2017/07/31

Programa Nacional para as Alterações Climáticas (PNAC) 2020/2030 | Agência Portuguesa do Ambiente (APA) (@apambiente)


Info: APA

Documento (pdf), via SNIAmb (Sistema Nacional de Informação de Ambiente)






«INTRODUÇÃO


»O 5.º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) salienta que as evidências científicas relativas à influência da atividade humana no sistema climático são mais fortes do que nunca e que o aquecimento global do sistema climático é inequívoco. O IPCC destaca a enorme probabilidade das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) serem a causa dominante do aquecimento observado no século 20 indicando que a manutenção dos níveis atuais de emissões de GEE provocará um aumento da temperatura do sistema climático aumentando a probabilidade de impactes irreversíveis para as populações e ecossistemas.

»É necessário agir agora para evitar os piores dos seus impactes expectáveis e os custos associados à adaptação das nossas sociedades e economias a esses impactes. Os custos da inação são superiores no médio e longo prazo, podem reduzir as opções de mitigação e adaptação no futuro e podem colocar em causa o sucesso em limitar o aumento da temperatura média global a um máximo de 2ºC sobre a média pré-industrial.

»Este desafio político, subscrito por Portugal e pela União Europeia (UE), é um desafio de longo prazo, sendo que apenas reduções globais de emissões programadas a longo prazo – pelo menos num horizonte até 2050 – na ordem dos 50% em relação aos valores atuais, permitirão repor a humanidade numa trajetória compatível com aquele objetivo. Portugal assume a convicção política, científica e técnica de que as alterações climáticas são uma realidade e uma prioridade nacional, face aos seus impactos futuros sobre a nossa sociedade, economia e ecossistemas.

»O Programa Nacional para as Alterações Climáticas 2020/2030 constitui parte da resposta aos desígnios de uma política climática ambiciosa assumida no quadro de uma estratégia de desenvolvimento assente no crescimento verde e corporizada no Quadro Estratégico para a Política Climática (QEPiC) de que o PNAC é uma peça fundamental.

»O estabelecimento de um novo instrumento para acompanhamento de políticas e medidas e projeções – o Sistema Nacional de Políticas e Medidas (SPeM) – a renovação de instrumentos existentes como sejam o Sistema Nacional de Inventário de Emissões por Fontes e Remoção por Sumidouros de Poluentes Atmosférico (SNIERPA) e o Fundo Português de Carbono (FPC) constituem peças fundamentais para reforçar a integração da política climática nas políticas setoriais.

»Este documento é composto por 3 partes.

»Na Parte A são apresentados a visão, os objetivos do PNAC e as linhas de orientação da política de mitigação. São ainda estabelecidos objetivos setoriais, bem como a organização institucional da política de mitigação.

»Na Parte B são identificadas opções de políticas e medidas setoriais a desenvolver no âmbito dos trabalhos do SPeM, tendo por base as linhas de orientação da política climática, os resultados da modelação efetuada, a identificação do potencial de redução custo-eficaz e as linhas de orientação de políticas setoriais relevantes.

»Na Parte C apresentam-se os resultados da modelação efetuada no sentido de identificar o potencial custo-eficaz de redução de emissões e as opções tecnológicas adequadas para esse efeito.»




ÍNDICE


1. INTRODUÇÃO


PARTE A: VISÃO E OBJETIVOS DA POLÍTICA DE MITIGAÇÃO NO HORIZONTE 2020/2030


2. VISÃO E OBJETIVOS


3. TRAJETÓRIAS DE BAIXO CARBONO NO HORIZONTE 2020/2030

3.1. Análise do cumprimento dos compromissos nacionais para 2020

3.2. Análise do cumprimento dos objetivos nacionais para 2030

3.3. Objetivos setoriais da política de mitigação 2020/2030

3.4. Conclusões


PARTE B: POLÍTICAS E MEDIDAS DE BAIXO CARBONO


4. POLÍTICAS E MEDIDAS DE BAIXO CARBONO

4.1. Sistema Nacional de Políticas e Medidas

4.2. Opções de Políticas Medidas identificadas

4.2.1. Transportes e mobilidade

4.2.2. Edifícios de serviços e residenciais

4.2.3. Indústria

4.2.4. Resíduos e águas residuais

4.2.5. Agricultura

4.2.6. Uso do solo, alteração do uso do solo e florestas

4.2.7. Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI)

4.2.8. Conhecimento, informação e sensibilização

4.2.9. Administração Pública

4.2.10. Cidades sustentáveis

4.2.11. Financiamento


PARTE C: EMISSÕES 1990-2012 E PROJEÇÕES 2020/2030


5. EVOLUÇÃO DAS EMISSÕES NO PERÍODO 1990-2012


6. PROJEÇÕES DE EMISSÕES NO PERÍODO 2013-2030

6.1. Metodologia

6.1.1. Cenários socioeconómicos

6.1.2. Cenários de Política

6.2. Trajetórias de emissões de gases com efeito de estufa

6.2.1. Tendências globais de emissões de GEE nos cenários estudados

6.3. Viabilidade económica da descarbonização do sistema energético

6.4. Análise setorial

6.4.1. Configuração do sistema energético nacional

6.4.2. Sector electroprodutor

6.4.3. Transportes e mobilidade

6.4.4. Serviços

6.4.5. Residencial

6.4.6. Indústria

6.4.7. Gases Fluorados

6.4.8. Resíduos e águas residuais

6.4.9. Agricultura

6.4.10. Uso do solo, alteração do uso do solo e florestas





2017/07/28

Acelerar a igualdade de género e o Empoderamento das Mulheres em África. Relatório Africano de Desenvolvimento Humano 2016 | United Nations Development Programme (UNDP) (@UNDP) Angola


Info: UNDP

Documento (pdf)

Relatório AfHDR 2016 na versão Inglesa






Índice


Introdução

Prefácio

Justificação do relatório

Abordagem analítica

Progressos e desafios no desenvolvimento humano africano

Dimensões sociais da igualdade de género

Mulheres nas economias africanas

Mulheres africanas na política e na liderança

O papel das normas legais e sociais na igualdade de género

Abordagens de políticas e programas para lidar com a desigualdade de género

Uma agenda de ação para acelerar a igualdade de género

Conclusão

Anexo




«Introdução


»Este Relatório Africano de Desenvolvimento Humano – 2016 sobre igualdade de género segue o Relatório de Desenvolvimento Humano em África de 2012, que analisou a importância de garantir a segurança alimentar de todos os africanos. Ambos os relatórios partilham um objectivo comum de abordar o que poderiam ser considerados dois itens inacabados da agenda sobre a trajectória de desenvolvimento em África. Ambos têm sido reconhecidos há muito tempo como prioridades importantes para os governos e cidadãos dos países africanos.

»O relatório deste ano sobre a igualdade de género analisa os esforços em curso dos países africanos para acelerar o ritmo de garantir o empoderamento das mulheres através de todas as esferas da sociedade, em casa e na comunidade, na saúde e na realização educacional, no local de trabalho e na participação política e na liderança. Apesar de terem sido feitos progressos significativos em numerosas frentes na maioria dos países, a igualdade de género para as mulheres e raparigas africanas ainda está longe de ser satisfatória. Para abordar a diferença de género, este relatório adota uma abordagem de economia política para a igualdade de género e o empoderamento das mulheres em África.

»Uma mensagem chave deste relatório é que dar maior atenção à igualdade de género será um estí- mulo importante e há muito esperado para um desenvolvimento humano mais rápido e mais inclusivo e crescimento económico para todo o continente.

»Um foco de política e programação no aproveitamento do potencial das mulheres é um importante fator económico e social para um desenvolvimento mais inclusivo e sustentável. Políticas e programas que inadvertidamente deixam de fora ou marginalizam as mulheres nunca serão bem sucedidos a longo prazo. O crescimento inclusivo também não pode ser alcançado se o empoderamento das mulheres for compartimentalizado, ou visto como uma atividade separada do que é tradicionalmente percebido como sendo funções centrais do governo.

»Simplificando, acelerar a igualdade de género é uma função essencial do governo, envolvendo esforços multi-sectoriais que incluem entidades governamentais nacionais e locais, atores nãogovernamentais, organizações da sociedade civil e do setor privado. Da mesma forma, abordar a igualdade de género de uma forma tão holística se encaixa e reforça a agenda ambiciosa dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (SDGs), que os governos africanos e a comunidade internacional como um todo definiram para os próximos 15 anos. Uma abordagem holística da igualdade de género reforçará também a realização da Agenda 2063 da União Africana. Este Relatório Africano de Desenvolvimento Humano de 2016 propicia, portanto, um marco para operacionalizar o SDG 5 sobre a igualdade de género, em particular, e todos os SDGs em geral.

»Por último, é importante salientar que este relató- rio foi escrito para encorajar debates políticos e discussões sobre quais são as medidas necessárias para garantir que a igualdade entre homens e mulheres seja mais plenamente integrada nas agendas nacionais e nos diálogos políticos em curso em toda a África. O relatório foi preparado com diversos públicos em mente, formuladores de políticas e profissionais africanos, outras organizações de desenvolvimento, o setor privado, a sociedade civil, o mundo académico e os cidadãos de África, jovens e idosos. Espera-se que o relatório envolva e estimule a discussão ativa e o consenso sobre os diferentes caminhos que cada país africano pode tomar para enfrentar este desafio de desenvolvimento crítico e direito humano fundamental - igualdade de género.


»Helen Clark
Administradora Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas
»





2017/07/27

Simpósios ANIPLA 2017 Inovação e Tecnologia na Produção de Alimentos



Info: Associação Nacional da Indústria para a proteção das Plantas (ANIPLA)




«Os Simpósios Anipla 2017 - “Inovação e Tecnologia na Produção de Alimentos”, foram realizados no dia 23 de Março no Hotel Crown Plaza, no Porto, e dia 30 de Março no Hotel Sana Metropolitan, em Lisboa, com o objetivo de promover o debate sobre a importância da missão económica, ambiental e social da atividade empresarial agrícola. Consulte as comunicações apresentadas.»


Painel 1 // Perspetiva económica e social

PAC e desenvolvimento sustentável // GPPAG [pdf]

Desafios no atual contexto agrícola // CAP [pdf]

Inovação e sustentabilidade na produção de alimentos: o contributo do sector cooperativo // CONFAGRI [pdf]


Painel 2 // Sustentabilidade e recursos naturais

Progressos na implementação do plano de ação nacional para o uso sustentável dos PF’s // DGAV [pdf]

Agricultura de conservação, um exemplo de inovação num contexto de produção sustentável // APOSOLO [pdf]

Papel da indústria: Smart Farm - um projeto de projetos // ANIPLA [pdf]


Painel 3 // Recursos tecnológicos

Ameaças fitossanitárias e soluções para a proteção das culturas // DGAV [pdf]

Agrobiotecnologia e melhoramento vegetal no séc. XXI // CIB [pdf]


Painel 4 // Alimentação e saúde

Tendências mundiais do consumo agroalimentar // SONAE [sem pdf]

Sustentabilidade ambiental e agrícola - desafios para a saúde humana // Simone Fernandes [pdf]


Conclusões Simpósios 2017 [pdf]





2017/07/26

Desafios do Mar 2020. Estratégias de Eficiência Coletiva (EEC) | Fórum Oceano – Associação da Economia do Mar


Info: Fórum Oceano

Document (pdf)






Índice


Apresentação

Introdução

Nota metodológica

Aquacultura

Pesca, Transformação e Comercialização de Pescado

Conservas de Pescado

Indústrias Navais

Portos, Transportes Marítimos e Logística

Energias Marinhas

Náutica

Biotecnologia Azul

Conhecimento e Desenvolvimento Tecnológico




«Apresentação


»O presente documento atualiza e aprofunda a primeira edição dos Desafios do Mar2020 que a Oceano XXI realizou em 2013. Esse trabalho revelou-se de grande importância, não só do ponto de vista da mobilização do Cluster, como também da reunião e sistematização de um conjunto de informação, quantitativa e qualitativa, sobre cada uma das fileiras da economia do Mar. O trabalho então realizado lançou uma dinâmica de cooperação entre atores, nomeadamente entre empresas e centros de I&D, e permitiu identificar um conjunto de objetivos e de propostas orientadoras da ação do Cluster e de cada fileira.

»Entretanto, o lançamento dos Programas Europeus, nomeadamente o Horizon 2020, e do Portugal 2020, representaram uma nova oportunidade para revisitar o trabalho realizado e proceder à sua atualização e complemento, de forma a favorecer a emergência de projetos que possam enquadrar-se nos instrumentos financeiros disponíveis para o período 2014-2020.

»Esta nova edição dos Desafios do Mar 2020 representa, em relação à primeira edição, um passo em frente pelo maior número de atores envolvidos, pelo aumento de informação disponibilizada e pela incorporação de uma nova fileira, as biotecnologia s marinhas. O presente documento incorpora a atualização estatística de um conjunto de indicadores de caraterização de cada uma das fileiras e as conclusões de um número significativo de reuniões e de workshops que foram realizados com ampla participação dos atores de cada fileira da economia do Mar.

»O presente documento não pretende esgotar o tema das oportunidades de investimento e dos projetos e ações que se podem realizar em prol da Economia do Mar, mas sim expor os resultados da escuta de um grupo alargado de atores. É um trabalho que prosseguirá no sentido da aprofundar e enriquecer o processo de participação e de cooperação entre atores, de forma a encontrar os projetos e as ações que contribuam para a inovação, a internacionalização e a competitividade da economia do Mar.

»A Oceano XXI não pode deixar de manifestar o seu agradecimento e reconhecimento pelos contributos recebidos de todos os atores – empresas, associações empresariais, instituições de ensino superior e centros de investigação.

»Uma palavra também de reconhecimento, pela colaboração prestada por outras Estratégias de Eficiência Coletiva (EEC) na construção de diferentes fichas guião, com particular destaque para o Pólo de Competitividade e Tecnologia da Energia e seus associados, que deram um contributo decisivo na construção da ficha guião das Energias Marinhas.

»Finalmente, são ainda devidos agradecimentos à empresa PwC, que foi o principal parceiro da Oceano XXI – Associação para o Conhecimento e Economia do Mar no desenvolvimento deste projeto e que prestou um incansável apoio na organização das reuniões e síntese das conclusões das mesmas. Em particular, gostaríamos de deixar uma palavra de apreço à equipa da PwC liderada por Miguel Marques e composta por Ricardo Frederico Correia e João Harry Leite.»





2017/07/25

As nossas crianças em 2025. Opinião de líderes proeminentes sobre o futuro das crianças em Moçambique | UNICEF Moçambique (@UNICEF_Moz) #SitanMoz


Info: UNICEF Moçambique

Documento (pdf). As entrevistas estão organizadas por ordem alfabética.






«Em Agosto de 2013, o jornalista Tomás Vieira Mário reuniu-se com alguns dos líderes de opinião mais influentes do país para discutir sobre um tema do nosso interesse: o futuro das crianças em Moçambique. Além disso, durante as discussões sobre as prioridades e desafios do Governo com o Representante do UNICEF Koenraad Vanormelingen, realizadas em Agosto e Setembro de 2013, alguns membros do Conselho de Ministros do Governo Moçambicano partilharam as suas opiniões sobre o futuro das crianças. A presente publicação reúne excertos das entrevistas e resultados dessas discussões.

»Desde o Antigo Presidente da República e anteriores Primeiro-Ministros a conceituados académicos e activistas de ONGs, foram convidados a responder ao mesmo conjunto de perguntas sobre qual será o futuro das crianças e a quê devemos prestar atenção para garantir que o futuro das crianças em Moçambique continue a ser brilhante.

»A importância da educação foi destacada por muitos dos entrevistados, que, frequentemente, a colocaram como primeira prioridade para as crianças. A nutrição e a necessidade de se erradicar a fome foram outras questões urgentes que foram alvo de especial destaque.

»Uma preocupação levantada quase unanimemente foi sobre como a riqueza dos recursos naturais poderá eventualmente afectar a sociedade. Alguns mencionaram a possibilidade de agitação, outros foram mais optimistas, com muitos a enfatizar a necessidade de se garantir que a riqueza seja, também, distribuída aos mais desfavorecidos, especialmente as crianças.

»Segundo as palavras do primeiro-ministro Alberto Vaquina:

»“A criança é uma bela flor que beneficia de todos os cuidados do jardineiro. A criança representa o futuro.”»





2017/07/24

Angola Energia 2025. Visão de longo prazo para o sector eléctrico | Angola Energia 2025. Ministério da Energia e Águas. República de Angola


Info: Angola Energia 2025

Documento (pdf)






ÍNDICE


Sumário Executivo

Enquadramento


PARTE I. PROCURA

I.1 Evolução da procura

I.2 Expansão da rede eléctrica na óptica da procura

I.3 Electrificação rural


PARTE II. OFERTA

II.1 As novas grandes hídricas

II.2 Gás Natural e outras térmicas

II.3 As novas renováveis

II.4 Opções e cenários


PARTE III. VISÃO E ATLAS 2025

III.1 Visão do sector eléctrico em 2025

III.2 Atlas e impacto no território

III.3 Concretizar a visão: Investimento Público e Participação do Sector Privado


ANEXOS

Lista de investimentos prioritários no horizonte 2018-2025

Lista das sedes de município a interligar à rede nacional




«PREFÁCIO


»Os objectivos globais da estratégia de longo prazo Angola 2025 de promover o desenvolvimento humano e o bem-estar dos angolanos, de promover um desenvolvimento equitativo e sustentável, de garantir um ritmo elevado de desenvolvimento económico e de desenvolver de forma harmoniosa o território nacional, só são possíveis através de uma resposta adequada do sector eléctrico.

»O forte crescimento do consumo de energia tem resultado numa actuação enfocada em resolver os problemas de curto e médio prazo. A acção, no horizonte 2017, assume-se como prioritária.

»No entanto, só é possível desenvolver um sector eléctrico que apoie de forma adequada as aspirações do país se em paralelo à acção, desenvolvermos uma visão de longo prazo para o sector.

»A ambição de electrificar de forma adequada todas as sedes de Província, sedes de Município e projectos estruturantes e de levar serviços básicos de energia a todas as povoações do país requer uma visão integrada de desenvolvimento da rede eléctrica e dos papéis e responsabilidades das novas entidades do sector.

»O potencial hidroeléctrico do país é vasto e o tempo de desenvolvimento dos projectos longo. Constituindo a energia hidroeléctrica a principal aposta em termos de geração importa tomar desde já as opções para 2025 e iniciar o lançamento dos projectos, ponderando a competitividade, o desenvolvimento regional e o ambiente.

»O gás natural abre novas perspectivas ao sector e o sector abre novas perspectivas para o gás em Angola. A sua integração com a hidroelectricidade assume-se fundamental para termos um sistema seguro, mesmo em anos de seca, mas também competitivo. A utilização de gás na produção de electricidade também em Luanda, em Benguela e no Namibe, ainda que em pequena escala, viabilizarão infra-estruturas e logística de gás também para a industrialização do país.

»Acresce a necessidade de integrar a procura futura e os grandes projectos hídricos e de gás com uma rede de transporte adequada, com interligações que permitam a Angola participar no mercado regional e com a recentemente aprovada Estratégia Nacional para as Novas Energias Renováveis, respondendo às orientações e metas da Estratégia para a Segurança Energética.

»A visão de longo prazo Angola Energia 2025 ajudar-nos-á sem dúvida a tomar decisões mais firmes no presente, mas acima de tudo a construir um futuro melhor para Angola.


»João Baptista Borges
Ministro de Energia e Águas
»





2017/07/21

Tendências de negócio e o papel das Tecnologias da Informação e da Comunicação | Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC) (@APDC)


Info: APDC

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ÍNDICE



CAPÍTULO I Macrotendências

1. 10×10: 10 Tendências para os próximos 10 anos

1.1. Envelhecimento da população

1.2. Reforço da integração Europeia

1.3. Crescimento dos mercados emergentes

1.4. Crescente importância das vantagens comparativas

1.5. Maior peso do empreendorismo no crescimento económico

1.6. Maior velocidade na adopção de novas tecnologias disruptivas

1.7. Revolução na estrutura de qualificações e empregabilidade

1.8. Reinvenção do papel das Universidades

1.9. Maior foco no aproveitamento de recursos naturais

1.10. Pressão continuada para reduzir peso do Estado na Economia



CAPÍTULO II Transportes: Um setor em Convergência

1. Caracterização macroeconómica do setor

2. Identificação das principais tendências

2.1. Foco no utilizador

2.2. Gestão e Otimização de Ativos

2.3. Virtualização do Setor

2.4. Integração nas Cidades Inteligentes

3. Contributo das TIC

3.1. Redes Inteligentes (Intelligent Networks)

3.2. Virtualização e Cloud Computing

3.3. Interoperabilidade Virtual (IoT)

4. Conclusões



CAPÍTULO III Administração Pública – Um novo paradigma

1. Caracterização macroeconómica do setor

2. Identificação das principais tendências

2.1. Melhoria da eficiência e eficácia sem comprometer acesso aos serviços

2.2. Pressão para eliminação de obstáculos à mudança

2.3. Aumento da participação dos cidadãos nas opções do Estado

2.4. Imperativo para que a modernização da AP possibilite o desenvolvimento de clusters de inovação no setor privado

3. Contributo das TIC

3.1. A mobilidade e as redes sociais enquanto instrumentos de transformação do modelo de prestação de serviço aos cidadãos

3.2. Os novos paradigmas de mobilidade, colaboração e produtividade enquanto veículo de potenciação e revalorização dos colaboradores da AP

3.3. O business intelligence enquanto ferramenta estratégica de Gestão e Controlo

3.4. A cloud e a virtualização e interligação de datacenters federados, enquanto plataforma de inovação disruptiva para os serviços públicos



CAPÍTULO IV Retalho – Onde está e quem é o consumidor

1. Caracterização macroeconómica do setor

2. Identificação das principais tendências

3. Contributo das TIC

3.1. Necessidade de criar experiências diferenciadoras

3.2. Realidade Omni-canal

3.3. Operações integradas e eficientes

3.4. Alavancar o poder da informação

4. Conclusões



CAPÍTULO V Cidades Inteligentes: Crescimento Inteligente

1. Caracterização macroeconómica do setor

2. Identificação das principais tendências

2.1. Pessoas – Cidadania Ativa

2.2. Recursos e Transportes – Mobilidade

2.3. Segurança e Emergências – Resiliência

2.4. Gestão e Planeamento – Governabilidade

3. Contributo das TIC

3.1. Internet das Coisas e Cloud Computing

3.2. Plataformas de Controlo Operacional

3.3. Dispositivos Móveis e Social Media

3.4. Open & Big Data

4. Conclusões




«10×10: 10 Tendências para os próximos 10 anos


»Se excluirmos a última década em que praticamente Portugal não criou valor enquanto país, a verdade é que nos 60 anos anteriores o país foi um dos maiores exemplos de crescimento e de desenvolvimento económico que a Europa conheceu – crescendo, em média, acima de todos os seus congéneres Europeus.

»No entanto, o próximo salto de crescimento do país para fora do marasmo da última década terá de assentar em bases muito diferentes daquelas em que assentou o boom dos anos 60 ou 80/90 do século passado. Desta vez, Portugal não conseguirá sair da estagnação sem estimular a inovação e o empreendedorismo. Só esse movimento poderá colocar o país numa trajetória de criação e atracão de riqueza (mais empresas, mais exportações, mais imigrantes qualificados, mais investimento, menos desemprego), por oposição ao empobrecimento dos últimos anos.

»Nas últimas décadas, o país tem-se desenvolvido em vários domínios que facilitam o empreendedorismo e a inovação: aumentou as qualificações da sua população, criou boas infraestruturas (de comunicações, logísticas, etc), e possui em geral um ambiente acolhedor e atrativo para se viver. Ainda assim, continuamos a sofrer de uma débil capacidade de criar muitas e boas empresas no setor transacionável, o que certamente tem sido o principal fator de falta de crescimento da economia nos últimos 10 anos.

»As crises, como a que atravessamos, são períodos difíceis mas também podem ser o catalisador ideal para inverter o rumo de um país. (É aliás por isso, que países ricos em recursos naturais tendem, comparativamente, a desenvolver-se a um ritmo mais lento porque o sentido de urgência não existe.)

»Portugal, atravessando uma das maiores crises da sua história pode, e deve, aproveitar o sentido coletivo de transformação para alterar fundamentalmente o seu rumo. Em particular, a oportunidade do país passa por conseguir endereçar um conjunto de tendências. Estas tendências são uma mistura de tendências específicas ao país com outras comuns à Europa e ao mundo.»





APDC

2017/07/20

As dez maiores Inovações Urbanas | Fórum Econômico Mundial (WEF) (@wef): Conselho de Agenda Global sobre o Futuro das Cidades


Info: WEF (em inglês)

Documento (pdf)






Sumário


Introdução

1. Espaço Reprogramável (Digitalmente)

2. Waternet: Uma Internet de Tubos

3. Adote uma árvore através da sua rede social

4. Mais seres humanos: A Próxima Geração da Mobilidade

5. Co-Co-Co: Co-geração, Co-aquecimento, Co-resfriamento

6. A Cidade do Compartilhamento: Liberando a capacidade ociosa

7. Mobilidade em demanda

8. Medelim Revisitada: Infraestrutura para Integração Social

9. Smart Array: Postes inteligentes como plataformas para percepção urbana

10. Fazenda Urbana: Horta Vertical

Contribuidores




«Introdução


»Na década de 90, conforme a revolução digital começou a ganhar ritmo, alguns analistas sociais especularam que isso levaria a cidade à morte. O argumento foi que a localização geográfica das pessoas poderia se tornar menos importante, pois a interação seria maior no ciberespaço.

»Duas décadas depois, o oposto aconteceu: as pessoas continuam a viver muito mais no plano físico e, no começo deste século, ultrapassaram o ponto de convergência de mais pessoas vivendo as áreas urbanas que rurais. As NU prevê que em 2050 a população urbana mundial será tão grande quanto a população mundial em 2002. Mas, como serão as cidades de amanhã?

»As pessoas continuam a ser atraídas para as cidades pelas oportunidades econômicas, sociais e criativas que oferecem; as grandes cidades são mais produtivas que as áreas rurais, produzindo mais patentes e rendendo maiores retornos de capital. McKinsey estima que as 100 maiores cidades do mundo serão responsáveis pelo crescimento de 35% do PIB entre agora e 2025.

»No entanto, a urbanização também apresenta maiores desafios. As cidades que mais crescem no mundo têm enfrentado problemas para adaptar o crescimento e industrialização, sufocando sob o peso populacional, congestionamento e pobreza urbana. Em países desenvolvidos, a expansão urbana pode levar a níveis individuais de consumo de recursos muito superiores aos dos países em desenvolvimento. As configurações urbanas aumentam as ameaças como mudanças climáticas, escassez de recursos e segurança alimentar e da água, mas também fornece um sistema para solucioná-las.

»Se o futuro das cidades não puder ser de expansão sustentável, deverá ser, então, de incansável inovação. Este relatório apresenta 10 dos melhores exemplos pelo mundo de como as cidades estão criando soluções inovadoras para uma série de problemas. Muitas destas soluções são escaláveis, replicáveis e podem ser adaptadas para diversos ambientes urbanos específicos. Algumas são possíveis apenas devido às novas tecnologias, enquanto outras, aplicam a tecnologia a ideias que são tão antigas quanto a cidade.

»Dentro destas inovações, quatro princípios sempre ressurgem. Eles podem ser vistos como uma estrutura fundamental para encontrar soluções inovadoras para os problemas urbanos complexos:


»Liberando a capacidade ociosa: Muitas inovações, inteligentemente, fazem uso dos recursos já existentes. A Airbnb, por exemplo, disponibiliza a locação de casas privadas não utilizadas; a co-locação de escolas e instalações recreativas possibilita o compartilhamento público-privado de espaço; e a economia circular fornece oportunidades de reutilização, reciclagem e criação de valor.


»Cortar os picos: Desde eletricidade e água para estradas e transportes públicos, mais de 20% da capacidade fica ociosa durante grande parte do tempo pronta para enfrentar picos de demanda; cortar esses picos com a gestão da procura possibilitada para tecnologia ou estruturas de preços inovadoras pode limitar significativamente a carga sobre os recursos financeiros e naturais.


»Pensamento de infraestrutura em pequena escala: As cidades sempre precisarão de projetos de grande infraestrutura, mas, algumas vezes, de infraestrutura em pequena escala – desde ciclovias a compartilhamento de bicicletas até plantio de árvores para adequação às mudanças climáticas – também podem ter grande impacto em uma área urbana.


»Inovação centrada nas pessoas: A melhor forma de melhorar uma cidade é mobilizando seus cidadãos. Desde luzes de semáforos inteligentes a impostos sobre o lixo, inovações em tecnologia, serviços e governança não são fins por si mesmos, mas meios para moldar o comportamento e melhorar a vida dos habitantes da cidade. Todas as inovações devem ser centradas nos cidadãos, aderindo aos princípios de design universal e utilizadas pelas pessoas de todas as idades e capacidade.»





2017/07/19

Destino: Crescimento e inovação. O impacto da inovação na performance económico-financeira das PME e no seu crescimento | COTEC Portugal (@COTEC_Portugal) e Deloitte Portugal (@DeloittePT)


Info: COTEC Portugal

Documento (pdf). Sumário executivo (pdf)






Conteúdos


Nota metodológica

Sumário executivo

As PME inovadoras

A performance das PME inovadoras

Os desafios de crescimento das PME

Missing middle

O impacto do crescimento

Recomendações




«As PME inovadoras

»Como definimos estas empresas?

»O que as caracteriza e as torna diferentes das outras?


»A definição das top performers no quadro da inovação constante do presente estudo foi definida com base na amostra de empresas que preencheram o Innovation Scoring® nos anos de 2013, 2014 e 2015 e que se encontram no 1º quartil dos resultados finais auditados.

»Com base na análise realizada aos relatórios de autodiagnóstico de Innovation Scoring®, identificámos que as empresas designadas de top performers partilham um conjunto de características que se podem dividir nestos quatro segmentos.


»Têm uma estratégia de inovação clara, sustentada e agregadora

»Desenvolvem a sua estratégia de inovação detalhando-a em objetivos e planos de ação concretos. Fazem-no com recurso a uma análise cuidada da sua evolvente, munindo-se de informação relevante para sustentar as suas decisões. Complementam a estratégia com a promoção de uma cultura e liderança potenciadoras da inovação na organização.


»Configuram a sua organização para inovar recorrentemente

»Definem um modelo de governo para a inovação com o objetivo de (1) desenvolver projetos de inovação com estruturas e pessoas com as competências adequadas para esse efeito, bem como (2) captar, desenvolver e reter talento de forma coerente e alinhada com os objetivos propostos no quadro da definição da estratégia de inovação.


»Definem processos de gestão de IDI para operacionalizar a sua estratégia

»Definem e operacionalizam processos de gestão de IDI de forma a identificar oportunidades e ideias, promovendo a execução de projetos para as converter em resultados de inovação (p.e. produto, marketing, processo ou organização) e protegendo e valorizando, de forma sistemática, estes mesmos resultados.


»Desenvolvem atividades transversais para potenciar a inovação

»Garantem os meios necessários ao desenvolvimento de atividades de IDI: Destacam-se a capacidade de gerir e valorizar a cooperação com entidades externas, de planear e identificar fontes de financiamento adequadas aos objetivos e projetos de IDI e de recolher, documentar, codificar e difundir internamente informação e conhecimento.»





2017/07/18

Portugal INCoDe.2030. Iniciativa Nacional Competências Digitais e.2030 | INCoDe.2030 (@incode2030). Governo de Portugal (@govpt). Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (@ciencia_pt)


Info: Portugal INCoDe.2030

Document (pdf)






Índice geral


1. Uma ação integrada de política pública dedicada ao reforço de competências digitais

2. Quadro de referência

3. Os desafios e os eixos de ação

4. Portugal no contexto internacional e posicionamento em âmbito europeu: metas a atingir

5. Grandes desafios e objetivos estratégicos

6. Eixos prioritários de ação e respetivas atividades e programas a dinamizar

7. Organização, dinamização e acompanhamento do programa

ANEXO 1: Lista inicial de medidas e ações a considerar nos 5 eixos de intervenção

ANEXO 2: Análise comparada de um conjunto selecionado de indicadores em competências digitais para Portugal, Espanha, Rep Checa, Estónia, Irlanda e Finlândia (dados 2015/2016)

ANEXO 3: Metas em Competências Digitais para Portugal




Portugal INCoDe.2030

Iniciativa Nacional Competências Digitais e.2030

www.incode2030.gov.pt


Um programa integrado de competências digitais para Portugal, 2017-2030. Um conjunto de ações estruturado em 5 eixos:

1. Inclusão;

2. Educação;

3. Qualificação;

4. Especialização;

5. Investigação


Para responder a 3 grandes desafios:

1. Garantir a literacia e a inclusão digitais para o exercício pleno da cidadania;

2. Estimular a especialização em tecnologias e aplicações digitais para a qualificação do emprego e uma economia de maior valor acrescentado;

3. Produzir novos conhecimentos em cooperação internacional.






2017/07/17

Portugal Espaço 2030. Uma estratégia de investigação, inovação e crescimento para Portugal | Programa Espaço da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (@ciencia_pt)


Info: Programa Espaço da FCT

Documento (pdf)





Objetivos estratégicos

«_ Promover o crescimento económico e a criação de emprego qualificado em Portugal através da promoção de mercados relacionados com o Espaço, nomeadamente na exploração dos dados e sinais de satélite em vários setores de atividade e na sua utilização para abordar importantes desafios societais, incluindo na agricultura, nas pescas, na monitorização de infra-estruturas, no desenvolvimento urbano, na defesa e na segurança, e mesmo no sector da saúde pública;

»_ Fomentar a geração de dados de satélite através de novas tecnologias espaciais e infraestruturas relacionadas com o Espaço em Portugal, aproveitando a cooperação científica e tecnológica internacional, e transformando Portugal num ator relevante no sector espacial, com ênfase nas novas indústrias do Espaço (i.e., “New Space”).

»_ Contribuir para o desenvolvimento do País e para o fortalecimento das relações diplomáticas e de cooperação internacional, atendendo à sua posição geográfica e às ligações culturais e económicas que caracterizam a sua história.


»A estratégia nacional “Portugal Espaço 2030” é focada na resposta a desafios societais, centrada na exploração de dados, e tem por ambição estimular o investimento público e privado, reforçando a colaboração científica, industrial e internacional. Em suma, a estratégia procura apontar o caminho para a maximização dos benefícios que o investimento em atividades espaciais proporciona para o desenvolvimento de novas fronteiras do conhecimento, as empresas e os cidadãos, contribuindo para o desenvolvimento socioeconómico e cultural.

»A estratégia nacional encara assim o Espaço como um bem público a associar ás nossas instituições e ambições colectivas, estimulando a democratização contínua do acesso ao Espaço através do envolvimento inclusivo de empresas e instituições científicas e tecnológicas, públicas e privadas, em torno dos três eixos estruturantes descritos acima.

»A utilização de tecnologias espaciais faz parte do futuro colectivo da humanidade. Devido à sua história, Portugal tem fortes elos com países em via de desenvolvimento em diferentes continentes. Esta é a base para uma cooperação internacional ativa com o objetivo de desenvolver capacidades no domínio do Espaço e em domínios que podem beneficiar de serviços e aplicações de base espacial e habilitados por tecnologias espaciais, incluindo a difusão massiva de conteúdos educacionais, científicos e culturais em português. É também a base para partilhar o retorno de atividades espaciais com países e regiões que ainda não desenvolveram capacidades no domínio espacial, incluindo muitas regiões em países de língua portuguesa.»





2017/07/14

Controlar a globalização. Documento de reflexão | Comissão Europeia (@EU_Commission)


Info: Comissão Europeia

Documento (pdf)





ÍNDICE


1. PONTO DA SITUAÇÃO SOBRE A GLOBALIZAÇÃO E OS SEUS EFEITOS

1.1. A globalização não é um fenómeno novo, mas está a mudar rapidamente

1.2. É um fator positivo para a mudança...

1.3. ... mas também suscita alguns desafios


2. PERSPETIVAS FUTURAS

2.1. A globalização será muito diferente em 2025

2.2. ... e será preciso resistir às tentações de isolacionismo ou de inação


3. RESPOSTA EXTERNA DA EUROPA: COOPERAÇÃO INTERNACIONAL PARA MOLDAR A GLOBALIZAÇÃO, DIPLOMACIA ECONÓMICA E INSTRUMENTOS PARA ASSEGURAR CONDIÇÕES DE CONCORRÊNCIA EQUITATIVAS

3.1. A UE representa já uma força importante em prol de uma ordem mundial mais justa...

3.2. ... mas terá de fazer ainda mais no futuro

3.3. ... e a UE deve tomar medidas para restabelecer condições de concorrência equitativas


4. RESPOSTA INTERNA DA EUROPA: REFORÇAR A RESILIÊNCIA ATRAVÉS DE UMA MELHOR PARTILHA DOS BENEFÍCIOS E DA PROMOÇÃO DA COMPETITIVIDADE A LONGO PRAZO

4.1. A solidez das políticas sociais e educativas é determinante para assegurar a resiliência e uma distribuição equitativa da riqueza …

4.2. … e ao mesmo tempo é necessário envidar esforços significativos para tornar a Europa uma economia competitiva e inovadora…

4.3. ... em estreita parceria com regiões mais habilitadas


5. CONCLUSÃO



«PREFÁCIO

»Em 1 de março de 2017, a Comissão Europeia apresentou um Livro Branco sobre o futuro da Europa que constitui o ponto de partida para um debate amplo e aberto sobre o futuro da União a 27. Como contributo suplementar para o debate, a Comissão Europeia apresenta uma série de documentos de reflexão sobre temas essenciais que serão determinantes nos próximos anos. O presente documento – Controlar a globalização – é o segundo da série. Procura fazer uma avaliação justa e baseada em dados concretos do que a globalização significa para a Europa e para os europeus.

»Muitos europeus, em especial os mais jovens, dão-se conta de que o facto de estarem ligados a pessoas de outros países e continentes pode melhorar as suas vidas, e têm razão em pensar assim – cerca de um terço do nosso rendimento nacional provém das trocas comerciais com o resto do mundo.

»No entanto, muitos europeus estão também apreensivos, pois consideram que globalização é sinónimo de perda de postos de trabalho, de injustiça social ou de normas pouco exigentes em matéria ambiental, sanitária e de privacidade. Pensam que a globalização constitui um fator de erosão de tradições e de identidades.

»Devemos responder a estas preocupações, e a única forma de o fazer é debater estas questões abertamente. O debate tornar-nos-á mais fortes e preparar- -nos-á para dar respostas sustentáveis e justas que vão ao encontro das aspirações dos europeus.

»Hoje, mais do que nunca, os problemas locais tornam-se globais e os problemas globais tornam- -se locais. Embora a globalização afete quase todos os aspetos das nossas vidas, a forma como os cidadãos e as regiões vivem esta evolução é muito diferente.

»Assim, é chegado o momento de refletir sobre o que a UE pode fazer para moldar a globalização em função dos nossos interesses e valores comuns, de perguntar o que podemos fazer para proteger, defender e capacitar os cidadãos europeus, em especial os mais vulneráveis, e de chegar a acordo sobre o modo como a UE – as suas instituições, EstadosMembros, regiões, autarquias locais, parceiros sociais, sociedade civil em geral, empresas, universidades – e os seus parceiros internacionais podem agir em conjunto para controlar a globalização.


Frans Timmermans (Primeiro vice-presidente Programa “Legislar Melhor”, Relações Interinstitucionais, Estado de Direito e Carta dos Direitos Fundamentais) e Jyrki Katainen (Vice-presidente Emprego, Crescimento, Investimento e Competitividade)





2017/07/13

Eco-inovação e a Competitividade Empresarial. Projeto ECOPRODUTIN | AEP – Associação Empresarial de Portugal


Info: Projeto ECOPRODUTIN da AEP – Associação Empresarial de Portugal (@AEPOPTIONS)

Manual (pdf)





ÍNDICE GERAL


1. INTRODUÇÃO


2. ECO-INOVAÇÃO EM

2.1. Conceito de Eco-inovação

2.2. Barreiras e Fatores de Motivação para a Eco-inovação

2.3. Perfil Eco-Inovador de Portugal

2.4. Análise SWOT


3. POLÍTICAS PÚBLICAS DE FOMENTO À ECO-INOVAÇÃO

3.1. Enquadramento

3.2. Estratégia Europa 2020

3.3. Compromisso para o Crescimento Verde

3.4. Programa Nacional de Reformas Portugal 2020

3.5. Programa Geral de Ação da União para 2020 em Matéria de Ambiente: 7º PAA

3.6. Programa Operacional Sustentabilidade e Uso Eficiente dos Recursos (PO SEUR)


4. ECO-INOVAÇÃO COMO FATOR DE COMPETITIVIDADE EMPRESARIAL

4.1. Enquadramento

4.2. Fatores de Competitividade da Eco-inovação

4.3. Inovação Aberta: Competitividade pela Cooperação

4.4. Economia do Conhecimento


5. IMPLEMENTAÇÃO DA ECO-INOVAÇÃO NAS EMPRESAS

5.1. Fundamentos da Eco-inovação Empresarial

5.2. Benefícios Associados à Eco-inovação

5.3. Fatores Críticos de Sucesso

5.4. Easy Wins da Eco-inovação


6. CONCLUSÃO


7. BIBLIOGRAFIA



«INTRODUÇÃO

»A perceção de que a economia portuguesa só conseguirá crescer de uma forma sustentada por via de um aumento da competitividade das nossas empresas é porventura hoje um dos fatores de maior consenso na sociedade portuguesa.

»Num mundo em que o preço dos materiais e da energia é cada vez mais elevado, sem mostrar sinais de abrandamento, particularmente devido à emergência de potências altamente consumidoras de recursos, sendo a China o maior exemplo, a produtividade dos recursos afigura-se como um fator fundamental para a competitividade das empresas a curto/médio prazo.

»Paralelamente, a única forma de caminharmos rumo a uma economia mais sustentável, com maior qualidade de vida para os cidadãos e respeito pelo ambiente é precisamente uma crescente racionalização dos recursos utilizados no processo produtivo, bem como ao longo de todo o ciclo-de-vida de um produto.

»Assim, a implementação de soluções inovadoras e ambientalmente responsáveis nas empresas – eco-inovar – é hoje um imperativo para a sua competitividade, bem como para a sustentabilidade do nosso planeta, configurando-se como uma forma das empresas anteciparem desafios vindouros.

»Neste contexto, a AEP – Associação Empresarial de Portugal, propôs-se a implementar o projeto “ECOPRODUTIN – Produtividade na Indústria pela Eco-inovação”, que assenta no conceito da eco-inovação e tem como foco o setor industrial português, particularmente as PME, sendo os seus objetivos primordiais o aumento da competitividade do tecido nacional português, mediante um incremento da eficiência produtiva.

»Eco-inovar é precisamente ser capaz de conceber e desenvolver processos produtivos que evitem o desperdício de matérias-primas e de energia, proporcionando às empresas os tão desejados ganhos de produtividade e acrescida competitividade. É este o desafio que o projeto “ECOPRODUTIN – Produtividade na Indústria pela Eco-inovação” vem colocar ao tecido industrial português.

»Nesse sentido, o projeto incorpora diferentes ferramentas, que adereçam diferentes propósitos da eco-inovação nas empresas. Uma dessas ferramentas é precisamente este manual intitulado “Eco-inovação e a Competitividade Empresarial”, que procura evidenciar os méritos da eco-inovação como fator de competitividade nas empresas.

»Ao longo do manual é feita uma caracterização do cenário atual que é, na nossa opinião, altamente propício à introdução da eco-inovação nas organizações.

»Essa envolvente externa favorável manifesta-se também através das políticas públicas que têm vindo a ser seguidas, quer a nível europeu, quer a nível nacional, e que oferecem claras vantagens a empresas que adotem processos eco-inovadores.

»A interiorização da eco-inovação assume-se como uma forma clara de potenciar a competitividade das empresas, por via de redução de custos, abertura de novos mercados, atração de novos investidores e de financiamento ou como um instrumento de antecipação ao mercado, à concorrência e à legislação.

»A AEP – Associação Empresarial de Portugal pretende que este estudo constitua uma importante ferramenta de apoio à implementação da eco-inovação no universo empresarial, estabelecendo em definitivo um nexo de causalidade entre a eco-inovação e a competitividade empresarial.


»“Há sempre uma forma de fazer melhor. Encontre-a”
»Thomas Edison»





2017/07/12

Apoiar a Transição para uma Economia Circular: Fase I | Fundo Ambiental (#FundoAmbiental) do Ministério do Ambiente (@ambiente_pt)


Info: Fundo Ambiental

Programa (pdf)





«A economia circular é um modelo económico que atende às necessidades humanas e distribui de forma justa os recursos mobilizados sem prejudicar o funcionamento da biosfera ou cruzar quaisquer limites físicos do planeta. Este modelo depende do desenvolvimento de estratégias – tecnológicas, de produto, de serviço, de uso ou consumo – que induzam a reutilização contínua de materiais e recursos no seu potencial produtivo máximo (máximo valor financeiro e utilidade, pelo maior tempo possível), em ciclos devidamente energizados por fontes renováveis. Não só os recursos são preservados como é possível restaurar e regenerar capital natural extraído à biosfera, como sejam a água e nutrientes. Reduzimos assim a dependência da extração ou importação de matérias-primas e minimizamos emissões e resíduos a serem eliminados.

»É neste âmbito que se insere o presente aviso, que nesta primeira fase irá financiar atividades de estudo e de análise, consultoria e outras que identifiquem as oportunidades, promovam o envolvimento das entidades, e façam a pré-avaliação das mais-valias económicas, ambientais e sociais. Este estudo prévio deverá conduzir a um plano de implementação ou de negócio, que pode ser apoiado pelo Fundo Ambiental em fases subsequentes.


»Objetivos gerais do programa Apoiar a Transição para uma Economia Circular

»• Melhorar a eficiência e a produtividade dos recursos utilizados pelos agentes económicos nas cadeias de valor envolvidas, incluindo o utilizador final;

»• Estabelecer o business case para a economia circular, com evidências sobre a rentabilidade económica e redução de impactos ambientais associada à preservação do valor e utilidade dos recursos através de estratégias de circularidade;

»• Criar movimentos colaborativos de agentes económicos ao longo da cadeia de valor, em torno da identificação e atuação sobre oportunidades de melhoria no uso eficiente e produtivo de recursos;

»• Reforçar a rentabilidade e o crescimento dos agentes envolvidos (p.e. PME), combinando e transferindo conhecimento, novo e/ou já existente, convertendo-o em soluções inovadoras, disruptivas e competitivas, aproveitando as oportunidades de negócio europeias e globais;

»• Projetar e divulgar, no plano internacional, tecnologias, produtos e serviços desenvolvidos em Portugal, com vista a fomentar a capacidade de internacionalização das empresas;

»• Sensibilizar e contribuir para o aumento da consciência sobre a importância de uma abordagem sistémica para o desenvolvimento de produtos, processos e modelos de negócio num contexto de disponibilidade limitada de recursos.


»Objetivos específicos do programa Apoiar a Transição para uma Economia Circular:

»• Redução da entrada de matérias-primas, consumos de água, produção de resíduos e emissões de GEE e de poluentes atmosféricos nas cadeias de valor envolvidas;

»• Aumentar a eficiência energética e hídrica nas cadeias de valor envolvidas;

»• Aumentar a utilização de energias renováveis e de recursos regenerativos;

»• Aumentar a durabilidade produtiva dos produtos;

»• Aumentar a informação disponibilizada sobre os processos de produção dos produtos;

»• Catapultar a inovação em novos padrões de produção e de consumo/utilização de produtos, equipamentos, estruturas e outros bens primários, intermédios ou finais;

»• Desenvolver soluções tecnológicas e não tecnológicas, que possam ser adotadas e replicadas internamente e de cariz exportador;

»• Fomentar o investimento em soluções circulares, nomeadamente através de coinvestimento privado em fases subsequentes.


»Beneficiários

»Constituem beneficiários elegíveis as empresas independentemente da sua forma jurídica, as entidades privadas sem fins lucrativos, de natureza associativa e com competências específicas dirigidas às empresas ou que prossigam objetivos de responsabilidade social.

»O beneficiário pode apresentar candidatura em consórcio, sendo o beneficiário a entidade líder, competindo-lhe estabelecer os acordos ou contratos necessários à implementação da operação.»





2017/07/11

Alterações climáticas e desenvolvimento urbano | Direção-Geral do Território


Info: Direção-Geral do Território

Livro branco (pdf)





«Ao longo da última década, as alterações climáticas têm constituído um dos grandes temas da actividade científica ligada às Ciências da Terra. O debate sobre as medidas susceptíveis de influenciar positivamente as variáveis associadas ao fenómeno das alterações climáticas (mitigação) e sobre as medidas que poderão atenuar os seus efeitos mais gravosos para as sociedades humanas (adaptação) tem hoje um lugar cimeiro na agenda política europeia e mundial. A Conferência de Copenhaga, realizada em Dezembro de 2009, é disso um exemplo representativo.

»As cidades, onde se concentra a população, a riqueza e a capacidade de desenvolvimento das sociedades contemporâneas, são responsáveis por uma parcela importante dos consumos energéticos e são também particularmente vulneráveis aos efeitos previsíveis das alterações climáticas. Estão por isso no centro deste debate.

»As cidades portuguesas evidenciam ainda uma grande vulnerabilidade aos fenómenos climáticos extremos, como o demonstram os importantes prejuízos materiais e humanos que resultam sempre que ocorrem situações de pluviosidade intensa.»





2017/07/10

@PlasticChange: Até 2050 existirá mais plástico do que peixe no mar | @euronewspt






«São despejadas 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos nos oceanos, todos os anos. Uma equipa de investigadores recolheu dados no Oceano Pacífico, para rastrear o caminho feito pelos detritos de plástico. A organização internacional: "Plastic Change" quer sensibilizar para o aumento da poluição nos oceanos. O plástico não é biodegradável, mas no mar os grandes pedaços podem partir e ser ingeridos por animais marinhos.»





2017/07/02

Newsletter L&I, n.º 155 (2017-07-02)




n.º 155 (2017-07-02)

TAG: # inovação sim ou não # innovación sí o no # innovation oui ou non # innovation yes or not
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Discursos e inovação | Ideias e inovação | Invenções e inovação | Recursos e inovação

«Smartphone, uma arma de distração em massa» [link]

«Quem disse que você não é empreendedora?» [link]

Erico Fileno: «O Brasil é muito importante no contexto global de inovação e não damos tanto valor para isso» [link]

«Não é necessário ser uma startup para ser inovador» [link]



Liderar Inovando PT
Discursos e inovação | Ideias e inovação | Invenções e inovação | Recursos e inovação

«Quando a inovação corre mal. 13 dos maiores “flops” da História» [link]

Adriana Boghosian: «Vidcon 2017: 4 impressões finais sobre o evento global de creators» [link]

Sérgio Vieira de Nóbrega: «Os reis do ‘copy paste’» [link]

Margarida Pinto Correia: «Precisamos mesmo de interromper os ciclos de exclusão e não de tapar os buracos» [link]



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Eugenio Mallol (@eugemallol): «Innovar de mentiras» [link]

«La innovación aún no despega en España» [link]

«España está llamada a liderar la innovación internacional en turismo» [link]

«La tecnología e innovación de España, en cifras» [link]



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«Remettre en cause la mesure de la performance dans le digital» [link]

Simon Martin : «Pourquoi est-il devenu urgent d’innover pour les entreprises ?» [link]

«L’Industrie 4.0, buzz marketing ou vraie révolution?» [link]

«Biennale d’Architecture de Lyon, une première pour un monde meilleur» [link]



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«Artificial Intelligence - To Fear Or Not To Fear, That Is The Question?» [link]

Michael Power: «The value of partnerships» [link]

Christina Cassotis, CEO of Pittsburgh Airport: «Innovation, innovation and innovation» [link]

«India at No.2 for fintech innovation: CapGemini report» [link]




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Programa de formação de lideranças do @govmatogrosso e a ONG #ensinabrasil.org gera resultado em escolas | @Midia_News [link]

Índice de Inovação Global revela Portugal como o mais inovador dentre os lusófonos | @MundoLusiada [link]

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Les gouvernements africains s'engagent à investir dans l'innovation verte pour stimuler le développement du continent | @Mediaterre [link]

Advanced Micro Devices @AMD exhibits PC innovation leadership at @computex_taipei | @nationnews [link]



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Curso da #SCRural em Liderança e Empreendedorismo para jovens agricultores chega a Tubarão | @oregionalsul [link]

Rede de comunidades sustentáveis quer Europa a liderar combate por Acordo de Paris | @dntwit [link]

Marcos Urarte #Pharos.es cree transformación digital es principal reto para la innovación | @listindiario, Carolis Mella [link]

Le succès de Renault permet d’envisager la place de n°1 mondial pour l’Alliance | @Autoactu [link]

A Grand Canyon Digital Divide Between Employees And Their Bosses | @KarenHigWork via @forbes [link]



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Liderança, a essência de uma organização | Reinaldo Frez via @Callcenterinf [link]

A cidade que ultrapassou Lisboa como Capital Europeia Verde | @revistaSABADO, Mariana Branco [link]

El estilo del liderazgo ante la percepción divergente de empleados y directivos acerca de la cultura de empresa | @TalentStreet360 [link]

Pour des start-up au féminin, programme de la @wide_lu | @paperJam_lu, Jonas Mercier [link]

Interview to the CEO of Children’s National Health System (@childrenshealth), Kurt Newman, on Leadership, Innovation, and Delivering Specialized Care | @HarvardBiz, Katherine Bell [link]





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