2015/02/27

«Os cabo-verdianos não podem ver terra em lado nenhum. Eles querem logo é cavar»



2008 e 2009
Guerra de gangs da droga nos Bairros da Quinta da Princesa
e Jamaica no Concelho de Seixal




2010
Diáspora cabo-verdiana vive do cultivo em hortas urbanas
na Quinta da Princesa no Seixal


A Semana



2012
No dia 18 de Novembro, realizou-se o 1º Dia de Trabalho dos Hortelões da Quinta da Princesa que consistiu na Construção do Sistema de captação, condução e armazenamento de àgua da Chuva


Kinta City



2014
A Câmara Municipal do Seixal promoveu a criação da Cooperativa Agrícola da Quinta da Princesa e encontra-se agora a estudar a implementação do Parque Agrícola da Quinta da Princesa


FAO





«Os cabo-verdianos não podem ver terra em lado nenhum. Eles querem logo é cavar»


«“Isto alivia. Ganho 400 euros de reforma e a minha mulher 240. Os remédios levam o dinheiro todo e este é menos aquele que se gasta”, diz José Patrício da Silva, 74 anos, que desde há 30 dedica parte do seu tempo a cuidar da terra. “Serve para mim e para a minha família comer”, confessa de enxada na mão para abrir os regos que irão alimentar com água as abóboras que acabou de plantar.

»O vizinho Jerónimo Toucinho, 65 anos, aproveita o seu espaço para se entreter. “Faço isto para ocupar o tempo. E pelo menos assim, a gente sabe o que come. A batata faz uma diferença do dia para a noite comparando com as que se compra por aí”, realça.

»Os dois espaços que cultivam situam-se no lado português do núcleo de hortas da Quinta da Princesa, onde há também uma tranche cultivada maioritariamente por cabo-verdianos, mas também angolanos, moçambicanos e guineenses. Nesta área, junto ao bairro, o cultivo é feito por razões económicas.

»“Tem muito a ver com as necessidades que as pessoas estão a passar. Isto não está fácil. Há quem passe fome, mas na rua não se nota. Custa-lhes assumir que passam dificuldades”, revela Mariano Dias, 55 anos, o cabo-verdiano que vai orientando as cerca de 75 pessoas que usufruem daquela área para semear alimentos. “Os cabo-verdianos não podem ver terra em lado nenhum. Eles querem logo é cavar” diz, justificando a presença maioritária de hortelãos naturais de Cabo Verde.

»“Tenho couve, milho, feijão, favas e tomate. É tudo para comer, não dá para vender”, assegura Jorge Lopes, 34 anos. Há dois anos que ajuda a tia, com quem vive num apartamento da Quinta da Princesa, a plantar 200 metros quadrados de terra. “Estou doente e se ficar em casa aborreço-me. Assim entretenho-me e deixo tudo bonito. É como se andasse no meio das flores” admite.

»“A grande fatia é de pessoas carenciadas que precisam de cultivar como forma de complemento ao rendimento. Há quem diga que se não tivesse horta não tinha o que comer” frisa Sónia Lança. Ela é a arquitecta paisagista da Câmara do Seixal, responsável pelo projecto de Redes de Hortas Urbanas, que visa incrementar o gosto pela agricultura biológica urbana e gerar um novo ordenamento do território onde estas hortas se inserem nos espaços verdes.

»A maioria de quem se dedica ao cultivo da terra está identificada, mas a autarquia quer ir mais longe. “Estamos a fazer o recenseamento de todas as pessoas dos núcleos para tentar organizar e requalificar as hortas já existentes e disciplinar todos os terrenos para hortas”, frisa. "A intenção é que os espaços verdes comecem a integrar espaços hortícolas”.»





2015/02/24

Roberto Mangabeira Unger



Roberto Mangabeira Unger



blog de Anabela Mota Ribeiro
Publicado originalmente no Jornal de Negócios
Anabela Mota Ribeiro

PORTUGAL

«Cientista social, um dos mais jovens professores da história de Harvard, um filósofo que sustenta um discurso a partir da palavra “alternativa”. Um homem a quem chamamos naturalmente “professor”. Ministro dos Assuntos Estratégicos do Brasil entre 2007 e 2009. Este é Roberto Mangabeira Unger. Outra maneira de o apresentar é perguntar de onde é que vem. O apelido Mangabeira é de uma mãe brasileira, Unger é de um pai alemão. Teve um avô que passou o tempo a fazer resumos de todas as obras de Machado de Assis quando foi preso político. (Essa é a têmpera da sua gente.) Foi criado entre os Estados Unidos e o Brasil. Fala português do Brasil com sotaque americano. Esteve em Lisboa para participar nos encontros da Fundação Francisco Manuel dos Santos, há uma semana. Tem um tom amável, sólido, e por vezes exalta-se, dominado pela força – e pela urgência – do que está a dizer.

»Foi do seu olhar sobre o mundo e das propostas concretas para Portugal que falámos nesta entrevista. Não esperem que isto seja uma aula, ainda que a exposição o sugira, por vezes. A atitude de Roberto Mangabeira Unger é sempre contundente. E que se danem os que não gostam.


»O paradigma inaugurado depois da Segunda Guerra entrou em ruptura. Vivemos um fim de ciclo. A partir de que vocábulo começamos a inventar uma nova narrativa?

»A última grande renovação institucional e ideológica que ocorreu no ocidente rico foi construída nas décadas imediatamente após a Segunda Guerra. Mas as sementes disso foram plantadas entre as duas guerras. Permitiu-se ao Estado o poder de regulamentar o mercado mais fortemente, de contrabalançar as desigualdades geradas por políticas de redistribuição compensatória, por tributação progressiva, e de manejar a economia por políticas contra-ciclo que são as políticas keynesianas. Portanto, compromisso com a protecção social, atenuação das desigualdades, mas aceitação do arcabouço institucional, tanto na economia como no Estado. Esse foi, e continua a ser o sistema.


»Continua a ser?, apesar da erosão.

»Hoje há um projecto hegemónico no Atlântico norte, entre as elites que se têm por esclarecidas. É o projecto de reconciliar a protecção social no estilo dos europeus com a flexibilidade económica no estilo dos americanos. A social-democracia tradicional que dava direitos adquiridos a uma série de minorias organizadas, de trabalhadores e de pequenas empresas, foi progressivamente esvaziada.

»O esvaziamento ocorreu sob o rótulo da flexibilização, como no mercado de trabalho. E o social-democrata e os social-liberais retrocederam para a defesa do que consideram o baluarte. Sacrificaram os anéis para ficar com o dedo.


»Qual é o dedo, no caso?

»Esse baluarte, esse resíduo na retaguarda, é um alto nível de protecção social, paradoxalmente financiado pela tributação do consumo, como ocorre com o IVA.

»Mas nenhum dos grandes problemas destas sociedades contemporâneas do Atlântico Norte pode ser resolvido dentro dos limites deste compromisso institucional.


»Quais são esses grandes problemas?

»O primeiro é como qualificar os serviços públicos. É um tema central da política eleitoral europeia em cada país. O que existe na Europa e no mundo é aquilo que poderíamos chamar de “fordismo” (a produção massificada, mecanizada de Henry Ford). A qualificação dos serviços públicos exigiria um engajamento da sociedade civil sem o objectivo do lucro como parceira do Estado na provisão dos serviços. Não existe. Nem sequer é proposto, na realidade.


»Segundo problema.

»A relação do sistema financeiro com a economia real. Actualmente o sistema financeiro vive desentrosado da economia real. O sistema produtivo, em larga medida, autofinancia-se com base nos lucros retidos e reinvestidos das empresas.


»Quando há lucros para ser retidos e reinvestidos...

»É. O que resulta disto é que em tempo de bonança e de liquidez, tudo bem. As finanças cuidam de si próprias e são indiferentes à economia real. Em tempos ruins, quando desaparece a liquidez, as finanças viram um elemento de desestabilização destruidora. Não tem que ser assim. Poderia haver, não uma regulamentação do sistema financeiro, mas uma reorganização das relações em que o sistema financeiro, em vez de ser o mau senhor, passasse a ser um bom servo.


»Mau senhor, bom servo? Não foi essa opção de reorganização que foi tomada na sequência da crise recente.

»O que as elites europeias propuseram foi o keynesianismo vulgar. Os estímulos de um lado e a regulamentação das finanças de outro. Propuseram os chamados progressistas. Os outros, os conservadores, pior!, propuseram só a radicalização da austeridade e um jogo de confiança. Ninguém tratou de reorganizar a relação.


»Terceiro problema.

»A segmentação hierárquica da economia. Agora surge um novo paradigma de produção, baseado na produção flexível e descentralizada, e densa em conhecimento. Muitas vezes, na Europa, encarnada em redes de pequenas e médias empresas. O problema é que a prosperidade, a ascensão dessas vanguardas produtivas pós-fordistas, depende de condições muito especiais. Depende da existência de um legado pré-fordista. Essas condições estão ausentes na maior parte dos países europeu. As minorias altamente educadas têm porta aberta a estas vanguardas produtivas, mas a grande maioria da força de trabalho está excluída.


»Como resolver a desigualdade que resulta disso?

»Há dois remédios tradicionais. Um é a redistribuição compensatória pela tributação progressiva e pelo gasto social. O outro é a defesa política dos pequenos empreendimentos. Nenhum dos dois é suficiente para atenuar as macro-desigualdades que resultam dessa nova forma de segmentação hierárquica da economia. Seria necessário inovar nos regimes institucionais e jurídicos que relacionam o Estado com os empreendimentos e os empreendimentos entre si. Com que objectivo? Com o objectivo de disseminar na economia o vanguardismo. Para que o vanguardismo não fosse uma ilha.


»Pode elaborar a ideia de a vanguarda ser uma ilha?

»A vanguarda é sempre o sector mais próximo da imaginação. Na época da Revolução Industrial a vanguarda era a manufactura mecanizada. Agora, a vanguarda, que depende de requisitos muito especiais, por exemplo, de conhecimento, é uma ilha, é um gueto, e a sua cultura e as suas práticas não são disseminadas.


»Quarto problema.

»Os cheques que o Estado manda para o correio não são suficientes como cimento social, como base de coesão social, especialmente quando a homogeneidade étnica e cultural deixa de existir, como está ocorrendo em muitas sociedades europeias. Os países europeus estão deixando de ser tribos. Seria necessário engajar os cidadãos em cuidar dos outros fora dos limites de suas famílias.


»Quinto grande tema.

»A capacidade “mudancista” (para mudar) da política. As democracias contemporâneas são democracias de baixa energia conduzidas por sindicatos eleitorais e políticos, que só se mobilizam na hora da crise. Sem trauma não há transformação. Essa é a regra básica da História europeia do século XX. Com guerra e ruína económica, há mudança. Com paz e prosperidade, todo o mundo, vai dormir. Seria necessário um aprofundamento da democracia para criar democracias de alta energia, com alta mobilização popular.

»A minha tese é a de que os problemas estruturais destas sociedades não cabem dentro dos limites daquele compromisso que foi construído em meados do século passado. E as elites governantes vivem no aftermath, no crepúsculo desta solução já gasta. Quando ocorre uma crise de dimensão média, como a crise financeira de 2007, 2009...


»Considera que foi média?

»Média comparada com as mega-crises do século passado. Uma crise como essa revela os limites da situação actual.

»Agora, há uma crise subjacente na Europa, que é o “desempoderamento” das maiorias, e sobretudo dos jovens.


»Radica onde, esse “desempoderamento”?

»Na falta de horizonte existencial. Vivemos na ameaça de um imenso desperdício de energia humana. Não têm o que fazer! Ou não têm empregos, ou têm empregos que não são empregos, que são empregos de fantasia. E só uma pequena minoria tem a oportunidade de produzir, construir ou criar. Isso é uma calamidade que condena centenas, milhões de pessoas a uma vida pequena. Aí é que vem o problema.


»Por isso falávamos no início da entrevista da necessidade de um novo paradigma. Do que pode rasgar e construir uma nova narrativa para estes milhões de pessoas.

»Teria de haver uma visão estrutural. Toda a herança de ideias na Europa desautoriza um esforço desse tipo. Segundo essa visão, só há dois tipos de política: uma política revolucionária que substitui um sistema por outro, e uma política reformista que maneja um sistema enquanto não vem outro. Como a política revolucionária é uma opção inexistente, e se fosse existente seria perigosa demais...


»Não é mesmo existente?

»Não está no horizonte, é uma ideia fictícia, só.


»Desperdício, desigualdade, podem servir de semente de mudança? Como disse, a revolução não é uma ideia que se vislumbre no horizonte. O que é que vamos fazer a estes milhões de pessoas?

»Eu não concordo com essa ideia binária da política. Para mim, a forma exemplar de uma política transformadora é estrutural, mas não é revolucionária no sentido antigo. As estruturas podem ser mudadas. Historicamente são mudadas por iniciativas fragmentadas, que, se repetidas num determinado rumo, ganham alcance transformador. É um projecto estratégico consequente de transformação, estrutural nas suas ambições, porém fragmentário e gradualista no seu método.


»Não existe uma estratégia, uma visão, um ideário. Parece que a política é a grande ausente das últimas décadas. Concorda?

»Exactamente. É útil comparar os propósitos dos liberais e socialistas do século XIX com o horizonte imaginativo dos social-liberais e dos social-democratas contemporâneos. Para liberais como o John Stuart Mill, para socialistas como Karl Marx, o objectivo principal nunca foi a igualdade. O objectivo é uma vida maior para a Humanidade comum. Elevar a Humanidade.


»Maior no sentido de melhor?

»Uma vida com mais dimensão, com mais alcance, mais poder, mais intensidade. Não apenas humanizar a sociedade: divinizar a Humanidade. Elevar a vida humana a um plano mais alto. Esse sempre foi o objectivo. E a luta contra as desigualdades sempre foi acessória a esse objectivo.


»Como fazer, como operar a mudança e concretizar esse desígnio?

»Cada um tem a sua fórmula dogmática. Os liberais têm uma, os socialistas outra. Agora, com um liberalismo tardio e a social-democracia convencional, o propósito mudou. O propósito não é mais uma vida maior para as pessoas comuns. O propósito é simplesmente tornar o mercado menos selvagem. Os objectivos são perseguidos dentro do cenário institucional existente. O debate ideológico constrói-se hoje da seguinte forma: é a liberdade superficial contra a igualdade superficial.


»Superficial em que sentido?

»Quando digo superficial, quero dizer: aceitando a estrutura existente. E a direita seria a facção que prioriza a liberdade, e a esquerda a facção que prioriza a igualdade.

»A minha posição é muito mais próxima à posição dos filósofos do século XIX. O objectivo é uma vida maior para as pessoas comuns. E o instrumento é a transformação institucional.


»Com igualdade radical ou com liberdade radical?

»Liberdade radical. Com a luta contra a desigualdade como acessória a essa liberdade radical. Essa é a posição da esquerda, é a posição real dos progressistas, e é uma posição que não é ocupada na política contemporânea.


»Nem pela esquerda, que a clama como sua?

»Não. Vamos tomar o caso português. Há uma só ideia dominante na política portuguesa, que tem uma face crua e uma face suave. A face crua é a radicalização da austeridade e [a diminuição] dos salários como requisito do aumento de competitividade.


»Foi a opção seguida pelo nosso centro-direita.

»A face suave é tentar manter na retaguarda o essencial dos direitos sociais enquanto se procura dar estímulos ao grande capital, às grandes empresas. Na esperança de que esses estímulos atraiam os investidores estrangeiros e nacionais, lancem um novo ciclo de crescimento, que produz um excedente, que por sua vez financia o gasto social.


»Essa é a posição da esquerda.

»Mas não é possível relançar o crescimento dessa forma, inclusive porque numa economia como a portuguesa essas grandes empresas estão deixando de existir. E muitas das que existem foram compradas por estrangeiros.

»Se enfrentassem a realidade, ficariam conscientes da [falência] desse sistema institucional para enfrentar os problemas reais do país. Precisamos de construir instituições económicas e políticas que tenham, além de todos os seus outros atributos, o de serem susceptíveis de correcção no meio do caminho.


»A possibilidade de corrigir a rota?

ȃ. Para que o caminho se possa desenhar no meio do caminho.


»Ouvi-o falar de liberdade radical e igualdade radical. E fraternidade? Liberté, Egalité, Fraternité, divisa ainda central na história europeia.

»Como eu dizia, o dinheiro não é suficiente. A coesão social passa por uma responsabilidade pelos outros. Por exemplo, se não há um serviço militar obrigatório, pode haver um serviço social obrigatório. Não podem os abastados mandar cheques pelo correio como se a transferência do dinheiro produzisse solidariedade social. A única maneira de produzir solidariedade social é sacrificar o nosso principal recurso, que é o tempo de nossas vidas. Só posso ganhar solidariedade pelo engajamento e pela responsabilização.


»Gostava de o ouvir falar sobre a Europa. A leitura do que acontece em Portugal desde 2008 não pode ser desfasada da crise que a Europa vive e dos contornos do projecto europeu.

»Os grandes projectos da história contemporânea têm dois pressupostos: o primeiro foi pôr fim ao século de guerras europeias e assegurar na Europa a paz perpétua. O segundo pressuposto foi construir um espaço geopolítico, para um modelo de organização social e económica diferente do modelo dos Estados Unidos, menos selvagem, menos inseguro.


»O que resta disso?

»O primeiro pressuposto deixou de ter força pela distância histórica. O segundo pressuposto vem sendo esvaziado do seu conteúdo à medida que a social-democracia europeia se flexibiliza ou se americaniza. Enquanto isso, a União Europeia embarcou numa arquitectura institucional orientada pelo seguinte princípio: as regras que governam as formas de organização social e económica são cada vez mais centralizadas na União, e o poder de definir os direitos sociais dos cidadãos é devolvido às autoridades locais. A União Europeia vira uma camisa-de-forças! Uma camisa-de-forças que impede o experimentalismo institucional necessário. E quem mais precisa de divergir são os periféricos, são os países europeus do Sul e do Leste.


»Porquê?

»Porque estão numa situação de atraso relativo e precisam ganhar valor. Quando Portugal aderiu aos tratados europeus, aceitou uma camisa-de-forças, fascinado, seduzido pelo prato de lentilhas dos subsídios europeus. E sem nenhuma visão estratégica. Por exemplo, não preparou a sua agricultura para a integração na Europa. Hoje, com 350 mil empreendimentos agrícolas em Portugal, talvez só cinco mil tenham realmente condições de sobreviver. Os outros são empreendimentos retrógrados, sem futuro dentro do paradigma actual.


»A União Europeia é olhada como uma locomotiva potente, fundamental para o nosso desenvolvimento.

»Sim, a adesão à União Europeia pareceu ser uma tábua de salvamento. Pode ser um complemento de um projecto nacional forte, mas como substituto de uma estratégia nacional é uma calamidade. Virou narcótico em que o país, de joelhos, fica esperando ser salvo pelos tios mais ricos, recebendo esmolas e ordens. É inconcebível que a elite governante portuguesa, de todos os partidos, tenha colaborado nesse resultado! Vamos dizer a verdade: [isto é] Vichy. Quem é que governa Portugal? É o Marechal Pétain.


»Ficámos reféns do prato de lentilhas?

»É. Não porque os subsídios sejam intrinsecamente ruins, é porque eles só são úteis quando usados por uma sociedade e um governo que tenham um projecto estratégico. O desastre sobrevém quando são usados para preencher o vácuo do projecto estratégico inexistente.


»Estratégia parece coisa que Portugal nunca teve. Problema central. A somar à crónica falta de capital. Vivemos séculos à conta do que vinha das colónias. Nas últimas décadas, vivemos do que vinha da Europa. Que caminhos, agora?

»Eu, como admirador, amigo estrangeiro de Portugal, vejo grandes linhas de um caminho. É claro que se as descrevo de uma vez, de um ponto de vista remoto, pode parecer uma utopia. Mas em qualquer proposta programática os dois atributos mais importantes são, primeiro que marquem um caminho. E segundo, que seleccionem, que indiquem os primeiros passos para dar naquela direcção. Vejo oito grandes vertentes de um projecto nacional forte.


»A primeira.

»A construção de um novo paradigma produtivo que tenha por destinatário principal as pequenas e médias empresas. Elas são o mais importante protagonista da economia portuguesa. Objectivamente respondem pela maior parte do produto e pela grande maioria dos empregos. E também porque sobrevive em Portugal um empreendedorismo pequeno-burguês tenaz.


ȃ da nossa natureza?

»Sim. Não pode transformar Portugal se não aceita Portugal. Portugal é um país essencialmente pequeno-burguês.

»Seria necessário construir uma nova forma de coordenação estratégica entre os governos e essas empresas. Descentralizada, pluralista, participativa, experimental. Tenho por objectivo, não os subsídios às pequenas empresas, mas a disseminação das práticas avançadas e do acesso ao conhecimento, ao crédito, à tecnologia, aos mercados. E é necessário fomentar entre as pequenas e médias empresas regimes de concorrência cooperativa. Este é um projecto que não tem nada de tradicionalista ou romântico. É a invenção do pós-fordismo nas condições reais de Portugal.


»Quando fala de pequenas empresas, está a pensar também no pequeno restaurante de esquina, naquilo que serve a população no seu dia-a-dia, numa base mais imediata? Foi um sector muito penalizado nestes anos de austeridade.

»Não. Isso está mais próximo da economia de serviços. Estou pensando sobretudo na produção industrial e agrícola.

»Tem que enfrentar esta realidade: a principal energia do país está em algo que não tem futuro. É o português que tem o seu pequeno empreendimento agrícola, quis abrir a sua mercearia, a sua quitanda, e está como se estivesse no século XIX. É aí que está a nação. Se der estímulos a três ou quatro grandes empresas, onde vão ficar os outros portugueses?, vão ficar nessa fantasia de há 200 anos atrás?


»A solução passa por...

»... dar escala e avanço ao que é a parte preponderante do sistema produtivo. A agricultura exige não só a assistência comercial e financeira mas sobretudo uma revolução tecnológica e científica. A agricultura brasileira foi revolucionada pela Embrapa. Hoje o centro-oeste brasileiro é uma das maiores fronteiras agrícolas do mundo. Há 40 anos não produzia nada. A ciência mudou tudo.


»Segunda vertente do caminho para Portugal.

»Transformar as relações entre o trabalho e o capital. Em Portugal, como na maior parte das sociedades contemporâneas, uma parte crescente da força de trabalho está em situação precária, de trabalho temporário. O regime jurídico tradicional dos sindicatos e da negociação colectiva não alcança essa realidade. Seria necessário construir um segundo regime para proteger, representar e organizar essa maioria. É a única maneira de fortalecer o trabalho na relação com o capital.


»Normalmente a esquerda surge a defender esses interesses.

»Os partidos de esquerda em geral preferem ficar como agentes políticos da minoria organizada em vez de defender a maioria precarizada.

»Junto com isso viriam iniciativas para trazer a economia informal, cinzenta, para a formalidade. Porque há um contínuo entre trabalho precarizado e pequeno produtor informal.


»Terceira vertente.

»Organizar, sobretudo na juventude portuguesa, uma elite europeia e atlântica de serviços. Muitos dos jovens mais inquietos, mais ambiciosos, mais talentosos de Portugal abandonam o país. Isso é uma sangria destruidora para a nação. O Estado teria um grande projecto estratégico se se apresentasse como uma espécie de venture capitalist e financiasse milhares de jovens portugueses a andar o mundo em actividades, não só académicas mas também empresariais, sociais e filantrópicas. Andar o mundo, transformar-se andando o mundo, voltar transformado e sacudir o país.


»Está a falar de uma mudança social que se traduziria numa dimensão económica.

»É. É um projecto de transformação da consciência colectiva, que não exige muito dinheiro do Estado. Exige audácia e visão estratégica. É o melhor antídoto a essa sangria. E responde a algo muito profundo na consciência histórica do país, que é esta dialéctica entre o caseiro e o universal.


»Quarta vertente.

»Assegurar uma base de financiamento interno forte reorganizando a relação das finanças privadas e públicas com a economia real. Isto passa pela renegociação da dívida pública portuguesa.


»É inevitável?

»Se é inevitável ou não, eu não sei. O que é imprescindível é enfrentar o problema. Se a renegociação vai ser consentida ou não, não se pode saber a priori. Tem de haver um braço de ferro com tratamento diferenciado para cada uma das categorias de credores. Com a troika, jogar forte. Com a banca privada, transformar os bancos quebrados para começar a partir deles a construir o que o país não tem: um sistema bancário descentralizado ao serviço da produção.


»E as finanças públicas? E Portugal face ao colete de forças da Europa?

»Como é que o Estado vai fazer estratégia com o dinheiro daqueles contra quem se está rebelando, que são as autoridades europeias? Tem que ter lastro. E eu imagino três fontes desse lastro. O primeiro é o que vem por conta da renegociação da dívida. O segundo é o que vem pela mobilização de parte do capital que está no sistema previdenciário [pensões], para investir em empreendimentos emergentes. E o terceiro é o uso de parte da receita pública, gerada pelos tributos regressivos, sobretudo o IVA, para financiar o investimento estratégico de longo prazo.


»Quinta vertente.

»A reorganização radical do ensino público. Um ensino que abandonasse de vez o enciclopedismo ornamental, a memorização enciclopédica. O ensino geral deve ser analítico, focar o básico: análise verbal e análise numérica. Deve ser dialéctico, deve apresentar toda a matéria sob pontos de vista contrastantes. O objectivo é equipar a mente, é formar uma nação de inovadores e experimentalistas.


»Sexta vertente.

»Inovar na provisão dos serviços públicos. Os serviços públicos constroem gente.


»Sétima

»A sétima vertente é a construção do Estado. O Estado capaz de executar uma alternativa como esta não existe hoje em Portugal. E só vai ser construído no meio do caminho!


»Como assim?

»Há três agendas distintas associadas a três séculos diferentes, que teriam que ser executadas simultaneamente. Há uma agenda do século XIX, de formação de um serviço público, uma burocracia profissional e meritocrática. Há uma agenda do século XX, de eficiência administrativa que tem que ter um significado diferente quando a forma de produção é pós-fordista. E há uma agenda do século XXI, de experimentalismo na Administração Pública, como no exemplo que eu dei, do engajamento da sociedade civil independente na provisão dos serviços públicos.


»Oitavo aspecto.

»Repensar a relação com a Europa. Portugal tem de aliar-se a outros países da periferia europeia do sul e do leste europeu para forçar a uma mudança no sistema, que só vai ocorrer se houver um projecto nacional forte que pressione.

»Portugal pode também desenvolver grandes iniciativas geopolíticas com a África e com o Brasil, no Atlântico, que complementem as suas iniciativas europeias.


»Depois de ouvir as suas linhas de orientação, fico a pensar num tema já abordado: a da ausência de um ideário que cosa todos estes elementos, e, sobretudo, que convoque as pessoas, as mobilize.

»É verdade, não há uma tradução dessa base em ideário programático e em caminho político. E há grandes inibições. A primeira é a falta das ideias. A intelectualidade portuguesa está vergada sob o jugo do colonialismo mental e a grande maioria representa escolas de pensamento dos países metropolitanos. Ou é a ciência social num estilo americano de um lado, ou é o neo-marxismo do outro lado. As duas são iguais na falta de imaginação estrutural.

»A outra inibição é intangível, é no plano moral. Um projecto como esse contém uma pretensão de grandeza. Grandeza colectiva, grandeza para o indivíduo. E a ideia da grandeza é perturbadora.


»Tem argumentado que Portugal precisa de reconciliar-se com a ideia da grandeza. Como traduzir isso?

»Que Portugal, que está de joelhos, se levante, que se rebele. A grandeza nasce do casamento da rebeldia com a imaginação.»


»Publicado originalmente no Jornal de Negócios em 2014.»





2015/02/23

«Newsletter L&I» (n.º 42, 2015-02-23)



Inovação social (Brasil)

Krishna Aum de Faria e André Spínola: Inovação com causa, um novo jeito de empreender e fazer o bem [web] [intro]

Versões Brasileiras da Inovação Social nas periferias e favelas do Brasil [web] [intro]

Inovações Sociais na Finlândia [web] [intro]

Organizações sociais inovadoras: o terceiro setor se reinventando [web] [intro]



Inovação social (Portugal, África lusófona)

Empreendedorismo Social [web] [intro]

Bootcamp Empreendedorismo Social IES powered by INSEAD [web] [intro]

Cooperativa de Consumo Fruta Feia [web] [intro]

Participação e Inovação: a Construção de Cidadanias Insurgentes (BIS - Banco de Inovação Social, na Universidade de Verão 2014) [web] [intro]



Innovación social

¿Qué es Innovación Social? [web] [intro]

Iniciativas de Innovación Social [web] [intro]

Innovación social y negocio [web] [intro]

¿Por qué somos innovadoras? Servicios innovadores de las cooperativas andaluzas [web] [intro]



Innovation sociale

Joeri van den Steenhoven: L’innovation sociale, un enjeu mondial [web] [intro]

Agir pour l'innovation sociale [web] [intro]

L'innovation sociale, c'est quoi? [web] [intro]

Semaine Technologie et Innovation Sociale de Montréal [web] [intro]



Social innovation

Roberto Magabeira Unger: The Task of the Social Innovation Movement [web] [intro]

Aaron Hurst: A New Emerging Purpose Economy [web] [intro]

Collective Awareness Platforms for Sustainability and Social Innovation Discussion [web] [intro]

What is social innovation and why is it good for business? [web] [intro]





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4.0 Internacional








2015/02/20

Participação e Inovação: a Construção de Cidadanias Insurgentes (BIS - Banco de Inovação Social, na Universidade de Verão 2014)




Universidade de Verão 2014 em Albufeira
Portugal


«PARTICIPAÇÃO E INOVAÇÃO A CONSTRUÇÃO DE CIDADANIAS INSURGENTES

»Este foi o tema da sexta edição da Universidade de Verão, que a Associação In Loco, o Centro de Estudos Sociais de Coimbra, com apoio do Município de Albufeira e do Programa PRODER, levaram a Albufeira, no espaço da Biblioteca Municipal Lídia Jorge, entre os dias 9 e 12 de Setembro de 2014.

»Destinou-se sobretudo a responsáveis e técnicos de autarquias, associações de desenvolvimento, serviços públicos, investigadores, estudantes, mas também todas as outras pessoas interessadas. A nossa intenção foi dar a conhecer e promover mais aprofundadamente diferentes modelos e movimentos radicados numa percepção de cidadania cooperante e empenhada na procura de soluções inovadoras para a construção de sociedades mais participativas e democráticas.

»À imagem das anteriores, esta sexta edição reuniu durante quatro dias, num ambiente de livre reflexão e debate, protagonistas de processos de mudança social em diferentes países.

»Esteve muito presente a necessidade que sentimos de ultrapassar as análises simplistas dos fenómenos sociais e de nos concentrarmos na procura de soluções que contribuíssem para a construção da acção colectiva nos processos de mudança social.

»Para mais informação visite o site da Universidade de Verão:

»https://sites.google.com/a/in-loco.pt/uv2014/home

»O BIS-Banco de Inovação Social, é uma iniciativa da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa e uma plataforma informal com o objetivo de promover a inovação social, através do incentivo a soluções inovadoras e sustentáveis para problemas, necessidades ou desafios de ordem social, económica, ambiental ou cultural de interesse geral.

»Através das suas áreas de ação - Cultura, Educação e Cidadania; Experimentação e Inovação Social; Apoio a Empresas Sociais; Fundo de Investimento Social – Fundo BIS – procura investir na criatividade e na capacidade empreendedora da sociedade para configurar respostas capazes de melhorar a qualidade de vida das pessoas.

»Maria do Carmo Marques Pinto é diretora do Departamento de Empreendedorismo e Economia Social da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa desde novembro de 2012, onde lidera a Equipa responsável pelo Banco de Inovação Social.

»No passado foi fundadora, partner e senior adviser na GEA – Barcelona European Consulting – Assuntos Internacionais e da União Europeia em Barcelona. Foi professora de Direito da União Europeia na Universidade Pompeu Fabra e membro do gabinete e Assessora do Primeiro-ministro da Bulgária responsável pelos Assuntos da União Europeia. Foi ainda Secretária Geral do “Patronat Catalunya – Món”, Diretora-Geral para as Relações Internacionais no Governo da Generalitat da Catalunha, Fundadora e Secretária da Fundação Catalunha – Portugal, e Assessora Jurídica na Secretária-geral no Conselho da União Europeia em Bruxelas.»





2015/02/19

Cooperativa de Consumo Fruta Feia




Agrofood_3.0
Fruta Feia
Portugal


«O Grupo Crédito Agrícola em parceria com a INOVISA, organizou um ciclo de seminários para promover a inovação na agricultura, agro-indústria e florestas de Portugal. A par dos seminário decorreu o concurso "Prémio Inovação Crédito Agrícola", onde foram promovidos projectos inovadores em 4 categorias, atribuindo a cada projecto vencedor um prémio no valor de 5.000€.

»Categoria Empreendedorismo e Inovação Social

»Finalista #1 - Cooperativa de Consumo Fruta Feia CRL»





2015/02/18

Bootcamp Empreendedorismo Social IES powered by INSEAD




IES – Instituto de Empreendedorismo Social
Portugal


«O Bootcamp em Empreendedorismo Social é um modelo de ensino inovador que oferece a possibilidade dos participantes aprenderem num ambiente aplicado e num período intenso de 48 horas. Permite desenvolver o conceito e desenho de novas iniciativas de empreendedorismo social, definir os seus modelos de negócio e planos de implementação, preparar pitchs fortes e motivar a equipa. Cria ainda uma rede forte de pares, um dos fatores mais importantes para a continuidade e êxito dos novos empreendedores.


»Para quem?

»- para quem tem uma ideia para um projeto com impacto social.

»- para quem tem uma iniciativa de empreendedorismo social em fase de lançamento e quer redesenhá-la.

»- para quem quer mudar o mundo de forma inovadora.

»- para apaixonados pelo empreendedorismo social.»





2015/02/17

Empreendedorismo Social




Painel Empreendedorismo Social
Seminário Empreendedorismo e Inovação
I Jornadas Internacionais Online de Educação, Tecnologia e Inovação
Portugal


«Fátima Lobão, Empresária, Diretora Empreend e partner Rede RSO e Ana Paiva, Universidade Aberta

»Inovação Social: Uma revolução -- Maria do Carmo Marques Pinto - Diretora do Gabinete de Empreendedorismo -- Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

»Do Empreendedorismo à Responsabilidade Social Corporativa, Uma abordagem conceptual -- Luísa Carvalho, Universidade Aberta e Paula Veríssimo, Delta Cafés.

»O Empreendedorismo Socialmente Responsável -- Rosário Fidalgo, Comissão para Cidadania e Igualdade de Género.

»Perfil do empreendedor social em Portugal: O caso da Bolsa de Valores Sociais - Susana Bernardino e José Freitas Santos, Instituto Politécnico do Porto.

»MyFarm -- Uma empresa inovadora com objectivos sociais - Luís Luz e Alice Teixeira, MyFarm.com»





2015/02/16

«Newsletter L&I» (n.º 41, 2015-02-16)



Cultura da inovação (Brasil)

Inovação corporativa: ouça os seus colaboradores. Não é preciso investir em tecnologia para inovar [web] [intro]

Gustavo Travassos: O dilema da inovação e por que precisamos mudar nosso negócio [web] [intro]

Cultivando uma cultura de inovação [web] [intro]

Felipe Scherer: Como criar uma cultura voltada para inovação? [web] [intro]



Cultura da inovação (Portugal, África lusófona)

Design Thinking: Ver acontecer papéis... para uma cultura da inovação [web] [intro]

CRIA Cascais [web] [intro]

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa: Programa de Promoção de uma Cultura de Inovação Social [web] [intro]

5 Lições de Liderança de Jack Ma, Presidente do Conselho de Administração da chinesa Alibaba [web] [intro]



Cultura de innovación

Kenneth P. Morse: «Las empresas innovan o se mueren» [web] [intro]

Asociación Española para la Calidad (AEC): Cultura de la Innovación - Manifiesto [web] [intro]

«La Fiscalía puede estar próxima a la sociedad e integrada en una cultura de innovación». Carlos Varela: Plan de Actuación de la Fiscalía de Galicia (Presentación. Introducción) [web] [intro]

10 prácticas para tener una cultura innovadora [web] [intro]



Culture de l'innovation

L’entreprise innovante [web] [intro]

Denis Brière: Pour une culture de l’innovation pédagogique [web] [intro]

Sébastien Tran: La culture de l’innovation, un enjeu majeur pour les entreprises [web] [intro]

Beth Noveck: Créer une culture de l'innovation au sein de l'État [web] [intro]



Innovation culture

Governments must innovate or become irrelevant [web] [intro]

Duncan Brown: How creative reward can drive innovation [web] [intro]

J.T. Ripton: How to Create a Culture of Innovation [web] [intro]

China to promote plans to encourage innovation, drive economy [web] [intro]





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Atribución-NoComercial
4.0 Internacional








2015/02/13

5 Lições de Liderança de Jack Ma, Presidente do Conselho de Administração da chinesa Alibaba



5 Lições de Liderança de Jack Ma, Presidente do Conselho de Administração da chinesa Alibaba



Global Strategic Innovation

PORTUGAL

«A chinesa Alibaba Group Holding fez na semana passada a maior oferta pública inicial (IPO) de sempre, tendo-se estreado na bolsa de Nova Iorque com ganhos de dois dígitos e tornado o seu fundador no homem mais rico da China.

»Jack Ma, PCA da organização, pouco antes de esta ocorrer, enviou um email a todos os seus colaboradores, do qual podemos retirar algumas lições de liderança a refletir.


»Use a humildade para mostrar a sua força, não a arrogância.

»“Há quinze anos atrás, os 18 fundadores do Alibaba propuseram-se a criar uma empresa online chinesa que também pertenceria ao mundo, na esperança de que se tornasse numa das 10 maiores empresas online do mundo e um negócio que pudesse sobreviver por 102 anos. Passados quinze anos, temos a sorte de ter sobrevivido e de o estarmos a fazer melhor do que poderíamos ter imaginado.

»Percebemos que tal não se deve a trabalhamos arduamente ou por sermos inteligentes, mas porque temos a sorte de viver nesta época. Somos gratos pela internet, pelos jovens vibrantes, pelos empresários e sonhadores que nos acompanharam ao longo do caminho, e pela reforma do país e pela sua abertura...”


»Nunca deixe de acreditar na sua visão nem perca o foco. Só assim garantirá o sucesso.

»“Sabemos claramente que continuamos vivos não por causa de quão grandiosas foram as nossas estratégias ou de quão perfeitamente as executámos, mas porque nunca abandonámos a missão de "garantir que não há dificuldade de fazer negócios no mundo”, do valor do "cliente vir sempre em primeiro lugar", de sempre termos acreditado no futuro e acreditado que, quando em equipa, as pessoas comuns podem fazer coisas extraordinárias.

»Acredito que iremos ser confrontados com todos o tipo de comentários depois da primeira oferta pública. Durante os últimos 15 anos, tivemos muito apoio, elogios e aplausos, mas nunca nos faltaram denúncias, críticas, abusos e questionamentos. A melhor forma de responder a tudo isso é mantendo a nossa missão de "garantir que não há dificuldade de fazer negócios no mundo", de trabalhar arduamente e de ajudar as pequenas empresas a terem sucesso, permitindo que o tempo e os resultados falassem por si mesmos.”


»Só conseguirá liderar com valores, se estes estiverem na base da cultura da sua empresa.

»“Nós, os colaboradores da Ali, deveremos ter uma visão clara da crueldade sem precedentes e da pressão por detrás do enorme fascínio dos mercados de capitais. Apenas um pequeno número de empresas de destaque conseguem manter-se no mercado de capitais por muito tempo. Iremos enfrentar desafios e pressões por causa do tamanho, das expetativas, da consciência das fronteiras, dos conflitos culturais, das situações políticas e económicas das diferentes zonas... Apenas por continuarmos a perseverar e a manter as nossas crenças sem precedentes, de que seremos capazes de sobreviver durante os próximos 87 anos de dificuldades, pressões e tentações. Não são muitas as empresas que têm a oportunidade de enfrentar tais desafios globais. Temos a sorte e a honra de ser uma delas.

»Após a oferta pública, iremos continuar a seguir o princípio do "primeiro o cliente, depois o colaborador, e só no fim o acionista". Acreditaremos sempre que esta é a melhor forma de mostrar o nosso respeito e de proteger os interesses de todas as partes na tomada de decisões difíceis, tanto no passado como no futuro. De certa forma, tornarmo-nos globais irá permitir-nos ajudar mais os clientes, apoiar mais os colaboradores e proteger mais os interesses dos acionistas.”


»Lembre-se da sua responsabilidade social, seja enquanto empresa, seja enquanto acionista.

»“Também nós devemos aderir ao princípio do "viver intensamente, trabalhar com alegria." Por favor, gira a sua riqueza sensatamente. Enquanto estiver a olhar por si e pela sua família, faça também algo dentro das suas capacidades para apoiar a sociedade, bem como contribuir para com algumas iniciativas de caridade.”


»Aceite a mudança e nunca dê o sucesso por garantido.

»"Nós, colaboradores da Ali, vivemos com muitas dificuldades, mas também numa vida muito emocionante ao longo dos últimos 15 anos. Nem todos os dias do futuro serão comuns ou simples. Se não trabalharmos arduamente hoje, poderemos não ver o sol depois de amanhã. Nenhuma empresa pode ter sucesso em tudo. Embora nos mantenhamos com o mesmo compromisso, deveremos mudar-nos para com os clientes, para com o mundo e para com o futuro.”


»Muitos são os que hoje estão atentos às decisões e atuação de Jack Ma e que preveem grandes sucessos para o Alibaba Group Holding.

»Como tudo na vida, o tempo o dirá.

»Para já, reflitamos sobre as suas palavras e, pegando um pouco no editorial desta semana, façamos um pouco de exercício de reverse innovation!»





2015/02/12

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa: Programa de Promoção de uma Cultura de Inovação Social



Programa de Promoção de uma Cultura de Inovação Social



Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

PORTUGAL

«O objetivo geral do Programa de Promoção de uma Cultura de Inovação Social é a promoção e o desenvolvimento de uma cultura de inovação, estimulando a criatividade e a exploração na identificação, análise e resolução de problemas sociais e incentivando à participação da sociedade na geração de ideias inovadoras para os problemas societais.


»Ações do Programa de Promoção de uma Cultura de Inovação Social a desenvolver:

»– A inovação no contexto escolar (Escolas Inovadoras Sociais - EIS). Destinatários: Alunos com idades compreendidas entre os 10 e os 13 anos. Conversas informais - BIS (Banco de Inovação Social) interage.

»– O objetivo é o debate da temática da inovação social proporcionando o encontro e o diálogo entre diversas pessoas dos diversos setores da sociedade, como por exemplo organismos públicos, sociedade civil, empresas, terceiro sector, entidades religiosas, académicos, etc., criando oportunidades de reflexão em torno das necessidades sociais identificadas.

»– Organização do concurso nacional de inovação e empreendedorismo (em parceria com a Ges Entrepreneur). Este concurso de ideias de âmbito nacional é dirigido ao Público do Ensino Secundário/Profissional.»





2015/02/11

CRIA Cascais




CRIA Cascais



Câmara Municipal de Cascais

PORTUGAL

«o CRIA Cascais, um programa promotor da criatividade e inovação que contempla a conferência “Design Thinking & Inovação” e dois Creathon - Maratonas Criativas onde, ao longo de três dias, se poderá aprender a desenvolver processos criativos segundo os princípios do Design Thinking. Organizado pela Câmara Municipal de Cascais em parceria com a d.think, o programa desdobra-se em nove dias de eventos para fomentar a economia criativa e a cultura de inovação.

»Contribuir para a criação de novos ou melhores serviços e produtos com valor acrescentado para o concelho é o grande objetivo do Cria que tem na conferência “Design Thinking & Inovação” o seu arranque. [...]

»Os dias que se seguem serão uma verdadeira maratona. Os “Creathon – Maratona Criativa”, são workshops criativos que irão proporcionar a vivência de um ambiente colaborativo no qual os participantes poderão gerar ideias a partir da identificação de um problema real e testar soluções com vista à criação de um produto/serviço inovador.

»O primeiro Creathon será destinado ao público em geral - pessoas, empresas ou organizações de todas as áreas. O segundo destina-se a colaboradores do município. .../...»





2015/02/10

Design Thinking: Ver acontecer papéis... para uma cultura da inovação



Design Thinking: Ver acontecer papéis... para uma cultura da inovação



inCentea
Abílio Lisboa

PORTUGAL

«Escrever sobre assuntos que não são do domínio público invoca uma certa dose de aventura em nós, uma vez que o objectivo implicará que algo fique escrito para que seja útil para o público em geral que lhe traga algumas novidades consistentes.

»A semana passada tínhamos terminado com a promessa de ver como a abordagem, centrada nas pessoas, pode ser aplicada a qualquer organização e dinâmica, da familiar à empresarial. E o seu intuito maior, resolver problemas. Como?

»Podemos por começar com uma informação lapidar ao jeito de “ design thinking é uma ferramenta de inovação; é uma abordagem predominantemente de gestão, que se vale de técnicas que os designers usam para resolver problemas”. E assim entroncamos três áreas (inovação, gestão e design) distintas numa única expressão mas com esse objectivo muito nobrede: resolver problemas!

»O termo foi lançado por Tim Brown, da IDEO, para conseguir expressar a diferença entre ser designer e pensar como designer. Tim fala da migração do design do nível e operacional para uma abordagem mais estratégica. Por isso os gestores, administradores, executivos, gerentes, colaboradores, e até estagiários, deveriam pensar como designers; só assim as empresas conseguirão ser inovadoras ao gerirem e resolverem os seus problemas.

»Sendo que estes, só se resolvem a partir do momento em que se entendem os desafios como oportunidades para criar soluções: viáveis, enquadráveis no modelo de negócio e desejadas pelas pessoas.

»Tal só será possível se as pessoas, e se quisermos as organizações, forem capazes de ser fiéis a uma mente flexível, isenta (na medida do possível) de preconceitos e certezas absolutas.

»Trata-se de uma abordagem altamente multi-disciplinar onde envolvemos as pessoas diretamente envolvidas no serviço na idealização das soluções, num processo que chamamos de co-criação. Procuramos também sempre, assim como no design de produtos, prototipar os conceitos, ideias, soluções, antes da sua implementação final.

»Uma metodologia criativa e inovadora que coloca as pessoas no centro das soluções. Uma nova forma de pensar e solucionar problemas, focada na empatia e colaboração, tal como referimos já a semana passada.

»Colaboração levada ao extremo e exercitada nos diferentes níveis de interlocutores: ousar por a senhora da limpeza a tentar resolver um problema do responsável financeiro e/ou vice-versa. Porque os níveis de visão de uma mesma situação são díspares e, como tal, passíveis de muitas visões: Daí o título inicial que invoca papéis no sentido que estes se podem inverter, ou no sentido de que tudo se pode escrever e desenhar como que a tentar fazer o desenho das soluções, dando-lhes vida e existência fugazes mas aparentemente operacionais.

»Numa cultura de inovação, é preciso gerar o maior número de ideias possível e, usando um sistema de criação rápida de protótipos, implementar todas as que forem viáveis. Esta área tem-se expandido, evoluído sendo um grande auxílio para pensar melhor um projeto, para obter contribuições concretas a partir de situações reais, para fazer experiências de forma mais inteligentes e significativas e para inspirar a tomada de decisões estratégicas.

»Podemos afirmar que design thinking é olhar para alguma coisa que não esteja em cena, deslocando o olhar do cenário convencional para vislumbrar cenários futuros. É um processo exploratório que pode conduzir a descobertas inesperadas e inovadoras ao longo da sua trajetória. Visa a atender às necessidades das pessoas com aquilo que é tecnologicamente viável e que, através de uma adequada estratégia de negócios, transforma tais necessidades em valor para o cliente e numa oportunidade de mercado.

»A inovação exige que as empresas adoptem a experiência real de seus clientes e que estimulem o pensamento divergente entre os seus colaboradores. É preciso haver disposição para se relacionar com os problemas e identificar uma grande variedade de soluções com base nas necessidades do consumidor. Sabendo que, no mundo das tentativas, nem sempre se acertará, às primeiras tentativas, na solução mais adequada. Porém, para o design thinking “fracasso” é reconhecer que uma ideia não deu certo, aprender rapidamente com as falhas e seguir em frente para desenvolver o quanto antes novas ideias, colocá-las em prática por protótipos ágeis e testá-las novamente até acertar. O grande desafio dos gestores é reconhecer quando um fracasso pode ser um ponto de sucesso.

»O design thinking agrega métodos e técnicas que permitem criar novos conhecimentos dentro da organização além de auxiliar as empresas a identificarem novas oportunidades para inovar em seus negócios através da compreensão dos desejos das pessoas, gerando valor.


»Design Thinking – levar metodologias às organizações. Algumas técnicas a usar nos processos desenvolvidos nas organizações

»1. Braimstorming: técnica que consiste na reunião de pessoas com diferentes conhecimentos, confrontados com um tema ou problema para proporem sem censura, soluções rápidas, tantas quanto for possível: com a particularidade da diversidade de funções formação dos envolvidos no processo de recolha de ideias.

»2. Pensamento Visual: técnica que utiliza desenhos para expressar uma ideia para obter resultados diferentes caso fossem expressos por palavras ou números. Ajuda a libertar dos métodos de expressão habitual dos envolvidos, permitido uma abordagem da realidade e dos problemas em paradigmas não habituais dos envolvidos.

»3. Mapa de Empatia: técnica ajuda ir além das características de um cliente e desenvolve uma melhor compreensão do meio ambiente, comportamento, das suas preocupações e aspirações. Questiona, o que pensa, sente, ouve, vê, o que fala e faz, o quais as suas dores e necessidades. Implica um distanciamento que permite um olhar panorâmico sobre as realaidades em análise.

»4. Prototipação física:enquanto numa metodologia tradicional de desenvolvimento de produtos e processos, a prototipagem é aplicada no final do processo, após ter-se definido a premissa do projeto. No Design Thinking, ocorre justamente o contrário, a prototipagem se torna-se um meio pelo qual se analisa o problema e se desenvolvem as premissas da solução: desenhando e redesenhado as soluções imaginadas durante os processos exploratórios.»





2015/02/09

«Newsletter L&I» (n.º 40, 2015-02-09)



Publicações periódicas dedicadas à inovação (III) (Brasil)

Revista de Gestão em Sistemas de Saúde (RGSS) [web] [intro]

NAU Social [web] [intro]

Inovcom - Revista Brasileira de Inovação Científica em Comunicação [web] [intro]

E-Tech: Tecnologias para Competitividade Industrial [web] [intro]



Publicações periódicas dedicadas à inovação (III) (Portugal, África lusófona)

Frutas e Legumes [web] [intro]

VIVER. Vidas e Veredas da Raia [web] [intro]

Altitude [web] [intro]

Sensos-e [web] [intro]



Publicaciones periódicas dedicadas a innovación (III)

Innovación Educativa [web] [intro]

i+Diseño. Revista internacional de investigación, innovación y desarrollo en Diseño [web] [intro]

Perspectiva CDTI [web] [intro]

Revista I+i – Investigación Aplicada e Innovación [web] [intro]



Publications périodiques dédiées a l'innovation (III)

Innovations. Revue d’Économie et de Management de l’Innovation (I-REMI) [web] [intro]

Revue de l’innovation (La Revue de l’innovation dans le secteur public) [web] [intro]

Innovations Agronomiques [web] [intro]

Connect [finie] [web] [intro]



Periodical publications dedicated to innovation (III)

Adoption Quarterly: Innovations in Community & Clinical Practice, Theory & Research [web] [intro]

Strategy & Innovation [web] [intro]

Big Think [web] [intro]

Innovation Quarterly [finished] [web] [intro]





Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial
4.0 Internacional








2015/02/06

Sensos-e



Sensos-e



Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto
InED – Centro de Investigação e Inovação

PORTUGAL

«A Revista Sensos-e é uma publicação do InED – Centro de Investigação e Inovação em Educação, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto. É uma revista Multimédia de Investigação em Educação, em formato eletrónico e em linha (on line).

»Publica trabalhos com as seguintes características: Trabalhos de investigação e ou inovação/desenvolvimento/intervenção no âmbito da Educação, em sentido amplo, em áreas e âmbitos diversificados, designadamente em temáticas como artes visuais, ciências da educação, ciências físicas, ciências da vida, ciências do ambiente, ciências da linguagem e da literatura, desporto, educação especial, estudos culturais, estudos sociais, línguas estrangeiras, matemática, música, psicologia, supervisão, tecnologias da informação, comunicação, multimédia.

»Trabalhos que tirem partido das potencialidades de uma publicação em versão digital em linha, pela utilização de recursos como multimédia, cor e hipertexto e pelas possibilidades de interação dinâmica e edição colaborativa. .../...»





2015/02/05

Altitude



Altitude



Altran

PORTUGAL

«Altitude, a revista de ciência e tecnologia da Altran.

»Para os homens e mulheres que constituem a Altran, a inovação é uma ideologia. É a fonte primária constante de motivação e é a força que conduz a nossa criatividade e o nosso desejo de inventarmos e reinventarmos o futuro para melhor servir os nossos clientes.

»A Altitude, a revista de ciência e tecnologia da Altran é a reflexão da multidimensionalidade do Grupo Altran e a contribuição do mesmo para a sociedade. Tem como interesses quer projetos de inovação liderados pelos nossos especialistas como desafios globais da atualidade em R&D. .../...»





2015/02/04

VIVER. Vidas e Veredas da Raia



VIVER. Vidas e Veredas da Raia



ADRACES (Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro Sul)

PORTUGAL

«A revista VIVER - Vidas e Veredas da Raia é uma publicação trimestral, propriedade da ADRACES - Associação para o Desenvolvimento da Raia Centro Sul, para a informação, formação para o Desenvolvimento e promoção da qualidade e nível de vida das pessoas que habitam a sub-região em que estamos inseridos. [...]

»A "VIVER" pretende contribuir de forma especializada e credível para a formação de uma opinião pública esclarecida e crítica em questões de desenvolvimento local em meio rural, condição indispensável para se conseguir uma realidade (rural) social e economicamente mais justa e integrada.

»A "VIVER" aborda territorialmente as questões específicas da área de intervenção da ADRACES e, tematicamente, as relacionadas com o Desenvolvimento Local em espaços rurais, numa perspectiva nacional e europeia. .../...»





2015/02/03

Frutas e Legumes



Frutas e Legumes



PUBLIAGRO – Publicações Agrícolas

PORTUGAL

«Frutas Legumes – a Revista dos Profissionais é uma publicação bimestral, especializada em informação técnica e de mercado dos sectores hortofrutícola, florícola, e outras áreas da produção vegetal.

»A sua vocação é informar o público profissional da área agrícola, com artigos de actualidade e reportagens, redigidos por jornalistas detentores de carteira profissional e formação adequada, identificados na Ficha Técnica. Os artigos técnicos são redigidos por técnicos e investigadores com formação nas áreas sobre as quais versam os artigos, sendo editados e revistos pela redacção da Frutas Legumes, antes da publicação. [...]

»A Frutas Legumes acredita que a divulgação de técnicas e tecnologias inovadoras e alternativas contribui para a melhoria do desempenho dos agricultores e outros agentes do sector agrícola, tornando Portugal mais competitivo. .../...»





2015/02/02

«Newsletter L&I» (n.º 39, 2015-02-02)



Publicações periódicas dedicadas à inovação (II) (Brasil)

Sociedade, Contabilidade e Gestão [web] [intro]

Scientia cum Industria [web] [intro]

Revista Pesquisa Naval [web] [intro]

Internext [web] [intro]



Publicações periódicas dedicadas à inovação (II) (Portugal, África lusófona)

Mexxer [web] [intro]

Interacções [web] [intro]

Invest [web] [intro]

SMART CITIES [web] [intro]



Publicaciones periódicas dedicadas a innovación (II)

adComunica [web] [intro]

Infopack [web] [intro]

Innovamás [web] [intro]

Revista jurídica de investigación e innovación educativa (REJIE) [web] [intro]



Publications périodiques dédiées a l'innovation (II)

Maddyness [web] [intro]

INNOVANT [web] [intro]

Bulletin Innov [web] [intro]

Science, technologie et innovation en bref [web] [intro]



Periodical publications dedicated to innovation (II)

The Wilson Quarterly [web] [intro]

Nesta (website and press) [web] [intro]

Digital Activism Research Project (DARP) [web] [intro]

Innovation Quarter [web] [intro]





Licencia Creative Commons Licencia Creative Commons
Atribución-NoComercial
4.0 Internacional