2016/03/31

Patricia Fonseca: «Estudo Ricoh revela que a Geração Z é o grupo social mais desafiante a entrar no mercado de trabalho»



Leak



«Enquanto a maioria das empresas continua preocupada com a integração e ambientação de pessoas pertencentes à Geração do Milénio no local de trabalho, um novo estudo patrocinado pela Ricoh Europa revela que a Geração Z, atualmente com 19 anos ou inferior, constituirá um enorme desafio para as empresas. A Geração Z tem expetativas mais elevadas em relação ao local de trabalho, em comparação com as gerações anteriores, embora, também, se frustre muito mais rapidamente. Além do salário, os principais atrativos para os indivíduos da Geração Z são o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal (48%) e a possibilidade de trabalhar com pessoas interessantes (47%). Segue-se a flexibilidade de horário, regalias e segurança (todos com 42%).

»As gerações acima não só exigem menos dos empregadores, como as suas preferências são, também, diferentes, sendo a segurança no trabalho o mais importante para os “Baby Boomers” e, para as Gerações X e Y (Millenials), o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Além disso, mais do dobro dos indivíduos da Geração Z sentem-se atraídos por empresas que lhes permitam sentir que contribuem para o mundo (34% em comparação com 13% entre “Baby Boomers”, 14% na Geração X e 15% na Geração do Milénio). E quase três vezes mais indivíduos da Geração Z referem interessar-se por empresas que ofereçam tecnologia que permita às pessoas trabalhar de forma mais eficiente (28%) do que de gerações mais velhas (10%).

»A Geração Z também revela que se sente frustrada mais facilmente do que as gerações mais velhas. A comunicação é essencial, com 43% a afirmar irritar-se com a falta de comunicação dos colegas, em comparação com 19% nas restantes gerações.

A Geração Z também revela que se sente frustrada mais facilmente do que as gerações mais velhas. A comunicação é essencial, com 43% a afirmar irritar-se com a falta de comunicação dos colegas, em comparação com 19% nas restantes gerações.

»Relativamente a formas de trabalhar, 30% considerariam a “falta de flexibilidade no horário” uma enorme causa de frustração no seu trabalho – em comparação com apenas 13% dos Baby Boomers, 17% da Geração X e 20% da Geração do Milénio. Paralelamente, um terço da Geração Z ficaria, também, frustrada pela falta de partilha de informação; a falta de inovação é também apontada como motivo para frustração por um terço.

»“Com a aptidão da Geração Z em trabalhar de forma colaborativa e remota, em diversas plataformas e ou países, a adoção de novas formas de trabalhar é uma necessidade, bem como uma medida para assegurar margem competitiva e atrair as pessoas mais talentosas. Desde PME, a grandes multinacionais, nenhuma empresa pode dar-se ao luxo de adotar novas formas de trabalhar sem um compromisso genuíno de satisfazer as motivações das novas gerações de colaboradores” afirma Jorge Silva Diretor de Marketing da Ricoh Portugal.

»O estudo também revela que a Geração Z tem elevadas expetativas em relação ao seu próprio impacto positivo no local de trabalho. A maior parte acredita que trará novas formas de trabalhar (65%), competências tecnológicas excecionais (63%) bem como novas ideias e pensamento inovador (61%).

»Enquanto grupo mais recente de jovens trabalhadores que se prepara para ajudar as empresas a tornarem-se mais ágeis e familiarizadas com o digital, o ambiente laboral para os quais entram são muitas vezes restritivos. Tendo em conta o seu desejo de inovação constante, comunicação instantânea e colaboração aberta, a Geração Z constituirá um enorme desafio para as empresas. Estes indivíduos sabem exatamente o que querem de um empregador. Mas as suas expetativas são pertinentes e não meras excentricidades.»





Uma inovação

2016/03/30

«Twitter faz 10 anos e, em Portugal, é o favorito das elites»



Diário de Notícias



«Rede de 'microblogging' foi criada a 21 de março de 2006.

»A rede social Twitter faz na segunda-feira apenas 10 anos, mas cresceu tanto que é utilizada muitos milhões de pessoas, juntou o cidadão comum a Barack Obama ou ao papa, esteve em revoluções e mudou a imprensa.

»Nada o fazia prever, segundo vários utilizadores e especialistas ouvidos pela Lusa, quando a 21 de março de 2006 quatro norte-americanos criaram uma espécie de serviço de mensagens (sms) para a internet com um limite de 140 carateres. Afinal o suficiente para mudar o mundo.

»"Sem o Twitter e sem o Facebook a sociedade não seria a mesma", diz Gustavo Cardoso, professor do ISCTE e especialista em redes sociais, acrescentando que o Twitter, por ser uma "ferramenta aberta para comunicar com todos", tornou-se essencial nomeadamente para os políticos.

»Mas não só, são centenas de milhões os que o usam hoje mensalmente e aos sete anos já tinha entrado na bolsa de Nova Iorque (em 2013). Ainda que em Portugal tenha uma cobertura modesta se comparado com outras redes sociais, segundo um estudo do Instituto Reuters do ano passado sobre hábitos de consumo de informação digital.

»No país, segundo o estudo, é ainda a televisão que prevalece e o Facebook nas redes sociais, com o Twitter a merecer a preferência de três por cento dos internautas.

»Se em Espanha o Twitter foi uma ferramenta de "contracultura", para o movimento que levou ao Podemos, em Portugal foi aproveitado pelos líderes de opinião, jornalistas, analistas, políticos, figuras públicas, que foram os primeiros a adota-lo e que "criaram uma imagem de marca", tornando-o mais elitista, diz Gustavo Cardoso.

»"É para uma elite tecnológica, que saiba comunicar", contrapõe Pedro Aniceto, gestor de produto e um dos primeiros adeptos do Twitter e ainda assim há menos de uma década. Basicamente é uma rede social de conversa, de respostas curtas e rápidas onde os usuários seguem outros, respondem, comentam, repetem a mensagem, em tempo real ou não, mas sempre grátis.

Basicamente é uma rede social de conversa, de respostas curtas e rápidas onde os usuários seguem outros, respondem, comentam, repetem a mensagem, em tempo real ou não, mas sempre grátis.

»Grandes empresas aprenderam a divulgar aí os seus produtos. Francisco da Silva, que foi director de Marketing do Twitter em Portugal, diz que em 2015 aumentou em mais de um terço a presença de empresas na plataforma, de áreas que vão do retalho a bancos ou seguros.

»"O Twitter é uma plataforma para um público mais maduro, habituado ao comércio online", diz à Lusa, acrescentando que a rede permite comunicar de forma próxima com os consumidores. Conhecedor da plataforma, Francisco diz-se ainda assim espantado com a capacidade de inovação do Twitter, que permite agora, por exemplo, a transmissão de vídeo em tempo real.

»"Não temos ideia o quão longe isto vai chegar", afiança. Gustavo Cardoso também salienta a importância para as empresas mas destaca o aproveitamento de políticos, como Barack Obama (naturalmente com milhões de seguidores) ou como os candidatos à Casa Branca nas próximas eleições.

»"Hoje a comunicação já não é de massas, é de rede, com o Facebook e o Twitter a unir essa comunicação global", diz, acrescentando que um utilizador pode chegar a mais pessoas do que a televisão ou os jornais.

»O Twitter começou por ser "um clã" e ainda hoje se divide em clãs, de futebol, de política, de humor, de campanhas eleitorais, mas é também "uma fonte noticiosa brutal", diz Pedro Aniceto, lembrando que foi lá partilhada a primeira foto da "aterragem" de um avião comercial no rio Hudson, em Nova Iorque, em 2009.

»E recorda o tópico (hashtag) "dodass", quando uma passageira relatou em direto a colisão de comboios em Alfarelos, em 2013. "Não era dodass que queria escrever mas estava escuro na carruagem", justifica.

»Alberta Marques Fernandes, jornalista da RTP e também uma das primeiras a usar o Twitter, diz que não há "redes sociais para isto ou aquilo", confessa que hoje só a utiliza para trabalhar por falta de tempo ("tinha muitos seguidores e sentia-me mal por não poder responder a todos"), mas garante que para o jornalismo "é imbatível".

»"O Twitter é uma janela para os caracteres que quisermos, os 140 são um "teaser". Se nos interessa uma história podemos sempre passar a seguir mais pessoas. Na "primavera árabe" de repente estava a seguir argelinos e líbios. E depois dá uma proximidade muito interessante com as pessoas, há uma relação direta", diz a jornalista, acrescentando: "temos de estar onde as pessoas estão, se estão no online vamos para o online".

»Há alguns anos recebeu um hamburger de um utilizador da rede enquanto apresentava as notícias mas Alberta lembra também o temporal da Madeira de 2010: "foi o Twitter que me ajudou a tarde inteira".

»Ou lembra o apoio (um beijo de boa sorte) a uma pessoa que ia ser operada em Coimbra e que o recebeu por um enfermeiro que viu a mensagem.

»Histórias do Twitter, que ainda na sexta-feira serviu para o primeiro-ministro luxemburguês anunciar um acordo da União Europeia sobre a crise migratória. Se aos 10 anos é assim não se imagina como será aos 20.»





Um inovador

2016/03/29

Carlos Rodrigues Lima: «Ministra vai testar criação de um canal de TV para tribunais»



Diário de Notícias



«Projeto deverá arrancar no tribunal de Sintra, podendo ser alargado a outras comarcas. Programa Justiça mais Próxima custa 2,8 milhões para levar os tribunais junto dos cidadãos Não será um canal no cabo com transmissão de julgamentos em direto, mas a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, pretende criar um canal de TV interno para os tribunais. A medida consta de pacote de 120, ontem apresentado, para aproximar a justiça dos cidadãos. Numa primeira fase, este canal deverá arrancar na comarca de Sintra e ter "informação atualizada sobre a atividade do tribunal", podendo a experiência ser alargada a outras comarcas do país.

»Segundo a ministra da Justiça, as medidas assentam em quatro pilares - eficiência, inovação, proximidade e humanização - e estarão alinhadas com os programas de modernização administrativa, como Simplex.

»Na apresentação do plano, em cerimónia que decorreu no Campus de Justiça, Lisboa, Francisca Van Dunem salientou que esta iniciativa será aberta a todos os cidadãos e agentes da justiça, incentivando a participação cívica e os debates públicos. Questionada pelos jornalistas sobre os custos, a ministra esclareceu que o plano não vai onerar o Orçamento do Estado e será integralmente suportado pelo Fundo de Modernização para a Justiça (FMJ), com recurso a fundos europeus. Para 2016, está previsto um investimento de 2,8 milhões de euros resultantes do FMJ.

»Na prática, tais medidas mais não são do que otimizar os recursos informáticos para dar resposta a problemas do quotidiano dos tribunais. Aliás, o "reforço da infraestrutura" das tecnologias de informação surge logo à cabeça no elenco de medidas. Neste contexto, o governo propõe-se criar a plataforma O Meu Tribunal, que permitirá às comarcas "reportar problemas informáticos" e outros, por exemplo, relacionados com os edifícios, "para uma identificação ágil e um acompanhamento ativo deste tipo de incidências".

»No capítulo dedicado à inovação, o programa Justiça mais Próxima pretende criar "ambientes-piloto de experimentação" de "novos conceitos e abordagens, tirando partido de experiências". Ontem, durante a conferência de imprensa para apresentar o programa, a ministra realçou a importância dos programas-piloto, revelando que o tribunal de Sintra acolhe uma destas experiências para se perceber "os métodos de trabalho, organização das secretarias, tipo de atendimento e comunicação com o público", assim como a forma como as notificações são efetuadas. O tribunal de Sintra vai receber uma experiência para testar modelos e soluções de atendimento mais amigável, abrangente e célere, com recurso a instrumentos tecnológicos já utilizados na Loja do Cidadão.

»A titular da pasta de Justiça observou que em Penela (distrito de Coimbra) decorre uma experiência que obedece a uma "lógica diferente", destinada a introduzir um conjunto de serviços integrados (que não têm só que ver com os tribunais) que melhore a oferta da região.

»Quanto ao calendário para a execução das 120 medidas, Francisca Van Dunem explicou que cada uma terá o seu momento de concretização, tendo as experiências-piloto uma duração de seis meses, seguindo-se as "correções adequadas", e se o modelo funcionar será replicado. "Há pequenas coisas que todas juntas podem mudar de facto a vida dos tribunais, e é isso que estamos a identificar", disse a ministra aos jornalistas.

Há pequenas coisas que todas juntas podem mudar de facto a vida dos tribunais, e é isso que estamos a identificar.

»Em matéria de "proximidade", Francisca Van Dunem quer avançar com o "recurso regular a instrumentos de avaliação de satisfação do sistema de Justiça para aferir de forma contínua a qualidade oferecida e detetar oportunidades de melhoria". Neste contexto, está também previsto o Espaço Óbito, onde os cidadãos podem obter esclarecimentos "e apoio à execução das obrigações que decorrem do falecimento de um familiar".

»Relativamente à humanização da Justiça, o plano prevê, entre outras ações, a comunicação entre reclusos e familiares por videoconferência, bem como consultas médicas por videoconferência nos estabelecimentos prisionais. A reinserção dos reclusos também passará por ações de formação destes com empresas tecnológicas. Aos espaços do Ministério da Justiça bem como as conservatórias chegará, provavelmente ainda neste ano, wi-fi, "para que o cidadão rentabilize os tempos de espera enquanto aguarda pela prestação de serviços".

»Em declarações ao DN, Maria José Costeira, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), afirmou-se um pouco "desiludida" com o plano apresentado ontem por Francisca Van Dunem. Admitindo a existência de restrições orçamentais, as quais não permitem atacar os verdadeiros problemas, Maria José Costeira declarou que irá "aguardar" pela implementação das medidas ontem anunciadas. Salientou como ponto positivo a aposta na reinserção social dos reclusos.

»Os primeiros passos do Justiça mais Próxima já foram dados na internet num site criado especificamente para o programa





Administração Pública e inovação

2016/03/28

Newsletter L&I, n.º 97 (2016-03-28)



n.º 97 (2016-03-28)


Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovaçao | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Index


Liderar Inovando (BR)

«Seminário Tecnologia Tropical ITEP: Inocrowd Crowdsourcing de Inovação Aberta, um ponto de ruptura no modelo de inovação Brasileiro» ( ► )
«Agora você pode resolver problemas do mundo sem sair de casa. Entenda» ( ► )
«Feira capacita artesãos para Jogos Olímpicos no Rio» ( ► )
«Centro de inovação aberta da Unicamp completa um ano» ( ► )

Liderar Inovando (PT)

Sandra Salvado, Pedro A. Pina: «Inovação aberta à comunidade resolve problemas da NASA» ( ► )
António Bob Santos: «A dualização do tecido produtivo» ( ► )
Duarte Neiva Ferreira: «Marcelo inaugura um novo ciclo de
'Presidência Aberta'» ( ► )
«ICT2015: Inovação aberta, Ciência aberta e abertura ao mundo são as 3 prioridades do comissário Carlos Moedas» ( ► )

Liderar Innovando (ES)

«Presentan en la Universidad Autónoma de Aguascalientes modelo de innovación abierta asistida por computadora (UAA)» ( ► )
Jorge Medina: «Beneficios de la innovación abierta en las empresas» ( ► )
«Puertollano: Repsol apuesta por la innovación abierta para dar respuesta a los grandes retos de la energía» ( ► )
«Hasta 40.000 euros para proyectos que innoven en educación y economía. Cotec lanza su 'Programa de Innovación Abierta'» ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

Hélène Quaniaux: «La Poste met le paquet sur l’open innovation avec 3 initiatives autour du partage de ses données» ( ► )
«Naturex: prépare l’avenir du marché des ingrédients» ( ► )
«La Banque Populaire Occitane lance un projet d'open innovation
avec la Mêlée» ( ► )
«Forum Crans Montan: La relation TIC-éducation débattue à Dakhla» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

«Namibia: Open Data Portal a Technical Enabler for Innovation and Growth» ( ► )
Steven Max Patterson: «Facebook’s Open Compute Project helps competitors build hyperscale data centers together» ( ► )
«Equate backs open innovation» ( ► )
«A National Open Innovation Strategy for Austria» ( ► )

Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial 4.0 Internacional








2016/03/25

Sandra Salvado, Pedro A. Pina: «Inovação aberta à comunidade resolve problemas da NASA»



RTP (Rádio e Televisão de Portugal) Notícias



«É uma solução rápida, barata e eficaz encontrada por muitas empresas. A abordagem é projetada no público que ajuda a resolver problemas, cria novos produtos, conteúdos ou soluções para a agência espacial norte-americana. As respostas podem vir de pessoas que não têm qualquer experiência em voos espaciais. É o chamado crowdsourcing. A NASA utiliza este método há seis anos e tem tido ótimos resultados.

»Jeffrey Davis, diretor do departamento de saúde humana e desempenho da NASA, lidera uma equipa com uma carga especial, já que tem a tarefa de resolver as questões de saúde humana no espaço.

»Em entrevista ao site da RTP, Jeffrey Davis disse que a equipa tem de lidar com diferentes problemas de saúde, relacionados com a longa duração do voo espacial, desde a perda de massa óssea, deterioração muscular ou mesmo a conservação de alimentos.

»Este responsável esteve em Portugal a participar numa das mais importantes conferências mundiais sobre inovação aberta e de utilizadores, que este ano foi organizada pela Católica-Lisbon.

»“Este evento foi muito valioso para a comunidade de utentes de inovação aberta. Realiza-se há vários anos, alternando entre os EUA e a Europa. A conferência permite às pessoas trocar novas ideias e beneficiar dos conhecimentos uns dos outros”.

»Através deste centro de excelência de inovação "em colaboração, trabalhamos com outras agências públicas dos EUA para analisar desafios que podem enfrentar, e para ver se uma competição aberta é mais positiva para eles. Essa é uma das áreas em que prestamos ajuda”, disse ao site da RTP Jeffrey Davis.

»“Até agora temos feito inovação aberta, colocando um problema à comunidade externa. Por exemplo, fizemos uma pergunta sobre como conservar alimentos durante cinco anos (...) e fazemos isso periodicamente quando precisamos de ideias novas.


»Soluções nem sempre fáceis

»Para alguns problemas, a equipa da NASA tem as respostas ou, pelo menos, sabe onde encontrá-las. Mas já por diversas vezes este responsável admitiu que as soluções nem sempre são fáceis, especialmente em tempos de austeridade orçamental.

»Daí que Jeffrey Davis tenha, nos últimos seis anos, ajudado a implementar uma cultura de inovação aberta em toda a agência espacial.

»“Trabalhamos nisso há seis anos e obtivemos resultados muito bons, usando a inovação aberta e o crowdsourcing”. “Pedimos às pessoas que nos dessem ideias novas que levámos em consideração para desenvolvimento futuro. Trabalhamos nisto desde 2009 e continuamos ainda hoje”.


As soluções nem sempre são fáceis, especialmente em tempos de austeridade orçamental.

»"Respostas podem vir de pessoas que não têm experiência"

»Às vezes, as respostas aos problemas mais difíceis da agência espacial podem vir de pessoas que não têm qualquer experiência em viagens espaciais. A inovação aberta permitiu abrir os problemas ao público e construir uma estrutura para resolução de problemas.

»Um dos desafios que a NASA lançou recentemente foi um concurso de ideias sobre como ajudar a conservar os alimentos durante vários anos no espaço. A melhor ideia veio de uma pessoa completamente fora da indústria de alimentos, que sugeriu que o grafite flexível - que possui uma surpreendente resistência a corrosão contra vários tipos de ácido, bases e soluções salinas, compostos orgânicos e fluidos de transferência de calor, inclusive em altas temperaturas - era a melhor solução.

»“Pelo nosso trabalho até agora com inovação aberta, ficámos muito contentes com as novas ideias que surgiram. Quando fizemos os primeiros projetos piloto em 2009, os resultados surpreenderam-nos porque vieram de todo o mundo e foi bom ver esse tipo de participação. Acho que esse foi o aspeto mais compensador até agora”, disse Jeffrey Davis.

»O evento, este ano organizado pela primeira vez em Portugal, reúne anualmente cerca de 200 investigadores de várias áreas do conhecimento desde a gestão de inovação, saúde, gestão estratégica, organização, design, marketing, empreendedorismo ou políticas públicas.


»Plataforma internacional feita por portugueses

»“Fazia todo o sentido trazermos este evento mundial para Portugal, uma vez que a Católica-Lisbon tem vindo a apostar nos domínios do ensino e da investigação, tendo sido sempre classificada como excelente e a melhor na área de Ciências Sociais em Portugal por painéis internacionais de especialistas no contexto da avaliação de unidades de investigação levada a cabo pela Fundação para a Ciência e Tecnologia”, referiu Pedro Oliveira, do projeto Patient Innovation.

»Trata-se de uma plataforma internacional, multilingue e sem fins lucrativos que tem como objetivo facilitar a partilha de soluções inovadoras desenvolvidas por doentes e cuidadores de qualquer doença.»





A execução da inovaçao

2016/03/24

António Bob Santos: «A dualização do tecido produtivo»



TEK SAPO



«A baixa taxa de incorporação tecnológica nos produtos portugueses condiciona a capacidade de inovação, afirma António Bob Santos. A nova dinâmica de startups pode ser uma compensação, mas precisa de estímulos.

»Um dos principais fatores que condiciona a nossa capacidade de inovação prende-se com as características da nossa estrutura produtiva. Mais de 2/3 da produção e das exportações nacionais está assente em produtos com baixa ou média-baixa incorporação tecnológica. Estas características decorrem da natureza do nosso tecido produtivo, nomeadamente: o baixo défice de qualificações dos trabalhadores (cerca de metade tem apenas 4 anos de escolaridade), dos proprietários das empresas (apenas um terço possui licenciatura), a reduzida dimensão das empresas (cerca de 90% tem menos de 10 trabalhadores) ou a reduzida exposição à concorrência internacional (cerca de 95% das empresas não exportam). Outros fatores, como a descapitalização das empresas, o seu elevado nível de endividamento ou os défices de colaboração e de confiança entre os agentes económicos contribuem para que o que se produz em Portugal, de forma global, esteja assente em atividades pouco intensivas em conhecimento e em inovação.

»Ao mesmo tempo, tem-se verificado uma nova dinâmica empresarial nos últimos anos, baseada em novas empresas de base tecnológica (start-ups e spin-offs), construídas e lançadas em torno das tecnologias digitais e da Internet. Estas empresas possuem níveis mais elevados de habilitações e de qualificações, com estratégias orientadas para os mercados globais. Embora não sejam ainda muitas, algumas delas têm já conseguido alguma projeção internacional, colocando Portugal no mapa do empreendedorismo mundial.

»Contudo, para que esta nova dinâmica subsista em Portugal, e se multipliquem os casos de novas empresas de sucesso, convêm estarmos cientes da elevada taxa de mortalidade das start-ups (mais de 70% nos primeiros 5 anos) e da concentração das atividades num reduzido número de setores (turismo e serviços).

Convêm estarmos cientes da elevada taxa de mortalidade das start-ups (mais de 70% nos primeiros 5 anos) e da concentração das atividades num reduzido número de setores (turismo e serviços).

»Desta forma, o desafio para os próximos anos deverá passar por:

»Atuar ao nível das razões que levam a essa mortalidade (planos de negócio desadequados dos mercados, problemas de financiamento, de competências de gestão ou de networking), aumentando a taxa de sobrevivência no mercado;

»Estimular a diversificação das atividades, com a criação de start-ups e de spin-offs de base industrial. Este facto poderá contribuir para acelerar o processo de reindustrialização do país, acrescentando valor às suas atividades;

»Promover canais de ligação entre as start-ups/spin-offs (tecnologicamente mais atualizadas) com as PME com mais dificuldades - numa lógica de inovação aberta - contribuindo para a troca recíproca de experiências, de conhecimento e o desenvolvimento de projetos colaborativos e em cooperação.

»As políticas públicas têm um papel fundamental neste processo, como lembra a história recente. Ao longo dos últimos 10 anos foi-se construindo um contexto favorável para o empreendedorismo e a inovação, com impulso forte do lado das políticas públicas: as iniciativas no âmbito do Plano Tecnológico (como a “Empresa na Hora”), do SIMPLEX (como os serviços públicos online), da Agenda Digital (como as infraestruturas de Banda Larga), o capital de risco público (como a InovCapital e, depois, a Portugal Ventures), ou os financiamentos para a I&D e inovação dos fundos comunitários (QREN/Portugal 2020). Este contexto tem vindo a ser reforçado pelas políticas públicas locais e autárquicas (como a Start-up Lisboa ou a Start-up Braga), das infraestruturas tecnológicas (como os Parques de Ciência e Tecnologia) e do ensino superior público (como as incubadoras e aceleradoras de ideias).

»O aproveitamento dos instrumentos públicos à disposição e a propensão dos mais jovens para a criação de novas empresas de base tecnológica tem de ser aproveitada para atenuar a dualização existente no tecido empresarial, contribuindo para que o que agora constitui uma exceção (empresas inovadoras, com vocação internacional) seja uma tendência predominante no espaço de uma geração, ou seja, nas próximas duas décadas.»





Uma inovação

2016/03/23

Duarte Neiva Ferreira: «Marcelo inaugura um novo ciclo de 'Presidência Aberta'»



Blasting News



«Proximidade e inovação marcam cerimónias de posse do Chefe de Estado, que se prolongam até Sexta-feira.

»A agenda do Presidente da República tem hoje (10 de Março) como pontos principais a audiência com Primeiro-Ministro e apresentação de cumprimentos do Corpo Diplomático. As celebrações de tomada de posse estendem-se até amanhã com uma visita à cidade do Porto.

»A presidência de Marcelo pretende reinventar o conceito de “Presidência Aberta” formalizada por Soares no seu mandato presidencial, caracterizada pela actividade política e diplomática do Presidente em várias esferas da sociedade, geografias do país e da diáspora, dando enfâse a virtualidades do país. O anúncio da cidade de Paris como a cidade sede das comemorações do Dia de Portugal é disso um exemplo claro.

»Proximidade e inovação, a que se acrescenta a palavra comunicação: serão estas as três tónicas fundamentais do ciclo presidencial que agora se inaugura. Essa proximidade ficou desde já marcada pela forma como decorreu a campanha para eleição, ao que acresce a forma nada protocolar que o Presidente eleito utilizou na deslocação para o ato de tomada de posse na Assembleia da República. Dispensando a viatura oficial, optou por fazer o percurso a pé entre a casa dos seus pais e o Palácio de S. Bento, demonstrando uma clara atitude de aproximação e informalidade nos gestos e nas atitudes.

»Já no interior do hemiciclo o discurso foi claro e conciso, garantindo a imparcialidade no cargo, a salvaguarda dos direitos, liberdades e garantias constitucionais e a lealdade institucional ao Parlamento, nas palavras do próprio o único órgão que provém da vontade eleitoral dos portugueses. Sobre a acção do Governo nem uma palavra!

»No discurso de tomada de posse há um programa de consenso, de abertura e de comunicação, a saber: “O Presidente da República será, pois, um guardião permanente e escrupuloso da Constituição e dos seus valores, que, ao fim e ao cabo, são os valores da Nação que nos orgulhamos de ser. (…) Zeloso na protecção das liberdades pessoais e políticas, mas apostado na afirmação dos direitos económicos, sociais e culturais. E, por isso, do Estado Social de Direito."

O Presidente da República será, pois, um guardião permanente e escrupuloso da Constituição e dos seus valores, que, ao fim e ao cabo, são os valores da Nação que nos orgulhamos de ser.

»Acrescentou depois em alguns pontos os grandes desígnios que o país terá que enfrentar: "Temos de sair do clima de crise, em que quase sempre vivemos desde o começo do século, afirmando o nosso amor-próprio, a nossa sabedoria, resistência, experiência, noção do fundamental. Temos de cicatrizar feridas destes tão longos anos de sacrifícios, no fragilizar do tecido social, na perda de consensos de regime, na divisão entre hemisférios políticos".

»Ainda pouco à vontade com o protocolo, o Presidente desdobrou-se em múltiplas cerimónias, umas eminentemente protocolares na tradição da tomada de posse presidencial, como a deslocação aos Jerónimos para deposição de flores nos túmulos de Camões e Vasco da Gama, outras acrescentadas pela iniciativa do próprio Presidente.

»A celebração ecuménica na Mesquita Central de Lisboa foi das mais representativas: Católico assumido, o Presidente quis na celebração dar um sinal claro de união a uma sociedade cada vez mais multicultural.

»Do seu discurso proferido na Mesquita de Lisboa extrai-se a seguinte ideia central: “Este encontro quer significar que o Presidente da República de Portugal, como garante da Constituição que jurou defender, cumprir e fazer cumprir, será sempre garante da liberdade religiosa, em todas as suas virtualidades (...) o de apelo para que o espírito ecuménico hoje aqui testemunhado possa servir de exemplo para todos os domínios da vida nacional. Convidando à aceitação do outro, ao diálogo, ao entendimento, à compreensão recíproca".

»A condecoração do Presidente da República cessante como Grande Colar da Ordem da Liberdade, uma outra tradição das tomadas de posse dos novos Presidentes, e o concerto comemorativo na Praça do Município foram outros momentos do dia 1 da Presidência de Marcelo Rebelo de Sousa.»





Um inovador

2016/03/22

«ICT2015: Inovação aberta, Ciência aberta e abertura ao mundo são as 3 prioridades do comissário Carlos Moedas»



TEK SAPO



«O trabalho para transformar a Europa numa economia mais inovadora e digital tem de ser feito já e não amanhã. O Comissário português acredita que é preciso investigar digital, investir digital e criar competências digitais.

»A história de uma jovem parisiense, Sophie Germain, que foi obrigada a ficar em casa durante os anos da Revolução Francesa, e que acabou por usar a biblioteca do pai para explorar o seu talento natural pela matemática, foi usada por Carlos Moedas, o comissário português responsável pela área de Investigação, Ciência e Inovação, para mostrar que não há barreiras que não possam ser ultrapassadas. E segundo Carlos Moedas podemos aprender com o seu exemplo para derrubar as barreiras à inovação no Sec XXI, explicou na sua apresentação no ICT2015.

»A importância do digital, e da criação do Mercado Único Digital, que tem vindo a ser destacada por vários líderes europeus na conferência que decorre em Lisboa, esteve mais uma vez no centro do discurso, até porque a transformação está em curso e a Europa tem de saber explorar as oportunidades. E o risco de nos tornarmos em simples observadores é grande.

»“Os governos não podem ignorar a era digital e as suas implicações para a saúde, alimentação, água e energia – quatro áreas vitais para o nosso futuro próximo. O desafio é por isso de exercer influência nos mercados digitais”, afirmou, defendendo que devemos posicionar-nos para liderar em soluções para os problemas universais nesta era digital antes que outros assumam esse papel.

Os governos não podem ignorar a era digital e as suas implicações para a saúde, alimentação, água e energia – quatro áreas vitais para o nosso futuro próximo.

»Se falharmos arriscamos a perder ritmo, a tornar os nossos modelos de negócio obsoletos e a ficar vulneráveis de cada vez que houver uma crise económica.

»Do ponto de vista da ciência e inovação Carlos Moedas admite que olha para as oportunidades do Mercado Único Digital à luz das suas três prioridades; inovação aberta, Ciência aberta e abertura ao Mundo.

»A Comissão Europeia já está a trabalhar com vários países para lançar a agenda europeia da Ciência aberta e está a ser considerada a possibilidade de desenvolver uma Cloud europeia aberta à ciência, a Open Science Cloud, ao mesmo tempo que encoraja a remoção de barreiras legais nesta área.

»Carlos Moedas defende ainda que o trabalho para explorar as oportunidades do Mercado Digital não está apenas nas mãos dos políticos e “devem evoluir organicamente das vossas necessidades e aspirações. Deve começar com a visão dos cidadãos e do que querem para o seu futuro. Só assim podemos transformar as políticas e estratégias de uma forma eficiente”, justifica, convidando os participantes no ICT2015 a partilharem as suas ideias, afirmando que ainda podemos escolher a direção na qual a Europa quer seguir.

»Roberto Viola, diretor geral da DG CONNECT alinhou pelos mesmos temas e pela urgência de implementar um Mercado Único Digital bem sucedido. Mas de uma forma aberta a outros países, e não limitada à Europa, que já foi defendido por muitos participantes no ICT2015.

»A necessidade de investir nas TIC e de liderar nesta área, na robótica mas também nos supercomputadores e no processamento de dados foram também destacados, até porque hoje, data em que Marty McFly regressa ao futuro no filme de Robert Zemeckis “Back to the Future II”, “estamos a construir o futuro para as próximas três décadas”.»





Administração Pública e inovação

2016/03/21

Newsletter L&I, n.º 96 (2016-03-21)



n.º 96 (2016-03-21)


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Liderar Inovando (BR)

«“Burocracia impede que escolas mudem”, diz idealizador
da Escola da Ponte» ( ► )
«Moda inclusiva premia estudante do Senai. Aluno ganhou estágio em empresa de tecidos após desenvolver vestidos para anãs» ( ► )
«Tico Santa Cruz vem a Fortaleza para falar sobre extermínio da
juventude negra» ( ► )
Zhang Weiying: «Inovação e liberdade são os maiores problemas
da China» ( ► )

Liderar Inovando (PT)

«Ovar: Polo de Capacitação e Inovação Social em fase de conclusão» ( ► )
«Fundação Montepio celebra 20 anos a falar da economia social» ( ► )
Vitor Pereira (@conteudochave): «A base de uma “Smart City”» ( ► )
«Green Project Awards Portugal abre candidaturas para a 9ª edição» ( ► )

Liderar Innovando (ES)

Roberto Villegas Flores: «Innovación social como punto de
encuentro territorial» ( ► )
Maira Cabrini (@MairaCabrini): «Innovación social: 5 ideas que hacen frente a la crisis de refugiados» ( ► )
«BIM, economía circular e innovación social, en la próxima
BBB-Construmat» ( ► )
«La innovación social, un elemento esencial en la estrategia de
SUEZ Water Spain» ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

«Plusieurs villes du 95 primées pour l’innovation sociale» ( ► )
Benoît Georges (@bengeorges): «Quand l’innovation sociale est payante pour l’entreprise» ( ► )
«L’innovation sociale à l’honneur en 2015» ( ► )
«Un nouveau projet de recherche pour le Centre d’innovation sociale en agriculture» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

«Is Japan ready for social innovation?». Conversation with
Kanji Tanimoto ( ► )
«Crowdsourced Map Uncovers Social Innovation in Austin» ( ► )
«What is Shared Value?» ( ► )
«Hitachi Announces Jack Domme to Drive Social Innovation Business and Extend Its Lead in IoT» ( ► )

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2016/03/18

«Green Project Awards Portugal abre candidaturas para a 9ª edição»



Green Savers



«A iniciativa que distingue os projectos mais inovadores na área da sustentabilidade em Portugal, Green Project Awards, abriu as candidaturas para a sua 9ª edição. Através desta iniciativa, as empresas, organizações não-governamentais (ONG), associações, cooperativas, estabelecimentos de ensino e de investigação, administração pública e local, assim como cidadãos em nome individual podem candidatar os seus projectos a um vasto leque de temas ligados à área do ambiente e da sustentabilidade. As candidaturas serão depois verificadas pela EY no que se refere ao cumprimento dos critérios de elegibilidade exigidos pelo regulamento.

»Na edição de 2016, as empresas poderão candidatar os seus projectos nas categorias – Agricultura, Mar e Turismo, Information Technology, Produto ou Serviço, Iniciativa de Mobilização, Cidades Sustentáveis, Consumo Sustentável e Gestão Eficiente de Recursos. As candidaturas ao Green Project Awards deverão ser entregues, exclusivamente, em formato digital, através do envio deste formulário de inscrição.

»“Acreditamos que o GPA é já uma referência nacional no que respeita à sustentabilidade e lançamos mais uma edição expectantes para verificar que projectos e iniciativas se estão a realizar em Portugal” – explicou em comunicado Nuno Lacasta, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), entidade co-organizadora do Green Project Awards.

»Este ano, o Green Project Awards vai também lançar o Prémio Especial Cooperação Internacional de Negócios. Esta distinção visa reconhecer e distinguir parcerias constituídas por, pelo menos, uma empresa privada de Portugal e outra organização do sector privado, público, não-governamental de um país em vias de desenvolvimento ou com economia em transição, e que contribuam significativamente para a transferência ou partilha de conhecimentos ou tecnologia, protecção ou melhoria ambiental, melhoria na disponibilização do produto ou serviço, desenvolvimento da comunidade (excluindo projectos de caridade) e melhoria das condições de trabalho ou outros aspectos relevantes para o desenvolvimento sustentável.

»A edição deste ano do Green Project Awards tem prevista ainda a instituição do Prémio Inovação Social Green Project Awards – Sociedade Ponto Verde destinado ao reconhecimento dos melhores projectos, produtos, serviços ou iniciativas que contribuam para o desenvolvimento e fortalecimento da sociedade civil, apresentando soluções criativas e sustentáveis para fazer face às necessidades e desafios societais (tais como: melhorias de condições de trabalho, saúde e educação, criação de emprego, geração de rendimentos, combate à exclusão social, acções de empoderamento e de enriquecimento cultural, entre outros) em linha com os objectivos do milénio.

Este ano, o Green Project Awards vai também lançar o Prémio Especial Cooperação Internacional de Negócios e tem prevista ainda a instituição do Prémio Inovação Social Green Project Awards – Sociedade Ponto Verde.

»A 9ª Edição traz ainda a realização de um Ciclo de Conferências onde serão debatidos temas ligados ao Consumo Sustentável, Ciência e Emprego Verde e Mobilidade Sustentável por personalidades de referência neste sector.

»Ao longo das suas oito edições, o Green Project Awards já distinguiu mais de 100 projectos em Portugal, num total de mais de 1.200 candidaturas recebidas. Em 2016, continuará a promover a partilha de boas práticas que contribuam para fomentar o empreendedorismo, a inovação e a economia verde.

»O GPA conta com o apoio da Adene, Águas de Portugal, APED, Caixa Geral de Depósitos, Continente, Grupo Jerónimo Martins, Lipor, REN, Sociedade Ponto Verde, e Veolia e é organizado pela Agência Portuguesa do Ambiente, Quercus e GCI.»





A execução da inovaçao

2016/03/17

Vitor Pereira (@conteudochave): «A base de uma “Smart City”»





«Dou comigo a perguntar qual é, efectivamente, a base que distingue uma Cidade Inteligente das restantes.

»Muitos têm a resposta na ponta da língua: “Tecnologia”. Outros apontam o fator “humano” como o novo jargão. Consigo conviver perfeitamente com estes e os restantes conceitos, contudo, ainda sinto que falta algo. Uma base de sustentação, o pilar fundamental para que uma cidade seja sustentável económica e socialmente. Uma cidade que satisfaça as necessidades básicas de quem nela habita e visita, mas também as outras necessidades, mais complexas, de interacção, atracção e organização social.

»Há uns meses, conversava com o meu amigo Esteve Almirall sobre as questões filosóficas que tão afastadas têm andado do tema smart cities. Falávamos sobre a capacidade que algumas cidades têm para ser mais bem sucedidas do que outras. No meio desta conversa, chegámos a um paradoxo incontornável: uma cidade que não pára de atrair gente para o seu seio vai acabar por sucumbir, mais cedo ou mais tarde. A outra realidade é que as pessoas que estão a migrar para essas grandes cidades acabarão por contribuir para a decadência em duas dimensões. Um canto de sereia que desequilibra e desfaz a harmonia estrutural das cidades que acolhem e das cidades que perdem população.

A outra realidade é que as pessoas que estão a migrar para essas grandes cidades acabarão por contribuir para a decadência em duas dimensões. Um canto de sereia que desequilibra e desfaz a harmonia estrutural das cidades que acolhem e das cidades que perdem população.

»Sim, a tecnologia contribui para aliviar imensos problemas. Sim, a humanidade contribui para acamar muitas falhas da nossa sociedade. Mas é a inteligência e a estratégia de administração e políticas públicas que vão definir muito do que uma cidade inteligente pode fazer para manter os balanços e a harmonia.

»Um verdadeiro labirinto que nem Teseu e o seu novelo de lã podem desvendar, muito menos encontrar e derrotar o Minotauro que o habita. Porquê? Porque nem todas as decisões sobre o caminho a seguir são claras e objectivamente coerentes. E também porque se tomam decisões no exacto instante em que se decidem políticas que geram novas dúvidas e novos caminhos. Um labirinto infinito portanto. Percorrê-lo é um ato de coragem extenuante e tortuoso. Na nossa conversa, Esteve Almirall revelou que não vislumbrava, por exemplo, uma solução para estancar e inverter a perda de população das pequenas cidades, principais principais vítimas do imenso buraco negro que são as grandes capitais e metrópoles. Entretanto, Berlim recorda-nos de uma das condições fulcrais para fixar pessoas, mantendo a sustentabilidade social e económica. Um pilar fundamental: a habitação. A capital alemã, como outras na Europa e no mundo, estava a entrar numa espiral incontrolável especulativa. As cidades tornaram-se em autênticas bolsas de capitais. Frias, calculistas e oportunistas. Em Londres, por exemplo, o preço da habitação é um factor que vai mantendo o balanço, mas continua a atrair gente que se vai instalando nos subúrbios, onde nem sempre a qualidade de vida corresponde ao “sonho”. Berlim anunciou, em Junho, um tecto máximo para o arrendamento e está a colocar em prática uma decisão política.

»O grande paradoxo é que, enquanto as grandes cidades promovem políticas que atraem ainda mais habitantes, as pequenas perdem-se em labirintos dignos de um Dédalo ébrio. Uma vez mais, decidem políticas, escolhendo caminhos, e espalham novelos de lã que, em vez de ajudar Teseu, enredam-no totalmente, tornando impossível a tarefa de liquidar essa aberração metade homem, metade touro.

»Será, certamente, interessante verificar quantas decisões inteligentes tomadas por grande metrópoles como Berlim, por exemplo, podem ser replicadas nas pequenas cidades. O custo da habitação (e também dos espaços comerciais e industriais) é um dos pilares. Um dos novelos. Falta descobrir a ponta, falta decidir o caminho.



»* Vítor Pereira é host e um dos oradores da conferência internacional ZOOM Smart Cities, evento co-organizado pela revista Smart Cities, a Conteúdo Chave, a BAC e a Nova IMS. Com data marcada para os próximos dias 18 e 19 de Maio, o encontro tem já confirmadas as presenças de Saskia Sassen, Rob Adams, Carl Piva, Francis Pisani, entre outros. Vítor Pereira é director da revista Smart Cities e Head of Strategy da Conteúdo Chave, Lda.»





Uma inovação

2016/03/16

«Fundação Montepio celebra 20 anos a falar da economia social»



SÁBADO



«A Fundação do Montepio Geral celebrou 20 anos, esta quarta-feira, com uma conferência comemorativa intitulada 20 anos de Intervenção Social em Portugal, em Lisboa, onde reuniu especialistas da área da economia social e parceiros da organização, como a Fundação EDP, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação PT e Cases.

»Carlos Beato, membro do Conselho de Administração do Montepio Geral - Associação Mutualista, iniciou a sessão com uma “palavra de enorme apreço” às entidades que têm vindo a trabalhar com a Fundação Montepio e também “uma palavra de agradecimento aos voluntários” sem os quais não teria sido possível fazer “o foi possível ao longo dos últimos 20 anos”. Veja o vídeo aquí.

»O debate iniciou-se com o painel A Visão dos Protagonistas, moderado pelo director da SÁBADO, Rui Hortelão, onde participou o presidente da Rede Europeia Anti-Pobreza. Sérgio Aires lamentou a falta de respostas do Estado relativamente à protecção social e aproveitou para criticar os que pensam que “toda a protecção social pode ser privada, que a água pode ser privada”. O desejável, defendeu, é que haja “mais responsabilidade social do Estado”. E alertou: “Os espaços vazios agigantaram-se muito nos últimos anos e, portanto, os buracos da protecção social são tão grandes que não chegam 100 Fundações Montepio para os cobrir”. Veja o vídeo aquí.

»No mesmo painel, Dulce Rocha chamou a atenção para as principais ameaças ao bem-estar das crianças, lembrando que estas são “o elo mais fraco” de uma sociedade com problemas sociais. “Se nos enredamos numa malha burocrática e perdemos a capacidade de escutar e falar com as pessoas, não estamos a cumprir a nossa missão. O primeiro dever é ouvir para diagnosticar melhor”, sublinhou a directora-executiva do Instituto de Apoio à Criança.

Se nos enredamos numa malha burocrática e perdemos a capacidade de escutar e falar com as pessoas, não estamos a cumprir a nossa missão.

»Já Domingos Rosa, presidente da AFID Diferença, defendeu que, entre as áreas sociais, a da deficiência “tem sido aquela que mais tem evoluído”. Quando comparada com a área dos idosos, a da deficiência “está muito mais evoluída, quer sobre o ponto de vista técnico de intervenção, quer sobre o ponto de vista da capacidade instalada e de organizações”, exemplificou. Uma opinião partilhada por Maria Joaquina Madeira, para quem “não é fácil envelhecer nas sociedades modernas, nas quais a indiferença e o preconceito são comuns no que se refere aos idosos”. “Quer-se viver muitos anos, mas ninguém quer ser velho”, frisou a coordenadora a nível nacional o Ano Europeu do Envelhecimento, em 2012.

»Da parte da tarde, Margarida Pinto Correia (Fundação EDP), Luísa Valle (Fundação Calouste Gulbenkian), Graça Rebocho (Fundação PT) e Carla Pinto (Cases) participaram no painel A Visão dos Parceiros da Fundação Montepio, moderado por Rui Marques. A responsável da Fundação EDP argumentou que é fundamental que se ultrapassem os “egos, que eram culturalmente o nosso espelho”, e que as fundações e outras instituições do sector social trabalhem em conjunto. “Deveríamos ser um exemplo para o resto da sociedade de aprender a partilhar os equipamentos, a optimizar os recursos, deveríamos poder construir, de facto, em conjunto”, defendeu. Veja o vídeo aqui.

»No terceiro e último painel, Paula Guimarães (GRACE), Eugénio da Fonseca (Confederação Portuguesa de Voluntariado), Sofia Santos (BCSD), Fernando Adão da Fonseca (em representação da UNICER) e Mário Curveira Santos (Centro Português de Fundações) apresentaram A Visão das Entidades que a Fundação Montepio Integra. No debate, moderado por Fernanda Freitas, Eugénio da Fonseca garantiu que “é graças à Fundação Montepio que muitas vezes se consegue concretizar a inovação social.” Veja o vídeo aqui.

»No discurso de encerramento, o presidente do Conselho de Administração da Fundação Montepio, Tomás Correia, assumiu que “a esperança e a confiança são e serão decisivas para os próximos 20 anos”. Para o futuro, garantiu que “a Fundação Montepio continuará a trilhar o seu caminho, com sentido de responsabilidade mas, sobretudo, com muita humildade, com humildade de querer fazer mais e melhor, mais com menos, em conjunto com todos os outros”.»





Um inovador

2016/03/15

«Ovar: Polo de Capacitação e Inovação Social em fase de conclusão»



cidades.com.pt



«O Equipamento Multiusos de S. João de Ovar – Polo de Capacitação e Inovação Social encontra-se em fase de conclusão, sendo disponibilizado brevemente à população um espaço público, de múltiplas valências e de elevada qualidade. De acordo com o presidente da Câmara Municipal, Salvador Malheiro, “pretende-se que esta infraestrutura venha colmatar a falta de um espaço desta natureza na freguesia e no concelho, privilegiando-se a concretização de iniciativas de apoio social e o acolhimento de projetos inovadores, envolvendo as nossas IPSS’s, numa cultura de rede partilhada, promovendo a coesão social.”


»Comparticipação de 85% aprobada

»O Equipamento Multiusos de S. João – Polo de Capacitação e Inovação Social é um “projeto estratégico, inovador, e de cariz supramunicipal. Um equipamento social que pretende reforçar a rede de equipamentos sociais públicos vocacionados para a promoção de serviços, atividades e recursos”, tal como consta da candidatura apresentada pelo Município de Ovar ao Eixo Prioritário 3 – Coesão Local e Urbana, do Programa Operacional Regional do Centro (POR-C), a qual já se encontra aprovada, garantindo uma comparticipação de 1.167.438,59 €, o que corresponde a uma taxa de comparticipação de 85% do investimento elegível, do valor global de 1.455.319,27 €.

O Equipamento Multiusos de S. João de Ovar é um equipamento social que pretende reforçar a rede de equipamentos sociais públicos vocacionados para a promoção de serviços, atividades e recursos.

»“O acesso aos fundos comunitários é fundamental para a concretização de grandes e avultados projetos materiais e imateriais do território”, refere Salvador Malheiro, adiantando que, só no ano de 2015, a autarquia ainda conseguiu arrecadar 2,6 milhões de euros, no âmbito do QREN 2007-2013, “fruto de candidaturas aprovadas e da obra realizada.”

»De referir que esta empreitada foi, inicialmente, projetada para acolher a sede da então Junta de Freguesia de S. João de Ovar. No entanto, em virtude da Reorganização Administrativa Territorial Autárquica, a Câmara Municipal viu-se obrigada a repensar o projeto do edifício, transformando-o num Equipamento Multiusos - Polo de Capacitação e Inovação Social.

»Também neste processo, observou-se que esta empreitada foi alvo de atrasos nos prazos de execução previstos, verificando-se um desrespeito sucessivo, por parte do empreiteiro, do plano de trabalhos, que tinham sido aprovados pela autarquia. Factos esses que desencadearam a atuação da Câmara Municipal e que culminou com a abertura de um novo procedimento de contratação para a conclusão dos trabalhos em falta.»





Administração Pública e inovação

2016/03/14

Newsletter L&I, n.º 95 (2016-03-14)



n.º 95 (2016-03-14)


Administração Pública e inovação | Administración Pública e innovación |
Administration Publique et innovation | Public Administration and innovation

Um inovador | Un innovador | Un innovateur | An innovator

Uma inovação | Una innovación | Une innovation | An innovation

A execução da inovaçao | La ejecución de la innovación | L’exécution de l’innovation |
The innovation execution



Index


Liderar Inovando (BR)

«Accenture: o desafio da evolução digital nas empresas» ( ► )
Luís Osvaldo Grossmann: «Todos querem mudanças no Decreto do Marco Civil da Internet» ( ► )
«Secretaria da Agricultura, Pesca e Aquicultura (SEAPA) Seapa realiza seminário sobre Reflorestamento Empresarial no Ceará» ( ► )
«II Feira da Sustentabilidade - Compartilhando Novas Leituras e Inspirações (14 a 16 abril 2016)» ( ► )

Liderar Inovando (PT)

«Comunidade Intermunicipal (CIM) do Ave promove encontro de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) sobre financiamentos
comunitários» ( ► )
«Gaia quer criar um novo programa de ação social para famílias mais vulneráveis» ( ► )
Isabela Mena: «Verbete Draft: o que é Capitalismo Consciente» ( ► )
«Espectáculo 'Imagine' no Cine Teatro de Santo António. Sessões decorrem entre os dias 10 e 12 de Março em Santo António» ( ► )

Liderar Innovando (ES)

Cheikh Fall: «África y las redes sociales: las nuevas formas de participación ciudadana» ( ► )
«Inician foro regional sobre educación e innovación» ( ► )
«El Tecnológico de Monterrey impulsa la innovación ciudadana» ( ► )
El Derecho a la Educación de las Niñas con Discapacidad. Jornadas
organizadas por el Comité Español de Representantes de Personas con Discapacidad (CERMI) ( ► )

Mener avec Innovation (FR)

«Pourquoi la mobilité inclusive est bonne pour la transition énergétique et pour l‘emploi?» ( ► )
«Croissance verte inclusive: Focus de la Banque mondiale sur le recyclage des déchets au Maroc» ( ► )
«Ada s’investit dans la recherche en finance inclusive» ( ► )
Habib Karaouli: «Le Programme national des réformes majeures (PNRM): un exercice mineur sur des questions majeures» ( ► )

Leadership and Innovation (EN)

«Rashtrapati Bhavan to host Festival of Innovations from March» ( ► )
PK Agarwal: «The new workforce: Aligning jobs and skills in the age of tech disruption» ( ► )
Amy Liu (@amy_liuw): «Why economic development matters» ( ► )
«Five Reasons To Support #AfricasEinsteins» ( ► )

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