2017/02/09

«Cabo Verde premiado com galardão de prestígio pelos seus progressos no combate ao paludismo»



A Semana



«Cabo Verde está entre os oito países da Africa que foram galardoados esta segunda-feira,30, na 28ª Cimeira da União Africana em Adis Abeba, Etiopia, pelo empenho e inovação demonstrados no combate à erradicação da malária. Além do nosso país, os Prémios de Excelência da African Leaders Malaria Alliance(Aliança de Líderes Africanos contra a Malária -ALMA 2017) foram atribuídos a Botsuana, Comores, República Democrática do Congo, Etiópia, Suazilândia e Uganda. Tudo por causa dos seus resultados na luta pela redução da taxa de incidência e de mortalidade do paludismo, bem como, no caso de Chade, pela seu papel de liderança na luta contra a malária.Cabo Verde premiado com galardão de prestígio pelos seus progressos no combate ao paludismo.

»“Graças ao forte papel de liderança em África e ao estabelecimento de parcerias inovadoras, estamos a fazer progressos sem precedentes no combate à malária”, afirmou o Presidente Déby, actual dirigente máximo da ALMA, para quem “o sucesso destes oito países demonstra o forte impacto que a dedicação e o financiamento adequados podem ter”.

»Cabo Verde fez grandes progressos e alcançou excelentes resultados no seu programa de controlo da malária. O nosso alcançou uma elevada classificação nos seus sistemas de gestão do sector público, que têm sido fundamentais em tornar eficiente a implementação de iniciativas de combate à malária. A Organização Mundial da Saúde estima que o país tenha reduzido a sua taxa de incidência e de mortalidade da malária em mais de 40% no período decorrente e prevê também que o país tem a capacidade de eliminar a transmissão regional de malária até 2020.

»“Cabo Verde tem sistemas consolidados que asseguram que os esforços de controlo da malária são eficientes e sustentáveis,” declarou Joy Phumaphi, Secretária-Executiva da ALMA, assegurando que este tipo de progresso relembra-nos o que é possível fazer no combate a este flagelo.

»Os Prémios de Excelência 2017 da ALMA surgem apenas seis meses após a adopção do "Quadro Catalisador" na 27.ª Cimeira da União Africana, ocorrida no passado mês de Julho. Esse quadro estabelece um guia para os países africanos aumentarem os recursos internos, disseminarem a utilização de inovação e tecnologia e melhorarem as infra-estruturas no sector da saúde, na erradicação da malária do continente até 2030.

»“Felicitações a Cabo Verde», afirmou Dr.º Kaloko, Comissário responsável pelos Assuntos Sociais na Comissão da União Africana. Acrescentou ainda: “saúdo a parceria continuada da ALMA no combate à erradicação da malária. Nesse sentido, o Quadro Catalisador fornece a orientação estratégica aos diferentes países com o objectivo de os auxiliar em alcançar o objectivo de controlo e erradicação da malária.”

»Desde 2000, as taxas de mortalidade da malária em todo o continente baixaram em cerca de 62 por cento em todos os grupos etários, e 69 por cento em crianças até aos 5 anos. O aumento da população que dorme sob redes tratadas com insecticida ou protegida pela vaporização residual dos espaços interiores, os testes de diagnóstico em crianças e o tratamento de grávidas, contribuíram para diminuir significativamente a taxa de incidência e de mortalidade da malária em África. Estes resultados surgem numa altura em que os países africanos estão a consagrar um maior financiamento interno no combate à malária.

»O crescente papel dos líderes africanos também se reflecte na recente constituição do End Malaria Council (Conselho para o Fim da Malária) – um grupo de líderes do sector público e da área empresarial, que se uniram para assegurar que a erradicação da malária se mantenha como uma prioridade a nível mundial.

O crescente papel dos líderes africanos também se reflecte na recente constituição do End Malaria Council (Conselho para o Fim da Malária) – um grupo de líderes do sector público e da área empresarial, que se uniram para assegurar que a erradicação da malária se mantenha como uma prioridade a nível mundial.

»Cinco dos nove líderes do Conselho são africanos: Idriss Déby Itno, Presidente do Chade; Ellen Johnson Sirleaf, Presidente da República da Libéria e anterior presidente da ALMA; Jakaya Kikwete, antigo presidente da Tanzânia e presidente fundador da ALMA; Graça Machel, fundadora da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade; e Aliko Dangote, presidente e director-executivo do grupo Dangote. O Conselho irá explorar novas e inovadoras abordagens para desenvolver novas ferramentas e gerar financiamento.


»ALMA e malária em África

»A ALMA trabalhará também em estreita colaboração com o novo director-executivo da Parceria Roll Back Malaria, Kesetebirhan Admasu, antigo ministro da saúde da Etiópia.

»O paludismo mantém-se como uma ameaça séria em África – a região continua a carregar o maior fardo da malária a nível mundial. Em 2015, 195 milhões dos 212 milhões de novos casos de malária e 394.000 dos 429.000 óbitos resultantes da doença a nível mundial registaram-se no continente africano.

»Fundada em 2009, a ALMA é uma coligação inovadora de Chefes de Estado e de Governo africanos, numa acção conjunta e transfronteiriça, visando erradicar a malária até 2030. Todos os países-membros da União Africana integram também a ALMA. O ALMA Scorecard for Accountability & Action (Quadro de Desempenho da ALMA para Acção e Responsabilização) é um instrumento fundamental para a monitorização dos avanços e a promoção das acções.

»Os Prémios de Excelência da ALMA destinam-se a laurear lideranças exemplares no domínio dos esforços visando o controlo e a erradicação do paludismo. O prémio é atribuído por um júri independente, composto por líderes e especialistas das áreas universitária, saúde e sector privado.

»A União Africana lidera o desenvolvimento e integração Africana em estreita colaboração com os Estados-membros da União Africana, as Comunidades Económicas Regionais e os cidadãos africanos. A Visão da UA é: acelerar o progresso no sentido de permitir uma África integrada, próspera e inclusiva, em paz consigo mesmo, assumindo um papel dinâmico a nível regional/continental e mundial, orientados por uma Comissão responsável, eficiente e reactiva»





Inovação e invenções

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