2015/04/30

Jorge Nascimento Rodrigues: «A receita do FMI: mais infraestruturas, mais inovação, mais produtividade»




A receita do FMI: mais infraestruturas, mais inovação, mais produtividade



Expresso
Jorge Nascimento Rodrigues

PORTUGAL

«O Fundo Monetário Internacional (FMI) no “World Economic Report” (WEO) da primavera de 2015 alerta para uma “nova realidade” nas economias desenvolvidas em que o crescimento do produto potencial será mais fraco do que antes da crise financeira global iniciada em 2008 e só ligeiramente superior ao verificado durante estes últimos seis anos de crise.

»Os dois capítulos do WEO divulgados na terça-feira sublinham que houve, durante a crise, uma perda “permanente” no produto que vai condicionar o horizonte dos próximos cinco anos. “O Fundo de Christine Lagarde vem confirmar o que já se sabia há algum tempo, que o abrandamento do crescimento económico não é só estrutural por natureza, mas permanente”, refere-nos Constantin Gurdgiev, professor no Trinity College em Dublin e autor do blogue TrueEconomics.


»Impulsionar a procura

»Uma das consequências é que a sustentabilidade orçamental vai ser mais difícil de manter, com uma base fiscal a crescer mais lentamente. Ao mesmo tempo, a “nova realidade” exige políticas públicas viradas para “impulsionar a procura” no entender das equipas do FMI que elaboraram os capítulos 3 e 4 do WEO, como, logo, resumiu a revista “Global Banking”. O estudo do Fundo baseia-se na análise de 10 economias desenvolvidas do G20 (Alemanha, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), por vezes no conjunto de 28 economias desenvolvidas, e, em alguns temas, em que o choque negativo foi mais profundo, incorpora os países periféricos da zona euro (Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Portugal).

»A “nova realidade” —os chineses usariam a expressão “nova normalidade”, que têm aplicado para caracterizar o abrandamento económico da segunda maior economia do mundo desde 2012— nas economias desenvolvidas aponta para um ligeiro aumento da taxa anual do crescimento do produto potencial de 1,3% durantes os anos da crise financeira global de 2008 a 2014 para 1,6% entre 2015 e 2020. A taxa registada entre 2001 e 2007 na ordem de 2,25% para o conjunto das economias desenvolvidas não regressará no horizonte do próximo quinquénio. Relacionado com esta “nova realidade” está o comportamento do investimento privado, a que o FMI dedica o capítulo 4 do WEO.

»Sem rodeios, os técnicos dizem que, durante os anos de crise financeira, a queda do investimento privado nos Estados Unidos, no Reino Unido, no Japão e na zona euro, e de um modo brutal nas economias periféricas do euro, está umbilicalmente ligada à contração da atividade económica em geral. A redução do produto em 1% está associada a uma queda de 2,4% do investimento.


»Estagnação secular?

»Um dos aspetos importantes que os especialistas do FMI sublinham é que o declínio estrutural do produto potencial não se verificou só durante os anos de chumbo da crise financeira global. “Ele começou antes da crise financeira e tem-se concentrado, em termos de fatores que o determinam, no envelhecimento demográfico com impacto negativo no fator trabalho, no declínio da acumulação de capital e do investimento privado, e num crescimento mais fraco do fator produtividade total à medida que as economias desenvolvidas esgotam o crescimento na fronteira tecnológica”, sublinha Gurdgiev.

»“Durante o boom anterior à crise financeira, grande parte do crescimento derivou não de uma melhoria intensiva —ligação da tecnologia a maior produtividade do trabalho—, mas de uma melhoria extensiva, através do crescimento da oferta do capital físico e das bolhas de ativos”, acrescenta.

»As perdas no crescimento da produtividade desde meados dos anos 2000 nas economias avançadas foram parcialmente “contrabalançadas” pelos ganhos em “setores eufóricos”, como a finança, dizem preto no banco os especialistas do FMI no final de uma caixa do capítulo 4 sobre padrões sectoriais da evolução do fator produtividade total.

»Em certa medida, o FMI aproxima-se das teses de uma “estagnação secular” nas economias desenvolvidas avançada por Robert Gordon nu m artigo científico em 2001 e mais recentemente “desenterrada” por Larry Summers em novembro de 2013 numa conferência do FMI, diz o economista russo radicado na Irlanda.


»Melhoria da produtividade total com políticas públicas e gestão empresarial

»Depois de atingir um ponto mais baixo durante os anos de crise financeira global, em meados do período entre 2008 e 2014, o crescimento do produto potencial nas economias desenvolvidas para o horizonte até 2020 vai basear-se sobretudo no crescimento do fator produtividade global.

»A contribuição do crescimento do emprego potencial será inclusive inferior ao do período da crise e a contribuição do crescimento do capital será ligeiramente superior. Resta o fator produtividade total que, nas simulações do FMI, poderá apresentar uma dinâmica de crescimento próxima da que se verificava no período entre 2001 e 2007. O aumento da produtividade total dos factores ao longo do tempo é designado por progresso tecnológico.

»A receita tem de concentrar-se em impulsionar esse fator que é muito falado pelos economistas mas pouco popular. Para isso, os especialistas do FMI apontam para um conjunto de políticas públicas e de orientação estratégica por parte da gestão empresarial. No fundo para “uma conjugação virtuosa”, sublinha-nos o especialista em management Peter Cohan, de Boston. O tripé central das políticas assenta, nas economias desenvolvidas, no investimento público em infraestruturas onde a deterioração do existente já o exije, ou haja necessidade, e no impulso à inovação e à produtividade.

»A chamada de atenção para o investimento em infraestruturas não é nova, foi avançada pelo FMI no ano passado. Os técnicos do Fundo dizem que esse investimento público se paga a si próprio “se feito corretamente” e que inclusive tem um efeito de crowding in no investimento privado e não o contrário. O argumento durante a crise financeira foi que tais investimentos públicos provocavam um efeito de “deslocamento” (crowding out), de redução do investimento privado. O investimento em infraestruturas pode “estimular a procura no curto prazo e aumentar o produto potencial no médio prazo”, dizem os especialistas do FMI no capítulo 4 do WEO de 2015.

»A inovação e a produtividade são outros dois aspetos centrais. O FMI recomenda mais aposta na Investigação & Desenvolvimento, chamando a atenção para o sistema de patentes e para os incentivos fiscais para essa área em “países onde sejam baixos”, mais reformas de liberalização do mercado de produto em certos sectores onde possam ter efeitos positivos, e mais incentivos à participação das mulheres e dos trabalhadores idosos na população ativa. Aos gestores, o FMI recomenda mais emprego qualificado e mais investimento em tecnologias de informação e comunicação e no seu uso inteligente.»





2015/04/29

John Chambers: «A transformação digital da Europa»




A transformação digital da Europa



Negócios online
John Chambers*
Tradução: Raquel Godinho
Project Syndicate

PORTUGAL

«A Europa está a viver uma transformação tecnológica sem precedentes. Chama-se a “Internet de Tudo”: a penetração da World Wide Web na vida quotidiana. A tecnologia vai dizer-nos se estamos a dormir bem e se precisamos de fazer exercício. Os sensores na rua vão ajudar-nos a evitar as filas do trânsito e a encontrar estacionamento. As aplicações de telemedicina vão permitir aos médicos tratar os pacientes que estão a centenas de quilómetros de distância.

»Esta enorme transição vai transformar a forma como os cidadãos interagem com os seus governos, vai revolucionar indústrias inteiras e transformar a forma como nos relacionamos uns com os outros. Na Europa, a Internet de Tudo apresenta-se como a forma mais promissora para revitalizar uma economia moribunda e lidar com o problema do desemprego do continente, com as empresas, cidades e mesmo países a posicionarem-se como líderes na inovação, crescimento e criação de postos de trabalho.

»O exemplo mais recente é a França. Em Fevereiro, o primeiro-ministro, Manuel Valls, e eu anunciámos uma parceria ambiciosa para promover uma transformação digital em todo o país. O acordo, que inclui um investimento de 100 milhões de dólares da Cisco em “start-ups” francesas, pode transformar a gestão da energia, cuidados de saúde e educação – o que impulsiona a competitividade económica, a criação de postos de trabalho, o dinamismo e o crescimento da França.

»O programa da França é um grande passo em direcção a uma Europa digital, que se soma à iniciativa Industrie 4.0 da chanceler alemã Angela Merkel e aos planos do Reino Unido de ampliar os seus centros de inovação para fomentar avanços tecnológicos e soluções pioneiras na energia, transporte, cuidados de saúde e educação.

»Diversas cidades também estão a abraçar a digitalização. Barcelona adoptou uma estratégia Smart City que inclui a instalação de sensores de estacionamento subterrâneos e um sistema de transportes públicos conectados. Nice construiu uma “avenida conectada”, incluindo iluminação inteligente e monitorização ambiental. E o porto de Hamburgo tem um sistema digital para reduzir o trânsito naval, ferroviário e terrestre.

»Projectos como estes multiplicam-se por todo o continente e geram milhares de milhões de dólares na forma de redução de custos, melhor produtividade e maiores receitas. Como resultado, além de oportunidades de crescimento, os líderes da Europa vêem a necessidade de não ficar para trás.

»Para criar uma Europa verdadeiramente digital são necessárias ligações de banda larga de alta velocidade e qualidade, quer com quer sem fios. Os governos europeus adoptaram uma Agenda Digital que inclui o objectivo de ligar 50% dos lares europeus a serviços de banda larga super rápida (100 mbps ou mais) até 2020. Também pretendem que todas as casas tenham conexões de banda larga (pelo menos 30 mbps) nesta altura. Estes objectivos merecem um compromisso firme e os responsáveis políticos devem continuar a encorajar grandes investimentos em banda larga e na infra-estrutura da qual dependem os dispositivos móveis que hoje são uma ferramenta habitual das nossas vidas.

»Claro, a Europa também deve encorajar os empreendedores, o que requer criar uma cultura de tomada de riscos, facilitar o acesso a capitais interessados em novos empreendimentos e investir em instituições educativas sólidas. Já muitos países o estão a fazer, pelo que bem pode acontecer que a próxima tecnologia disruptiva não saia Silicon Valley; mas de um laboratório em Paris, Londres ou Berlim.

»No longo prazo, a Europa vai precisar de uma força de trabalho capacitada para carreiras na nova economia digital. Estima-se que a Europa vai ter um diferencial de capacidades tecnológicas que, para ser preenchido, permitiria a criação de 850 mil postos de trabalho em 2015 e o dobro em 2020. Num continente onde o desemprego jovem supera os 50% em alguns países, não faltarão jovens e outras pessoas interessadas que possam desempenhar esses trabalhos, se receberem a formação adequada.

»Este diferencial não pode ser resolvido de um dia para o outro, mas os países que não fazem nada para o superar correm o risco de ficar atrasados. Alargar a lista de talentos de forma suficiente vai requerer um compromisso geracional com o ensino de matemática e ciência, programas de formação técnica e dar a jovens de interesses muito diversos orientação sobre a enorme variedade de possibilidades que oferece uma carreira tecnológica.

»No avanço da Europa pela estrada da transformação digital, as possibilidades de crescimento são imediatas e significativas. O continente já é o principal bloco económico do mundo, com um PIB que ascendeu a 14 biliões de euros (15,2 biliões de dólares) em 2014. Mas o seu crescimento tem diminuído. A Comissão Europeia estima —de forma conservadora, na minha opinião— que a revolução digital pode estimular um “crescimento adicional de 2,1% do PIB sobre a base”.

»A Internet de Tudo também será um motor chave da criação de emprego. Apenas os avanços na nuvem podem criar mais 2,5 milhões de postos de trabalho na Europa até 2020. A transformação digital vai trazer oportunidades e criar novos tipos de trabalho: responsáveis pelo desenvolvimento de sistemas, engenheiros da rede de transporte, consultores de dispositivos médicos, analistas de dados, engenheiros eléctricos para redes de distribuição inteligentes e muitos mais.

»Na hora de delinear o rumo económico da Europa para a próxima década, os seus líderes devem colocar a transformação digital como base da sua estratégia. Isso vai permitir criar uma Europa mais forte, mais rápida, mais dinâmica —e também mais digital.


* John Chambers é presidente do Conselho de Administração e presidente-executivo da Cisco»





2015/04/28

Manuel Villaverde Cabral: «Globalização, desigualdade e geoestratégia»




Globalização, desigualdade e geoestratégia



Observador On Time
Manuel Villaverde Cabral

PORTUGAL

«Na sequência do meu texto anterior sobre a retórica do crescimento, convém repetir que a noção de austeridade surge desde da década de ´80 do século passado perante o endividamento crescente das grandes cidades norte-americanas, das quais Detroit, outrora a capital mundial da indústria automóvel. A austeridade surgiu, pois, como a resposta para manter os altos níveis comparativos de despesa social, desde a reforma e a saúde à habitação, educação e cultura, produzidos pelos regimes eleitorais democráticos perante economias que não cresciam ao mesmo ritmo. Vale a pena conhecer o projecto que então apontava para a inovação urbana perante a austeridade fiscal nas cidades americanas, já então sob a influência da globalização encetada na década anterior e que começava a produzir os seus efeitos nos USA, concretamente na indústria automóvel em concorrência com o resto do mundo.

»Com a chamada “terceira vaga” democrática iniciada em Portugal, um número crescente de países do “terceiro mundo” acediam à instalação de regimes eleitorais. Desde cedo, os teóricos da globalização económica e financeira, sustentada pela globalização mediática, cultural e política, prometiam trocar, a prazo, o aumento das desigualdades nos países mais desenvolvidos pela diminuição das desigualdades entre estes países e os capitalismos emergentes no resto do mundo. Quarenta anos mais tarde, foi isso que se verificou na prática.

»A actual recessão mundial não só tornou isso evidente como acentuou brutalmente a emergência de países, como os chamados BRICs, com enorme potencial de crescimento imediato comparado aos USA, à UE e poucos mais. Hoje, é manifesto o peso crescente das economias emergentes, assim como a sua capacidade de contribuir quase sozinhas para o crescimento mundial e a sua importância no financiamento da dívida dos países mais desenvolvidos, como os próprios USA. Um país como a China tornou-se um dos principais investidores internacionais. Todos conhecemos, em Portugal, o papel crescente e cada vez mais preocupante, dados os seus opacos contornos políticos, do investimento chinês bem como do Brasil e Angola...

»Não se pode dizer que era isso que pretendiam os geo-estrategos da Tricontinental dos anos ’70, entre os quais Samuel Huntington, e o posterior “choque de civilizações” dos anos ’90, mas o certo é que o elo virtuoso entre igualdade social e crescimento económico que se constituíra a seguir à 2.ª guerra mundial nos países centrais, sobretudo na Europa ocidental, ao abrigo da difusão do chamado welfare state, tal elo keynesiano quebrou-se com os processos de globalização.

»Esta última tornou-se, por sua vez, tanto mais constrangedora quanto o crescimento nos antigos centros do capitalismo se tornava mais dependente em relação ao petróleo, cuja abundância concentrada em determinados países do antigo “terceiro mundo” lhes conferiu um poder descontrolado. A maior parte destes países nunca teriam o peso económico, político e até ideológico que têm sem o jorro petrolífero. Foi assim que, sem deixar de haver respostas geo-estratégicas por parte dos USA e dos seus aliados da NATO, até à implosão do império soviético, o elo virtuoso entre igualdade e crescimento se rompeu. Por seu turno, as tumultuosas migrações intercontinentais que sustentaram a demografia dos países do “centro” fragmentaram, ao mesmo tempo, os eleitorados centrais e despertaram os soberanismos de direita e de esquerda dos quais agora sofremos, em especial na UE.

»A emergência dos BRICs e dos seus parceiros exerce, pois, uma pressão constante sobre a tendência para o igualitarismo social que vem do fim da guerra nas democracias consolidadas. Basta ver a tabela internacional do Índice de Gini, que é um valor absoluto da distribuição do rendimento, ao contrário dos medidores da chamada pobreza relativa que se tornaram um hábito ideológico na UE, para nos darmos conta da relação entre o crescimento e a equidade comparativa ainda reinante nas democracias europeias.

»Neste momento, o índice de Gini na UE é, em média, 0.30 e, apenas em dois grandes países —a Alemanha e a França— é inferior (0.29) à média, ou seja, mais equitativo. Portugal mantém o nível de 0.34, igual ao Reino Unido. Fora da Europa, o índice é em quase todo o lado mais alto, como nos USA (0.38), para não falar de um país tão inigualitário como o Brasil (0.55%). Hoje, este nível relativamente equitativo da distribuição do rendimento está correlacionado, não só com o envelhecimento demográfico mas também com o baixo crescimento económico. E também com a protecção ambiental, conforme mostrei no artigo anterior.

»Neste contexto geo-político económico-financeiro global, a única forma efectiva e transparente de manter um mínimo de equidade distributiva é fiscal, basicamente através do IRS, em favor dos rendimentos mais baixos, actuando assim indirectamente na procura interna. Mas a competição será, cada vez mais, externa à própria UE, se não quisermos renunciar a um módico de equidade e sustentabilidade. São estas reformas que estão por fazer, não a injecção de dinheiro do BCE e muito menos o regresso ao endividamento.»





2015/04/27

«Newsletter L&I» (n.º 50, 2015-04-27)



A semana do Canvas (BR)

O Canvas da Proposta de Valor na Prática [web] [intro]

Curso e Palestra Inovação no E-Commerce Utilizando o Business Model Generation Canvas [web] [intro]

Business Model Canvas. Com Prof. Sergio Seloti Jr. (Parte I) [web] [intro]

Startup One FIAP: Canvas proposta de valor & Exemplo de Canvas proposta de valor. Com o Diretor de Empreendedorismo da FIAP Marcelo Nakawa [web] [intro]



A semana do Canvas (PT)

Explicação do modelos de negócio da Vista Alegre [web] [intro]

The Business Model Canvas: Estrutura do custo [web] [intro]

Canvas: Este suíço recusa ser canivete para os fazedores de todo o mundo [web] [intro]

My Chief Officer: Modelo de Negócio / Business Model Canvas com processo de RESET [web] [intro]



La semana del Canvas (ES)

Cómo hacer un modelo de negocio con un canvas o lienzo [web] [intro]

Metodología Canvas, una forma de agregar valor a sus ideas de negocios [web] [intro]

Modelo canvas (lienzo) para la creación de un plan de empresa. Innovación pymes 2015. Con el prof. Juan Cabrera Revuelta [web] [intro]

Nueva Shooting Session: Think Tank para empresas basadas en el metodo #Canvas [web] [intro]



La semaine du Canvas (FR)

Le Carrier Management Canvas: un nouvel outil pour gérer agilement sa carrière [web] [intro]

Business model canvas: Une méthode efficace pour créer son business plan [web] [intro]

De Lagos à Abuja, les start-up dessinent le visage d’un autre Nigeria [web] [intro]

Testez la cohérence de votre projet avec le Business Model Canvas. Innover c'est pas compliqué [web] [intro]



The Canvas week (EN)

Business Model Canvas Explained [web] [intro]

'Ten Types of Innovation' App Gives Innovators a Canvas [web] [intro]

Business Model Canvas, Innovation, and Lean Startup Best Practices in Large Organizations (Peer Group Meeting Feb 10)[web] [intro]

Achieve Product-Market Fit with Value Proposition Canvas [web] [intro]





Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial
4.0 Internacional








2015/04/24

My Chief Officer: Modelo de Negócio / Business Model Canvas com processo de RESET



My Chief Officer – Blog do energia

PORTUGAL




«Versão 1.0 – Semana 1»



«RESET!

»A Semana 2 correspondeu a um momento de viragem. Fizémos RESET. Durante o processo este processo produzimos esta draft do Modelo Canvas.


«Versão 2.0 – Semana 2»



»RESET ! – consolidação

»Na Semana 3 consolidámos o processo de RESET.

»No final deste processo as principais alterações foram:

»No Segmento de Clientes, o foco passou a ser somente nas PMEs.

»Nas Parcerias Chave foi introduzido um novo elemento – a hipótese TOC como endorser.

»Nas Actividades Chave foi introduzido o algoritmo do Business Analyzer.

»Nos Recursos Chave o elemento Experts Certificados.


»São 4 factores que fazem toda a diferença!


«My Chief Officer – Modelo de Negócio»

«Versão 3.0 – Semana 3»



»FONTES DE RENDIMENTO

»A semana 5 assistiu ao nascer do produto mínimo viável e à definição em maior detalhe da fontes de rendimento. A versão seguinte do Business Model Canvas espelha essa alteração, bem como um protagonismo maior do TOC no modelo de negócio da MyChiefOfficer.


«Versão 4.0 – Semana 5»





2015/04/23

Canvas: Este suíço recusa ser canivete para os fazedores de todo o mundo




Alexander Osterwalder, fundador do modelo. (Foto: Artur Machado/GI)



Canvas: Este suíço recusa ser canivete para os fazedores de todo o mundo



Dinheiro Vivo
Mariana de Araújo Barbosa

PORTUGAL

«Esqueça o tradicional plano de negócios: o modelo Canvas quer pôr todos os empreendedores a olhar para os detalhes como se fossem os segredos do sucesso.

»Um dia, os empreendedores serão cirurgiões de negócios: detalhistas, de rápida reação e com pouca margem para falharem, explica Alexander Osterwalder. O cientista político —fundador do modelo Canvas, um dos mais recentes paradigmas entre os fazedores, usado em incubadoras e aceleradores de start-ups em todo o mundo— usa a imagem de um canivete suíço para explicar aquilo que o seu modelo não é.

»O Canvas (Business Model Canvas), descarregado online por milhões de fazedores, é antes uma caixa de ferramentas que adequa cada peça a um detalhe do negócio. Como se cada detalhe fosse pensado de forma particular para detetar e corrigir um eventual erro. "Não dizemos às pessoas que têm de fazer isto ou aquilo, não é uma prescrição. Mas ajudamos a estruturar o pensamento e a moldar e tornar as ideias tangíveis", explica o fundador do modelo ao Dinheiro Vivo.

»Alexander não acredita no passado como solução para o futuro e põe em causa o modelo de negócio tradicional. "Um investidor que pede um business plan está preso no século passado. Qualquer banco que o peça está a usar o indicador errado. Um professor que o ensine aos alunos como única alternativa devia ser despedido, porque não está a par das últimas. Com o Canvas podemos testar se as coisas funcionam e perceber rapidamente a necessidade de fazer alterações. Os business plan são perdas de tempo", afirma.

»Foi durante o doutoramento em Sistemas de Informação que Alexander percebeu que o seu trabalho tinha de passar por melhorar a forma como se pensavam e desenhavam negócios, grandes ou pequenos. O suíço não acreditava que se usassem os modelos dos anos 80, "completamente desadequados à realidade atual e ao mundo em permanente mudança". Em 2004, começou a desenvolver os estudos que iriam dar origem ao Canvas e à sua derivação para o Lean Canvas, modelo usado pela Amazon, Dell e Intel. "Queria criar uma forma mais eficaz de fazer negócios, mais estratégica na criação de valor." O que no fundo Alexandre queria era explicar em desenhos aquilo que explica em palavras, no livro Business Model Generation (traduzido em mais de 30 línguas e vendido online).

»"O mundo está sempre em movimento, o que torna as coisas mais complexas. Precisamos de ferramentas que tornem as nossas ideias mais simples e perceptíveis, partilhando uma linguagem comum. É a ideia da mesa de desenhar do arquiteto. Eles têm tecnologia que os ajuda a fazer o trabalho, mas quando desenham fazem as coisas à mão. Pensámos que podíamos fazer a mesma coisa para os negócios", diz.

»Mas voltando à caixa de ferramentas: Alexander assegura que não há melhor maneira de pregar um prego do que com um martelo. Assim é num negócio. "Tentamos pregar os pregos numa parede durante muito tempo sem martelo, sem ferramentas. Nunca se sabe qual é o modelo que funciona. Mas podemos dar às pessoas uma melhor ferramenta para pensarem de maneira mais estruturada, levantar dúvidas, fazer que as ideias sejam compreendidas." No livro, são mais de 470 "praticantes" que colaboram para desenhar e validar o modelo. "Há um certo glamour à volta do empreendedorismo. Toda a gente pensa que quer ser empreendedor. Acho que todos podem ser, uns melhor, outros pior. Mas o que a maior parte das pessoas não sabe é que é muito difícil ser empreendedor. A realidade do empreendedorismo é trabalho duro: é divertido mas é sobretudo trabalhar no duro."»





2015/04/20

«Newsletter L&I» (n.º 49, 2015-04-20)



A semana do infográfico (BR)

O mundo dos veículos autônomos [web] [intro]

Ferramentas para seu Negócio [web] [intro]

Prefeitura de Maceió comemora 100 mil fãs no Facebook [web] [intro]

Como usar o Instagram para alavancar seus negócios [web] [intro]



A semana do infográfico (PT)

Ébola. Temos uma infografia para lhe explicar o que está a acontecer no mundo (Outubro de 2014) [web] [intro]

Conheça o universo das startups em Portugal [web] [intro]

A Re-Evolução do Marketing Continua! [web] [intro]

Prestashop vs Magento vs OpenCart [web] [intro]



La semana de la infografía (ES)

Seducir a las tribus: son grupos de jóvenes sub 25 que permiten anticipar las tendencias [web] [intro]

Datos actualizados de Smart Social Sicav [web] [intro]

El consumidor conectado en España [web] [intro]

El infográfico del PSG: Todos los detalles del rival del Barça en los cuartos de final de la Liga de Campeones [web] [intro]



La semaine de la infographie (FR)

L'innovation, un moteur pour les entreprises [web] [intro]

Débrider l’innovation: enjeux pour les entreprises et l'emploi, défi pour les politiques publiques [web] [intro]

Les chiffres clés de l’innovation française [web] [intro]

5 pays avancés qui résistent à la crise [web] [intro]



The infographic week (EN)

The Rise Of The Startup Factory [web] [intro]

How technology is saving lives [web] [intro]

Africa and Global Mobile Money Landscape [web] [intro]

The Rules of Engagement for the App Economy [web] [intro]





Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial
4.0 Internacional








2015/04/13

«Newsletter L&I» (n.º 48, 2015-04-13)



Fab Lab (BR)

Ex-alunos do Ciência sem Fronteiras criam espaço Brasília Fab Lab para inovação [web] [intro]

O complexo cultural Memorial da América Latina tem o primeiro Fab Lab comunitário do Brasil [web] [intro]

Fab Lab Floripa. Cultura maker e fabricação digital [web] [intro]

O que é um Fab Lab? Eduardo Lopes (Beta Garage 2) [web] [intro]



Zona Económica Especial (ZEE) (PT)

Prémio distingue qualidade da Zona Económica Luanda-Bengo [web] [intro]

Cristóvão Bolacha: Os (enormes) desafios da nova Zona Económica Especial [web] [intro]

Zona Especial de Desenvolvimento Mariel [web] [intro]

Líder da UNITA Isaías Samakuva visita Zona Económica Especial de Luanda [web] [intro]



Música (ES)

La Sinfónica de Galicia opta al premio Classical:NEXT Innovation Award [web] [intro]

fiiS (Festival Internacional de Innovación Social): Celebramos el Espíritu de Cambio. ¡Para cambiar el mundo hay que pasarlo bien! [web] [intro]

Con la Orquesta Sinfónica de la Comunidad Autónoma de la Región de Murcia: primera edición del programa Músicos en el Aula (Consejería de Educación, Cultura y Universidades de la CARM) [web] [intro]

Music Hack Day 2015: Wearables e interpretación musical [web] [intro]



Santé (FR)

Contre l’hépatite C, une nouvelle approche innovante [web] [intro]

Une machine innovante face au cancer à Boulogne [web] [intro]

Une technologie innovante pour venir en aide aux aveugles dans les transports en commun [web] [intro]

L’innovation au CHU Dijon Bourgogne à l’honneur dans Sciences & Avenir d'avril [web] [intro]



Austerity (EN)

John Redwood: How free enterprise and innovation cut austerity. After the crash, innovation will get us moving [web] [intro]

Christopher Dembik: How France lost its economic oomph [web] [intro]

Ambrose Evans-Pritchard: Exhausted world stuck in permanent stagnation warns IMF [web] [intro]

Rob Edens: Russian tactics on Ukraine likely to backfire [web] [intro]





Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial
4.0 Internacional








2015/04/09

Zona Especial de Desenvolvimento Mariel




Zona Especial de Desenvolvimento Mariel



Câmara de Comércio Portugal Cuba

PORTUGAL

«A Zona Especial de Desenvolvimento Mariel é um projecto regulamentado pelo Dec. Lei 313/2013 concebido para fomentar o desenvolvimento económico sustentado de Cuba, atraindo o investimento estrangeiro, a inovação tecnológica, a concentração industrial e protegendo o ambiente.

»A ZED Mariel também conta com benefícios tributários especiais.

»Mariel fica a cerca de 45 km de Havana.»





2015/04/08

Cristóvão Bolacha: Os (enormes) desafios da nova Zona Económica Especial




Os (enormes) desafios da nova Zona Económica Especial



Verdade
Cristóvão Bolacha

MOÇAMBIQUE

«Numa altura em que o abastecimento de água potável e o fornecimento de energia eléctrica continuam a ser a principal dor de cabeça da população, o distrito de Mocuba, na província da Zambézia, foi, recentemente, elevado à categoria de Zona Económica Especial (ZEE) e Franco – Industrial. Diga-se, em abono da verdade, que os imensos problemas com que a região se debate poderão comprometer a atracção de investimentos.

»O decreto número 28/2014, de 06 de Maio, eleva à categoria de Zona Económica Especial e Franco – Industrial o distrito de Mocuba, não obstante a região encontrar-se mergulhada num emaranhado de dificuldades. Os problemas que assolam aquela circunscrição geográfica, com destaque para o abastecimento de água e energia eléctrica, poderão comprometer a materialização daquele sonho.

»A erosão que aflige a população a nível das comunidades, os serviços sociais cuja cobertura é extremamente baixa, o fraco rendimento na produção agrícola familiar, as vias de acesso deficitárias, entre outros aspectos, são algumas das questões que, presentemente, caracterizam o distrito de Mocuba. Numa extensão de cerca de 10.727 quilómetros quadrados, a Zona Económica Especial de Mocuba inclui o posto administrativo de Munhamade, no distrito de Lugela.

»Já a zona Franco – Industrial compreende mais de 50 hectares de terra, incluindo as antigas instalações da fábrica têxtil (actualmente, em ruínas) que serão transformadas no Complexo Industrial da Zambézia. Segundo as perspectivas do Governo, o local onde funcionava a antiga unidade fabril será reaproveitado para a construção de edifícios industriais. Numa primeira fase, a prioridade vai para o sector agrícola.

»Para o efeito, realizou-se nas instalações da Faculdade de Engenharia Agronómica e Florestal (FEAF) da Universidade Zambeze (UniZambeze), na cidade de Mocuba, a II Conferência de Investimentos das Zonas Económicas Especiais, que juntou empresários nacionais de vários pontos do país interessados em desenvolver projectos naquele corredor.

»A cerimónia, dirigida pelo ministro de Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia, serviu de ponte entre o sector público e o privado para a divulgação dos potenciais da mais nova ZEE do país. Os presentes priorizaram a estratificação dos resultados de estudos de viabilidade feitos no corredor em alusão onde, igualmente, se falou dos desafios futuros.

»Durante a realização do evento, o governo local, assim como o provincial, reconheceram a existência de tais dificuldades que, de certa maneira, podem minar a atracção de investimentos para diversos sectores. A voltagem de energia eléctrica abastecida não é suficiente para a actividade industrial e a rede de fornecimento do precioso líquido não cobre metade da população daquela jurisdição. Os governos local e provincial têm o árduo desafio de resolver os problemas, num curto espaço de tempo, de modo a atrair investidores para a implantação de indústrias.

»O @Verdade conversou com Abdul Carimo, um dos empresários mais antigos do distrito de Mocuba e da província da Zambézia, que participou na conferência. De acordo com o nosso interlocutor, aquela circunscrição geográfica ainda está a regenerar-se dos prejuízos provocados pela guerra civil. Carimo afirmou que a maior parte dos agentes económicos do distrito está a pagar dívidas à banca e não possui capital para investimento imediato na Zona Económica Especial e Franco – Industrial de Mocuba. “Mocuba encontra-se mergulhado em inúmeras dificuldades que poderão minar o seu desenvolvimento.

»Os problemas de energia eléctrica e água potável vão condicionar a implantação de indústrias para o processamento de alimentos, uma vez que necessitam de grandes quantidades do precioso líquido e de elevada potência de corrente eléctrica”, referiu Carimo. O agente económico observou que o distrito de Mocuba também se debate com a problemática da exploração ilegal e desenfreada dos recursos florestais. Sob o olhar impávido das autoridades, são abatidas árvores com dimensões abaixo dos 30 centímetros.

»“Nós assistimos a cada dia que passa à exploração ilegal de madeira e o governo local é culpado porque não tem sido severo com os infractores”, afirmou Carimo, sustentando que há falta de seriedade por parte dos fiscais da Direcção Provincial da Agricultura que, apesar dos meios suficientes para o efeito, não encaram o trabalho com responsabilidade.


»Expansão da energia eléctrica

»A expansão dos serviços de fornecimento de energia constitui uma das prioridades do governo do distrito de Mocuba. Porém, a atracção de investimentos para potencializar o alastramento da rede eléctrica é outro desafio que terá de ser ultrapassado o mais breve possível.

»De acordo com Adriano Jonas, administrador da Electricidade de Moçambique (EDM), no distrito de Mocuba, a energia eléctrica encontra-se apenas nas imediações da cidade. O investimento em infra-estruturas eléctricas vai contribuir para a atracção de empresários na Zona Económica Especial de Mocuba. A construção de novas centrais e o reforço da subestação de Mocuba custará 320 milhões de dólares norte-americanos.

»“O surgimento de cargas industriais num local onde as infra-estruturas se encontram obsoletas e que foram projectadas para a electrificação rural acelera o esgotamento da capacidade residual”, sublinhou Jonas.

»O @Verdade soube que, para responder ao crescimento da demanda do país, a EDM deve construir novos centros produtores de energia com base nos recursos existentes, nomeadamente hídricos, gás natural e carvão. No curto e médio prazo – como é o caso de Mocuba –, a solução passa pela construção de novas centrais eléctricas com base no gás natural. Aquele responsável afirmou ainda que na região norte o gás do Rovuma constitui um recurso estratégico para se garantir o suprimento da demanda que vai crescer exponencialmente nas ZEE´s de Nacala e Mocuba, e nas minas de Marropino, Moma e Angoche.

»“A EDM tem um protocolo de cooperação com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), uma firma pública que opera na área de hidrocarbonetos essenciais para a produção de energia, de modo a garantir as cotas necessárias para o efeito”, disse.

»Para se fazer face às actividades da Zona Económica Especial de Mocuba, urge reforçar a linha Mocuba – Alto-Molócuè – Nampula por forma a desbloquear- -se a capacidade de transporte de energia para a região norte. Tal medida poderá custar aos cofres daquela instituição cerca de 100 milhões de dólares norte-americanos. Como forma de não atrasar o processo de materialização da ZEE de Mocuba, a EDM tem o desafio de desenvolver as potencialidades hidroeléctricas existentes na Zambézia que se encontram sob custódia de privados, como é o caso da central do posto administrativo de Mugeba, que suporta 150 megawatts, Mutala, com 30, e Alto Malema (60).

»A EDM revelou ainda que a rede eléctrica existente que abastece a região norte está a operar no limite da sua capacidade como resultado da implementação de vários projectos industriais nas Zonas Francas Industriais, bem como do crescimento natural da carga doméstica. Dados em nosso poder dão conta de que a implementação de um projecto de infra-estrutura eléctrica que inclui a central eléctrica, linha de transporte e subestações requer, no mínimo, cinco anos de actividades preparatórias, que consistem na elaboração e mobilização de financiamento.

»“A rede eléctrica nacional foi implantada com o enfoque para a electrificação rural sendo por isso de reduzida capacidade para consumos intensivos típicos de Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado”, afirmou o administrador da EDM. O financiamento para a maior parte dos projectos ainda não está assegurado e a mobilização de fundos requer negociação complexa e morosa, muitas vezes, exigindo-se garantias soberanas, o que significa que a maior parte das iniciativas ainda está apenas em carteira.

»“O perfil dos consumidores não permite que a EDM assine contratos de compra e venda de energia com os investidores das ZEE´s para viabilizar o financiamento comercial”, referiu Adriano Jonas.




»Aumento da capacidade de abastecimento de água potável

»O aumento da capacidade de abastecimento de água potável para responder às demandas da ZEE de Mocuba é mais um dos inúmeros desafios colocados ao Executivo moçambicano. Segundo estudos feitos pela Administração de Infra-estruturas de Água e Saneamento (AIAS), a única forma de atrair investimentos é melhorar e ampliar a rede de fornecimento de água. @Verdade apurou que o Fundo de Investimentos e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) no distrito de Mocuba abastece, diariamente, à população pouco mais de 120 metros cúbicos.

»Para resolver o dilema e possuir capacidade para fornecer o preciso líquido às indústrias, a AIAS necessita de pelo menos 39 milhões de dólares norte-americanos, de modo a incrementar a produção para que as torneiras jorrem água 24h00 por dia.

»O estudo de viabilidade feito pela AIAS mostra que a fonte de captação actualmente usada (rio Lugela) não tem água suficiente para abastecer a ZEE e Franco – Industrial de Mocuba. Uma das formas de resolver o problema é o recurso ao rio Licungo. Tratando-se do maior rio da província da Zambézia, o mesmo poderá descongestionar as necessidades de fornecimento de água naquela circunscrição geográfica. Recorde-se de que as margens do rio Licungo e os seus afluentes servem a maior parte da população de Mocuba nas suas actividades diárias.


»Vias de acesso

»Um dos principais requisitos para a elevação de uma jurisdição à categoria de Zona Económica Especial é possuir uma terminal de carga que possa garantir o escoamento de produtos para outros pontos do mundo. Mocuba não conta com uma infra-estrutura do género. No que diz respeito às vias de acesso, Mocuba ocupa uma posição privilegiada, uma vez que o distrito é atravessado pela Estrada Nacional número 1.




»Os primeiros passos

»Os primeiros passos, embora lentos, foram dados pela Agência do Vale do Zambeze, uma instituição pública destinada ao financiamento de projectos que se desdobram no sentido de tornar acessível o investimento que visa projectos agrários e não só. A Agência do Vale do Zambeze tem um pouco mais de 200 milhões de dólares norte-americanos para investir na ZEE. O director-geral daquela instituição, Roberto Albino, disse que o valor se destina aos empresários que desejam desenvolver projectos no corredor da Zona Económica Especial e Franco – Industrial de Mocuba.

»Para o efeito, será traçado um plano de ordenamento territorial que visa facilitar a identificação dos locais para a implementação dos projectos em causa. Albino disse ainda que, nos últimos dois anos, a Agência do Vale do Zambeze investiu pouco mais de 50 milhões de dólares em 24 distritos, nos sectores de agricultura e piscicultura. Aquele dirigente reconheceu que o distrito de Mocuba enfrenta inúmeras dificuldades no que diz respeito ao abastecimento de água e energia eléctrica para o pleno funcionamento de fábricas. Num outro desenvolvimento, Roberto Albino disse que é necessário incrementar a produção agrícola e a formação profissional.


»GAZEDA instala-se em Mocuba

»A Agência do Vale do Zambeze investiu cerca de 96 milhões de meticais para a construção das instalações de uma agência de negócios onde poderão funcionar os escritórios do Gabinete das Zonas Económicas de Desenvolvimento Acelerado (GAZEDA) a nível da região centro, no povoado de Nacogolone, distrito de Mocuba, província da Zambézia. A primeira pedra foi lançada no passado dia 25 de Julho pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Aiuba Cuereneia. O director-geral da Agência do Vale do Zambeze, Roberto Albino, disse que o estabelecimento em alusão será o local onde os projectos de investimento relacionados com a Zona Económica Especial de Mocuba serão censurados e aprovados.

»As obras, com a duração de 15 meses, apresentam benefícios para os agentes económicos a operar no distrito de Mocuba que outrora recorriam à cidade de Quelimane para apresentarem as suas propostas de investimentos para possíveis financiamentos. De referir que a construção do centro de negócios constitui um passo importante no início das actividades na Zona Económica Especial e Franco – Industrial de Mocuba.

»Durante a II Conferência de Investidores das Zonas Económicas Especiais, o Governo, através dos vários intervenientes, anunciou a existência de uma série de projectos a serem implementados na ZEE e Franco – Industrial de Mocuba. Dentre os diversos planos, destacam-se a reabertura da linha férrea Mocuba – Quelimane-Macusse, a criação de um porto seco e a reabilitação das estradas. O porto seco a ser erguido na ZEE e Franco – Industrial de Mocuba vai servir para ligar aquele distrito a outros pontos do país e do mundo para o escoamento de produtos a serem processados naquela circunscrição geográfica, para além das potencialidades que a jurisdição possui, nomeadamente recursos florestais e produtos alimentares diversos.


»Prováveis constrangimentos

»A implantação da Zona Económica Especial proporciona, a uma dada área, um desenvolvimento acelerado. Durante a sua implementação, há problemas que surgem como é o aumento da criminalidade. É óbvio que a maior parte da população activa estará empregada e o nível da pobreza absoluta poderá diminuir.

»É o caso da ZEE de Nacala, onde o furto qualificado, o assalto à mão armada, assassinatos, entre outros males, afectam população. Dados fornecidos pelo Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique em Nampula indicam que cerca de 50 porcento dos crimes contra cidadãos indefesos a nível provincial são consumados em Nacala.

»A instalação de empresas multinacionais apenas para se beneficiar das isenções fiscais que a ZEE e Franco-Industrial oferecem são questões a ser investigadas, de modo a evitar-se que haja oportunismo por parte dos empresários.

»A disputa tendo em vista espaços entre camponeses e empresários é outro desafio a ser encarado pela população que se encontra em locais estratégicos do distrito, como é o caso da periferia da EN1. Alguns populares da ZEE e Franco – Industrial de Mocuba receiam que venham a ser desalojados sem as devidas compensações.»





2015/04/07

Prémio distingue qualidade da Zona Económica Luanda-Bengo




Prémio distingue qualidade da Zona Económica Luanda-Bengo



Angop - Agência Angola Press

ANGOLA

«A qualidade, inovação e excelência da Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo foi distinguida em Genebra (Suíça) com o prémio “Century International Quality ERA Award”, um dos mais conceituados a nível mundial para o sector empresarial.

»A distinção certifica a qualidade, a inovação e a excelência dos recursos humanos, equipamentos e serviços prestados.

»Trata-se de um reconhecimento ao comprometimento com qualidade, liderança, tecnologia e inovação nos negócios. É atribuído pela Business Initiative Directions (BID), organização internacional da qualidade.

»O prémio trás maior confiança aos clientes, uma vez que vem de uma entidade internacional, afirmou a director de qualidade da ZEE, Carla Silvestre, quando falava à Angop nesta segunda-feira.

»Segundo Carla Silvestre, o prémio de periodicidade anual é um reconhecimento da importância que a ZEE coloca na qualidade. “Isto quer dizer que na Zona Económica Especial Luanda-Bengo, a qualidade ocupa um lugar cimeiro”.

»A atribuída a 22 de Março, o prémio, na categoria de Ouro, “serve para encorajar a Sociedade de Desenvolvimento da ZEE Luanda-Bengo, a trabalhar cada vez mais para a satisfação do cliente”, ressaltou.

»A ZEE Luanda-Bengo é um espaço dotado de infra-estruturas adequadas à instalação de empresas capazes de fomentar a produção, criar emprego, fomentar a competitividade e inovação, beneficiando em termos fiscais de um estatuto especial.

»A referida zona compreende sete reservas industriais, seis reservas agrícolas e oito reservas mineiras, localizadas nos municípios de Viana, Cacuaco e Icolo e Bengo na província de Luanda e nos municípios do Dande e Ambriz na província do Bengo.»