2017/03/31

«Innovation Music Challenge quer descobrir os projetos mais inovadores da indústria musical»



Arte Sonora



«A Microsoft Portugal associou-se ao Innovation Music Challenge, uma iniciativa organizada pela Brands Like Bands e pela iMatch, que quer descobrir e distinguir os projetos mais inovadores da indústria musical.

»2016 foi um ano vertiginoso para esta indústria a nível global: desde os novos serviços de streaming, que entre si atingiram 100 milhões de subscrições pagas, às bandas que foram forçadas a reformular os modelos de negócio face a esta realidade, passando pelas novas estratégias de comunicação para o lançamento de álbuns. A indústria da música está a sofrer ondas de choque e a reinventar-se e estes foram alguns dos primeiros sinais de crescimento, numa indústria que começou a mudar com a internet desde o início do século, com o aparecimento do Napster.

»É neste contexto de inovação permanente, onde os fãs são atores transformadores da forma como se ouve e partilha música, que surge o Innovation Music Challenge, que irá agregar agentes do campo inovação e da indústria musical nacional, apoiado pela Microsoft Portugal, pela Abbey Road Studios e pela Europa Criativa, da União Europeia.

»O objetivo é criar valor para toda a indústria através do empreendedorismo e da demonstração de novas ideias nas áreas da Produção, Comunicação, Distribuição e Capacitação.

O ambiente para a inovação e experimentação nunca foi tão vibrante e para nós será também importante analisar a relação entre quem ouve e faz música em Portugal.

»Para Luís Calado, Start Up Lead da Microsoft Portugal, esta é uma oportunidade para trazer à luz ideias únicas que nasçam num terreno fértil que alia tecnologia, inovação, criatividade e arte. “A Microsoft tem estado ao lado do empreendedorismo em Portugal em diferentes iniciativas. Nos últimos anos participámos em múltiplos projetos, mas nunca abraçámos uma área criativa como é a música. Esta é uma excelente oportunidade, pois acredito que aliar a tecnologia e a música permitirá ver nascer projetos criativos e inovadores. É com entusiasmo e muita curiosidade que aguardo os projetos que vão estar presentes no Innovation Music Challenge.”

»Tomás Archer, da Imatch, defende que “o movimento de inovação que é sentido nas outras indústrias não pode ser ignorado pela musical. Assim, o Innovation Music Challenge é o momento para dar voz ao movimento de empreendedorismo nesta área, e que vai ajudar a criar um novo ecossistema de inovação musical no país. Queremos que o futuro seja apresentado, debatido, criado, num ambiente de partilha, aprendizagem, co-criação e desafio quer para músicos, inovadores, empreendedores ou simplesmente amantes de música”.

»Já para Fernando Gaspar Barros, da Brands like Bands, “o ambiente para a inovação e experimentação nunca foi tão vibrante e para nós será também importante analisar a relação entre quem ouve e faz música em Portugal, aferir ideias e massa crítica para os desafios estruturais desta indústria e, à semelhança de outros países, colocarmos na agenda mediática o futuro daquela que é uma das paixões número um das pessoas: a música”.

»Baseada na assinatura “The Future is Unwritten”, criada por Joe Strummer, vocalista da banda britânica The Clash, a iniciativa Innovation Music Challenge terá no júri nomes sonantes como Hélio Morais, dos Linda Martini, Fred Ferreira, dos Orelha Negra, Tim – dos Xutos e Pontapés, Roberta Medina, vice-presidente executiva do Rock in Rio, Álvaro Covões, da Everything is New ou Paula Homem, da Sony Portugal. A área da inovação é representada por Luís Calado, Startup Lead da Microsoft Portugal, Jon Eades, Innovation Manager da Abbey Road Studios, entre muitos outros.

»O júri avaliará as candidaturas de todos aqueles que queiram participar nesta revolução — desde amantes de música a empreendedores —, com novas ideias para apresentar. O prazo para a entrega de candidaturas termina dia 21 de abril, estando o anúncio dos finalistas marcado para dia 1 de maio e a final marcada para 6 de maio na sede da Microsoft Portugal.

»As inscrições deverão ser feitas através do site oficial





Inovação e recursos

2017/03/30

«Estoril ‘acelera’ startups de 63 países no verão»



João Ramos. Expresso @expresso



«Estoril vai acolher entre 16 de julho e 4 de agosto o European Innovation Academy (EIA), o maior programa europeu universitário de aceleração de startups tecnológicas da Europa que contará com 400 participantes de 63 nacionalidades

»Criar, em três semanas, 50 novos projetos inovadores é o objetivo da European Innovation Academy (EIA) que vai decorrer pela primeira vez em Portugal entre 16 de julho e 4 de agosto.

»A iniciativa, que reunirá alguns dos melhores estudantes universitários de conceituadas universidades americanas, asiáticas e europeias, contará com 400 participantes, de 63 nacionalidades, oriundos de 40 universidades.

»Este programa de apoio ao empreendedorismo tem a participação de aceleradoras de Silicon Valley e é desenvolvido em colaboração com instituições universitárias de relevo como a UC Berkeley e a Universidade de Stanford e algumas das mais importantes empresas de tecnologia (por exemplo, a Google).

»"Estabelecemos um acordo valido até 2021 com a European Innovation Academy até e com a Nova SB. Numa primeira fase vai instalar-se no Centro de Congressos dos Estoril depois vai funcionar no novo campus da Nova em Carcavelos", revela Miguel Pinto Luz, vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais.

É preciso trazer para Portugal novas ideias, cultivar competências empreendedoras e um novo dinamismo em termos de negócios, pois só assim podemos trazer valor acrescentado ao nosso país.

»Além do município de Cascais, o EIA estabeleceu parcerias com o Banco Santander Totta, com a Universidade Nova de Lisboa e com o Beta-i, associação de apoio ao empreendedorismo.

»"Vão ser três semanas de trabalho intensivo, que incluem o desenvolvimento de protótipos, a angariação de clientes e a realização de um pitch para financimento", refere Alar Kolk, Presidente da EIA, Alar Kolk, sublinhando que a iniciativa contará também com a participação de 50 oradores internacionais, entre professores, investidores e mentores.

»Na prática, os estudantes formam equipas de empreendedores, que são enquadradas num ecossistema multicultural constituído por formadores, mentores e empresas de capital de risco. O objetivo é, em três semanas, criar 50 projetos em áreas como smart devices (equipamentos inteligentes), big data, internet das coisas, impressão 3D e aplicações web – que possam ser apresentadas aos investidores que estarão em Portugal para esse efeito.

»“É preciso trazer para Portugal novas ideias, cultivar competências empreendedoras e um novo dinamismo em termos de negócios, pois só assim podemos trazer valor acrescentado ao nosso país", diz Inês Oom de Sousa, administradora do Banco Santander Totta.

»Os programas de formação em empreendedorismo do EIA começaram na Estónia em 2012 com o apoio da Skype e da Microsoft em conjunto com universidades (UC Berkeley, Stanford University) e empresas (Google, Amadeus, IBM, CA entre outras). Atualmente, programas similares ocorrem em Nice e Turim.»





Inovação e invenções

2017/03/29

«Explore & Hunt vence Tourism Innovation Competition e recebe 100 mil euros»



Cristiana Faria Moreira. Observador @observadorpt



«A ideia é criar uma tour interativa, uma caça ao tesouro, para os utilizadores explorarem e descobrirem cidades, monumentos e museus. Vai receber até 100 mil euros da Portugal Ventures.

»A Explore & Hunt é a vencedora da segunda edição da Tourism Innovation Competition, uma competição internacional de ideias inovadoras, promovida pelo Turismo de Portugal e The Lisbon MBA, que premiou a solução digital que é “uma mistura entre um guia turístico virtual e um jogo”. A aplicação criada por Eduardo Covelinhas foi considerada a ideia com mais potencial para melhorar a experiência de visita a monumentos e museus e atrair novos visitantes. Vai receber um financiamento, até 100 mil euros, da sociedade de capital de risco pública Portugal Ventures, para ser implementada em Portugal.

»A aplicação tem um conjunto de jogos que permitem aos utilizadores explorar e descobrir cidades, monumentos e museus através de desafios e charadas. É como uma caça ao tesouro onde, cada vez que as pessoas superam uma etapa, vão aprendendo curiosidades sobre as atrações turísticas.

»“Um jogo na zona de Belém, por exemplo, tem uma série desafios que o utilizador tem de completar e que podem ser de vários tipos, desde como chegar a um determinado local, tirar uma fotografia em determinado ponto, encontrar um item específico num monumento ou responder a uma pergunta simples. Ao fazer esse itinerário, as pessoas ficam a saber um bocadinho mais”, explica Eduardo Covelinhas ao Observador.

»O projeto começou no ano passado, depois de Eduardo, 37 anos, que trabalhava na área de telecomunicações, ter tirado um ano sabático para dar “a volta ao mundo”. Durante a viagem surgiram-lhe algumas dificuldades em encontrar alguns sítios e em gerir e ocupar o tempo. Quando voltou para Portugal começou a desenvolver a ideia que se transformaria na Explore & Hunt.

»“O nosso objetivo inicial era que as pessoas pudessem desfrutar um bom momento, que criassem boas memórias do nosso país, especialmente os turistas, e que quando chegassem aos países de origem pudessem divulgar a marca que é Portugal. Queríamos era que as pessoas tivessem boas experiências e que isso trouxesse um resultado positivo para o país”, refere o responsável.

O Tourism Innovation Competition integra o Programa Turismo 4.0, iniciativa do Turismo de Portugal, que visa a promoção da inovação e do empreendedorismo no setor do turismo. Além da Explore & Hunt estavam a concurso outros dois finalistas. A City Check é uma aplicação móvel que permite aos utilizadores participar em jogos enquanto estão a visitar uma cidade. Já a Portugal Tourist’s virtual assistant funciona como um assistente virtual e chat dentro do Messenger do Facebook do Visit Portugal.

»A Explore & Hunt, que foi escolhida entre 60 candidaturas de vários países, já foi testada em Belém com mais de 50 equipas, envolvendo mais de 200 pessoas.

»“Temos um protótipo feito, uma aplicação para smartphones e tablets, e estamos agora a afinar qual será o melhor modelo de negócio. A nossa prioridade era testar o produto e achamos que isso foi um dos pontos relevantes para a escolha do júri porque não era só uma ideia, era algo que já estava a ser testado. Ainda não é um produto final mas está numa fase muito avançada de desenvolvimento”, explica Eduardo Covelinhas.

»A previsão do responsável é a de que a aplicação seja lançada nos “próximos meses”. “Com o apoio do Turismo de Portugal e da Portugal Ventures, o projeto ganha uma escala diferente”, nota Eduardo, adiantando que depois do lançamento da aplicação em Lisboa e no Porto, a ideia é “expandir para a Europa”.

»O Tourism Innovation Competition integra o Programa Turismo 4.0, iniciativa do Turismo de Portugal, que visa a promoção da inovação e do empreendedorismo no setor do turismo.

»Além da Explore & Hunt estavam a concurso outros dois finalistas.

»A City Check é uma aplicação móvel que permite aos utilizadores participar em jogos enquanto estão a visitar uma cidade. Enquanto os turistas andam, o gps deteta a sua localização e a app dispara jogos relacionados com o ponto de interesse que estão a visitar, tal como jogos de pergunta-resposta, de imagens, de memória ou puzzles. Inclui ainda outras funcionalidades como uma checklist para que os utilizadores possam “riscar” da lista aquilo que já visitaram, e ainda sugestões de locais onde dormir, comer ou contactos úteis.

»Já a Portugal Tourist’s virtual assistant funciona como um assistente virtual e chat dentro do Messenger do Facebook do Visit Portugal. A ideia foi desenvolvida pela Visor.ai, uma startup portuguesa especializada em soluções para assistentes virtuais. O que é que faz? Reconhece fotos tiradas a pontos de interesse, monumentos e pinturas e disponibiliza informação para interagir com os locais. Os dois finalistas receberam um prémio de 2.500 euros cada.

»Na primeira edição da Tourism Innovation Competition, o vencedor foi um projeto de portugueses que permite analisar o comportamento dos turistas através das redes sociais.»





Inovação e ideias

2017/03/28

«Lisboa vai ter centro internacional de investigação sobre água»



Notícias ao Minuto @noticiaaominuto



«Portugal vai ter um centro internacional para a água, com parceiros de todo o setor e de todo o mundo, para desenvolver investigação, encontrar novas soluções, e passar conhecimento a decisores, empresas e sociedade.

»"A ideia é criar, em Lisboa, em Portugal, um centro internacional dedicado às questões da água, o Lisbon International Centre for Water [Centro Internacional da Água de Lisboa], com o objetivo de desenvolver, numa rede internacional extensa, o melhor conhecimento existente no setor dos recursos hídricos e dos serviços de águas e passá-lo" para várias componentes da sociedade, avançou à agência Lusa o coordenador do projeto.

»Jaime Melo Baptista, investigador coordenador no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), realçou a importância de apoiar novas soluções técnicas, de produtos ou serviços, que contribuam para capacitar os responsáveis e profissionais e obter mais eficiência na utilização de um recurso decisivo para reduzir a pobreza, melhorar a saúde e o desenvolvimento.

»O projeto, promovido pelo LNEC, obteve financiamento europeu, através do programa Teaming, que apoia a criação de centros de excelência e está integrado no Horizonte 2020, e "até final do ano vai estar pronto a funcionar", assegurou o especialista nesta área.

»Com um investimento inicial de 400 mil euros, o centro tem previsto um orçamento de 15 milhões de euros, em sete anos, e 40 parceiros, número que Melo Baptista espera aumentar, mesmo em termos internacionais.

»"Pretende passar o conhecimento sobre o setor da água em Portugal, na Europa e no mundo, para os decisores políticos, técnicos e empresariais, para que tomem melhores decisões, mas também para os profissionais da área da água, portugueses e estrangeiros, através de mecanismos de capacitação não tradicionais", baseados em ligações à distância, especificou o especialista.

»O novo centro, diferente de tudo o que existe no mundo nesta área, segundo Melo Baptista, conjuga investigação, em laboratórios já existentes, com a aplicação dos resultados obtidos, por exemplo novos produtos ou equipamentos, na atividade industrial, e incentiva o desenvolvimento de 'startups'.

»O projeto é baseado no LNEC, que tem instalações experimentais e laboratórios.

O centro está vocacionado para ajudar os países a atingir os seus objetivos, combinando política, gestão, tecnologia, economia, com aspetos jurídicos e sociais. Na melhoria do acesso à água e da sua utilização, "a eficiência dos serviços é um tema imenso, mas também temos as alterações climáticas, a gestão de recursos, a componente social ou o desenvolvimento de tecnologias inovadoras".

»O centro, que é multidisciplinar, é apoiado pelos ministérios do Ambiente, Economia, Infraestruturas e Ciência, através da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), além de operadores do setor, como a Águas de Portugal, municípios e entidades privadas.

»Tem também o apoio de associações do setor, como a Parceria Portuguesa para a Água, a Associação Portuguesa de Distribuição e Drenagem de Água (APDA), a Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais (APEMETA), a Direção Geral do Consumidor, a Deco, a Direção Geral de Saúde e universidades portuguesas.

»A estas entidades nacionais juntam-se a Associação Internacional da Água, a UNESCO e várias universidades estrangeiras, como do Reino Unido, França, Espanha, Alemanha e Brasil.

»"Queremos ter aqui investigadores estrangeiros, dar formação a portugueses, mas também a profissionais de outros países", acrescentou.

»Melo Baptista, que foi presidente da Entidade Reguladora dos Serviços da Água e Resíduos (ERSAR), explicou que, na base da iniciativa estão "os objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, em que a água é uma das 17 prioridades e cruza com praticamente todas as outras, sendo decisiva para reduzir a pobreza, melhorar a saúde e o desenvolvimento", mas também documentos da OCDE ou da Associação Internacional da Água.

»O centro está vocacionado para ajudar os países a atingir aqueles objetivos, combinando política, gestão, tecnologia, economia, com aspetos jurídicos e sociais.

»Na melhoria do acesso à água e da sua utilização, "a eficiência dos serviços é um tema imenso, mas também temos as alterações climáticas, a gestão de recursos, a componente social ou o desenvolvimento de tecnologias inovadoras", explicou ainda o coordenador do projeto.»





Inovação e discursos

2017/03/27

Newsletter L&I, n.º 141 (2017-03-27)




n.º 141 (2017-03-27)

TAG: # inovação # innovación # innovation
L&I Media
L&I Scholar
L&I Blog



Index


TAG: # inovação # innovación # innovation


Liderar Inovando BR
Discursos e inovação | Ideias e inovação | Invenções e inovação | Recursos e inovação

«“Decisões do Executivo são menosprezadas”, diz Temer a empresários» [link]

«Comitê de Inovação apresenta soluções sustentáveis para Fernando de Noronha» [link]

«Anvisa e INPI chegam a acordo sobre patentes de medicamentos» [link]

«Diretor da Agência de Inovação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) fala sobre planos e desafios da nova gestão» [link]



Liderar Inovando PT
Discursos e inovação | Ideias e inovação | Invenções e inovação | Recursos e inovação

Manuel Sérgio: «É preciso fazer do Homem o futuro do Homem» [link]

«Carlos Moedas. Os empreendedores “vão ter de lidar com os políticos. Quer queiram, quer não”» [link]

«Agência industrial da ONU e parceiros lançam iniciativa global de ‘química verde’» [link]

Rui Lima: «A escola não pode ser uma fábrica de alunos» [link]



Liderar Innovando ES
Discursos e innovación | Ideas e innovación | Inventos e innovación | Recursos e innovación

Jon Azua: «Más allá de informes amigables; hacia reformas imprescindibles en la economía española» [link]

«Ana López Navajas: “Decimos que educamos en igualdad y está muy lejos de ser verdad”» [link]

«Un invento vigués permite saber a distancia si una persona respira y evitar su fallecimiento» [link]

«Álvarez-Pallete aboga por la compartición de redes entre operadores y liberar así más recursos para innovar» [link]



Mener avec Innovation FR
Discourses et innovation | Idées et innovation | Inventions et innovation | Ressources et innovation

«Linus Torvalds remballe les discours sur l’innovation» [link]

bonjour idée [link]

Steeves Emmenegger: «Disruption et innovation ou innovation et disruption?» [link]

«Soutenir et encourager l'innovation et la recherche publique en éducation : les premières orientations de François Taddei et de Philippe Watrelot» [link]



Leadership & Innovation EN
Discourses and innovation | Ideas and innovation | Inventions and innovation | Resources and innovation

Jim Balsillie: «Empty talk on innovation is killing Canada’s economic prosperity» [link]

Jim Lindell: «Innovation…ideas…dreams. Foster creativity in your organization» [link]

«Turn Your Invention To An Innovation To Increase Profits» [link]

«From trade port to innovation hub, Guangzhou eyes more investment from US companies» [link]




Liderar Inovando BR Liderar Inovando PT Liderar Innovando ES
Mener avec Innovation FR Leadership & Innovation EN


L&I Media


«Clarivate Analytics (@clarivate) homenageia o legado do Dr. Eugene Garfield à Ciência da Informação com bolsa de estudo comemorativa», @portalbonde [link]

«Em busca das melhores ideias e negócios no Concurso Nacional de Jovens Empreendedores», Fernanda Pedro, @startupmagpt [link]

«Energías del mar: Marzo en Bilbao», Antonio Barrero F., @ERenovables [link]

«LVMH : 17 mars 2017 Bulgari inaugure sa nouvelle Manufacture à Valenza», @ZonebourseNews [link]

«Canada Foundation for Innovation @InnovationCA funds five new leadership awards at UCalgary», University Relations staff and Jennifer Allford, @UCalgary [link]



L&I Scholar


«Como a liderança inovadora pode evitar a morte de uma empresa», Seán Meehan, @admnews [link]

«Diretor da Católica vai ser reitor na Imperial College London», Marta Santos Silva, @ECO_PT [link]

«Puerto Rico entre países líderes en innovación en el sector de manufactura», CyberNews, @LaPerlaPR [link]

«Management : Nouvelle organisation et nouvelle culture de l’entreprise en Tunisie», @_WMC_ [link]

«This Pharma Company Stays Innovative by Doing Two Things», Vivek Ramaswamy and Ken Banta, @HarvardBiz [link]



L&I Blog


«Como um gigante da indústria pesada inova? A Gerdau está revendo cultura, processos e barreiras», Giovanna Riato, @ProjetoDraft [link]

«A @SONAE e a sua forte aposta em inovação durante 2016», Rui Bacelar, @4gnewspt [link]

«Málaga se convertirá en la capital mundial de la nueva economía con la celebración de NESI Forum», @diputacionMLG [link]

«Évaluer les leaders émergents : Heidrick & Struggles identifie aux côtés du Forum économique mondial le groupe 2017 des jeunes leaders mondiaux», @lelezard [link]

«5 Ways Business Leaders Unintentionally Kill Collaboration and Creativity», @EliotBurdett, @Entrepreneur [link]





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«Gemalto SafeNet KeySecure vence Melhor Produto de Criptografia», @AnaRitaGuerra, @Revista_BiT








2017/03/24

Rui Lima: «A escola não pode ser uma fábrica de alunos»



Visao @Visão_pt.

A escola que temos e a escola que queremos - O que se passa com a Educação? Um olhar sobre as principais preocupações de pais, alunos e profesores, Rui Lima, Manuscrito.



«Professor e diretor pedagógico do Colégio Monte Flor, em Carnaxide, Rui Lima tem estado envolvido em diversos projetos nacionais e internacionais relacionados com o tema. Considerado em 2011 um dos 18 professores mais inovadores do mundo, segundo a Microsoft, acaba de lançar um livro que promete ser mais uma acha para a já muito acessa discussão em torno da escola na atualidade. Aqui publicamos um excerto do recém-lançado livro "A escola que temos e a escola que queremos".



»"A ESCOLA NÃO PODE SER UMA FÁBRICA DE ALUNOS

»Todos os professores sabem quão difícil é o primeiro dia em que se chega a uma nova escola. Principalmente, quando se trata da primeira escola em que lecionam. Como serão os alunos? Como serão os colegas? Terei as condições adequadas para aplicar as minhas ideias? Todas estas questões ecoam nas suas mentes, gerando alguma ansiedade típica nestas situações.

»Quando, em janeiro de 2001, soube que iria substituir uma colega que estava de baixa, senti, por um lado, a ansiedade de ter uma turma sob a minha responsabilidade e o receio, natural, de não corresponder àquilo que se espera de um professor. Por outro lado, uma vontade extraordinária de estar em frente a um grupo de alunos, de partilhar com eles o que sabia, de os desafiar a alcançar os objetivos e, porque não, de aprendermos todos numa fase tão precoce da nossa aprendizagem: eles como alunos, eu como professor.

»Por isso mesmo, foi com enorme satisfação que, chegado à primeira escola onde trabalhei, tive o apoio dos colegas que, além de me mostrarem o espaço, me deram informações extremamente úteis sobre o funcionamento da escola e de alguns procedimentos burocráticos que eu desconhecia. Contudo, uma das colegas, no final desse mesmo dia, deu-me também uma sugestão que, ainda hoje, continuo a considerar como um dos momentos mais marcantes da minha carreira como professor. Disse-me: "Nos primeiros tempos, não lhes podes mostrar os dentes!"

»Ao ouvir aquela frase, assenti e fingi reconhecer nela um valor que, por mais que tentasse, não conseguia perceber. Por que razão deveria eu criar uma barreira emocional com os alunos? Por que razão deveriam os alunos ter ali, à sua frente, alguém sisudo, distante e que se recusasse a mostrar-lhes os dentes? No primeiro dia de aulas, como é evidente, fiz precisamente o oposto do que me tinha sugerido a colega e procurei fazer com os alunos uma aula tão divertida que nos pusesse a todos a mostrar a "dentadura". Cantámos, contámos histórias, anedotas e até brincámos uns com os outros. Rimo-nos, rimo-nos muito. Creio que até nos rimos de mais. Talvez a colega, na sala ao lado, ao ouvir as nossas gargalhadas, tenha vaticinado o meu fracasso como professor. Mas eu senti-me bem, principalmente, porque foi a primeira vez que decidi fazer algo diferente do habitual, ou seja, arrisquei.

»Fazer algo diferente do habitual, "fora da caixa", romper com as práticas fortemente enraizadas nas escolas e no seio da profissão docente é, talvez, um dos maiores desafios que se põem a um professor.

»Essa dificuldade explica, de certa forma, o porquê de a Escola se manter inalterada ao longo das últimas duas décadas, aliada às intensas forças de bloqueio à inovação e à escassez de recursos materiais e humanos.

»Embora com algumas diferenças de país para país, assistimos à massificação da Escola no início do século XIX, sendo que a forma como esta se organizou e as estratégias aplicadas na sala de aula sofreram muito poucas alterações desde então. O papel de professores e alunos tem-se mantido, praticamente, inalterado. Cabe ao professor transmitir conhecimentos e fazer cumprir a disciplina na sala de aula; ao aluno, receber ensinamentos e respeitar as regras impostas pelo professor. A comunicação ocorre, quase exclusivamente, de modo unidirecional e a interação professor-aluno é praticamente nula, com exceção das habituais perguntas-teste, que permitem ao professor averiguar de que forma os alunos estão a assimilar os conhecimentos transmitidos.

»Muitos dos professores com quem tenho trabalhado nos últimos anos, nesta área da inovação pedagógica, quer no âmbito nacional, quer internacional, têm procurado fazer a diferença por meio da execução de abordagens mais centradas no aluno, diferenciadoras do ponto de vista pedagógico, em que o professor procura, acima de tudo, ser um orientador. No entanto, são também eles que mostram alguma frustração por verem que, apesar de o mundo ter sofrido grandes transformações nos últimos cem anos, a Escola permanece quase inalterada desde a revolução industrial, condicionando muitas das práticas que pretendem aplicar nas suas aulas.

»A base para o funcionamento das escolas e das salas de aula emergiu do conceito de instrução inerente ao, até então, principal veículo de transmissão de conhecimentos nas sociedades ocidentais — a Igreja. O papel do professor-padre que, tal como na missa, transmite os conhecimentos aos alunos que se encontram à sua frente, dispostos em filas, prontos a receber os ensinamentos que este tem para lhes dar é um retrato fiel daquilo que ocorre ainda hoje, na generalidade das escolas pelo mundo fora.

»Outro aspeto determinante para o funcionamento da Escola é o facto de esta ter emergido dos princípios subjacentes ao fordismo e ao taylorismo, da linha de montagem e do conhecimento compartimentado. Assim, uma Escola estratificada — organizada em anos ou ciclos, com os alunos divididos por idades e a seguir um plano de aprendizagem, em que cada disciplina está isolada das restantes — tem-se mantido como o modelo de funcionamento privilegiado nos vários sistemas de ensino. É o conceito de escola-fábrica, no qual os alunos são a matéria-prima moldada e transformada ao longo do percurso escolar.

»As escolas continuam a ver os alunos como um produto, que, tal como numa fábrica de automóveis do século XX, entra na linha de montagem, é moldado, transformado, sujeito a diferentes modificações ao longo de um processo que se inicia aos seis anos e, caso o "produto" não apresente qualquer "defeito" que obrigue a uma retenção e consequente repetição do seu processo de (trans)formação, termina ao fim de doze anos, para posterior acesso a uma formação universitária, também ela com pouco relevo do papel do aluno no seu percurso académico.

»Em Portugal, a massificação da Escola esteve também associada a um período da nossa História, cujo papel se centrava na transmissão de uma doutrina, sendo que, ao professor cabia, acima de tudo, o papel de grande doutrinador. No contexto político, social e económico vivido no Estado Novo, a função da Escola — tendo em conta os perigos que o conhecimento e o acesso a ideias vindas de fora poderiam pôr em causa a própria ditadura — assentava numa instrução que impusesse "[...] regras de educação moral e cívica tão precisas e tão bem aplicadas que anulassem, na raiz, os virtuais perigos que a leitura e a escrita acarretavam" (Carvalho, 2001). Ou seja, ensinar a ler e a escrever, mas não ensinar a pensar, a questionar ou a procurar novas fontes.

»O professor (e também os regentes que se espalharam por várias zonas rurais do nosso território) emergiu, então, como figura de máxima importância num sistema educativo que visava, acima de tudo, transmitir a doutrina do regime e formar cidadãos obedientes e fiéis às suas ideias.

»Cabia à Escola preparar as crianças e os jovens para uma vida ativa que, geralmente, se iniciava logo após o término do Ensino Primário, com o Exame da quarta classe e que, salvo raras exceções, conduzia as crianças para o mercado de trabalho ainda em idade precoce. Antes do 25 de abril de 1974, cabia, portanto, à Escola dar as competências básicas: ler, escrever e contar, tantas vezes ainda mencionadas, e com alguma razão, como determinantes no primeiro ciclo dos nossos tempos, formar cidadãos obedientes (com acesso limitado a informação vinda do exterior), que revelassem pouco interesse em procurar novas ideias que poderiam pôr em causa o regime e que se mostrassem minimamente preparados para entrar no mercado de trabalho desempenhando funções, essencialmente, na agricultura, indústria e ofícios.

»Mas o mundo nos últimos cem anos, mudou radicalmente, e mudou mais ainda nos últimos vinte anos. A forma como as pessoas comunicam, a forma como as pessoas interagem e acedem à informação, a própria forma como as pessoas usam o cérebro alterou-se para se ajustar a um mundo cada vez mais tecnológico, onde tudo se encontra à distância de um clique e ao qual estamos ligados vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana. Qualquer um de nós sabe, por experiência própria, o quão difícil é hoje memorizarmos os números de telefone, até da família e amigos mais chegados. Todos seremos capazes de reconhecer que não é uma sensação agradável aquela que sentimos quando nos apercebemos de que não trazemos o telefone connosco ou quando, sem esperar, ficamos sem acesso à Internet. Os smartphones, neste contexto, elevaram ainda mais a dependência que temos da tecnologia e a necessidade de estarmos constantemente ligados ao mundo.



Fazer algo diferente do habitual, "fora da caixa", romper com as práticas fortemente enraizadas nas escolas e no seio da profissão docente é, talvez, um dos maiores desafios que se põem a um professor. Essa dificuldade explica, de certa forma, o porquê de a Escola se manter inalterada ao longo das últimas duas décadas, aliada às intensas forças de bloqueio à inovação e à escassez de recursos materiais e humanos.

»NATIVOS, FUGITIVOS E EMIGRANTES DIGITAIS

»É neste cenário, de um mundo cada vez mais tecnológico, ao qual estamos permanentemente ligados, que os nossos alunos crescem, vivem, comunicam e aprendem diariamente.

»Qualquer pessoa que conviva regularmente com crianças, quer em contexto profissional, quer familiar, já presenciou a situações em que bebés ou crianças utilizam dispositivos como smartphones, tablets ou computadores com uma facilidade absolutamente incrível. A sua relação com a tecnologia espanta, não raras vezes, os adultos e por vezes até são estes que solicitam a ajuda dos mais novos para resolverem problemas que não são capazes de ultrapassar.

»Em 2014, participei num acontecimento em Atenas, no âmbito da iniciativa da Comissão Europeia E-Skills for Jobs, e uma investigadora de uma universidade cipriota fez uma apresentação muito interessante centrada na tipologia dos vários intervenientes no processo educativo, distinguindo três tipos de pessoas: os Nativos Digitais, os Emigrantes Digitais e os Fugitivos Digitais.

»O nativo digital é aquele que nasceu e cresceu rodeado de tecnologia e que tem uma relação natural com ela, fazendo uso da mesma no seu dia a dia e reagindo com facilidade ao processo de inovação e mudança característico dos tempos modernos. É aquele que procura informação online, que "sofre" quando não está "ligado" à rede e que encontra na tecnologia a forma ideal para comunicar com os outros. A generalidade dos nossos alunos enquadra-se nesta tipologia de indivíduo. As crianças e os jovens têm uma relação com a tecnologia quase umbilical e quer a sua forma de agir, quer a própria linguagem mudaram a perspetiva que temos da forma de comunicar com as pessoas. A utilização das redes sociais, a dependência de dispositivos eletrónicos como smartphones, tablets e computadores, a utilização de abreviaturas e emojis (ícones habitualmente usados em chats e SMS) na troca de mensagens, o recurso a realidade aumentada, a facilidade com que se adaptam rapidamente às novas tecnologias e ferramentas são todas características de uma geração que vive em estreita relação com o mundo digital.

»Já o Fugitivo Digital é aquele que — apesar de usar a tecnologia no seu quotidiano, essencialmente para comunicar, aceder aos e-mails, consultar alguma informação — se recusa a ver na tecnologia uma ferramenta de trabalho ou de aprendizagem.

»O professor Fugitivo Digital pode até reconhecer na tecnologia um valor adicional para a aprendizagem, contudo, o receio de não dominar as ferramentas tão bem quanto os alunos, o medo de transmitir uma imagem de incapacidade ou a simples ideia de que os alunos não vão ver em si uma figura de autoridade e conhecimento levam-no a recusar a utilização da tecnologia na sala de aula.

»Por fim, temos o Emigrante Digital, que somos quase todos nós. Todos os que cresceram com acesso limitado à tecnologia, pelo menos a que deu origem aos dispositivos que hoje fazem parte do nosso quotidiano. O Emigrante Digital teve de se adaptar, de uma forma mais ou menos violenta, ao aparecimento de inúmeros dispositivos, gadgets, programas e aplicações sem ter, na maioria dos casos, as competências básicas para uma rápida compreensão do seu funcionamento. Esta dificuldade em se adaptar a uma mudança permanente e rápida às novas tecnologias, às novas formas de comunicar, às novas ferramentas gera em muitos de nós um desconforto e uma natural tendência para resistir a essa mesma mudança. Para um Emigrante Digital, que quando procura compreender como funciona a última versão do sistema operativo do seu computador se vê confrontado com uma nova versão, com novas funcionalidades e até com uma apresentação radicalmente diferente da anterior, o processo de aceitação da mudança não é fácil, sendo frequente recusar o upgrade ou voltar a instalar a versão antiga, pois era aquela com que se sentia mais à vontade. Mas uma das principais características do Emigrante Digital é a sua crescente vontade de aprender, de se adaptar a estas novas ferramentas, mesmo que nem sempre lide de uma forma pacífica com a inovação. Mas tal como o emigrante que vai viver para outro país e procura assimilar alguma da cultura e dos hábitos locais, também o Emigrante Digital procura adaptar-se a um novo mundo, às novas formas de comunicar, às novas formas de aprender e de ensinar.

»A relação entre estes três tipos de indivíduos seria, por si só, complexa em qualquer contexto, contudo, na escola, assume-se com mais relevo, na medida em que se trata da formação de crianças que têm como mentores adultos nem sempre conscientes das diferenças existentes entre as gerações e as transformações que o mundo sofreu nos últimos dez, vinte, cinquenta ou cem anos.

»É verdade que o conceito de Generation Gap está sempre muito presente no debate sobre a educação e o desenvolvimento das crianças e jovens, não obstante, no contexto global atual, as vivências de uma criança e de um jovem são radicalmente diferentes das dos seus pais e professores, mesmo nos casos em que a diferença de idades seja de apenas vinte anos.



»MILLENNIALS E GERAÇÃO Z

»Outro conceito relativamente recente que nos pode ser bastante útil para a reflexão sobre a Escola e os vários intervenientes no processo de ensino-aprendizagem é o de Millennials. Os Millennials são as pessoas que atingiram a idade adulta por volta do ano 2000, na viragem do milénio, daí a sua designação. São indivíduos que, como referimos no caso dos Emigrantes Digitais, procuram constantemente adaptar-se a novas ideias, novas ferramentas, a uma nova forma de viver, comunicar e interagir com os outros.

»Esta geração, que nasceu após a década de 80 do século XX, tem características bastante peculiares no que toca à forma como se comporta em sociedade, se relaciona com os outros e se interessa pelos aspetos tanto culturais quanto sociais. Os Millennials cresceram numa época em que se deu o boom da televisão e com ela da publicidade, por isso, têm uma atitude crítica em relação à forma como os conteúdos lhes são apresentados. O facto de terem crescido durante a revolução tecnológica faz com que estejam despertos para as novas tecnologias e percebam como podem ser importantes para a sua vida. Contudo, apesar de terem crescido com a Internet e, por isso, serem capazes de se adaptar ao papel central que esta assume nas nossas vidas, os Millennials ainda têm alguma dificuldade em lidar com as recentes inovações que esta rede nos tem trazido nos últimos anos.

»Quando falamos da Escola e das potencialidades que a tecnologia nos oferece para enriquecer o processo de ensino-aprendizagem, ainda é difícil, mesmo para os professores mais jovens que se enquadram na faixa etária dos Millennials, compreender a importância da utilização de serviços na nuvem, da programação, da criação e da partilha de conteúdos digitais online, software de colaboração online ou outras ferramentas e estratégias que enriqueçam todo o processo de aprendizagem.

»Já os jovens e as crianças em idade escolar, que fazem parte da denominada Geração Z, definida como a que nasceu após o ano 2000, tendem a ter mais facilidade em interiorizar todos estes conceitos.

»A experiência que tenho tido nos últimos anos, quer como professor, quer como participante em projetos que envolvem alunos de diferentes contextos geográficos, faixas etárias e níveis de ensino, mostrou-me que os alunos interiorizam com mais facilidade os conceitos acima referidos. Utilizar serviços na nuvem para partilha de documentos, trabalho colaborativo ou comunicação entre pares é, para os alunos, extremamente intuitivo, de fácil compreensão e rapidamente assimilado, com vista à valorização do seu próprio processo de aprendizagem.

»Todavia, o que distingue os Millennials e a Geração Z das gerações que lhes precederam é, essencialmente, a forma como comunicam, interagem e sociabilizam. Os últimos dez anos trouxeram-nos um mundo cada vez mais global, cujo fluxo de informação circula a uma velocidade alucinante e ao qual o ser humano passou a estar ligado à distância de um clique ou, mais recentemente, de um toque no ecrã. As relações passaram a situar-se num plano real, mas também num plano virtual. As próprias relações laborais se viram alteradas, havendo um número cada vez maior de pessoas a trabalhar de casa ou de qualquer outro espaço físico que não um escritório.

»Se olharmos para o mercado de trabalho de há dez anos, em comparação com o de hoje, facilmente veremos que há um crescente número de empregos que não existiam e que hoje são profissões em ascensão. Falamos, essencialmente, de empregos na área das novas tecnologias, da programação, dos serviços na nuvem e de gestão de redes. Estima-se que muitos dos empregos que os nossos filhos terão ainda não existam à data. Como tal, é essencial prepará-los para um mundo em constante mudança, no qual a comunicação assuma formas distintas das que temos hoje, um mundo cada vez mais tecnológico ao serviço das pessoas, caracterizado por uma maior flexibilização do mercado de trabalho, dos ambientes laborais e da forma como cada indivíduo desempenha as suas funções.

»O mundo mudou bastante nos últimos vinte anos, mas acreditamos que mudará ainda mais nos próximos vinte. Contudo, a Escola alterou-se muito pouco nos últimos cento e cinquenta anos, quer na sua organização, quer na forma como ocorrem as interações em contexto de aprendizagem.

»Partindo desta ideia e de que os professores são, essencialmente, Emigrantes ou Fugitivos Digitais, a contrastar com os alunos Nativos Digitais, podemos recorrer às palavras de José Pacheco, um dos fundadores da Escola da Ponte que, numa entrevista ao Observador, em abril de 2016, defendia que "As escolas têm excelentes professores, mas a trabalhar do modo errado. Não faz sentido alunos do século XXI terem professores do século XX, com propostas teóricas do século XIX, da Revolução Industrial". É precisamente este um dos problemas que a Escola enfrenta, tendo em conta os diferentes conceitos que os vários intervenientes no processo educativo têm do modo de funcionamento das instituições, das abordagens pedagógicas a aplicar nas salas de aula, do processo de aprendizagem e dos papéis dos vários atores na relação pedagógica.

»A Escola não pode continuar a ser uma mera fábrica de alunos, onde estes entram aos seis anos, são submetidos a modelos pedagógicos centrados nos conteúdos e no professor, testados e examinados ao fim de um percurso académico uniforme e, passado pouco mais de um decénio e meio, esperarmos que estejam preparados para um mundo completamente diferente daquele que viveram nas escolas e nas salas de aula.

»Está na hora de olhar para o futuro e de procurar mudar a forma como preparamos os alunos para um mundo cada vez mais exigente e desafiador da criatividade, do pensamento crítico, da colaboração e da utilização de um elevado número de ferramentas tecnológicas para comunicar, aprender e executar tarefas."»





Inovação e recursos

2017/03/23

«Agência industrial da ONU e parceiros lançam iniciativa global de ‘química verde’»



ONU Brasil @ONUBrasil



«Em um esforço para disseminar ideias sobre a “química verde” — produtos e processos químicos que reduzem ou eliminam o uso de substâncias químicas nocivas —, a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e parceiros lançaram uma iniciativa global para aumentar a conscientização sobre o tema.

»Em um esforço para disseminar ideias sobre a “química verde” — produtos e processos químicos que reduzem ou eliminam o uso de substâncias químicas nocivas —, a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO) e parceiros lançaram uma iniciativa global para aumentar a conscientização sobre o tema.

»Muitos governos nacionais aprovaram leis e estabeleceram estruturas institucionais com o objetivo de reduzir o volume de utilização de químicos químicos tóxicos, e muitas companhias começaram a adotar programas de gestão de químicos com o objetivo de reduzir o uso de produtos perigosos no ciclo de produção industrial.

A química verde reduz a poluição em suas causas, ao minimizar ou eliminar químicos perigosos das matérias-primas, reagentes, solventes e produtos; ou encorajando a invenção e a inovação de novos solventes não perigosos, surfactantes, materiais, processos e produtos.

»No entanto, a crescente variedade e complexidade dos químicos e das cada vez mais longas e complexas cadeias de suprimentos e de fluxos de dejetos expõem sérias falhas e inconsistências nas políticas governamentais e internacionais, assim como nas práticas corporativas, de acordo com a UNIDO.

»A química verde reduz a poluição em suas causas, ao minimizar ou eliminar químicos perigosos das matérias-primas, reagentes, solventes e produtos; ou encorajando a invenção e a inovação de novos solventes não perigosos, surfactantes, materiais, processos e produtos.

»A iniciativa da UNIDO, realizada em parceria com o Instituto SENAI de Inovação em Química Verde, reúne um amplo consórcio de pesquisa liderado pelo Centro de Química Verde e Engenharia Verde da Universidade de Yale, a Fundação Federal Ambiental Alemã e a petroquímica Braskem, além de diversos centros de produção limpos de América Latina, África, Ásia e Leste da Europa.

»O projeto de três anos é financiado pelo fundo Global Environment Facility, ou GEF, parceria global criada na Rio 92 para apoiar ações ambientais.

»Saiba mais sobre a iniciativa clicando aqui





Inovação e invenções

2017/03/22

«Carlos Moedas. Os empreendedores “vão ter de lidar com os políticos. Quer queiram, quer não”»



Cristiana Faria Moreira. Observador @observadorpt



«“Vocês vão ter de contactar com políticos e essa ligação vai ser a chave para serem bem sucedidos ou mal sucedidos.”

»As palavras são de Carlos Moedas, comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, dirigidas às centenas de empreendedores que estavam presentes no Caixa Empreender Award, iniciativa da Caixa Capital que decorreu na quinta-feira, na Culturgest, e que consagrou a startup de segurança informática Probe.ly como vencedora.

»“Vamos refletir sobre o que se está a passar na Europa, porque é que as pessoas estão tão desiludidas e porque é que precisamos de nos reconectar com elas”, afirmou Carlos Moedas, admitindo que o alheamento e o afastamento das pessoas do projeto europeu é notório. Mas se, por um lado, o comissário europeu acredita que é tempo de ver a Europa “renascer depois de desastres como o Brexit”, por outro, defende que pensar no futuro “não está só nas mãos da Comissão”. “Está nas mãos de todas as pessoas decidir”, notou.

»Para Carlos Moedas, os empreendedores dos próximos dez, vinte anos, vão ser “muito diferentes” dos do passado.

»Vocês vão ter de lidar com os políticos, quer queiram, quer não, porque se vão meter em negócios que são muito regulamentados. Soluções digitais para a saúde, comida, energia ou água, são áreas muito regulamentadas”, avisou o comissário europeu.

»Mas estará a comunidade tecnológica disposta a entrar no campo da discussão política? O comissário europeu não tem dúvidas de que os empreendedores terão de fazer um trabalho conjunto com os governos e com a União Europeia.

»Vocês podem pensar o que quiserem sobre os políticos mas vão ter de contactar com eles e essa ligação vai ser a chave para serem bem sucedidos ou mal sucedidos”, reforçou.

»“Os políticos não sabem como vai ser o futuro”, por isso, “é preciso sentar à mesa” as autoridades europeias, autoridades nacionais, reguladores, o país, “as diferentes partes do puzzle”, com o empreendedor – uma colaboração entre poderes para perceber que necessidades, dificuldades ou barreiras podem ser ultrapassadas. “Vocês devem conectar-se com os políticos porque vocês não têm a ‘chave’ e eles também não. Temos de fazer isso juntos”, avisou.

»Carlos Moedas explicou que têm sido feitas “experiências” para perceber como devem ser as leis no futuro, ajudando empreendedores com questões de regulamentação que não se adequem aos negócios que operam.

»Os empreendedores devem dizer-nos: ‘não consigo fazer este produto ou não consigo entrar no mercado porque a vossa lei não deixa’, e nós, como políticos, vamos rever ou porque é que é assim, se é a legislação, ou se é um problema de interpretação”, explicou. “Há muitas coisas que nós [Comissão Europeia] fazemos mal, mas muitas vezes há uma perceção mais negativa do que realmente é. Em 70% dos casos não temos de mudar a regulamentação, é sobre a interpretação da lei”, acrescentou.



O comissário europeu para a inovação explicou ainda o “SME Instrument”, um fundo de 3 mil milhões para pequenas e médias empresas, inserido no Programa-Quadro Horizonte 2020 (2014-2020), programa europeu de financiamento para a ciência e inovação, em que cada projeto pode receber de 50 mil euros, para desenvolver uma ideia, a 3 milhões de euros para transformar a ideia em negócio.

»“Somos um dos poucos lugares que financia a intuição das pessoas”

»Carlos Moedas aproveitou a ocasião para falar de alguns instrumentos da União Europeia para a promoção do empreendedorismo. No ano passado foi criado o European Innovation Council (Conselho Europeu de Inovação), um grupo de especialistas em negócios, empreendedores, investidores.

»Paralelamente foi criado um instrumento de participação com open calls para que qualquer pessoa possa mostrar as suas ideias.

»“Uma certa altura, o Spotify foi à Comissão [Europeia] e não conseguiu nenhum fundo porque a Comissão nunca percebeu se eles eram só uma empresa de música ou uma empresa digital. Eles não se encaixavam numa caixa”, referiu. A ideia do Conselho Europeu de Inovação é precisamente “não haver caixas”, salientou.

»“Nós [UE] somos um dos poucos lugares que financiamos a intuição das pessoas. Mas depois não estamos a comunicar a perdemos a ligação com as pessoas. Temos de arranjar novas formas de comunicar”, referiu Carlos Moedas, admitindo que muito do trabalho que a Comissão Europeia faz não é conhecido.

»A saída de talento da Europa para os Estados Unidos também é comum dada a necessidade e a dificuldade dos empreendedores europeus em captar financiamento.

»Encontro-me com muitos empreendedores que começaram a desenvolver a ideia na Europa mas que chegam a um ponto em que precisam de 50, 60 milhões e não conseguem encontrar dinheiro na Europa para fazer isso. Por isso têm de procurar venture capitalists (investidores em capital de risco) nos Estados Unidos”, referiu.

»O comissário europeu para a inovação explicou ainda o “SME Instrument”, um fundo de 3 mil milhões para pequenas e médias empresas, inserido no Programa-Quadro Horizonte 2020 (2014-2020), programa europeu de financiamento para a ciência e inovação, em que cada projeto pode receber de 50 mil euros, para desenvolver uma ideia, a 3 milhões de euros para transformar a ideia em negócio.

»De acordo com informação da União Europeia, durante os dois primeiros anos de implementação (2014 e 2015), mais de 1.200 pequenas e médias empresas foram selecionadas e foram investidos cerca de 513 milhões de euros. Até 2020, a previsão é de que sejam apoiadas 7.500 empresas a lançar os seus projetos no mercado.

»Dirigido às centenas de empreendedores presentes no auditório da Culturgest, Carlos Moedas recuperou o episódio em que Bertrand Piccard, um dos criadores do Solar Impulse – avião movido a energia solar – não conseguia financiamento para avançar com o projeto. “Ele foi bater à porta de todas as construtoras de aviões e toda a gente lhe disse que era impossível. A uma certa altura, encontrou um construtor de barcos e conseguiu. O construtor de barcos não sabia se era impossível”, contou.

»Quando tu inovas, inovas em alguma coisa que não compreendes completamente. Se não for assim, nem vale a pena ir por aí”, considerou. “A minha mensagem para vocês é para não resistirem, mas para colaborarem”, reforçando a necessidade de cooperação entre os poderes.

»Sobre Portugal, Carlos Moedas diz que se está a tornar num “excelente país para empreendedores”, em parte porque as novas gerações têm “muito mais confiança” do que as do passado. A Web Summit foi “um ponto de viragem” para Lisboa, referiu. “Acho que a Lisboa do meu tempo de criança não existe mais. É um lugar com muita diversidade, o que é muito recente na cidade e em Portugal”, concluiu.»





Inovação e ideias

2017/03/21

Manuel Sérgio: «É preciso fazer do Homem o futuro do Homem»



Manuel Sérgio é professor catedrático da Faculdade de Motricidade Humana e Provedor para a Ética no Desporto. A Bola @abolapt



«Começo com um texto de Agostinho da Silva, nas Sete Cartas a um Jovem Filósofo: “Do que você precisa, acima de tudo, é de se não lembrar do que eu lhe disse: nunca pense por mim, pense sempre por você; fique certo de que mais valem todos os erros se forem cometidos, segundo o que pensou e decidiu do que todos os acertos, se eles forem meus, não seus. Se o criador o tivesse querido juntar a mim, não teríamos talvez dois corpos ou duas cabeças também distintas. Os meus conselhos devem servir para que você se lhes oponha. É possível que, depois da oposição venha a pensar o mesmo que eu, mas nessa altura já o pensamento lhe pertence. São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim, porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de não se conformarem”.

»Eu também não me conformo em ver determinados clubes desportivos governados, dirigidos, presididos por tanta mediocridade desencantada, que se esforça por esconder a incompetência, através de um palavreado boçal e primário, numa instintiva conivência com a irracionalidade de algumas claques e de certos bandos. Quem os ouve falar, alteando as sobrancelhas, com um discurso como um faiscar de navalhas, inventando um inimigo em cada esquina da vida, logo é tentado a comentar: “Trata-se de uma visão individualista, reacionária, conservadora do Desporto, pois que estas pessoas têm da História uma visão individualista e não estrutural”. E tanto é assim que, no fim dos seus consulados, feitas as contas, foram poucos os êxitos e muitos os inêxitos, foram muitos os sonhos e pouca a realidade. Os clubes não podem voltar ao velho “estamos orgulhosamente sós”, pois que o desporto é um permanente convite à sinergia.

»No desporto, antes de formar campeões, interessa formar pessoas autenticamente humanas, porque é com pessoas autenticamente humanas que é possível criar as organizações donde nascem as vitórias inolvidáveis. O que é uma “organização”? Na sociedade do conhecimento, que é a nossa, uma “organização” é um grupo de especialistas que se ocupa, com a honestidade possível, de uma tarefa comum, procurando tornar os conhecimentos produtivos.

»O especialista é um teórico que sabe ser prático… mas que não dispensa a teoria, porque na dialética prática-teoria a prática surge altamente tributária da consciência, a qual, em todas as circunstâncias, deve ser crítica e reflexiva. Cito de cor a frase célebre de Lenine: “Sem teoria revolucionária, não há movimento revolucionário”. Um departamento de futebol será tanto mais produtivo quanto mais o habitar um conhecimento atualizado, que merece o apoio e o respeito das demais estruturas clubistas. Na sociedade do conhecimento, o treinador principal deve ser também um gestor do conhecimento, onde há prática, teoria e constante informação. Há muito venho também falando na criação, dentro dos clubes, de um Gabinete de Inteligência Competitiva (GIC).

O especialista é um teórico que sabe ser prático… mas que não dispensa a teoria, porque na dialética prática-teoria a prática surge altamente tributária da consciência, a qual, em todas as circunstâncias, deve ser crítica e reflexiva.

»Costumo definir a Inteligência Competitiva (IC), num clube desportivo, como uma estrutura cultural e operacional de recolha e de análise e de tratamento e de encaminhamento da informação, visando a tomada de posições dos treinadores e dos gestores. A IC deve fornecer a informação certa, no momento certo, às pessoas certas, para que, finalmente, se possam tomar as decisões certas. Se desmontarmos os vários departamentos que constituem a organização geral de alguns clubes chegaremos à triste conclusão, que não se dá à informação, à cultura, à especialização um lugar relevante.

»Demais, muitos clubes definem-se pelo seu espírito conservador e por demasiados preconceitos historicistas. Para existir, não basta ter história. Todos somos convidados a fazer história. E, hoje, desestabilizando o que, ao longo dos anos se julga intocável, indubitável, indiscutível. O Peter F. Drucker diz-nos que “a organização da sociedade pós-capitalista é desestabilizadora. Porque a sua função é pôr o conhecimento a trabalhar (nas ferramentas, nos processos e produtos, no trabalho, no conhecimento em si) deve ser organizada para a mudança constante. Deve ser organizada para a inovação. E inovação é (…) destruição criadora. Deve ser organizada para o abandono sistemático do estabelecido, do habitual e do confortável (…). Faz parte da natureza do conhecimento que ele se altere rapidamente e que as certezas de hoje se transformem em absurdos amanhã” (Sociedade Pós-Capitalista, Actual Editora, Lisboa, 2003, pp. 69/70). Mas sou tentado a continuar no Peter F. Drucker: “As mudanças que afectam mais profundamente o conhecimento, por norma, não vêm da sua própria área, como exemplifica a imprensa.

»A indústria farmacêutica está a ser profundamente alterada pelos conhecimentos provenientes da genética e da biologia, disciplinas de que, há quarenta anos atrás, poucas pessoas teriam ouvido falar num laboratório farmacêutico” (p. 70). Portanto, cada um dos clubes desportivos deve preparar-se para integrar, no seu próprio seio, muitas das novidades do conhecimento científico dos nossos dias. Depois, deve criar espaços, dentro de si, de estudo e de investigação. E, por fim, deve habituar-se a inovar. É evidente que tudo isto se torna difícil com dirigentes que depreciam a cultura e não sabem estabelecer uma unidade dialética fundamental entre a prática e a teoria. A prática, para eles, é pura repetição. Aliás, para eles, o desporto não transcende os limites do seu desconhecimento, da sua inércia.

»A vida do clubismo desportivo, em Portugal, reporta-nos, muitas vezes, para o trabalho de dirigentes de uma operosidade honestíssima e de uma generosidade exemplar. Alguns deles conheci eu e deixo aqui, de passagem, uma flor à sua memória honrada. Mas, hoje, já não pode entender-se como desestabilização as novidades que o conhecimento nos traz e nos privam de uma continuidade adormecente e repousante. Todo o trabalho, para ser produtivo, deverá organizar-se em equipas de especialistas e, portanto, com pessoas que procuram uma informação constante. De facto, e volto uma vez mais a Peter Drucker, “o conhecimento exige uma aprendizagem contínua, porque está constantemente a mudar” (p. 104).

»Sendo assim, o especificamente desportivo é ciência, ou melhor, ciência hermenêutico-humana. Mas, porque ciência humana, onde a intencionalidade se concretiza numa tensão de busca em prol do mais humano. O horizonte da nossa reflexão, no Desporto, situa-se no desenvolvimento e aperfeiçoamento do ser humano.

»Não há desporto, sem situação educativa, porque mais importante que todos os campeonatos e taças deste nosso mundo altamente competitivo é o nascimento de um homem novo, de aguçado espírito crítico e de uma sabedoria de vida, capazes de ajudar ao surgimento de uma sociedade diferente, quero eu dizer: mais justa e mais solidária. Em baixa, média ou alta competição, o Desporto nunca deverá deixar de ser Educação. No meu modesto entender, três paradigmas despontam, no horizonte do Desporto: o paradigma biomédico, de claro acento fisiológico; o paradigma das ciências hermenêutico-humanas; e o da teoria crítica, que dá especial relevo aos valores políticos. Por minha parte, escolho o paradigma das ciências hermenêutico-humanas, julgando que assim, melhor do que noutros lados, o Homem é o futuro do Homem.»





Inovação e discursos

2017/03/20

Newsletter L&I, n.º 140 (2017-03-20)




n.º 140 (2017-03-20)

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Liderar Inovando BR
Discursos e inovação | Ideias e inovação | Invenções e inovação | Recursos e inovação

«As lições que aprendemos no primeiro dia do SXSWedu» [link]

«9 canais do YouTube para ficar de olho e aprender coisas novas» [link]

«Parnaíba tem a segunda escola do Brasil utilizando a robótica» [link]

«Realidade virtual traz à vida dinossauros brasileiros em exposição no Museu Catavento com apoio da Intel» [link]



Liderar Inovando PT
Discursos e inovação | Ideias e inovação | Invenções e inovação | Recursos e inovação

«Secretário de Estado da Educação no “Encontro com a Educação” na Mealhada» [link]

«Metas para a Educação: redifinições» [link]

«A COTEC Portugal- Associação Empresarial para a Inovação lançou a nova edição do COHiTEC 2017» [link]

«Sala de aula “Worklab Future” da Escola Mendonça Furtado no Barreiro Merece prémio e referência internacional» [link]



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«Proyectan clúster de tecnología educativa en Nayarit» [link]

«Escuelas innovadoras exponen sus experiencias en tecnología» [link]

«Citec desarrolla junto a Campus FP un proyecto pionero para la teleformación inteligente en España» [link]

Encuentro Regional de Virtual Educa en Sucre: «Presentan innovaciones para facilitar la formación escolar» [link]



Mener avec Innovation FR
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«Promotion de l’enseignement des sciences et des mathématiques à Senegal : Kaffrine étrenne son premier Bloc scientifique et technologique (BST)» [link]

«Oxford Business Group / Ce que l’Algérie est en train de faire pour moderniser son enseignement supérieur» [link]

«Smart City Bruxelles mise sur l'éducation numérique» [link]

«De l'importance d'agir maintenant pour faciliter la révolution numérique dans l’éducation» [link]



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Valerie Strauss (@valeriestrauss): «Silicon Valley teacher: Don’t confuse educational technology that helps kids learn — and doesn’t» [link]

«Top 6 Vendors in the Global Higher Education Market from 2017 to 2021: Technavio» [link]

«Graduate School of Education lecture addresses how students learn amid flood of technology» [link]

Jens Ischebeckon: «South Africa leading in adoption of online learning» [link]




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«HSM Summit – Leadership & Innovation», @hsmonline [link]

«Investir em formação e inovação para garantir Portugal no pelotão da frente da Europa», Rui Sá e João Fernando Ramos, @RTPNoticias [link]

«El 'insecticida digital' de Nostoc gana el Global Student Entrepreneur», @Elmundoinnov [link]

Julie Le Bolzer: « Sur quoi juge-t-on les leaders ? », @EchosBusiness [link]

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«Microcity (@MicrocityBrasil): há mais de 30 anos vivendo a inovação», Larissa Borges, @minasinova [link]

Carlos Fortes Lopes: «A importância de uma liderança autentica e o seu capital psicológico», A Semana [link]

«Área índigo: La nueva forma de educar», @Analitica [link]

« Innovation et/ou qualité? Entretien avec le DG Industrie du Groupe Atlantic », Philippe Masson, 321leaders.com [link]

David Andre: «Embracing Creativity: A Navy Leadership Challenge», @CIMSEC [link]



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«A liderança humanizada como fator de sucesso», @acaogerencial [link]

«Portugal pediu 153 registo de patentes junto do Instituto Europeu de Patentes», Elisabete Felismino, @ECO_PT [link]

«Reconocen a joven mexicana por liderazgo en RS a nivel mundial. Por segunda vez consecutiva, Esmeralda Araiza es galardonada con el ´Global CSR Leadership Award’ en el World CSR Congress realizado en la India», @Corresponsables [link]

« Les différents styles de management d'un CEO à travers le monde », Marianne Shehadeh, @digiSchool_fr [link]

«“The women’s movement is unfinished everywhere”», @GuelphToday [link]





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«Em busca das melhores ideias e negócios no Concurso Nacional de Jovens Empreendedores», Fernanda Pedro, @startupmagpt








2017/03/17

«Sala de aula “Worklab Future” da Escola Mendonça Furtado no Barreiro merece prémio e referência internacional»



Rostos on line @ROSTOS



«A equipe do site PPG Architectural Coatings, na sua página sublinha o orgulho de existir uma escola em Portugal que é tema do programa de concessão de participação da comunidade do PPG, da qual é parceira.

»Refere-se o exemplo do Barreiro, onde uma escola pública – Agrupamento de Escolas do Barreiro – Escola Mendonça Furtado, que – “integra a educação pré-escolar e a sua missão é promover a educação valorizando o conhecimento, o trabalho, o mérito e a disciplina em colaboração com as famílias”. O Agrupamento de Escolas do Barreiro foi recentemente premiado com 5.000 €, um reconhecimento por a Escola Mendonça Furtado estar equipado com uma das primeiras salas de aula "Future Worklab" no país. Salienta-se que a sala Future Worklab "é um espaço educativo inovador que combina tecnologia de ponta com estratégias de ensino interativas de forma a ajudar os alunos a fortalecer suas competências acadêmicas, inovadoras e empreendedoras".

»Refere-se que o Worklab Futuro consiste numa sala de aula com diferentes zonas potenciadas por novas tecnologias que ajudam a orientar os alunos através de diversas do seu projeto educativo. As diferentes zonas da "sala de aula do futuro" são dedicadas ao planeamento, pesquisa, conclusão dos projetos e apresentação dos projetos educativos-aprendizagem.

A sala Future Worklab é um espaço educativo inovador que combina tecnologia de ponta com estratégias de ensino interativas de forma a ajudar os alunos a fortalecer suas competências acadêmicas, inovadoras e empreendedoras.

»São mais de 1.300 alunos da pré-escolar até ao 9º ano que têm acesso contínuo ao espaço «Future Worklab» e seus recursos tecnológicos adequados à idade, salienta a noticia.

»Refere que os recursos incluem quadros interativos, acesso à internet sem fio, computadores, tablets, impressoras 3D e outros dispositivos.

»A sala de aula Worklab Futuro da Escola Mendonça Furtado no Barreiro, em Portugal, utiliza as mais recentes ferramentas tecnológicas para reforçar o envolvimento dos alunos e melhorar o desempenho dos alunos, salienta-se.


»As mais recentes ferramentas tecnológicas

»A sala de aula Worklab Futuro da Escola Barreiro em Portugal utiliza as mais recentes ferramentas tecnológicas para reforçar o envolvimento dos alunos e melhorar o desempenho dos alunos, acrescenta a noticia.

»Salienta a noticia que estudos mostram que o acesso à tecnologia melhora o envolvimento dos alunos e o seu desempenho académico.


»Estamos felizes em apoiar a Escola Barreiro

»PPG Architectural Coatings sublinha que, enquanto parceiro comunitário, “estamos felizes em apoiar a Escola Barreiro, que se esforça para fortalecer a alfabetização técnica de seus alunos e melhorar o desempenho dos alunos nas áreas de matemática, ciências e engenharia.”

»Acrescenta que os professores, parceiros da escola e outros também têm acesso ao espaço Worklab para treinar e aplicar programas.

»“O objetivo do programa é motivar os alunos para o uso de novas tecnologias; Mudar as formas de ensino e melhorar a aprendizagem dos alunos”, salienta a PPG Architectural Coatings.»





Inovação e recursos