2017/05/31

«Galileo coloca UE na vanguarda da navegação por satélite»



DW Deutsche Welle em português @dw_brasil



«Com 18 do total planejado de 30 satélites já em órbita, o sistema europeu, inteiramente sob controle civil, promete precisão muito superior à do GPS. Galileo é também compatível com outros sistemas de navegação.

»A União Europeia colocou em atividade nesta quinta-feira (15/12) os primeiros serviços do Galileo, seu sistema de navegação por satélite. Além de serviços acessíveis ao público, como localização e navegação, o projeto europeu também estará apto a auxiliar em casos de salvamento no mar e nas montanhas, assim como transmitir sinais do sistema de chamada de emergência para automóveis eCall.

»O Galileo oferece também às agências governamentais um serviço codificado, para situações de emergência, como atentados terroristas. Desse modo, a UE deu um passo importante em sua meta de dispor de um sistema de navegação por satélite sob controle civil, que futuramente deverá fornecer a usuários privados e comerciais dados muito mais precisos do que o sistema americano GPS, atualmente empregado.



»Precisão de até alguns centímetros

»Um foguete de lançamento Ariane-5 ES partiu de Kourou, na Guiana Francesa, em 16 de novembro às 10h06 (hora local), transportando quatro satélites de 738 quilos, cada um. Em menos de cinco horas todos haviam sido colocados em suas respectivas órbitas. Eles estão agora configurados e prontos para funcionar, e o sistema conta com 18, do total planejado de 30 dispositivos espaciais.

»O lançamento não foi apenas significativo para o sistema Galileo, como valeu dois recordes para o foguete transportador. Nunca um Ariane 5, o cavalo de batalha da Agência Espacial Europeia (ESA), colocou simultaneamente no espaço tantos satélites e tão pesados. Tratou-se, ainda, do 75º lançamento de um foguete do tipo, quebrando assim o recorde estabelecido pelo modelo anterior, Ariane 4, que voou 74 vezes sem apresentar defeitos.

Até a Rússia, que opera seu sistema próprio, o Glonass, participa indiretamente do Galileo, cujos 14 satélites anteriores foram colocados em órbita por foguetes Soyuz. Por fim, dependendo da configuração e da programação das diferentes aplicações de navegação, todos os sistemas de satélites concorrentes do planeta são compatíveis entre si e podem se complementar reciprocamente.

»O Galileo é um dos grandes projetos de prestígio da UE. Ao contrário do americano GPS, que conta mais de 20 anos, o sistema europeu de satélites está submetido a controle civil, e oferece grande parte de seu espectro de precisão aos usuários privados e comerciais. Enquanto o GPS admite discrepâncias de até 15 metros, em sua configuração final, de 30 satélites, o Galileo terá para os clientes privados uma margem de erro de cerca de quatro metros.

»Os usuários comerciais e órgãos governamentais, por sua vez, contarão com uma exatidão de até poucos centímetros. Desse modo, seria teoricamente possível controlar aviões, automóveis ou embarcações de modo automático ou semiautomático e com grande precisão. Até o fim de 2018, no mínimo 24 satélites estarão em funcionamento, e o sistema será considerado plenamente operacional.



»Cooperação mundial

»O alto grau de precisão do Galileo foi um dos motivos por que inicialmente a Secretaria de Defesa dos Estados Unidos rejeitou o sistema. O temor era que inimigos da Otan ou de outros aliados pudessem utilizá-lo para fins militares. Nesse ínterim, os engenheiros encontraram uma solução técnica para o problema: am caso de crise, as Forças Armadas podem interferir nos sinais de navegação civil numa determinada área, enquanto aqueles destinados aos militares permanecem inalterados.

»O Galileo é, ainda, conectado com os satélites do sistema de emergência Cospas-Sarsat, permitindo localizar com alta precisão, por exemplo, os sinais de SOS de navios em apuros. Além disso, as unidades de salvamento estarão capacitadas a enviar mensagens por satélite ao emissor.

»Ao lado dos Estados-membros da ESA, vários outros países contribuíram de maneiras diversas para o Galileo, entre outros a Arábia Saudita, Coreia do Sul, Índia, Israel, Marrocos e Ucrânia.

»Embora seu próprio sistema de navegação por satélite, Bei Dou, esteja em fase de testes, também a China está ligada ao Galileo através de um centro universitário de treinamento, cujo foco é desenvolver novos conceitos de utilização por usuários e firmas – e, por conseguinte, novos produtos para o mercado. Até a Rússia, que opera seu sistema próprio, o Glonass, participa indiretamente do Galileo, cujos 14 satélites anteriores foram colocados em órbita por foguetes Soyuz.

»Por fim, dependendo da configuração e da programação das diferentes aplicações de navegação, todos os sistemas de satélites concorrentes do planeta são compatíveis entre si e podem se complementar reciprocamente.»





Inovação e ideias

2017/05/30

«Lego alcança receitas recorde»



Jornal de Negócios @Jnegocios



«A Lego obteve a maior receita de sempre em 85 anos. A empresa registou, aproximadamente, 5 mil milhões de euros no ano de 2016.

»A Lego alcançou um crescimento de 6% comparativamente a 2015, conseguindo apresentar uma receita de 37,9 mil milhões de coroas (5 mil milhões de euros).

»“Estamos satisfeitos com o nosso desempenho em 2016,” referiu o CEO Balli Padda em conferência de imprensa. “Tivemos uma primeira metade do ano muito forte, ao passo que o crescimento das vendas no segundo trimestre foi mais sustentável, comparativamente a anos anteriores. Ficámos encorajados pelo nosso desempenho em mercados maduros como a Europa e continuámos a ver grande potencial na China, que representa uma oportunidade de crescimento atractiva”, avança.

»Apesar da maior parte das vendas se cingir à Europa e aos EUA, o CEO da Lego afirma que “nos Estados Unidos, as vendas aos consumidores estagnaram, apesar de um aumento significativo em gastos de marketing na segunda metade do ano”. Por conseguinte, um mercado que ainda se apresenta em crescimento, mas que no ano passado conseguiu surpreender, foi o mercado chinês, o qual se revelou uma boa aposta, segundo as palavras de John Goodwin, CFO da Lego.

A Lego Boost, um robô que combina codificação, programação e construção tradicional, foi já considerado o brinquedo do ano.

»Durante 2016, mais de 335 novos itens foram lançados, que geraram 9,4 mil milhões de coroas (1,3 mil milhões de euros) em receitas líquidas. De todos os produtos vendidos, o top 5 de vendas da Lego em 2016 é: o Lego City, Lego Duplo, Lego Star Wars, Lego Friends e Lego Ninjago.

»“A inovação é fundamental para o nosso sucesso e, anualmente, cerca de 60% do nosso portfólio são novos produtos. Estamos constantemente a desafiar-nos, a envolver e a inspirar as crianças com as experiências de jogo mais relevantes, emocionantes e divertidas. Por isso, a Lego descobriu novas maneiras de se ligar com as crianças através de uma variedade de plataformas digitais”, refere Balli Padda.

»Ainda este ano, a empresa pretende introduzir novas plataformas para inspirar a combinação do jogo digital com o jogo físico. A Lego Life, uma plataforma digital criada para que as crianças possam compartilhar as suas experiências de construção, foi lançada em diversos mercados no mês passado e já conta com 840 mil utilizadores. Por sua vez, a Lego Boost, um robô que combina codificação, programação e construção tradicional, foi já considerado o brinquedo do ano.

»Em parceria com a UNICEF, a Lego desenvolveu uma política de Segurança Digital Infantil para criar experiências seguras de jogo online para as crianças. Trabalhou ainda em parceria com a UNICEF na iniciativa “Partners in Play”, para proporcionar oportunidades de aprendizagem às crianças sírias refugiadas na Jordânia. Por fim, através de programas de voluntariado, os colaboradores do Grupo envolveram mais de 100.000 crianças em todo o mundo em experiências de jogo organizadas por instituições de caridade, que operam em comunidades próximas das instalações da empresa.

»“A nossa ambição de longo prazo é proporcionar a oportunidade, a milhões de crianças em todo o mundo, de beneficiarem de experiências de jogo Lego, especialmente em mercados emergentes. Em 2016, investimos significativamente no talento e nas infra-estruturas para permitir este crescimento sustentável a longo prazo”, avança o CEO da Lego.»





Inovaçãoe discursos

2017/05/29

Newsletter L&I, n.º 150 (2017-05-29)




n.º 150 (2017-05-29)

TAG: # estandardização # estandarización # standardisation
# standardization
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# standardization


Liderar Inovando BR
Discursos e inovação | Ideias e inovação | Invenções e inovação | Recursos e inovação

«Alain Guiraudie: "Na Vertical" é o meu filme mais queer» [link]

«GE aposta em produtos voltados para Pequenas Centrais Hidrelétricas» [link]

«9 itens simples e criativos que todo carro poderia ter» [link]

«China desenvolve veículo policial capaz de reconhecer criminosos instantaneamente» [link]



Liderar Inovando PT
Discursos e inovação | Ideias e inovação | Invenções e inovação | Recursos e inovação

«Eficiência Energética: Um desafio para as empresas» [link]

«Este carro elétrico pode ser construído em sua casa» [link]

«Em Portugal, são ainda escassos os projectos estruturados e integrados» [link]

«Vem aí o 5G, a rede que vai colocar as máquinas a falar umas com as outras» [link]



Liderar Innovando ES
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«VESA crea un grupo de estandarización para las tecnologías de realidad virtual y aumentada» [link]

«Director del IDAC confirma estandarización del sistema aeronáutico nacional» [link]

«La estandarización de IoT llama la atención de Sigfox» [link]

«Cooperativas piden estandarización de normas vitícolas entre Mercosur y la UE» [link]



Mener avec Innovation FR
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«Poietis lance une nouvelle plateforme de bio-impression et lève des fonds» [link]

La guerre numérique analysée par un ancien agent secret et grand policier. Eric Meillan : « Une attaque peut avoir nécessité plusieurs années de préparation, mais elle va se dérouler à la vitesse de la lumière » [link]

«Harmonisation des normes alimentaires à l’ordre du jour de l’Union africaine» [link]

«La France va développer une filière industrielle de nanosatellites» [link]



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«To grow business, standardize and automate» [link]

«Offshore Technology Conference OTC 2017: R&D Collaboration, Standardization Are Key To Lower Offshore Costs» [link]

«Standardization Needs Room for Innovation» [link]

«Advertising, Consumption and Standardization in Cuba» [link]




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Goiás na liderança da produção industrial brasileira segundo @ibgecomunica. @marconiperillo:"Sou governador do Estado que mais cresce no Brasil" | @diariodegoias [link]

Mercedes-Benz procura 125 talentos para inovar em Lisboa | @ComputerworldPt [link]

"El Vall d´Hebron es mucho más importante que Forbes": César Velasco @Medicinaglobal | @redaccionmedica, Laura Díez [link]

Université d’entreprise : Entretien avec Omar Benaini, Directeur associé de LMS ORH #lms-conseil.co.ma | @lavieeco, Brahim Habriche [link]

Dubai Women Establishment (@Cultural_Office @UAEGBC @DubaiWomenEst @Ashridge_Biz) graduates first class of Emirati women from Innovative Leaders Programme | @Emirates247 [link]



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Faculdade de Piracicaba promove ciclo de palestras com gestores de RH de multinacionais | @g1piracicaba [link]

Investir para inovar, inovar para internacionalizar | Elisabete Felismino, @ECO_PT [link]

El liderazgo que aburre hasta al mejor empleado | Ivonne Vargas, @ExpansionMx [link]

La generación que transforma a las empresas. La Generación Z crece en México y en el mundo, rompe esquemas organizacionales y construye el futuro de los negocios | Rémy de Cazalet, @Forbes_Mexico [link]

Un cercle vicieux à la tunisienne | Adel Guitouni via @Leaders_Tunisie [link]

Navigating clean energy innovation in the age of Trump | Ron Pernick, @GreenBiz [link]



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Liderança em Tecnologia da Informação | Luiz Dias (Allanis Networks) via Administradores - O Portal da Administração [link]

Inovação e mudança, acompanhando os tempos | Sebastião Feyo De Azevedo via Jornal de Notícias [link]

Conferencia dirigida al sector agrícola presentará innovaciones a nivel mundial. En la cita también se lanzará AGTECH LATAM, el concurso de innovación en nuevas tecnologías en agricultura, alimentos y vinos | Diario Financiero Lab Online [link]

Se Fixer Des Limites Pour Jamais Ne Les Atteindre | Alban Jarry via Forbes.fr [link]

Trois questions à Dave Tang, Directeur général de la division Datacenter de Western Digital | TechTarget, Christophe Bardy @LeMagIT [link]

Incorporating Innovation Into Today's Fast-changing World | Maryjane Wurth (American Hospital Association) via H&HN (Hospitals & Health Networks) [link]





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Carlos Moedas: Com a saída do procedimento por défice excessivo, Portugal volta a ter voz na Europa | @dntwit, entrevista de Paulo Baldaia e Arsénio Reis








2017/05/26

«Vem aí o 5G, a rede que vai colocar as máquinas a falar umas com as outras»



Jornal Económico @ojeconomico



«Numa altura em que as operadoras estão ainda a fazer investimentos e a procurar rentabilizar a aposta de milhões no 4G, a inovação tecnológica 5G começa a ser testada na Coreia do Sul e na Europa ninguém parece querer ficar de fora nesta corrida tecnológica. Embora não deva estar disponível antes de 2020, em Portugal as operadoras assumem estar a par dos avanços tecnológicos.

»Ao ‘Dinheiro Vivo’, fonte oficial da NOS garante estar “a acompanhar a estandardização do 5G, a estudar e avaliar a tecnologia e o ecossistema e a tomar opções estratégicas no desenvolvimento da sua rede atual orientadas a uma futura evolução para 5G”.

»Também a Vodafone admite estar “há já algum tempo” a “preparar as suas infraestruturas para a rede móvel do futuro”. Fonte oficial da operadora conta ao ‘Dinheiro Vivo’ que está a proceder à instalação de equipamentos “5G ready” e a fazer o upgrade do software atualmente existente, bem como a desenvolver “funcionalidades que permitem elevadas taxas de transferência de informação”.

Ao ‘Dinheiro Vivo’, fonte oficial da NOS garante estar “a acompanhar a estandardização do 5G, a estudar e avaliar a tecnologia e o ecossistema e a tomar opções estratégicas no desenvolvimento da sua rede atual orientadas a uma futura evolução para 5G”.

»“O 5G permitirá revolucionar a forma como interagimos com o mundo, acelerando a integração em rede de equipamentos e sensores (carros, domótica, remotização de procedimentos, veículos). Os equipamentos que nos rodeiam terão mais ‘inteligência’ e estarão ligados ao mundo permitindo um número sem fim de novas aplicações e serviços”, indica a fonte da NOS.

»O novo espectro tecnológico vai aumentar a velocidade com que trocamos dados entre dispositivos (como tablets e smartphones) e permitir o desenvolvimento da Internet das Coisas.

»A Coreia do Sul quer pôr máquinas a falar com máquinas, investir em carros autónomos e telemedicina e garantir uma rapidez cada vez maior das redes, ainda antes dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, dos quais será o país anfitrião.

»No entanto, em Portugal ainda não há data prevista para o lançamento de uma oferta 5G, até porque ainda há muito terreno pela frente e muitas ideias que precisam de ser exploradas.

»“O principal desafio é rentabilizar as redes móveis e não forçar a introdução de novas tecnologias sem a garantia que as redes atuais estão exploradas até à sua maturidade e sem a garantia que o mercado está recetivo para as mesmas”, sublinha a NOS.

»Em Portugal caberá à Anacom definir as regras de atribuição do espectro em coordenação com as diretivas da Comissão Europeia.»





Inovação e recursos

2017/05/25

«Em Portugal, são ainda escassos os projectos estruturados e integrados»



Revista Smart Cities @smart_citiesPT, Filipa Cardoso



«Catarina Selada, directora da Unidade de Cidades da INTELI, não tem dúvidas: “nos últimos anos, muito mudou na área das smart cities em Portugal”. Os autarcas estão mais sensibilizados, as estratégias municipais tomam forma e as empresas nacionais destacam-se não só no mercado nacional, mas também além-fronteiras. Num conceito de cidade inteligente centrado nas pessoas, a especialista reforça que “ainda são necessários esforços adicionais de promoção da participação dos cidadãos na co-criação de soluções para os problemas urbanos e de ideias para responder aos desafios de futuro das cidades”.


»Como tem evoluído o sector das cidades inteligentes nacional?

»Nos últimos anos, muito mudou na área das smart cities em Portugal, nomeadamente no âmbito da governação, sensibilização, cooperação e mobilização de actores. Ao nível dos municípios, os autarcas estão bastante mais sensibilizados para o impacto das smart cities na vida urbana. Para ilustrar este fenómeno, podemos referir que, em 2013, a RENER - Rede Portuguesa de Cidades Inteligentes integrava 46 municípios e, em 2016, inclui já 124 municípios, tendo as manifestações de interesse sido apresentadas pelas próprias cidades.

»De acordo com os resultados da 2ª edição do Índice de Cidades Inteligentes (INTELI, 2016), no seio da amostra de cerca de 40 municípios analisados, 25% já definiu estratégias e planos de acção na área das smart cities, sendo que 31% criou departamentos ou grupos de trabalho específicos para as cidades inteligentes. Por exemplo, Águeda definiu a estratégia “Águeda is a smart city” e Cascais criou uma Divisão Cidades Inteligentes. Grande parte dos municípios encontra-se a desenvolver projectos piloto em áreas verticais, como a mobilidade e eficiência energética, sendo ainda escassos os projectos estruturados e integrados de inteligência urbana.


»As empresas estão a acompanhar?

»Ao nível da indústria, existem diversas empresas com competências e capacidades para operar no mercado das smart cities. De acordo com o “Smart Cities Portugal Roadmap” (INTELI, 2014), no seio da amostra de 100 empresas inquiridas, destacam-se o desenvolvimento e a produção de soluções nas áreas da governação, mobilidade e energia, sendo que 28% exporta esses produtos, serviços ou aplicações para os mercados da Europa, África e América Latina. Acresce que 29% já registou patentes no domínio das cidades inteligentes. E não estamos a falar apenas de multinacionais, mas também de PME e start-ups.

»Aliás, o movimento do empreendedorismo urbano tem vindo a intensificar-se muitas vezes com o apoio dos próprios municípios que disponibilizam espaços criativos, lançam programas de apoio, tornam os dados acessíveis (open data) e organizam concursos de apps e hackatons. Como exemplos, podemos apontar o Scale up Porto ou o Made-in Famalicão, assim como a estratégia de Lisboa Start-up City, que culminou na organização do Web Summit este mês.

»A recente aprovação do Cluster Smart Cities Portugal como Cluster de Competitividade, no âmbito das Estratégias de Eficiência Colectiva, demonstra, também, uma maior apetência para a colaboração intersectorial e interinstitucional, dado que integra municípios, empresas, universidades, centro de Investigação e Desenvolvimento, associações e incubadoras.

»Em particular, pretende potenciar-se um novo ambiente cooperativo entre cidades e indústria, à semelhança do preconizado nos projectos farol da Parceria Europeia para a Inovação “Smart Cities and Communities”, financiados pelo Horizonte 2020.


O Cluster Smart Cities Portugal tem como visão afirmar Portugal como palco de desenvolvimento e experimentação de tecnologias, produtos e sistemas de elevado valor acrescentado para cidades inteligentes a nível global, promovendo a competitividade, capacidade de inovação e internacionalização das empresas. Pretende, assim, promover o desenvolvimento e exportação de soluções urbanas inteligentes e integradas com vista à estruturação da oferta das empresas e respectiva valorização nos mercados internacionais. Esta plataforma vai ter um papel importante ao nível da eliminação de barreiras de mercado, em áreas como a intelligence, modelos de negócio, financiamento, regulamentação, estandardização, compras públicas ou o envolvimento dos stakeholders.

»O que é ainda preciso melhorar?

»É preciso melhorar a vários níveis, até porque a construção de smart cities é um processo, não um fim em si mesmo. Para potenciar as vantagens associadas às cidades inteligentes em Portugal, importa apostar na coordenação, convergência e integração. É necessário promover o desenvolvimento de projectos smart city mais abrangentes e estruturados, integrando soluções diversas como energia, mobilidade e TIC, assim como ultrapassar a escala piloto e replicar estas soluções na cidade como um todo e/ou noutros territórios. Os municípios ganham se apostarem mais no potencial dos dados e informação para suportar a tomada de decisão e apoiar a definição de políticas públicas.


»Os projectos que estão em andamento ainda não têm essa visão integrada?

»De acordo com o Índice de Cidades Inteligentes (INTELI, 2016), nenhum dos municípios inquiridos tem em funcionamento uma plataforma integrada de gestão urbana, sendo que apenas 6% disponibiliza um dashboard com indicadores urbanos críticos. Importa, no entanto, referir que o Porto é um dos dez municípios europeus envolvidos na iniciativa “Plataformas Urbanas” da Parceria Europeia para a Inovação “Smart Cities and Communities”, que visa a criação de um modelo de referência que potencie o desenvolvimento de plataformas escaláveis, interoperáveis e abertas.


»E no que respeita à ligação com os cidadãos?

»Considerando um conceito de smart city centrado nas pessoas, ainda são necessários esforços adicionais de promoção da participação dos cidadãos na co-criação de soluções para os problemas urbanos e de ideias para responder aos desafios de futuro das cidades. O Índice de Cidades Inteligentes mostra-nos que 53% dos municípios analisados possui Orçamento Participativo e 22% lançou outras formas de democracia participativa, sendo que 25% ainda não utiliza estas ferramentas de participação pública. Utilizar práticas inovadoras de colaboração e apoiar movimentos cívicos bottom-up são também áreas a explorar.


»O tamanho reduzido do mercado português tem afectado as empresas nacionais que operam nas cidades inteligentes ou, em contrapartida, pode ajudar a que o território se posicione como laboratório?

»Portugal tem, de facto, uma escala apropriada para se posicionar como laboratório, como living lab, não só pelas suas características geográficas e demográficas mas também porque os Portugueses são considerados early-adopters de tecnologias. As empresas podem testar, experimentar e demonstrar soluções, produtos e serviços em contexto real, com forte participação dos utilizadores, favorecendo a respectiva replicação e aplicação em larga escala.


»Qual será o papel do Cluster aqui?

»O Cluster Smart Cities Portugal tem como visão afirmar Portugal como palco de desenvolvimento e experimentação de tecnologias, produtos e sistemas de elevado valor acrescentado para cidades inteligentes a nível global, promovendo a competitividade, capacidade de inovação e internacionalização das empresas. Pretende, assim, promover o desenvolvimento e exportação de soluções urbanas inteligentes e integradas com vista à estruturação da oferta das empresas e respectiva valorização nos mercados internacionais. Esta plataforma vai ter um papel importante ao nível da eliminação de barreiras de mercado, em áreas como a intelligence, modelos de negócio, financiamento, regulamentação, estandardização, compras públicas ou o envolvimento dos stakeholders. O cluster integra cerca de 50 entidades, incluindo empresas, universidades, municípios, associações e incubadoras.


»Qual é o ponto de situação para o arranque do Cluster?

»Nas próximas semanas, será criada a associação gestora do cluster, ao que se seguirá a assinatura de contrato-programa com o IAPMEI, no âmbito do Programa Clusters de Competitividade – Estratégias de Eficiência Colectiva. As entidades da plataforma poderão, assim, ter acesso a financiamento específico no âmbito do Portugal 2020 para o desenvolvimento de actividades de natureza colectiva. Poderão, também, posicionar-se ao nível europeu, com a apresentação de propostas de projectos a programas como o Horizonte 2020, COSME, LIFE+, entre outros.


»A publicação da 2ª edição do Índice de Cidades Inteligentes está para breve. Que conclusão se pode tirar dessa análise?

»É fundamental salientar a evolução que se regista, de uma forma global, nas cidades portuguesas e os municípios que participaram em ambas as edições do índice demonstram essa tendência. Gradualmente, nos últimos anos, as cidades portuguesas e, também, os territórios de baixa densidade, no interior, por vias diversas e de acordo com as suas especificidades, têm vindo a identificar e a implementar os melhores processos, metodologias e políticas, com o objectivo de contribuírem activamente para melhorar a qualidade de vida dos seus habitantes. Ao contrário de cidades de outros países, em Portugal o movimento das smart cities está enquadrado na visão holística sobre o território, focada no cidadão, utilizando a informação, o conhecimento, a criatividade e a tecnologia para atingir objectivos sociais, económicos e ambientais para responder aos desafios urbanos do futuro.»





Inovação e invenções

2017/05/24

«Este carro elétrico pode ser construído em sua casa»



Motor 24 via Jornal de Notícias @JornalNoticias



«Já pensou em construir o seu próprio carro elétrico em casa? Agora já pode. A Bol.com é uma espécie de supermercado online, que opera na Holanda e na Bélgica, vendendo uma grande variedade de produtos. Mas há um produto especial que a loja passou a oferecer: o seu primeiro automóvel, o Winkelwagen, ou Carro de Compras, em português.

»O mais interessante neste automóvel é que ele pode ser construído em casa. Ele é feito com 223 itens que estão à venda na Bol.com, por exemplo, o cinto de segurança é feito com uma trela de cão, a grelha dianteira é feita com uma grelha para carne, e os pedais são espátulas.

»A empresa oferece este carro em kit, incluindo instruções sobre como montá-lo, como pode ver neste vídeo. Fazer este último passo em casa é necessário devido a legislação sobre estandardização de tipo em automóveis de produção. [...]

»Para saber mais clique aqui: www.motor24.pt»





Inovação e ideias

2017/05/23

«Eficiência Energética: Um desafio para as empresas»



Edifícios e Energia @revedif_energia, Filipa Cardoso. Artigo originalmente publicado na edição 107 da revista Edifícios e Energia.



«Em 2020, melhorar a eficiência energética dos edifícios vai exigir um investimento global superior a 192 mil milhões de euros. O potencial de poupança é inegável, mas continua bloqueado e não necessariamente por falta de capital. Em vez disso, fazer destes números uma realidade vai depender muito da capacidade do sector de comunicar e vender a eficiência energética.

»Quando falamos de eficiência energética, esta vem, normalmente, acompanhada de números redondos. Os potenciais de poupança são enormes e muito atractivos: sabe-se que a aposta na eficiência energética poderá reduzir em 400 mil milhões de euros anuais a despesa energética da Europa, estimando-se que, para cumprir as metas para 2020, o investimento necessário rondará os 100 mil milhões/ano. Os edifícios surgem como o principal desafio, representando 40 % da utilização de energia.

»A nível global, a Agência Internacional de Energia prevê que, em 2020, sejam precisos mais de 192 mil milhões de euros só para o sector. Isto, sem falar nos benefícios indirectos, como a criação de emprego e a redução da pobreza energética. Interessante, não? É, mas, ainda assim, a eficiência energética tarda em arrancar a todo o vapor, como se um nevoeiro denso nos afastasse desta “terra prometida”. Afinal, do que precisamos para chegar lá? A derradeira resposta é mais simples do que parece: procura. Isto porque, no meio de tantos estudos e potenciais, a eficiência energética não se consegue afirmar como algo que traz benefícios, ou – melhor dizendo – que é, em si, um benefício. Por mais elevado que seja o número que a acompanhe, enquanto não aprendermos a vender e comunicar a eficiência energética, o potencial não sai do papel. E, nesta tarefa, as empresas de serviços de energia (ESE) podem assumir protagonismo, mas também elas têm ajustes a fazer.



»Vender eficiência energética

»“A maior barreira é a falta de procura real”, admite o especialista internacional e director da consultora britânica Energy Pro Ltd, Steven Fawkes. E, quando olhamos para os edifícios, isto faz ainda mais sentido. Os proprietários ou gestores estão longe de compreender plenamente aquilo que lhes é dito por engenheiros e arquitectos, que já integram o conceito de eficiência energética nos seus projectos nas várias áreas – climatização, AQS, renováveis, QAI, reabilitação, etc.

»Desse lado, vender eficiência energética é um verdadeiro desafio, nem que seja porque “as pessoas não gostam de investir dinheiro que têm agora em algo que só vai reduzir o que elas consomem no futuro”, relata Jessica Stromback, directora do Joule Assets Europe, uma entidade fornecedora de soluções financeiras na área da energia.

»“As ESE com as quais trabalhamos dizem-nos que quase nunca venderam um projecto de eficiência energética, em vez disso, os consumidores compram sempre outra coisa qualquer, como uma melhoria dos processos ou conforto”, relata a também responsável pelo SEAF, ferramenta europeia para a avaliação de resultados financeiros dos projectos de eficiência energética.

»A razão, para Fawkes, prende-se com o facto de, na maioria das organizações, a eficiência energética não ser vista como estratégica, mas sim “como uma medida de redução de custos e, embora isto seja importante, nunca o é tanto como aumentar as vendas, gerar melhor valor para os clientes ou manter pessoal. Estes benefícios estratégicos podem ser alcançados através de projectos de eficiência energética, mas raramente são reconhecidos ou valorizados como tal”.

»A opinião é unânime: é necessário que os proprietários valorizem a eficiência energética e, para isso, vão precisar da ajuda do sector. “A indústria da eficiência energética tem de começar pelos benefícios que não estão relacionados com a energia e construir um modelo de negócio estratégico”, diz Fawkes e ilustra com um projecto recente entre o UK Green Building Council e a lojista Marks & Spencers:

»“Se se demonstrar que as vendas subiram nas lojas verdes porque, de alguma forma, os clientes se sentiram melhor nessa loja do que nas da concorrência, isso seria uma questão muito estratégica para a agenda da direcção. Nesse caso, os factos de a loja verde ser também eficiente do ponto de vista energético e de haver algumas poupanças nos custos com a energia seriam praticamente irrelevantes”.

»Não se quer dizer, com isto, que a indústria e as empresas de eficiência energética têm estado de braços cruzados à espera que o milagre se dê. “Há 40 anos que falamos disto, queremos que funcione e um dos grandes problemas é que os proprietários não confiam nas poupanças, até mesmo aqueles que estão interessados”, lamenta Panama Bartholomy, director do Investor Confidence Project (ICP) Europe, projecto financiado pelo Horizonte 2020 e que tem por missão desenvolver ferramentas open source que aumentem a bancabilidade dos projectos de eficiência energética nos edifícios.



A normalização e adopção das melhores práticas e [a introdução de] modelos nacionais estandardizados para contratos legais, processos de subscrição, procedimentos de aquisição, adjudicação, medição e verificação, reporte, desempenho energético e seguro vão adicionar volume ao mercado de investimento em eficiência energética e diminuir os custos financeiros e de transacção.

»Aprender com as renováveis

»A falta de confiança é um problema conhecido, em particular no mercado das ESE. Há alguns anos, estas empresas, cujo modelo de negócio seria crucial para que a Europa alcançasse as metas energéticas, foram recebidas com elevadas expectativas. Hoje, estão longe das previsões iniciais. “Na Europa, o nosso mercado total é de 150 milhões de euros anuais. É absurdo, mas é verdade”, lamenta Stromback, sublinhando os seis mil milhões de dólares anuais do mercado norte-americano.

»Aprender a comunicar e vender a eficiência energética é determinante para conquistar a confiança dos clientes e dos investidores. E, neste ponto, há um mercado bem próximo com o qual a eficiência energética pode aprender: as energias renováveis. “Há três lições que podemos tirar daí”, defende Bartholomy, a primeira passa por criar um clima de investimento atractivo, para o qual o Estado é fundamental.

»“Os governos fizeram-no muito bem com as renováveis e, quando isso aconteceu, rapidamente, o mercado se padronizou, que é a segunda lição. Em terceiro lugar, recolheram informações e, hoje, têm 20 anos de dados de desempenho que usam para justificar projectos e o seu financiamento”.

»Actualmente, investir num projecto de energias renováveis é um “negócio seguro, padronizado por qualquer investidor”, conta o consultor Jorge Rodrigues de Almeida, e incluir uma parte de renováveis no projecto de eficiência energética é até um dos truques usados para facilitar o financiamento.

»“Assim, temos um volume interessante de investimento que está, mais ou menos, seguro e, para o investidor, o facto de misturar estes dois torna-o mais atractivo, dando mais garantias de que pode correr bem”, esclarece o também responsável pelo ICP em Portugal.



»Comunicar

»Na lista de barreiras existentes ao mercado da eficiência energética e das ESE, a falta de procura do lado do cliente e a desconfiança superam mesmo o “papão” do financiamento, até porque nem todos consideram que não haja capital disponível. “Existem muitos investidores prontos a financiar projectos, é preciso é cumprir com os critérios que eles definem e não com aqueles que a engenharia pensa que são os melhores”, afirma Rodrigues de Almeida.

»Todavia, quando falamos da banca convencional e no caso português, a resistência ainda é forte, com condições pouco atractivas, e a pequena dimensão dos projectos complica ainda mais, contam Paula Fonseca e Carlos Patrão, do Instituto de Sistemas e Robótica da Universidade de Coimbra (ISR-UC). “Há falta de informação sobre o sucesso dos projectos em curso e, por isso, a aversão ao risco continua a ser uma barreira importante”, dizem.

»Comunicar, quer com o cliente final, quer com o investidor, tem sido uma dificuldade persistente no sector da eficiência energética. “Comunicamos muito mal”, admite Rodrigues de Almeida, apontando este como uma das principais falhas do mercado. A complexidade da eficiência energética também não ajuda e este foi um novelo que as ESE não foram capazes de deslindar. Nalguns casos, fizeram precisamente o contrário. Quando a promoção da eficiência energética é feita pela própria ESE, o consumidor final pode não reagir da melhor forma e aumentar a desconfiança, considera Paula Fonseca. Para ilustrar o cenário actual, o responsável nacional do ICP recorre ao ditado popular

»“Quando a esmola é muita, o pobre desconfia”. Isto porque as ESE “foram vendidas como o salvador disto tudo”, mas é preciso que “se saibam posicionar e, como isso não acontece, criam má informação, o cliente não percebe, não sabe onde está a fronteira, se está a ser ajudado ou se há alguém a ganhar muito dinheiro”, explica, apelando a uma melhor regulamentação do sector nacional.

»A ajudar a isso, não se pode esquecer toda a confusão à volta dos contratos de desempenho energético (CDE) – “há muitas ESE que dizem fornecer CDE, quando, na verdade, são outro tipo de contratos que mais se assemelham a simples leasings”, relatam os especialistas do ISR-UC, admitindo que, no caso português, há um trabalho de disseminação e formação a fazer e que deve pertencer às universidades, às agências de energia e associações e à ADENE.

»“Carecemos de facilitadores de CDE, devidamente certificados – a ADENE poderia assumir esse papel de certificador – para organizar e agilizar os concursos no sector público e acelerar os processos no privado”, identificam.



»Miscelânea e garantias

»Resolver a falta de confiança implica ainda assegurar que as poupanças prometidas inicialmente estão garantidas em toda a duração do projecto (e não era este um dos trunfos das ESE?).

»Mas esse não tem sido um processo fácil e não só em Portugal, acontecendo mesmo noutros mercados mais maduros. Quando olha para o mercado europeu, Bartholomy dá conta de uma “grande confusão”:

»“Cada promotor faz projectos de maneira diferente, é impossível que um proprietário ou investidor consiga perceber como os projectos são desenvolvidos, logo não pode ter confiança de que as poupanças que lhe estão a ser prometidas vão concretizar-se”.

»Em 2014, um relatório do Energy Efficiency Financial Institution Group (EEFIG) apontou a falta de normalização como um dos problemas existentes. “A falta de estandardização resulta em que, quando um proprietário ou investidor recebe um projecto de uma ESE, é-lhe entregue uma pilha de documentos, PDF, Excel, e é um verdadeiro desafio para ele analisar tudo aquilo, um a um, verificar se os cálculos estão correctos, a origem da informação, etc., é uma confusão”, descreve Bartholomy.

»Nesse aspecto, o EEFIG é claro sobre as alterações que há a fazer: “A normalização e adopção das melhores práticas e [a introdução de] modelos nacionais estandardizados para contratos legais, processos de subscrição, procedimentos de aquisição, adjudicação, medição e verificação, reporte, desempenho energético e seguro vão adicionar volume ao mercado de investimento em eficiência energética e diminuir os custos financeiros e de transacção”, lê-se no documento.



»Dar resposta

»Perante toda esta miscelânea, os especialistas consideram que temos um mercado “desagregado”, sem informação disponível e que não consegue comunicar as suas vitórias. É nesse contexto que começam a surgir algumas ferramentas e mecanismos interessantes, como o Código de Boas Práticas, desenvolvido no âmbito do projecto europeu Transparense. Promovido pelas associações europeias eu.ESCO e EFIEES, é subscrito voluntariamente por diversas ESE.

»A ideia é ajudar a aumentar a confiança dos clientes, através de um conjunto de regras e princípios em linha com as definições previstas na lei comunitária. Em Portugal, o Código é gerido pelo ISR-UC, e, segundo Paula Fonseca e Carlos Patrão, “é junto dos clientes que este tem ganho mais importância, sendo uma mais-valia para a ESE na hora da negociação”.

»Também em resultado do Transparense, um novo projecto europeu está em andamento. Trata-se do EPC+, cuja missão é apoiar a criação de parcerias (clusters) de PME (chamadas SPIN) que oferecem serviços de eficiência energética de elevada qualidade. “Uma SPIN é um consórcio de duas ou mais empresas que, em parceria, oferecem pacotes de serviços energéticos padronizados com tecnologias específicas para CDE.

»A gama de serviços prestados no seio de uma SPIN pode ser vista como uma ESE flexível e altamente adaptável”, esclarece Paula Fonseca. O projecto conta com o ISR-UC como entidade Observadora e Facilitadora do processo.

»Já no âmbito do acesso ao financiamento, é o ICP que tem dado que falar. O projecto ambiciona resolver o problema da estandardização da informação e certificação dos projectos.

»Com base naquilo que são consideradas as boas práticas do sector, definem-se critérios mínimos que os projectos devem seguir, havendo depois um modelo de validação, feito por uma entidade independente, que verifica se as acções cumprem os requisitos. Caso estes cumpram, é colocado um selo que diz que, em termos de engenharia, os projectos seguiram as melhores práticas e normas que existem no mercado.

»“Depois de ver o selo, que garante que o projecto está pronto para investimento, o investidor só tem de olhar para o rating do cliente e, com base nisso, decidir”, explica Rodrigues de Almeida. O consultor acrescenta que este é um mecanismo voluntário e que pode ainda resolver o problema da escala - “vai facilitar o financiamento de projectos mais pequenos, porque, como estão estandardizados, o investidor passa a olhar para eles, e, também, possibilitar o agrupamento de todos os projectos certificados e a sua venda a um investidor maior que compra grandes volumes e injecta capital”.»





Inovação e discursos

2017/05/22

Newsletter L&I, n.º 149 (2017-05-22)




n.º 149 (2017-05-22)

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«"Robotização e espaço" são prioridades para o novo Plano Nacional de Ciência e Tecnologia» [link]

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«A digitalização da morte» [link]

«PCP quer criar taxa sobre lucros das empresas para garantir futuro da Segurança Social» [link]



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2017/05/19

«PCP quer criar taxa sobre lucros das empresas para garantir futuro da Segurança Social»



Público @Publico, Maria Lopes



«A ideia não é nova, mas é um caminho que o PCP considera que se torna cada vez mais urgente seguir: criar uma nova contribuição das empresas para a Segurança Social aplicada sobre a riqueza criada com menos trabalhadores. É uma espécie de imposto sobre os lucros gerados pela robotização da economia, que serviria para diversificar as fontes de financiamento do sistema previdencial.

»Sem especificar quando e como o PCP poderá propor a criação desta nova contribuição, Fernanda Mateus, da Comissão Política do Comité Central, defendeu esta segunda-feira que essa contribuição funciona também como um elemento de “justiça entre empresas”, já que estas fazem contribuições consoante o número de trabalhadores, e não pelo que estes produzem. “É um caminho que tem que ser seguido com muita rapidez”, vincou a dirigente.

»A par de novas contribuições, os comunistas defendem ser também necessário “travar o volume de evasão e dívida” à Segurança Social, através de mecanismos eficazes que “recuperem as dívidas e evitem que prescrevam”.

»“São medidas necessárias e possíveis, assim haja vontade para as concretizar”, acrescentou Fernanda Mateus, afirmando que no último ano houve “sinais positivos de aumento de contribuições para a Segurança Social e do seu saldo global”. O que mostra que o caminho não era o da redução das contribuições, como queria o anterior Governo, mas sim o da “criação de postos de trabalho e da valorização dos salários”, defendeu a dirigente do PCP.

É uma espécie de imposto sobre os lucros gerados pela robotização da economia, que serviria para diversificar as fontes de financiamento do sistema previdencial.

»A poucos meses da discussão formal do Orçamento de Estado para 2018, será certo que estas questões estarão à mesa das negociações entre o PCP e o Governo.

»Lembrando que se assinala nesta segunda-feira o Dia da Segurança Social, Fernanda Mateus avisou que o PCP se continuará a bater para que sejam eliminadas as penalizações da antecipação da reforma na Administração Pública e no desemprego de longa duração, mas também para que o Governo vá mais longe nas regras para o acesso à reforma pelos trabalhadores com longas carreiras contributivas.

»Sobre a última proposta do ministro Vieira da Silva em concertação social, a dirigente comunista admitiu que “corrige algumas injustiças existentes, ainda que fique aquém do que seria justo e necessário”. Porque apesar de o factor de sustentabilidade acabar, mantém-se a penalização de 0,5%. “Deviam acabar as penalizações e deviam ser mais os trabalhadores que pudessem reformar-se sem qualquer penalização”, vincou Fernanda Mateus.

»Questionada sobre como votaria o PCP se as propostas do Governo passassem pela Assembleia da República, a dirigente comunista disse que, aparentemente, essa questão não se coloca, mas insistiu na proposta do PCP de possibilidade de aceder à reforma por inteiro aos 40 anos de descontos, independentemente da idade – que já foi votada e chumbada no Parlamento.»





Inovação e recursos

2017/05/18

«A digitalização da morte»



Manuel Rui via Jornal de Angola @jornaldeangola



«A operação “TEMPESTADE NO DESERTO”, nome que designou a 1ª invasão dos USA (Estados Unidos da América) ao Iraque, foi comandada por Colin Powell, nomeado por George Bush para chefe do Estado-Maior, o mais alto posto militar da América.

»A guerra foi eminentemente mediatizada e os écrans de televisão, as transmissões da guerra ganhavam mesmo aos dependentes de telenovelas ou similares. Correu pelo mundo que o grande cabo de guerra Colin Powell comandava a guerra sentado em frente dos computadores.

»Pela primeira vez, estávamos perante a digitalização da morte. Porque as guerras são para matar e a morte, para além de comandada, entrava em nossas casas pela televisão.

»A evolução tecnológica que levou à informática e seus benefícios para as ciências, incluindo a medicina, dentro do neoliberalismo passou a super estrutura da globalização. Sem regras, como os mercados e as recentes crises económicas com dívidas impagáveis. Porém, a humanidade não se importou com as manipulações da informática e os efeitos do reverso da medalha. Os próprios especialistas, alguns, começaram a inventar vírus para depois inventarem antivírus e os consumidores comprarem como vacinas. As vidas e a intimidade das pessoas começaram a ser devassadas. Alguns estudantes não necessitam de ler livros para prepararem uma tese académica. Vão à net, consultam resumos, notas biobibliográficas e podem fazer um calhamaço sobre William Shakespeare sem sequer saberem de Julieta.

»Hoje, no entanto, pode dizer-se que um urbano só não usa informática se não tiver dinheiro para tal. Sendo certo que tudo é para bem servir, sobra aí a questão de como usar esse instrumento que já foi uma caixa grande e ruidosa e agora é um pequena placa ou um telemóvel que se usa na palma da mão. A pessoa pode ter diversos jornais a ler no telemóvel. E contactos de todo o tipo, amizades, sexo virtual ou negócios. A informática passou de necessidade a diversão, perda de tempo e perversidade para delinquentes, quadrilhas e pedófilos.

»Num mundo em que a vida é curta e que cada vez mais a ciência pretende aumentar o tempo de vida, não faz muito sentido perder uma grande parte da vida no isolamento do computador ou do telemóvel para, sem darmos por ela estarmos a perder tempo de vida quase esquecendo que queremos estar vivos. Mas abrimos a maquineta e estamos a mostrar o nosso rosto, a falar e a ver a outra pessoa, a maravilha de uma mãe falar com um filho que está longe, a estudar (que não é para todos).

Num mundo em que a vida é curta e que cada vez mais a ciência pretende aumentar o tempo de vida, não faz muito sentido perder uma grande parte da vida no isolamento do computador ou do telemóvel para, sem darmos por ela estarmos a perder tempo de vida quase esquecendo que queremos estar vivos. Mas abrimos a maquineta e estamos a mostrar o nosso rosto, a falar e a ver a outra pessoa, a maravilha de uma mãe falar com um filho que está longe, a estudar (que não é para todos).

»Agora surge uma nova questão social e filosófica que é a da robotização. Os robôs já fazem muita coisa, conversam com o seu “pai” e até aperfeiçoam-se no exercício das tarefas. Há grandes espaços onde se entra, tiram-se as compras, digita-se o telemóvel e já não se passa pelo caixa. Claro, cada vez serão dispensáveis trabalhadores. Os filósofos mais optimistas, que acreditam que o mundo só pode caminhar para um sistema universal em que exista um mínimo ético para cada um viver e com a robotização, cada um fará aquilo de que gosta e não aquilo onde pode ganhar o sustento como acontece hoje com as maiorias, e daí a criatividade passaria a ser a grande reserva e motor da melhoria da vida.

»Porém, num mundo ocidental assustado com as bombas e camiões fórmula morte, com uma europa de dívidas impagáveis que se disfarçam com negociações, guerras por todo o lado e uma visita a um lugar santo que se prepara com uma insegura crença recorrendo ao betão armado e toneladas de homens de segurança... para o Papa santificar duas que foram crianças e tiveram visões... o mundo, depois de tanta maka com os computadores, abre a boca de espanto com mais um susto: O jogo da baleia azul, que, em boa verdade não se trata de um jogo mas mais de uma apelação de certas seitas que defendem o suicídio.

»Passa-se mais ou menos assim: há um intermediário que contacta um adolescente, conversa, explica como fazer e cumprir a escala que passa por automutilação até ao suicídio. Falam que foi inventado na Rússia onde já morreram muitos jovens e já chegou a muitos países incluindo Portugal. E como os pais podem antecipar a defesa dos seus filhos contra esta morte digitalizada? A questão não se resolve com legislações nacionais (já que as internacionais como as resoluções da ONU, os grandes não cumprem).

»A questão está em como descobrir defender os filhos adolescentes desta praga de mercado livre, do conceito de liberdade que tolera partidos contra os direitos humanos como um que foi à 2ª volta das eleições em França e fez trinta e tal por cento contra os direitos humanos. A questão é a do neoliberalismo que deixa que as invenções científicas se possam virar contra o homem, que a impunidade seja compensada pelo transe que nos possa ser passado pela televisão e agora toca a descobrir uma tecnologia para suportar a captura dos criminosos que ainda não são porque não há crime sem lei!

»Tudo, por causa da digitalização da morte!»





Inovação e invenções

2017/05/17

«Robotização mata o trabalho e reduz o peso dos salários nas economias»



Portal AZ @portalaz, Dom Severino



«Um estudo recente do FMI aponta para a perda do peso dos salários nas economias mais desenvolvidas. Devido à robotização, os rendimentos do trabalho têm perdido terreno para o capital, uma trajetória descendente iniciada há trinta anos.

»Num registo mais positivo, a diretora do FMI afirmou esta quarta-feira, em Bruxelas, que a economia mundial deverá crescer, embora esse crescimento possa ser afetado por políticas protecionistas. Uma afirmação que é vista como um recado para o presidente norte-americano, Donald Trump.

»“Após seis anos de crescimento fraco, a economia mundial começa a acelerar o que poderá criar mais empregos, salários mais elevados e uma maior prosperidade”, anunciou Christine Lagarde (foto).

Os rendimentos do trabalho têm perdido terreno para o capital, uma trajetória descendente iniciada há trinta anos.

»Lagarde abordou ainda as negociações com a Grécia. A responsável do FMI afirmou que as conversações com Atenas e os seus credores da zona euro estão apenas “a meio caminho” e voltou a apelar para um alívio da dívida grega. Em 2015, a Grécia assinou um terceiro programa de assistência financeira no valor de 86 mil milhões de euros que deverá vigorar até 2018. Com Euronews

»Benoît Hamon não está sozinho. A proposta do socialista francês de tributar robôs com um imposto para compensar os empregos destruídos pelas máquinas inteligentes está sendo debatido nas últimas semanas com intensidade.

»A economia mundial começa a acelerar, mas o mercado de trabalho para humanos, mantém-se estagnado, porque a robotização e automação estão substituindo o homem e a mulher na indústria, na agricultura e até no comércio.»





Inovação e ideias

2017/05/16

«"Robotização e espaço" são prioridades para o novo Plano Nacional de Ciência e Tecnologia»



TeK Sapo @TeKSapo



«Esta quinta-feira é apresentado o novo Plano Nacional de Ciência e Tecnologia (PNCT) que deverá vigorar entre 2017 e 2020.

»De acordo com o jornal Expresso, que teve acesso ao documento do Ministério da Ciência, os principais objetivos são “criar condições para alargar a base social de apoio e reforçar as instituições no desenvolvimento de atividades baseadas no conhecimento, estimular a qualidade crescente da atividade científica, aumentar o financiamento e a colaboração com as empresas”.

»Das medidas compreendidas neste plano sublinha-se a criação de agendas de investigação e inovação em 14 sectores de atividade que serão destacados durante os próximos três anos. São eles o agroalimentar, florestas e biodiversidade; sistemas sustentáveis de energia; economia circular; ciência urbana e cidades para o futuro; mar; espaço e observação da Terra; saúde e investigação clínica; sistemas ciberfísicos e formas avançadas de computação e comunicação; indústria e manufatura; trabalho, robotização e qualificação do emprego; inclusão social e cidadania; cultura e património cultural; arquitetura; e turismo.

»A internacionalização do ensino superior e das ciências e tecnologias desenvolvidas em Portugal é também um objetivo claro deste PNCT que contempla o estímulo à participação portuguesa em organizações científicas internacionais, como o CERN (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear) ou a ESA (Agência Espacial Europeia). Neste âmbito serão também fechadas várias parcerias internacionais em articulação com a AICEP e a Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Das medidas compreendidas neste plano sublinha-se a criação de agendas de investigação e inovação em 14 sectores de atividade que serão destacados durante os próximos três anos. São eles o agroalimentar, florestas e biodiversidade; sistemas sustentáveis de energia; economia circular; ciência urbana e cidades para o futuro; mar; espaço e observação da Terra; saúde e investigação clínica; sistemas ciberfísicos e formas avançadas de computação e comunicação; indústria e manufatura; trabalho, robotização e qualificação do emprego; inclusão social e cidadania; cultura e património cultural; arquitetura; e turismo.

»Ainda na senda da internacionalização, o governo quer promover as oportunidades e conhecimentos desenvolvidos em Portugal junto de outros estados. Para isto, prevê-se a colocação de investigadores doutorados como conselheiros científicos nas embaixadas portuguesas dos países onde é vista como “adequada a promoção das redes e atividades de ciência, tecnologia e ensino superior portuguesas”.

»Para além disso, esta presença diplomática deverá ainda traduzir-se na realização de “Semanas da Ciência” além-fronteiras e no lançamento da “Research in Portugal”. Esta iniciativa terá o objetivo de promover as atividades de investigação e desenvolvimento em Portugal e de criar um anuário onde esteja contemplada a capacidade nacional de acolhimento de cientistas estrangeiros em centros de investigação nacionais.

»Em Portugal, este novo documento contempla a criação do AIR Center - Centro Internacional de Investigação do Atlântico nos Açores. O órgão vai colaborar na investigação do clima, dos oceanos, do espaço, da energia e da ciência de dados.

»Há ainda espaço para a implementação de uma estratégia nacional para promover as competências digitais na população ativa. Esta ambição deverá materializar-se na consolidação da Iniciativa Nacional Competências Digitais e.2030.

»No sector do espaço não há referências concretas à criação da agência espacial, como o ministro da Ciência, Manuel Heitor, tinha anunciado no passado mês de dezembro. Em vez disso, o PNCT refere que é necessário reforçar a participação de Portugal em atividades no espaço e, para isso, será criada uma Agenda Nacional para o Espaço. O objetivo primeiro desta aposta é reforçar a posição de Portugal na ESA para expandir as possibilidades de criação de oportunidades científicas, tecnológicas e empresariais na área do espaço. Numa medida já anunciada, como recorda o Expresso, Portugal vai aumentar a sua contribuição para a ESA. Entre 2016 e 2022, o país vai alocar um total de 102 milhões para a agência.

»O novo Plano Nacional de Ciência e Tecnologia vai ser apresentado esta quinta-feira no Fórum Picoas, em Lisboa, e vai integrar a conferência que ali se realiza “Sobre o Futuro da Ciência em Portugal - 30 anos após as Jornadas de maio de 1987”.»





Inovação e discursos