2016/07/06

«“Há inquietação no mercado”, considera José Manuel Paraíso, director de Global Services, na IBM Portugal»



João Nóbrega. Computerworld Portugal



«A preocupação com a possibilidade de entrarem novos concorrentes disruptivos “acentuouse” entre as empresas portuguesas, considera José Manuel Paraíso, director de Global Services, na IBM Portugal.

»“Há inquietação no mercado” considera José Manuel Paraíso, da IBM, para enfatizar a mudança de enfoque notada entre as empresas portuguesas, no último C-Suite Study do fabricante. “O aparecimento de startups, com novos modelos de negócio assentes em novas tecnologias, passou a ser uma preocupação que se acentuou”.

»O director de Global Services da organização não avança dados localizados, mas esteve presente em várias das 37 entrevistas feitas a executivos das organizações, para o estudo, e partilha a sua percepção para o Computerworld. “Nos últimos seis anos houve um período em que os executivos estavam muito focados no aumento de eficiência, redução de custos e a globalização, vendo nesta a possibilidade de entrarem empresas estrangeiras”, em Portugal, explica.

»No último ano, o cenário mudou, havendo maior referência “à capacidade de a tecnologia criar disrupção” e possivelmente devido ao surgimento de mais startups. Para o responsável é curioso que o tema da disrupção pela tecnologia e convergência de sectores, tenha sido mais referida no Sul da Europa.

»Há uma mudança de enfoque “para a uma área de criação de valor, de novas formas de fazer negócio e chegar aos clientes”, reforça.


As empresas já perceberam que não serão bem sucedidas “se não adaptarem o seu modelo de negócio a novas formas de chegar aos clientes”. Não basta reduzir o preço do produto.

»Não basta reduzir o preço do produto, insiste José Manuel Paraíso (IBM)

»O empenho no aumento de eficiência mantém-se. Mas as empresas já perceberam que não serão bem sucedidas “se não adaptarem o seu modelo de negócio a novas formas de chegar aos clientes”. Não basta reduzir o preço do produto, insiste o responsável. Embora o mesmo considere a preparação para economia digital como um dos temas na agenda das empresas portugueses, já não arrisca sobre o grau de adopção da estratégia, pelas organizações.

»Mas ao mesmo tempo que traz maior concorrência, a comunidade emergentes de startups poderá servir a competitividade das empresas com posição consolidada no mercado. A inovação tende a surgir a partir de fora destas organizações.

»Contudo se estas alimentarem uma estratégia de parcerias, poderão aproveitar a vaga de desenvolvimento, sugeriu o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral.

»O discurso não é novo e por exemplo a IDC Portugal já destacou esse potencial





Um inovador

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