2016/10/24

Newsletter L&I, n.º 124 (2016 10 24)



n.º 124 (2016-10-24)

TAGS: # emprego jovem # empleo joven # emploi jeune # young employment


Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovação | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Index


Liderar Inovando (BR)

«Jovem, não há dinheiro para startup. É hora de arrumar emprego» ( ► )
Enio Klein: «Capacitação, tecnologia e inovação podem vencer o etarismo na área de vendas» ( ► )
Fábio Veras: «A Mudança das Startups - O Meteoro Digital» ( ► )
«Os jovens inovadores que estão mudando a cara do Brasil» ( ► )

Liderar Inovando (PT)

«Municípios investem em projeto de telessaúde para idosos que cria seis empregos» ( ► )
Marianne Thyssen (@mariannethyssen): «A União Europeia não tem a fórmula para resolver tudo» ( ► )
Manuel Barros: «Juventude e Desporto: Por um novo ciclo de capacidade renovada» ( ► )
«Presidente luso apadrinha Federação das Associações de Jovens Empresários da CPLP» ( ► )

Liderar Innovando (ES)

«Málaga se une a 'Generation Spain' para conseguir que un millón de jóvenes encuentren trabajo en cinco años» ( ► )
Rodrigo Kon: «Inclusión, una responsabilidad de todos los sectores» ( ► )
«La consejera de Economía, Empresas y Empleo de Castilla-La Mancha Patricia Franco destaca la innovación como modelo de crecimiento empresarial ante empresarios de Alcázar» ( ► )
«Logroño logra un accésit del Premio Administración en Apoyo
al Emprendimiento» ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

«Emploi des jeunes en milieu rural: Plus d'attention» ( ► )
«Le Zimbabwe annonce la création d’un fonds pour jeunes innovateurs TIC d’une valeur de25 millions $» ( ► )
«Questions et réponses: Communication sur la garantie pour la jeunesse et l’initiative pour l’emploi des jeunes» ( ► )
«En Italie, une coopérative résiste à la Mafia calabraise et offre un autre futur à la jeunesse» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

«Speech by Commissioner Thyssen on the report highlighting progress made by Youth Guarantee and Youth Employment Initiative, as well as a proposal to review the Europass Framework» ( ► )
«Tanzania: Jobs Critical for Youth - Report» ( ► )
«Workforce Resource Center Offers Youth Employment and
Education Services» ( ► )
«Dubai Hosted Global Entrepreneurs at GITEX Global Startup Movement this October» ( ► )

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2016/10/21

«Presidente luso apadrinha Federação das Associações de Jovens Empresários da CPLP»



Mundo Lusíada



«O presidente português “apadrinha” na sexta-feira, no Porto, a criação da Federação das Associações de Jovens Empresários da CPLP, as “novas protagonistas” na dinamização da cooperação econômica no espaço da lusofonia.

»“Os obstáculos que hoje entravam o aprofundamento das relações econômicas entre os países lusófonos podem ser ultrapassados com novos protagonistas, novas plataformas de diálogo e novas metodologias de trabalho”, considera o presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), em cujas instalações decorrerá a assinatura do protocolo de constituição da nova federação.

»A constituição da Federação das Associações de Jovens Empresários da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) acontecerá no âmbito dos Estados Gerais do Empreendedorismo, que decorrem desta segunda-feira a sábado e encerram as comemorações do 30.º aniversário da ANJE.

»Este “evento multidisciplinar” – cujo “convidado de honra” será precisamente o chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, e que promete “transformar a sede nacional da ANJE num mini Silicon Valley” — reúne especialistas internacionais em gestão, empreendedorismo e inovação que orientam várias ‘master classes’, ‘workshops’ e palestras sobre temáticas empresariais, assim como ações de formação, mentoria, aceleração, promoção e ‘networking’ dirigidas a ‘startups’,

A constituição da Federação das Associações de Jovens Empresários da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) acontecerá no âmbito dos Estados Gerais do Empreendedorismo, que decorrem desta segunda-feira a sábado e encerram as comemorações do 30.º aniversário da ANJE.

»Do programa dos Estado Gerais fazem ainda parte a 19.ª edição da Feira do Empreendedor (apresentada como “o maior certame expositivo português dedicado ao empreendedorismo jovem, ao emprego e à gestão de carreira”) e a conferência “O Empreendedorismo no Espaço Lusófono: Passado, Presente & Futuro”, que será encerrada com uma “intervenção de fundo sobre assuntos econômicos” de Marcelo Rebelo de Sousa, a quem a ANJE pretende apresentar o trabalho que vem realizando nas últimas três décadas em favor do empreendedorismo e os novos projetos que tem na calha.

»Segundo adiantou à agência Lusa fonte oficial da ANJE, a conferência reunirá três gerações de empreendedores lusófonos e “servirá, no essencial, para perspetivar as possibilidades de aprofundamento da cooperação empresarial entre os países de língua oficial portuguesa, a partir do empreendedorismo jovem”.

»Durante a visita de sexta-feira à ANJE, o Presidente da República terá ainda possibilidade de conhecer a nova Loja do Empreendedor da sede nacional da associação, onde são disponibilizados produtos e serviços de suporte à atividade empresarial e que, durante os Estados Gerais do Empreendedorismo, vai prestar apoio consultivo gratuito aos visitantes do evento.

»Os Estados Gerais do Empreendedorismo serão ainda palco do lançamento da Academia de Liderança, um novo projeto da ANJE que visa rentabilizar a experiência da associação nas áreas da liderança, ‘coaching’, motivação e gestão de equipas e cujo arranque será marcado, na terça-feira, com a conferência “The soft skills you need”.

»“Pretende-se justamente promover, em moldes diferentes, a cooperação econômica no espaço da lusofonia”, de forma que as relações econômicas entre países lusófonos se baseiem já não na nostalgia do passado ou no calculismo político do presente, mas sim em fatores de desenvolvimento como o empreendedorismo e a inovação, a I&D [Investigação & Desenvolvimento] e a transferência de tecnologia, o talento e a criatividade” diz João Rafael Koehler.»





A execução da inovaçao

2016/10/20

Manuel Barros: «Juventude e Desporto: Por um novo ciclo de capacidade renovada»



Correio do Minho



«Depois de cessar as funções de Diretor Regional do Norte do Instituto Português do desporto e da juventude, aproveito este espaço de opinião, para agradecer pessoalmente, aos jovens, às organizações juvenis e para a juventude, aos agentes desportivos, aos agentes educativos, aos autarcas, a todas as forças vivas da região, às instituições públicas e privadas, aos agentes desportivos as parceiros o apoio, e a disponibilidade manifestada na colaboração com equipa da Direção Regional no trabalho. Uma caminhada com distanciamentos e aproximações, percorrida por etapas interpoladas, que compõem um período de cerca de 20 anos ao serviço das políticas da juventude e do sistema desportivo nacional. Um ciclo profissional muito gratificante, que culminou ao longo dos últimos quatro anos, num contexto de enorme dificuldade, que conseguimos superar, apesar de todas as vicissitudes e a enorme escassez de recursos.

»Neste sentido, cumpre-me partilhar uma breve reflexão em torno das prioridades que pautaram o nosso trabalho em torno da construção de um ideal de geração, assente na defesa da independência económica plena dos jovens, na sua emancipação efetiva, na conciliação entre a vida pessoal e profissional, na habitação e constituição da família, que gravitam em torno da promoção da empregabilidade, do emprego e de uma cidadania à altura das suas aspirações.

»O processo de criação do IPDJ, assentou na fusão de duas culturas organizacionais fortes, tal como podemos constatar pela experiência de proximidade, resultante deste período de cerca de quatro anos da sua implementação, levantou algumas dificuldades de agilização de “uma nova cultura”, que se prenderam com a interceção das duas funcionalidades - juventude e desporto - numa perspetiva de melhoria contínua. Numa dinâmica focada na execução da política integrada e descentralizada, em estreita colaboração com entidades públicas e privadas, fundada na cultura de mudança que carateriza o movimento associativo juvenil, o sistema desportivo e a economia social, com sinais cada vez mais evidentes centrados nas dinâmicas locais, avaliar pelas estruturas e redes emergentes ao nível local e regional.

»Uma dimensão sistémica, que está também está cada vez mais, na primeira linha das preocupações das Instituições do profeto educativo do ensino regular, profissional e Ensino Superior, neste período de transição mais ou menos disruptiva, em que se vêem mergulhadas as novas gerações, onde impera o “primado das competências”, que preconizam um novo conceito de educação e formação integral e inclusivas. Estruturas que estão a privilegiar a implementação de uma política transversal de interceção entre as áreas da juventude e do desporto, através de programas próprios e parcerias publico privadas centradas nas dinâmicas locais, que privilegiam uma política de “proximidade inteligente”, com o associativismo juvenil, o associativismo estudantil associativismo desportivo e com organizações socias, como “coração” e o eixo central da missão do IPDJ.

Juventude e desporto numa dinâmica focada na execução da política integrada e descentralizada, em estreita colaboração com entidades públicas e privadas, fundada na cultura de mudança que carateriza o movimento associativo juvenil, o sistema desportivo e a economia social, com sinais cada vez mais evidentes centrados nas dinâmicas locais, avaliar pelas estruturas e redes emergentes ao nível local e regional.

»Uma postura assente no diálogo estruturado em torno de temas, como: o reconhecimento da educação não-formal; o estímulo da inovação e da criatividade; a disponibilização de instrumentos e meios que possam contribuir para a promoção de uma cultura empreendedora e apoiar projetos de empreendedorismo na vertente cultural, social e económica; a contribuição para uma promoção eficaz da empregabilidade e do emprego Jovem.

»Foram alcançados bastantes resultados, neste âmbito. Nas últimas três décadas, o nosso país assumiu uma posição pioneira, nas políticas públicas para a juventude. Os passos dados nos últimos quatro anos, asseguraram uma continuidade e, simultaneamente, sustentaram um quadro estratégico adaptado à realidade da Região Norte, com o empenho e o profissionalismo de uma equipa empenhada. Um programa desenhado em sintonia com a missão nacional IPDJ, que preconizava a visão de “ser uma organização de reconhecida referência nacional e internacional no desenvolvimento de políticas públicas para as áreas do desporto e juventude”.

»Uma visão atenta a cada um dos contextos pensando a juventude com um uma condição social de geometria variável, assente nos valores organizacionais que consubstanciam o quadro estratégico nacional de consolidação da interceção com a área do desporto, de acordo com as tendências ao nível das políticas locais, e nos documentos emanados pelas Organizações Internacionais. Ação de longo prazo, centrada em medidas de resposta às necessidades e especificidades da condição social dos jovens, nomeadamente, nas áreas de ocupação de tempos livres, do voluntariado, do associativismo, do empreendedorismo, da criatividade, do emprego, da saúde, do desporto, e da formação de dirigentes e de youth workers, num processo de cooperação e parceria com as autarquias locais, que se perspetiva mais aprofundado.

»Uma “revolução silenciosa”, que as dinâmicas associativas estão a protagonizar através da organização de seminários, feiras de emprego, concursos de ideias como parceiro de corpo inteiro no desenvolvimento de um “ecossistema empreendedor” promotor de empregabilidade.

»Facto que tem determinado o investimento do Estado neste ecossistema empreendedor, sem paternalismos e através de um processo de responsabilidade repartida, onde os jovens assumem o protagonismo da sua participação cívica e do desenho do seu próprio futuro. Um motivo de reconhecimento pessoal, para quem como eu, trabalhou na área da juventude e do desporto, numa região dotada de uma forte dinãmica social, onde a o associativismo juvenil, estudantil e desportivo é cada vez mais uma força de concertação social, que deverá passar pela reafirmação da missão do IPDJ, em face de uma nova realidade e dos novos focos de intervenção, que determinam um novo posicionamento estratégico para a área da juventude e do desporto.

»Ainda há muito caminho para percorrer nesta linha de afirmação, como é normal neste setor, impondo-se um trabalho, de grande proximidade junto dos stakeholders, dos jovens e das suas organizações, capaz de acompanhar os novos dinamismos da condição social juvenil, dos novos desafios do sistema desportivo, do sistema educativo nacional e, da nova geração de políticas públicas locais da responsabilidade das autarquias no contexto regional, num posicionamento de capacidade renovada.»





Uma inovação

2016/10/19

Marianne Thyssen (@mariannethyssen): «A União Europeia não tem a fórmula para resolver tudo»



Frederico Pinheiro / Antena 1. RTP Notícias



«Marianne Thyssen é uma das comissárias europeias mais poderosas. É a responsável pela pasta do Emprego e dos Assuntos Sociais. Com taxas de desemprego na Europa em níveis históricos e apesar dos desafios, a política conservadora belga consegue fazer um balanço positivo do trabalho feito até agora. Em entrevista à Antena 1, a comissária admite que as políticas de Bruxelas não criam postos de trabalho, mas são uma pré-condição para melhorar o emprego.


»Qual o balanço que faz deste primeiros anos na Comissão Europeia?

»O dado mais positivo é que, nos últimos três anos, vemos uma diferença de 1,4 milhões de jovens nos números do emprego, o que significa que temos menos 1,4 milhões de jovens sem emprego. Isso é extraordinário. O desemprego jovem tinha atingido os 5,7 milhões de pessoas, e agora temos 4,1 milhões. Ainda é demasiado elevado, o problema ainda não está resolvido, mas temos essa noção. Mas ao analisarmos a evolução apenas podemos dizer que as reformas que desejamos estão em marcha nos Estados-membros e estão realmente a ajudar os jovens a encontrar um emprego. E não é só arranjar um emprego. Também vemos que registamos 40 milhões de jovens, com as suas qualificações, quem são, onde estão, etc. Destes, nove milhões receberam uma oferta de trabalho.


»Qual a avaliação mais recente que tem para Portugal?

»O que vamos é que a Garantia Jovem chegou, em Portugal, a 300 mil jovens até aos 30 anos. E deixe-me dizer que vemos que os serviços públicos de emprego agarraram o desafio e estão realmente ativos a resolver este problema. Vemos que foi criada em Portugal uma extensa rede de parceiros, não só de entidades públicas, mas também com outros parceiros empenhados em implementar a Garantia Jovem. Foi também lançada uma plataforma onde os jovens se podem registar, e isto é muito importante, porque precisamos de saber quem são, onde estão, para fazer alguma coisa por estas pessoas. Em Portugal o desafio foi agarrado e as estruturas já existem.


»Ainda assim, o desemprego jovem em Portugal está acima dos 30%, em Espanha e na Grécia acima dos 50%. Ainda é preciso criar milhões de empregos nos próximos anos para regressar ao nível pré-crise. A estratégia europeia está a criar novos empregos, mas não parece suficiente…

»Temos consciência de que ainda não atingimos os objetivos. Mas se olharmos para a evolução do número das pessoas que estavam desempregadas, de todos os grupos etários, e depois olharmos apenas para o número de jovens desempregados vemos que aqui houve uma grande melhoria. Isso não aconteceu apenas porque existem empregos disponíveis, mas porque há pessoas com capacidade para os integrar e um mercado de trabalho que funciona. As reformas estruturais que pedimos aos Estados-membros estão também a ajudar e vemos o efeito nos números: em 2013 tínhamos 5,7 milhões de jovens desempregados e agora temos 4,2 milhões. É um milhão e meio a menos. É uma taxa de 23% ou de 15%. Vemos mesmo uma enorme diferença. Mas claro, se olharmos para os números e virmos que temos quatro milhões de desempregados não ficamos nada satisfeitos, porque o problema continua lá. E por isso o nosso esforço mantém-se. Por isso pedimos aos países reformas estruturais para saberem quem são estes jovens, para registar…


»Que reformas são essas que foram pedidas aos Estados-membros?

»Que haja uma oferta para os jovens, que saibam onde estão. Em muitos Estados-membros temos jovens que nem estão a estudar, nem em estágio, nem a trabalhar, nem mesmo registados. Descobrimos que em muitos países não se sabe onde estão estes jovens. Por isso, a primeira coisa a fazer é saber onde estão, para que saibam que há ofertas para eles e apresentar-lhes um projeto que os coloque no caminho para o mercado de trabalho.


»A missão de criar emprego parece difícil em países com restrições económicas como Portugal, Espanha, Grécia. Não podem desvalorizar a moeda para criar mais emprego e exportar mais, os investidores privados estão contraídos pelo medo de investir e o Estado também não pode investir por causa das regras impostas por Bruxelas. Qual é a solução?

»Em primeiro lugar deixe-me dizer que as políticas de emprego, porque temos esse lado, temos recomendações para os diferentes países. Há muita coisa que tem que mudar nas políticas ativas do mercado de trabalho, no sistema de segurança social, por exemplo, para tornar as pessoas mais ativas. Isto são tudo reformas estruturais. Tudo isto está incluído nas reformas estruturais que foram pedidas. É preciso juntar a oferta laboral e os jovens e assegurar que encaixam, avaliar se os jovens têm as competências necessárias para arranjar trabalho. Esse é um lado e aí vemos melhorias, mesmo aí vemos que as políticas funcionam, que os Estados-membros estão a fazer o que devem fazer, mas ainda não chegamos à meta, é preciso continuar, acima de tudo.

»Temos um fundo destinado a financiar projetos dos Estados-membros e vamos ter novamente mil milhões de euros nos próximos sete anos. Nós aplicámos todo o dinheiro disponível para combater o desemprego jovem nos dois primeiros anos e fizemos a avaliação desse esforço, cujo relatório sai este mês. Vamos sentar-nos com esse relatório e ver Estado a Estado o que foi feito e qual é a situação atual, e analisar se no geral o nosso sistema está a funcionar. Mas mesmo antes disso, fizemos já uma reserva para os próximos anos de mil milhões de euros extra – e nós habitualmente não temos dinheiro extra na União Europeia, temos de trabalhar com o que temos. Por outro lado temos de criar empregos.


»Como? O setor privado não investe por ter receio devido à crise económica e financeira e à retração da procura provocada pela austeridade e, ao mesmo tempo, o Estado também não pode investir e, por exemplo, Portugal está obrigado pela Comissão Europeia mesmo a reduzir o número de funcionários públicos. Como é então possível criar emprego?

»Nós não dizemos que têm de despedir funcionários públicos, dizemos que a Função Pública tem de ser eficiente.


»A Comissão Europeia pediu a Portugal para reduzir dez mil funcionários públicos este ano.

»Num país com o défice e divida altos, como Portugal, a primeira coisa que é necessária para ser atrativo para os investidores é ter estabilidade financeira e a crise esteve relacionada com isso. Ainda sentimos as consequências. O Plano de Estabilidade e Crescimento não é apenas de disseminar a austeridade como muitos disseram. O que interessa agora é perceber como podemos trazer de novo para os países a estabilidade financeira que os torna atractivos para os investidores e evitar os riscos que nos colocaram no passado em crise financeira e económica.

»Em Portugal e noutros Estados – e acontece o mesmo no meu país, a Bélgica –, o défice está demasiado elevado, mas ainda assim é preciso honrar os compromissos a que se comprometeram quando se juntaram à UE.


»Mas isso não cria empregos e essa é que é a sua área de responsabilidade.

»Não, não. Sim, pode dizer que estas políticas por si não criam emprego, mas sem estabilidade financeira não é possível ter uma base estável para uma política sustentada de emprego no futuro. É como uma pré-condição para continuar. Mas não fazemos só isso. Ao mesmo tempo que a União Europeia impõe essas medidas vai também ajudando a realizar reformas estruturais. As recomendações são feitas para cada Estado tendo em conta as melhores práticas nos vários países. Vemos o que pode ser feito de forma mais eficaz, temos debates e depois fazemos recomendações específicas para cada país.

»Também, e claro que a criação de emprego é uma parte integrante do nosso objectivo, mas para isso é preciso investimento. E nós sabemos que as entidades públicas da maioria dos Estados não têm muita margem de manobra para dizer “nós vamos investir outra vez em todo o tipo de infraestruturas” porque a dívida pública é elevada e o financiamento público é limitado. Mas o que vemos é que há muito dinheiro privado “a dormir”, e foi por essa razão que no início desta Comissão – e esta foi uma das primeiras decisões que tomámos – lançámos um plano de investimento com um fundo que elimina os primeiros riscos daqueles que arriscam investir em projetos estratégicos importantes. E isto está a funcionar.

»Fizemos um plano para mobilizar 350 mil milhões de euros na Europa e passado um ano e dois meses já contratualizámos 150 mil milhões na economia real. No discurso do Estado da União o presidente Juncker disse que ia elevar esta ambição porque está a funcionar e vamos acrescentar mais dinheiro para ser atrativo para ainda mais dinheiro privado, que é o que precisamos: investidores que invistam na Europa. E quando há investimento há inovação, competitividade, crescimento e há empregos. E para ocupar esses empregos precisamos das pessoas com as competências certas. E por isso temos a agenda das competências, onde se aprende o que se deve fazer e como se deve fazer.  

»Mas só com a “Garantia Jovem” e com a “Iniciativa para o Emprego Jovem”, e o fundo que as suporta, não será possível aumentar o emprego. Também temos que criar emprego. São precisos os dois lados. E não é só um e outro lado, tem de haver uma alimentação mútua.


Mas só com a “Garantia Jovem” e com a “Iniciativa para o Emprego Jovem”, e o fundo que as suporta, não será possível aumentar o emprego. Também temos que criar emprego. São precisos os dois lados. E não é só um e outro lado, tem de haver uma alimentação mútua.

»Vai apresentar novos investimentos em Portugal?

»Não vou apresentar investimentos. É o setor privado que, quando quer investir em conjunto com o Estado-membro, pode ir ao Banco Europeu de Investimentos. Mas é uma seleção independente, não cabe à União Europeia decidir o tipo de investimentos de que Portugal precisa. Cabe às autoridades portuguesas decidir que tipo de projetos de investidores privados e estrangeiros necessita. Mas sabem se forem bons projetos estruturais podem ir ao BEI no Luxemburgo e ver se o projeto respeita as condições para beneficiar do fundo.


»A emigração de jovens licenciados, que já não regressam, é um problema em Portugal. O que pode ser feito para que regressem?

»Percebo, mas em primeiro lugar a mobilidade laboral é um das quatro liberdades do tratado. Os jovens europeus e todos os europeus têm a liberdade de trabalhar onde quiserem e é muito importante que tenham esta possibilidade.  É sempre melhor que alguém que vá trabalhar para outro Estado-membro o faça sem pressão e por livre vontade. Mas se não encontrar um emprego no seu país que se adeque às suas pretensões e encontre opção noutro lado da Europa essa é uma oportunidade a considerar, porque é assim que se cria um maior mercado laboral europeu e com mais possibilidades de concordâncias entre procura e oferta. Porque apesar de termos 21 milhões de desempregados temos também, de forma permanente, dois milhões de vagas que não são preenchidas. Mas claro que percebo o vosso problema quando partem demasiadas pessoas, quando as pessoas mais qualificadas partem, quando os mais jovens partem. A melhor forma de evitar que isso aconteça é tornar o país novamente atrativo, com desenvolvimento. E foi isso que aconteceu na Irlanda.  No pico da crise muitos jovens partiram mas quando a Irlanda começou a recuperar muitos voltaram.


»Os dados mostram que os países mais pobres têm taxas de desemprego mais altas e isto provoca também pressões adicionais nas contas públicas com mais apoios sociais. Defende a existência de um subsídio ou seguro de desemprego europeu?

»Defendo que é preciso, previsto no relatório dos cinco presidentes, um mecanismo que absorva crises assimétricas e que seja ativado quando há um choque, mas não poderá haver transferências permanentes. Quando existe um problema estrutural num Estado-membro que não existe nos outros e se estabelecem transferências permanentes… há mesmo quem diga que seria contra o Tratado Europeu. Não defendemos isso até porque nunca seria aceite. No fim de contas seriam os contribuintes a pagar esse mecanismo. Podemos ter mecanismo de absorção de choques, mas a transferência nunca pode ser permanente.

»Até podemos usar o dinheiro dos fundos para o apoio ao desemprego europeu, mas antes disso precisamos de mais convergência para os cidadãos de outros países aceitarem a medida. Precisam de mais convergências nas políticas ativas de emprego, etc.


»Como é que podemos ter mais convergência sem um orçamento europeu maior e sem transferências de dinheiro dos países ricos para os mais pobres?

»Claro, mas nós temos os fundos...


»Mas não são suficientes.

»Não, mas os países têm de fazer a sua parte. A solução não está no dinheiro dos fundos europeus mas nas reformas estruturais que deixarão os países em melhor forma para atrair investidores, para ter trabalhadores com mais competências. Nós não somos o Big Brother que está sempre ali a ver como é que os filhos se estão a portar e que tira algum dinheiro daqui e o põe ali. Nós podemos aconselhar os Estados, mas não podemos dizer “tu agora vais fazer isto”. Nós temos as nossas competências.

»Só podemos, por exemplo, impor o cumprimento de certas regras fiscais, que constam do Pacto de Estabilidade e Crescimento e porque estamos numa união monetária.

»Temos algum poder legislativo. Por exemplo no caso dos trabalhadores destacados [trabalhadores que são destacados para outro país, por exemplo, os portugueses que vão para as obras na Holanda ou na Suíça] temos uma proposta em que se estabelece que sejam tratados com maior justiça, uma vez que atualmente recebem menos e isso não é aceitável. Precisam da mesma proteção que os trabalhadores locais e estamos a lutar por isso. Neste caso fazemos a proposta legislativa e vemos o que o conselho e o parlamento decidem.

»Mas não somos o Big Brother europeu que pode fazer tudo. Onde não temos o poder para legislar, onde não temos o poder para pagar isto e aquilo, apostamos na partilha das melhores práticas, fazemos recomendações individuais a cada país. Toda a gente diz que a União Europeia (EU) é muito rica, e a verdade é que o orçamento da UE é um soma elevada, mas é 1% do PIB comunitário, não podemos tirar o dinheiro de um Estado-membro e dar a outro. Temos os nossos fundos estruturais, sociais, regionais, mas apenas podemos dar o dinheiro que temos.


»Em Portugal, o Plano Juncker apenas assegurou até agora a criação de 500 postos de trabalho. Nós precisamos de 500 mil para regressar ao nível em que estávamos antes da crise. Uma em quatro crianças é pobre e temos uma das maiores taxas de trabalhadores pobres. Mas a União Europeia aparece mais associada a sanções, à suspensão de fundos estruturais, a regras europeias. Por que razão a Europa não dá mais importância à luta contra a pobreza, por exemplo?

»Esse é um dos objetivos da estratégia 2020, para o crescimento inclusivo, inteligente e sustentado.


»E Portugal está longe desses objetivos.

»Estão todos. E isso não é verdade para todos os objetivos. A taxa de emprego está a melhorar em todo o lado, o abandono escolar precoce está muito melhor e aí quase que já atingimos o objectivo. Em relação aos objetivos na área do clima e energia estamos na direção certa. Onde não progredimos o suficiente foi no investimento em inovação – era para atingir 3% do PIB investido em inovação e investigação. E temos a luta contra a pobreza em que estabelecemos uma redução de 20 milhões de pobres e depois da crise juntaram-se mais 5/6 milhões – continuamos a lutar.


»Portugal tem de criar 500 mil empregos nos próximos anos. Se a UE tem 9% de desemprego e os EUA 4%, há algo que está a falhar...

»Sim, claro, mas não sei se os europeus querem viver no sistema norte-americano. Os números de lá são baixos, mas muitas pessoas são excluídas das estatísticas se não estiverem à procura de emprego.


»O Eurostat tem as mesmas regras.

»Sim, ok. Mas pode ver que não se podem comparar números, também têm problemas nos estados unidos. Se olharmos para os ordenados deles também vemos problemas. Eu acredito sempre que é melhor ter emprego do que não ter, mas nós também queremos empregos decentes na Europa.


»Para além do emprego, temos muita precariedade. Como se combate o trabalho precário ou o subemprego? Há toda uma geração perdida em Portugal sem esperança no futuro.

»Temos de solucionar o problema juntos. A União Europeia não tem a fórmula para resolver tudo. Está no cerne das nossas políticas dar melhores oportunidades às pessoas. Vemos que estamos a melhorar, mas ainda não estamos onde queremos. Nós não queremos uma geração perdida, porque não é só o futuro deles, é o nosso futuro. Queremos que os jovens tenham esperança, que tenham perspetivas para o futuro. Continuamos a trabalhar nisso, mas não podemos só trabalhar isto, temos de trabalhar a montante e assegurar a estabilidade fiscal. Porque sem isso até podemos sonhar, mas daqui a uns anos voltamos à mesma situação, ou mesmo pior.

»Trabalhamos em conjunto e vemos que nuns países estão melhor do que noutros. Temos de ver o que podemos aprender uns com os outros. Desenvolvemos em conjunto esse comités administrativos e fazemos revisões pelos pares para vermos o que se deve aprofundar.


»Onde é que Portugal tem de trabalhar mais?

»Sinceramente, não tenho isso presente, são 28 países, tenho de consultar os relatórios. Em geral, no que diz respeito ao emprego jovem temos de continuar a trabalhar, antes de mais, em reformas no mercado de trabalho que se traduzam em melhores oportunidades para os jovens. Primeiro com a “Iniciativa para o Emprego Jovem” que apoia projetos específicos para jovens. Segundo temos de continuar com o Fundo de Investimento para atrair mais investimento privado para criar emprego. Depois temos a “Agenda para novas competências” – porque não temos apenas os problemas trazidos pela crise, temos toda uma sociedade e economia em transição porque vivemos num mundo globalizado e cada vez mais digital.

»É quase como uma revolução industrial: temos de perceber como sobreviver e dar às pessoas as melhores oportunidades possíveis. Que tipo de nova rede social de referência precisamos para analisar as políticas de emprego europeias e dos Estados-membros? E então perceberemos realmente o que precisamos de mudar para apoiar as pessoas nesta transição difícil. No passado, acabava-se a universidade, arranjava-se emprego, talvez se mudasse uma vez ao longo da vida, tinha-se uma família estável, duas crianças, tudo feliz e assim era a vida. Agora as pessoas vivem em circunstâncias diferentes, os empregos sã o diferentes, os contratos não são permanentes, temos muitas situações precárias. O que temos de fazer? Podemos melhorar a legislação, mas não podemos matar a inovação, nem certa flexibilidade que é precisa nesta nova era digital. Mas mesmo assim temos de assegurar que as pessoas estão protegidas, porque terão muito mais momentos de transição nas suas vidas e isso torna-as vulneráveis.


»É a Comissária responsável pelos assuntos sociais. Acha que o aumento do salário mínimo em Portugal é uma política acertada, mesmo sendo um país em instabilidade financeira?

»Temos sempre de procurar o equilíbrio. Defendo que deve haver um salário mínimo, até um rendimento mínimo, mas deve ser desenvolvido de acordo com as possibilidades dos Estados-membros. Porque a decisão pode ser tomada mas se não for sustentável não durará e não criará um futuro melhor. Tem sempre que se analisar o que é possível, até onde se pode ir. O que fazemos é tomar conta da parte social.

»Por exemplo, na Grécia, para falar do Estado-membro mais difícil, que tem os problemas mais profundos e todo o tipo de problemas. Não se pode comparar com Portugal porque a situação é totalmente diferente. Portugal é um Estado funcional - eu não comparo os dois. O que fizemos lá com o último memorando de entendimento foi estabelecer as condições em que podem contrair empréstimos através de um mecanismo de solidariedade e fazer uma avaliação social, olhar para ela e determinar o que é preciso fazer para assegurar que as pessoas com rendimentos mais baixos não sofram. 


»Mas ao mesmo tempo vemos que mais de metade das pessoas que estão desempregadas na Grécia e em Portugal não têm apoios sociais porque a Comissão diz que tem de ser respeitada a meta do défice. Não se pode aumentar a despesa senão falha-se o défice. Mas ao mesmo tempo, a Comissária, responsável pela área social, mostra muita preocupação. Como é que se conjugam as duas metas?

»Sim, e estou, mas é preciso encontrar um equilíbrio. Podemos sonhar com uma situação ideal, mas temos de trabalhar com o que temos. Arrancar da situação em que os Estados-membros se encontram, mostrar solidariedade com fundos específicos, fundos sociais e com o nosso orçamento anual (que é menos de 1% do PIB comunitário). Este é o dinheiro que os Estados querem dar à União. Depois temos que jogar com isso e com as competências que temos. Se estamos numa união monetária e queremos uma política sustentável não podemos ser demasiado flexíveis no lado fiscal, na situação do orçamento e da dívida. No momento em que o mercado financeiro começar novamente a levantar questões e deixar de confiar num Estado-membro, não vai querer dar dinheiro a esses Estados porque está sempre a recorrer aos mercados. E depois vão ter de pagar outra vez sei lá que percentagem de juros para contrair empréstimos. Teremos outra vez o mesmo problema. Por isso temos de ser cautelosos e trabalhar em prol da estabilidade. E isto é o que continuamos a fazer. Mas tenho de dizer que esta Comissão é claro que a pior parte já ficou para trás e que queremos ser "mais sociais" e mais flexíveis.

»O Pacto de Estabilidade e Crescimento permitia alguma flexibilidade que nós usámos para certos investimentos, abrimos exceções com as despesas extra com refugiados e despesas extra quando há grandes desastres naturais em estados membros. Por exemplo, agora quando discutimos as sanções para Portugal e Espanha, dois estados membros que não cumpriram os compromissos, tivemos de propor uma sanção como manda a lei mas também pudemos dizer ao conselho para estabelecer uma "sanção zero", ou seja que abrisse uma exceção. Fizemos isso por Portugal e por Espanha porque sabemos que muito dos esforços estruturais já foram feitos. Aí tentámos ser flexíveis - "estas são as regras, isto é o que têm de fazer, mas nós entendemos que vocês fizeram um esforço e que num ano há uma pequena diferença entre o que alcançaram e o que deviam ter alcançado, mas tentámos ser flexíveis".


»Quanto tempo vai ser preciso para voltar aos níveis de emprego pré-crise?

»É difícil... Um dia gostava de poder dizer "chegámos lá". Desejava mesmo, por todos os jovens na Europa. Claro que é isso que queremos: um emprego para todos, que permita viver. Mas não são só as entidades públicas que têm de tratar disso, é a sociedade como um todo. A confiança ficou mesmo em baixo e agora precisamos de investimento e de fazer a economia florescer.  É disso que precisamos, caso contrário não teremos...


»Vai levar muito tempo...

»Sim. Mas entretanto fazemos o que podemos para estimular o emprego e cuidar dos jovens. Não podemos dizer-lhes que dentro de cinco anos vamos ver os resultados ou a solução para o seu caso. Não aceitamos isso. Vamos continuar a nossa luta em conjunto com os Estados-membros e em conjunto chegaremos à melhor solução possível.»





Um inovador

2016/10/18

«Municípios investem em projeto de telessaúde para idosos que cria seis empregos»



RTP Notícias



«Mais de 20 municípios integram um projeto de telessaúde e teleassistência com que a Associação Nacional de Cuidado e Saúde (ANCS), com sede na Lousã, pretende criar seis empregos e apoiar 1.500 idosos numa primeira fase.

»A iniciativa passa pela instalação de um centro operacional, naquela vila do distrito de Coimbra, que “vai monitorizar, 24 horas por dia, tudo o que se passa com o projeto”, designado “10 Mil Vidas”, disse hoje à agência Lusa a presidente da ANCS, Fernanda Carneiro.

»Esta responsável prevê que o funcionamento do centro operacional, com dois trabalhadores em permanência, em regime de turnos, deverá implicar a criação de seis empregos.

»Ainda em outubro, a associação sem fins lucrativos sediada na Cerdeira, na Serra da Lousã, vai formalizar uma candidatura aos fundos europeus, para um investimento global de 855 mil euros.

»“Mais de 20 municípios integram a candidatura, que vamos apresentar nos próximos dias ao Portugal Inovação Social”, revelou Fernanda Carneiro.

»Entre outras ajudas, “o projeto visa dar resposta a emergências, gestão da medicação e recolha de leituras de tensão arterial e de glucose dos idosos”, adiantou.

»Experiências piloto com o mesmo objetivo já estão a funcionar, pelo período de um ano, em alguns dos concelhos que aderiram à iniciativa e que se constituíram como investidores sociais na candidatura ao programa Parcerias para o Impacto, no âmbito da iniciativa Portugal Inovação Social.

Experiências piloto com o mesmo objetivo já estão a funcionar, pelo período de um ano, em alguns dos concelhos que aderiram à iniciativa e que se constituíram como investidores sociais na candidatura ao programa Parcerias para o Impacto, no âmbito da iniciativa Portugal Inovação Social.

»É o caso da Lousã, que aprovou em junho um apoio de 15 mil euros para testar o projeto, envolvendo 50 utentes que já são apoiados por instituições locais de solidariedade social.

»Para o presidente da Câmara da Lousã, Luís Antunes, trata-se de uma aposta “com relevância em termos sociais e que introduz mais qualidade” na assistência aos idosos.

»“Quando assinámos o protocolo de colaboração com a ANCS, havia a perspetiva de o projeto evoluir e ter expressão na empregabilidade do concelho”, sublinhou.

»Almada, Chamusca e Porto de Mós são os outros municípios onde os serviços de telessaúde e teleassistência para idosos já funcionam a título experimental e em condições idênticas às da Lousã, “a que deverá seguir-se o Fundão”, referiu a presidente da ANCS.

»Segundo Fernanda Carneiro, o instrumento de financiamento “Parcerias para o Impacto” cobre 70% do investimento nas candidaturas desta natureza que são aprovadas, cabendo 30% aos investidores sociais.

»O projeto “10 Mil Vidas” envolve misericórdias e outras instituições de solidariedade social (IPSS), bem como as unidades de cuidados na comunidade (UCC), que prestam cuidados de saúde e apoio psicológico e social de âmbito domiciliário e comunitário, enquanto estruturas locais do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

»Fernanda Gonçalves disse que a direção da ANCS “já teve várias reuniões” com o Ministério da Saúde, cujos interlocutores “gostaram da ideia”.

»A fim de as UCC participarem no “10 Mil Vidas”, a associação deverá celebrar um protocolo com o ministério.

»“Este é um projeto todo virado para o envelhecimento ativo. Estamos sempre a dizer para os idosos saírem de casa e não deixarem de fazer a suas vidas”, sempre que for possível, sublinhou a gestora.

»Baseada no uso de novas tecnologias de informação e comunicação, a iniciativa prevê a subcontratação de um serviço de apoio telefónico (“call center”) a uma empresa da área dos seguros.

»No apoio a 10 mil utentes, a ANCS calcula “uma poupança de 6,5 milhões de euros” por ano ao Serviço Nacional de Saúde e à Segurança Social, podendo uma parte desse valor “ser canalizado para os municípios” financiarem essa ajuda aos idosos.

»“A nossa missão é ajudar as instituições locais a prestar um apoio mais completo, a mais pessoas, e de forma economicamente sustentável”, afirma a ANCS na sua página na internet.»





Administração Pública e inovação

2016/10/17

Newsletter L&I, n.º 123 (2016-10-17)



n.º 123 (2016-10-17)

TAGS: # economia criativa # economía creativa # économie créative # creative economy


Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovação | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Index


Liderar Inovando (BR)

«Rio recebe o PICNIC Brasil 2016, maior festival de inovação da Europa» ( ► )
«Questões nacionais não passam despercebidas em último debate dos candidatos a Prefeito de Salvador @PrefSalvador» ( ► )
«Desafios da economia criativa no Brasil» ( ► )
«Em tempos de crise econômica, desemprego e violência manter a positividade é essencial» ( ► )

Liderar Inovando (PT)

Susanna Florissi: «Mas, afinal, o que faz a Comissão para a Promoção de Conteúdos em Língua Portuguesa?» ( ► )
«O presidente e fundador da Web Summit @WebSummit, Paddy Cosgrave @paddycosgrave, anunciou hoje que vai abrir o primeiro escritório fora da Irlanda em Lisboa» ( ► )
«Economia de Macau continua em ajustamento, diz chefe do Governo» ( ► )
«Brasil e Portugal se unem para fomentar o empreendedorismo» ( ► )

Liderar Innovando (ES)

«Comecoco, en el Le Parc: “Desde la economía creativa se abre
una esperanza”» ( ► )
Edgar Salas Luzuriaga: «Una economía de futuro: la economía “naranja”» ( ► )
Francisco Calvache: «El papel de la impresión en el futuro del sector de las industrias creativas» ( ► )
«“Barcelona: zona cero impuestos para nuevos autónomos”: El Ayuntamiento de Barcelona ofrecerá ayudas a aquellos que se hagan autónomos» ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

«Audencia Business School innove en partenariat avec la Glasgow School
of Art» ( ► )
«Des concours pour stimuler la créativité et l’économie du fenua» ( ► )
«Tiers-lieu d’économie créative et solidaire, Épicentre de Clermont à Brioude» ( ► )
«L'économie créative se renforce de 4,3% en moyenne depuis 2000. Étude de la Direction des Etudes et des Prévisions Financières (DEPF) “Économie créative: panorama et potentiel”» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

David Adam: «Here's how China's ancient capital Nanjing is trying to emulate London's creative economy» ( ► )
«Australia’s $90 billion creative industries have been identified as a key growth sector» @QUTCEA @c3forum ( ► )
«South Korea eyes stronger ties with Malaysia in ICT-based creative
economy» ( ► )
«Dutch leader speaks to Koreans about creativeness» ( ► )

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Atribución-NoComercial 4.0 Internacional








2016/10/14

«Brasil e Portugal se unem para fomentar o empreendedorismo»



Imprensa Oficial do Estado do Rio de Janeiro @noticiaaominuto



«Um acordo inédito de cooperação tecnológica entre Brasil e Portugal foi assinado ontem. O Governo do Rio, através da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, e o Governo de Portugal, por intermédio da Secretaria da Indústria, firmaram uma parceria para dar início a missões, projetos e programas, visando fomentar o intercâmbio para a internacionalização de startups. O documento foi assinado após o seminário Portugal Hub Atlântico – Ecossistema Empreendor, cujo objetivo é unir os dois países no incentivo à inovação tecnológica.

»Durante a programação de ontem, os representantes portugueses tiveram contato direto com o empreendedorismo do estado e programas de incentivo à pesquisa, desenvolvimento e inovação, realizados através de várias ações desenvolvidas pelos órgãos vinculados à secretaria, como a Faperj, a Faetec e a Uerj.

Tanto a nossa pasta quanto a Secretaria da Indústria desenvolvem programas de fomento ao desenvolvimento da iniciativa empresarial através da combinação de infraestrutura, educação, mentoria, networking, consultorias e subvenção econômica.

»“Tanto a nossa pasta quanto a Secretaria da Indústria desenvolvem programas de fomento ao desenvolvimento da iniciativa empresarial, como Startup Rio, Startup Portugal e Startup Lisboa, focados em inovação, empreendedorismo e criação de empresas nascentes de base tecnológica. Tudo isso através da combinação de infraestrutura, educação, mentoria, networking, consultorias e subvenção econômica”, explicou o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Gustavo Tutuca.


»Apresentações

»Durante o evento, Tutuca apresentou a Startup Rio, programa que tem como objetivo formar uma nova geração de empreendedores digitais no estado.

»Já o secretário da Indústria de Portugal, João Vasconcelos, falou sobre as medidas dedicadas a startups brasileiras que queiram se lançar em Portugal, previstas na estratégia do país para o empreendedorismo, a Startup Portugal, e apresentou o Web Summit, maior evento tecnológico e de startups do mundo, que acontecerá em Lisboa.»





A execução da inovaçao

2016/10/13

«Economia de Macau continua em ajustamento, diz chefe do Governo»



RTP Notícias @RTPNoticias



«O chefe do Governo de Macau disse hoje que a economia da região “encontra-se, ainda, numa fase de ajustamento”, afetada pela queda das receitas dos casinos durante mais de dois anos.

»Fernando Chui Sai On referiu que, no entanto, apesar de o PIB ter continuado a cair no primeiro semestre e de a contração ter sido 10,3%, esta foi uma “queda significativamente mais reduzida quando comparada com a do ano anterior”. A economia de Macau encontra-se em queda desde o terceiro trimestre de 2014, ano em que, pela primeira vez desde a transferência do exercício de soberania de Portugal para a China, em 1999, o PIB registou uma diminuição (-0,9%). Em 2015, o PIB caiu 20,3%.

O chefe do Executivo reiterou ainda a aposta na cooperação regional e no desenvolvimento do setor das convenções e exposições, da medicina tradicional chinesa e das indústrias culturais e criativas, entre outros, com o objetivo de diversificar a economia local, que depende do jogo.

»A queda da economia está associada à diminuição das receitas dos casinos, que caíram continuamente entre junho de 2014 e julho de 2016, arrastando o PIB da cidade.

»“Continuaremos a encarar a situação com firmeza e a assegurar a estabilidade do desenvolvimento”, disse o Chui Sai On, prometendo “particular atenção” às pequenas e médias empresas (PME) “e ao emprego”, neste caso, para o manter “num nível baixo”.

»O chefe do Executivo reiterou ainda a aposta na cooperação regional e no desenvolvimento do setor das convenções e exposições, da medicina tradicional chinesa e das “indústrias culturais e criativas”, entre outros, com o objetivo de diversificar a economia local, que depende do jogo.

»Chui Sai On falava na cerimónia que assinalou, em Macau, os 67 anos da criação da República Popular da China, tendo garantido, no mesmo discurso, o compromisso com a defesa do princípio “um país, dois sistemas”.

»Ao abrigo deste princípio, Macau e Hong Kong são regiões da China com administração especial, pelo que têm ampla autonomia em relação a Pequim e há nos dois territórios liberdades que não existem no resto do país.

»O líder do Executivo de Macau realçou também, em paralelo, que “a prosperidade e o fortalecimento” da China “são constantes forças motoras para o desenvolvimento” e “os grandes suportes da estabilidade” de Macau.»





Uma inovação

2016/10/12

«O presidente e fundador da Web Summit @WebSummit, Paddy Cosgrave @paddycosgrave, anunciou hoje que vai abrir o primeiro escritório fora da Irlanda em Lisboa»



Notícias ao Minuto @noticiaaominuto



«“Vamos abrir o nosso primeiro escritório fora de Dublin em Portugal”, disse Paddy Cosgrave, em entrevista à Lusa, no dia em que são conhecidas as 66 'start-ups' vencedoras do concurso lançado pela Startup Portugal “Road 2 Web Summit” e que vão representar Portugal na Web Summit, um dos maiores eventos de tecnologia, inovação e empreendedorismo do mundo. O Hub Criativo do Beato, em Lisboa, onde hoje decorre precisamente o “Road 2 Web Summit”, foi o local escolhido para as novas instalações da organização que vai começar as entrevistas já nas próximas semanas.

»“Vai ser neste espaço espetacular, que se vai tornar num enorme espaço de 'cowork' [partilha de espaço para trabalhar] para 'start-ups' [empresas em início de atividade] nos próximos anos”, disse Paddy Cosgrave.

»Para começar, a organização vai contratar, pelo menos, mais de uma dúzia de colaboradores mas depois, diz o fundador do evento, como a Web Summit “é uma empresa jovem que está a crescer muito rapidamente, as coisas são difíceis de prever”.

»“Há seis anos tivemos 400 participantes e se me perguntassem naquela altura quantos participantes poderia atingir em seis anos nunca diria 55 mil, diria talvez 1.000? Quem sabe o que o futuro nos reserva”, afirmou.

Senti-me inspirado pelas pessoas que entrevistei e penso que devíamos mesmo abrir um escritório aqui, há muitas pessoas incríveis, o talento é imenso e mal posso esperar para contratar as primeiras pessoas aqui em Lisboa.

»O foco está agora na Web Summit, que decorrerá de 07 a 10 de novembro, mas as pessoas, detalhou, vão começar a ser contratadas “imediatamente depois” do evento, nas áreas de vendas, engenharia, gestão de produtos e de eventos.

»Paddy Cosgrave relatou que nos últimos meses a organização da Web Summit já contratou “pessoas incríveis em Portugal” e que estão a trabalhar em Dublin.

»“Senti-me inspirado pelas pessoas que entrevistei e penso que devíamos mesmo abrir um escritório aqui, há muitas pessoas incríveis, o talento é imenso e mal posso esperar para contratar as primeiras pessoas aqui em Lisboa”, afirmou.

»Fundada em 2010 por Paddy Cosgrave e os cofundadores Daire Hickey e David Kelly, a Web Summit evoluiu em menos de seis anos de uma equipa de apenas três pessoas para uma empresa com mais de 150 colaboradores, até este momento todos na sede em Dublin, trabalhando quer nesta iniciativa quer nos seus outros eventos internacionais, como RISE, Collision e MoneyConf.

»A Web Summit é uma conferência global de tecnologia que decorrerá este ano em Lisboa (e nos dois anos seguintes, com possibilidade de mais dois anos), onde são aguardados mais de 50.000 participantes, de mais de 150 países, incluindo mais de 20.000 empresas, 7.000 presidentes executivos, 700 investidores e 2.000 jornalistas internacionais.

»Entre os oradores estarão os fundadores e presidentes executivos das maiores empresas de tecnologia, bem como importantes personalidades das áreas de desporto, moda e música.»





Um inovador

2016/10/11

Susanna Florissi: «Mas, afinal, o que faz a Comissão para a Promoção de Conteúdos em Língua Portuguesa?»



Atualmente, Susanna Florissi preside a Comissão para a Promoção de Conteúdo em Língua Portuguesa (CPCLP) da Câmara Brasileira do Livro (CBL), entidade da qual é diretora. PublishNews @publishnews



«Em abril de 2015, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) instituiu uma nova frente de trabalho. Trata-se da Comissão para a Promoção de Conteúdo em Língua Portuguesa (CPCLP).

»Após ter estado por alguns anos à frente da Comissão do Livro Digital, constituir esse grupo de trabalho foi uma solicitação minha, como diretora-editora da Câmara, a Luís Antonio Torelli que, no ano passado, iniciou seu primeiro mandato como presidente da entidade.

»E de onde surgiu a ideia? Após 30 anos trabalhando em prol da Língua Portuguesa, em especial de seu ensino a estrangeiros, e estudiosa e conhecedora que sou do seu poder econômico, achei importante consolidar, em uma Comissão, possíveis iniciativas que contribuam para alargar o mercado de distribuição de conteúdo na nossa língua tanto no Brasil quanto no exterior. Ao discutirmos a lista de convidados a serem chamados para participar dessa comissão, imaginamos a importância de ter, nela, organizações públicas e privadas que pudessem contribuir de forma prática para a organização e evolução do nosso trabalho.

»Dessa forma, além do convite enviado a todos os associados da CBL, estendemos nossa comunicação aos ministérios que pudessem ter alguma relação com nosso trabalho, ou seja, os ministérios da Cultura, da Educação e das Relações Exteriores. Além disso, convocamos outros pares que contribuem para a divulgação da Língua Portuguesa no mundo, em especial o Instituto Camões, de Portugal.

»Nestes primeiros anos de trabalho, estamos realizando reuniões mensais com a finalidade de consolidarmos a existência da CPCLP e de organizarmos com solidez nossas frentes de trabalho que, resumidamente, se baseiam em três pilares: 1. a valorização da Língua Portuguesa no Brasil; 2. a internacionalização do nosso conhecimento, da nossa literatura e da nossa cultura, em especial nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e 3. a aproximação da CBL aos demais segmentos da economia criativa brasileira.

Nossas frentes de trabalho, resumidamente, se baseiam em três pilares: 1. a valorização da Língua Portuguesa no Brasil; 2. a internacionalização do nosso conhecimento, da nossa literatura e da nossa cultura, em especial nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e 3. a aproximação da CBL aos demais segmentos da economia criativa brasileira.

»Para tanto, e como primeiro resultado extremamente positivo, considerando o primeiro pilar, a CPCLP levou, à 24ª. Bienal Internacional do Livro de São Paulo, a exposição MENAS - o certo do errado, o errado do certo, uma Biblioteca de Babel e um mapa com a localização de todos os países de Língua Portuguesa, com apoio do laboratório farmacêutico EMS. Com certeza, um dos espaços mais fotografados de toda a Bienal.

»O segundo pilar do nosso trabalho conversa de perto com a Comissão de Internacionalização e, por consequência, com o Brazilian Publishers, uma parceria entre a CBL e a Apex-Brasil. Projeto setorial de fomento às exportações do conteúdo editorial brasileiro que viabiliza, entre outras ações, a participação de editoras brasileiras nas principais feiras mundiais do livro.

»Além dessa interlocução, o segundo pilar trabalha de perto com as iniciativas da DPLP – Divisão de Promoção da Língua Portuguesa, do Itamaraty (MRE), e com o IILP – Instituto Internacional da Língua Portuguesa, tendo o Professor Carlos Faraco, da Comissão Nacional do IILP entre os Membros da CPCLP por indicação do próprio MRE. É uma parceria que já colhe frutos como o de sugestões de ações para a promoção da Língua a serem apresentadas aos responsáveis quando o Brasil assumirá a presidência pró-tempore da CPLP no próximo mês de novembro.

»Já a ideia para o terceiro pilar originou-se de uma viagem minha, representando a CBL, a Portugal e à Espanha, participando de uma Missão Oficial do Brasil na qual a Economia Criativa também foi solicitada a estar presente. Foi ali que percebi que cada um de nós do mundo dos livros, das artes, do cinema, da música, dos games etc, sozinho pouco representa na cadeia econômica das exportações brasileiras. Pensei, então, que seria interessante convidar as entidades representativas desses e de outros segmentos da Economia Criativa para as reuniões da CPLCP buscando uma aproximação e possíveis sinergias. Fruto desses encontros já estão sendo colhidos, em especial com a ABED – Associação Brasileira de Ensino a Distância e com a Cinema do Brasil.

»E assim, a cada reunião, com os convidados que temos, além dos Membros fixos, aprendemos mais sobre os países de Língua Portuguesa, sobre a Economia Criativa e sobre possíveis novos mercados para o conteúdo brasileiro, seja na forma impressa, digital ou em qualquer outro possível meio de distribuição.»





Administração Pública e inovação

2016/10/10

Newsletter L&I, n.º 122 (2016-10-10)





Newsletter L&I, n.º 122
(2016-10-10)



Tipologias da inovação (Leituras temáticas). Liderar Inovando (BR): Figuras e taulas. Referências [link]


Tipologias da inovação (Leituras temáticas). Liderar Inovando (PT): Figuras e taulas. Referências [link]


Tipologías de la innovación (Lecturas temáticas). Liderar Innovando (ES): Figuras y tablas. Referencias [link]


Typologies de l’innovation (Lectures thématiques). Mener avec innovation (FR): Figures et tableaux. Références [link]


Innovation Typologies (Thematic Readings). Lead & Innove (EN): Figures and tables. References [link]






Tipologias da inovação (Leituras temáticas). Liderar Inovando (PT): Figuras e taulas. Referências



FIGURAS E TAULAS


Os doze tipos de inovação («Quais os tipos de inovação?» [postagem])

O modelo de inovação disruptiva («Inovação Disruptiva: Reflexões sobre as suas características e implicações no mercado» [postagem])

Síntese das características das inovações sustentadoras e inovações disruptivas (Low-End e New-Market) («Inovação Disruptiva: Reflexões sobre as suas características e implicações no mercado» [postagem])

Recursos disponveis na unidade e subcontratados a terceiros, no âmbito da inovação, durante o perído de 2011-2012 («Criatividade e Competências» [postagem])

Metodologias utilizadas para estimular novas ideias ou criatividade entre os colaboradores («Criatividade e Competências» [postagem])

Modelo de observação do sector dos moldes em Portugal («Uma tipologia de análise da inovação no Sector dos Moldes em Portugal» [postagem])

Que desafios encontra, na sua empresa, para fazer acontecer a inovação? («A inovação pode ser dolorosa» [postagem])

Densidade sindical nos paises da UE. 1985-2004 («Porquê a renovação sindical?» [postagem])

Síntese da validaçao das hipóteses colocadas («Principais conclusões sobre os determinantes da determinantes da inovação nas empresas de serviços em Portugal: uma Análise Microeconómica» [postagem])



REFERÊNCIAS


3M via Co_labore. «Quais os tipos de inovação?» [postagem]

Ana Clara Cândido. «Inovação Disruptiva: Reflexões sobre as suas características e implicações no mercado». IETEC Instituto de Educação Tecnológica Research Centre on Enterprise and Work Innovation Centrode Investigação em Inovação Empresarial e do Trabalho. Faculdade de Ciências e Tecnologia. Universidade Nova de Lisboa.IET Working Papers Series N.º WPS05/2011. [postagem]

NORTE 2020 (Programa Operacional Regional do Norte 2014/2020): Aviso para Apresentação de Candidaturas Sistema de Incentivos “Inovação Produtiva”. «Noções sobre tipos de inovação». Aviso n.º 01/SI/2015 . Anexo A. Regime Contratual de Investimento (RCI) 17 de março de 2015. [postagem]

Vinicius Roveda. «Guia de inovação para pequenas empresas». Conta Azul. [postagem]

CEC Câmara de Comércio e Indústria do Centro. «As empresas inovadoras com sucesso podem ser divididas em quatro tipologias distintas» [postagem]

Joana Maria da Cruz Vila Pouca. A Inovação pelo Design Criativo Fator Crítico de Sucesso para a Internacionalização? Universidade do Porto. Tese. [postagem]

José Manuel Monteiro Barata. Instituto Superior de Economia e Gestão / Universidade Técnica de Lisboa (ISEG/UTL). «Inovação nos serviços: conceitos, modelos e medidas. Uma aplicação ao sector bancário». Teaching Economics Working Papers TEWP02/2011/DE. [postagem]

Direção Geral da Saúde: Departamento da Qualidade na Saúde. Questionário ao Potencial Inovador Científico e Tecnológico no âmbito dos Sistemas de Informação (PICTSI), 2013. Principais Resultados Globais. Comissão para a Informatização Clínica (CIC) / Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS). Relator/Colaborador: Pedro Sá Moreira. [postagem]

Filipa Dionísio Vieira y Fernando Romero. «Uma tipologia de análise da inovação no Sector dos Moldes em Portugal». Comportamento organizacional e gestão, 2005, vol. 11, n.º 1. [postagem]

PwC. Inovação: ADN ou atitude? [postagem]

Dirk Kloosterboer. Estratégias Sindicais Inovadoras, trad. Maria da Paz Campos Lima, Lisboa, Instituto Ruben Rolo e Fundação Friedrich Ebert. Coleção Cadernos do Instituto Ruben Rolo, n.º 7. [postagem]

APCMC Associação Portuguesa dos Comerciantes de Materiais de Construção. Guia de Boas Práticas para a Inovação nos Serviços. Ficha Técnica. Gestluz – Consultores de Gestão, com a colaboração da Associação Plataforma para a Construção Sustentável – Centro Habitat. [postagem]

Lívia Madureira, Teresa M. Gamito, Dora Ferreira e José Portela. Inovação em Portugal Rural. Detetar, medir, valorizar. Universidade de TrásosMontes e Alto Douro (UTAD) (@UTAD_RS) em parceria com a Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (@govpt), projeto RUR@L INOV. [postagem]

Vital Morgado (Director Executivo da AICEP Portugal Global, E.P.E., Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal). «Tipologias de parceria bastante diferentes que nos dieram a oportunidade de observar e testar métodos de abordagem de eco-inovação e modelos de internacionalização também distintos». Entrevista da ECOPOL via ANI Agência Nacional de Inovação. [postagem]

Alexandra Martins Andrez. Proteção das Inovações nos Têxteis do Futuro. Lisboa School Economics & Management ISEG. Dissertação. [postagem]

Florbela Nunes e Fernando Sousa Cardoso. «Criatividade e inovação empresarial nas indústrias criativas (A influência da atitude)».CIEM 2015 (5ª Conferência Ibérica de Empreendedorismo / 5ª Conferencia Ibérica de Emprendimiento). Empreender para Vencer. Jornada Científica: Proceedings, ed. de Maria do Rosário Almeida, Carolina Rodrigues e Mário Carrilho Negas, Oeiras, Empreend – Associação Portuguesa para o Empreendedorismo, 2015. [postagem]

Lilian Cristina Bezerra dos Santos. Determinantes da Inovação em Portugal: Uma Análise Microeconómica com Particular Enfoque no Setor dos Serviços. Universidade do Porto. Dissertação. [postagem]

Alexis Gonçalves. «Porque é que nos preocupamos com a inovação disruptiva?». Inovação e Empreededorismo, newsletter da Vida Económica (@vidaeconomica) n.º 21, setembro 2011. [postagem]

José Pedro Carriço Cravo. «O desenvolvimento de inovação e seus tipos nas empresas em ambiente de incubação: o caso de Portugal» (II). «Conclusões». Instituto Politécnico de Coimbra Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra. Trabalho de Projeto. [postagem]

Cámara (@Norte_2020). «NORTE 2020 (Programa Operacional Regional do Norte 2014-2020). Apresentação, enquadramento e governação» [postagem]

ATP Associação Têxtil e Vestuário de Portugal: Guia de orientação para a inovação e empreendedorismo do Cluster Têxtil Moda nos Vales do Ave e Cavado. [postagem]

«Cabo Verde: Novo ano lectivo e ensino secundário: Taxa de reprovação ultrapassa os 23%». Celso Lobo. A Semana Online [postagem]

«Isabel dos Santos: Inovar e saber suspender um negócio são fundamentais no sucesso». Expresso (@expresso) [postagem]

Américo Henrique Rodrigues Ramos dos Santos: «Trabalho, formação e inovação». Sociedade, Tecnologia e Inovação Empresarial. Colóquio promovido pelo Presidente da República. 7 e 8 de Fevereiro de 2000. Fundação Calouste Gulbenkian. Imprensa Nacional Casa da Moeda. [postagem]

Cristina Parente, Vanessa Marcos e Vera Diogo. Empreendedorismo Social em Portugal: as políticas, as organizações e as práticas de educação/formação, coord. e ed. Cristina Parente Edição, Universidade do Porto: Faculdade de Letras, 2014. [postagem]

Catia Mateus. «Cientistas mais próximos do mundo dos negócios». Expresso. [postagem]

Malundo Fausto Congo Catessamo. «Contribuições da inovação e do empreendedorismo para o desempenho das PME angolanas: evidência empírica da cidade de N'Dalatando - Kwanza Norte (Angola)». Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto. Instituto Politécnico do Porto. Dissertação. [postagem]

José Pedro Carriço Cravo. «O desenvolvimento de inovação e seus tipos nas empresas em ambiente de incubação: o caso de Portugal» (I). «Questionando a Inovação». Instituto Politécnico de Coimbra Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra. Trabalho de Projeto. [postagem]

Governo de Moçambique: Ministério da Ciência e Tecnologia, EnsinoSuperior e Técnico Profissional. «Programa Inovador Moçambicano» [postagem]

IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação). «O SI Inovação Produtiva visa promover a inovação empresarial, através das tipologias Inovação Produtiva PME e Inovação Produtiva Não PME» [postagem]