2016/09/05

«A inovação pode ser dolorosa»



PwC. Inovação: ADN ou atitude?





«O sucesso anterior de uma empresa pode dificultar a inovação, pois quanto mais poderosa e bem-sucedida uma empresa se torna, maior é a tentação de manter o status quo em vez de destruir uma abordagem que já foi testada.

»Efetivamente, associa-se muitas vezes a inovação a empresas pouco maduras, que iniciaram recentemente a sua atividade e que se questionam frequentemente sobre o modelo de negócio que deverão implementar para serem diferenciadoras no mercado. Contudo, a experiência diz-nos que essa reflexão, quando feita estratégica e regularmente pelas empresas mais maduras e consolidadas, conduz indubitavelmente a uma melhoria significativa dos resultados.

»A inovação pode ser dolorosa: por vezes inovações disruptivas ou radicais exigem que um negócio reinvente o seu próprio produto ou serviço. E, como explica Chris Wasden, líder global da Inovação para a Saúde na PwC, “a maioria das organizações não procuram a dor, tentam a todo o custo evitá-la”. É preciso um compromisso genuíno com a inovação para superar essa mentalidade.

»Neste enquadramento, iremos passar em revista as principais “dores” e, consequentemente, desafios à inovação, e revelar formas de os ultrapassar com sucesso, de modo a fazer acontecer a inovação dentro das organizações.


»Os desafíos

»Questionados sobre os desafios que enfrentam na tentativa de fazer acontecer a inovação nas suas empresas, dos 1,757 executivos entrevistados, entre 45% e 55% identificaram cinco principais problemas que consideram algo ou muito desafiantes, e quase a totalidade dos executivos citaram pelo menos uma dessas preocupações funcionais, organizacionais ou operacionais, o que confirma a existência de grandes desafios a serem superados.

»Para a totalidade dos entrevistados, os dois desafios mais complicados de gerir são: conseguir levar ideias inovadoras ao mercado de forma rápida e escalável (54%) e encontrar e conservar o melhor talento para fazer acontecer a inovação (53%). Os executivos portugueses (figura 15) referem, como um dos principais desafios à inovação, definir as métricas certas para medir o progresso da inovação e o Return on Innovation (ROI) (70%), para além dos problemas associados ao desenvolvimento de ideias (67%) e à gestão do talento (69%).

»Encontrar os parceiros externos certos para colaborar com vista à inovação e estabelecer uma cultura interna de inovação surgem logo de seguida, tanto nas respostas dos executivos portugueses (65% e 51%, respetivamente) como nas globais (46% em ambas as rubricas).

»Comparando os desafios apresentados pelos executivos portugueses com os desafios apresentados pelos suíços – o país que se destaca no primeiro lugar dos rankings de inovação mundiais – torna-se evidente a diferença no que toca ao desafio da definição das métricas mais eficazes de inovação. Apenas 36% dos executivos suíços entrevistados consideram esse desafio.

»Muitos desses desafios surgem a partir da forma como a inovação é gerida, uma vez que, como já foi referido, os modelos operacionais e as métricas para o business as usual entram em conflito com os necessários para incrementar inovação.»





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