam beneficiar as novas gerações e no qual todos temos um papel a desempenhar.


»Artur Santos Silva»




Nota prévia da Comissão da Fundação Calouste Gulbenkian


»Estimado Presidente e estimados Administradores,

»Foi um privilégio e um prazer realizar esta investigação a solicitação da Fundação Calouste Gulbenkian. Ao longo deste projecto, fomos bem acolhidos e generosamente apoiados por todas as pessoas com quem contactámos. Isto deve‑se, sem dúvida, à reputação e prestígio da Fundação, mas também ao facto de haver muitas pessoas em Portugal empenhadas numa visão duradoura para um sistema de saúde de qualidade e acessível a todos.

»Delineámos uma visão simples caracterizada pelo empoderamento dos cidadãos, pela participação activa da sociedade e por uma procura contínua de qualidade, apelando a um novo pacto para a Saúde. Este apoia‑se numa nova abordagem da implementação que, literalmente, atribui a todas as pessoas um papel na melhoria da saúde e do bem‑estar e na criação e manutenção de um sistema de saúde para o futuro.

»Este objectivo irá exigir uma liderança visionária e corajosa, capaz de unir as pessoas em torno de um novo pacto para a Saúde, estabelecer a rota a seguir e concitar apoio politico e da opinião pública. Estamos convictos de que em Portugal existe uma excelente base sobre a qual construir e de que o país se pode posicionar estrategicamente de forma a tirar vantagem dos desenvolvimentos científicos e tecnológicos que todos antecipamos nos próximos 25 anos.

»Estamos gratos à Fundação, por apoiar os três Desafios Gulbenkian que propusemos. Muitas das nossas outras recomendações poderão ser implementadas em 2015 e começarão a ter impacto em 2016. Aguardamos com grande expectativa resultados da sua implementação.

»Queremos agradecer às muitas pessoas que nos apoiaram e sobretudo aos elementos dos 4 Grupos de Trabalho, que foram tão competentemente presididos por Maria Céu Machado, José Pereira Miguel, José Carlos Lopes Martins e por Peter Villax. Sentimo‑nos especialmente gratos ao director do Projecto, Sérgio Gulbenkian, e à sua equipa, da qual fizeram parte Lucy Irvine, Francisco Cluny, Francisco Wemans e Inês Mascarenhas; e aos Administradores, Isabel Mota e Diogo Lucena. Estamos igualmente muito gratos ao Health Cluster Portugal (HCP) pelo seu apoio e à KPMG pela assistência técnica.


»Atentamente


»Lord Nigel Crisp (Presidente), Donald Berwick, Ilona Kickbusch, Wouter Bos, João Lobo Antunes, Pedro Pita Barros, Jorge Soares»





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