2014/01/31

«Portugueses participam em criação de janela inteligente»


«Uma janela inteligente que poupa em cerca de 20% a energia dos edifícios. É este o projeto realizado a nível internacional pela Dinamarca, Alemanha, Irlanda e do qual faz parte Portugal. Esta inovação, efetuada em parte por investigadores da Universidade do Minho, evita a ocorrência de perdas de calor e permite o arrefecimento automático, de acordo com um comunicado enviado ao Notícias ao Minuto.

»A Universidade do Minho juntou-se a instituições de países como Dinamarca, Alemanha e Irlanda para criar uma tecnologia que permite evitar perdas de calor.

»Em causa está a janela inteligente ‘Climawin’, apropriada para edifícios residenciais e comerciais, que para além de evitar as perdas de calor, tem “uma função de arrefecimento automático adequado para o tempo quente, reduzindo a necessidade de ar condicionado, tornando-as adequadas para todos os climas”, de acordo com um comunicado enviado ao Notícias Ao Minuto.

»“As janelas são uma enorme fonte de perda de calor num edifício. A nossa inovação é, efetivamente, um sistema de ventilação de recuperação de calor. Os resultados dos testes demostram que um edifício equipado com janelas Climawin irá melhorar o seu desempenho energético entre 18 a 24%”, revelou o representante do projeto Brian O'Brien, da Solearth Ecological Architecture através daquela nota.

»Acresce que esta nova tecnologia “irá melhorar o conforto através do pré-aquecimento do ar de ventilação das fachadas norte, leste e oeste, e usando o ganho solar na fachada sul”. Já “para climas mais quentes, tem uma função de arrefecimento automático que permite a entrada da luz do dia, mas reduz o calor solar indesejado”.

»Brian O'Brien explicou ainda que “através da otimização do isolamento térmico, dos ganhos de energia solar e do controlo de luz, a janela melhora significativamente a eficiência energética e conforto térmico em edifícios residenciais e comerciais que atualmente não têm sistemas de ventilação eficientes”.

»Estas janelas foram desenvolvidas durante três anos, estando agora a ser lançada para o mercado. À Europa deverá chegar até ao final do ano, em madeira, alumínio e versão aluclad, sendo fabricadas na Dinamarca e na Alemanha.

»De salientar que este projeto foi realizado pela Universidade do Minho em parceria com a Solearth Arquitetura em Dublin, Irlanda, Rauh Fenesterbau em Sassendorf, Alemanha e Chifre Vinduer em Lunderskov, Dinamarca, com R&D do Instituto Fraunhofer, Universidade de Aalborg, na Dinamarca, tendo sido financiado pela União Europeia em 1,4 milhões de euros.»



Noticias ao minuto







2014/01/30

«Arquiteto britânico Kenneth Frampton vai dar conferências no Porto e em Lisboa»


«O arquiteto britânico Kenneth Frampton, vencedor do Prémio Carreira Trienal de Lisboa 2013, vai proferir conferências na sexta-feira, no Porto, e a 03 de fevereiro, em Lisboa, anunciou hoje a organização.

»De acordo com a Trienal de Arquitetura de Lisboa, a primeira conferência realiza-se na Casa das Artes, no Porto, na sexta-feira, às 21:00, e a segunda, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, às 19:00 da próxima segunda-feira, 03 de fevereiro, antecedida pela entrega do prémio da Trienal.

»A terceira edição da Trienal de Arquitetura de Lisboa decorreu entre setembro e dezembro do ano passado, com uma programação de exposições, concursos e projetos sobre a prática arquitetónica contemporânea, dedicada ao tema “Close Closer”.

»O júri que atribuiu o Prémio Carreira Trienal de Arquitetura de Lisboa Millennium BCP, no final da iniciativa, foi composto por Beatrice Galilee, Gonçalo Byrne, Guilherme Wisnik, Juhani Pallasmaa, Mónica Gili, Taro Igarashi e William Menking.

»Kenneth Frampton, arquiteto, crítico e professor nascido no Reino Unido, em 1930, é graduado em arquitetura pela Architectural Association School of Architecture, em Londres. Ao longo da carreira, escreveu vários livros e ensaios sobre arquitetura e é atualmente docente na Graduate School of Architecture, Planning and Preservation da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.

»O Prémio Carreira Trienal de Lisboa Millennium BCP foi criado para distinguir “um indivíduo ou atelier cujo trabalho e ideias tenham influenciado, e continuem a ter um efeito profundo, na prática e no pensamento atuais da arquitetura”.

»Nas edições anteriores foram distinguidos o arquiteto italiano Vittorio Gregotti (2007) e o arquiteto português Álvaro Siza Vieira (2010). A curadora-geral da Trienal 2013 foi a arquiteta Beatrice Galilee, que trabalhou diretamente com uma equipa de curadores composta por Mariana Pestana, José Esparza e Liam Young.

»A iniciativa apresentou, como polos expositivos principais, “A Realidade e Outras Ficções” (Espaço Carpe Diem Arte e Pesquisa), “Futuro Perfeito” (Museu da Eletricidade) e “O Efeito Instituto” (MUDE - Museu do Design e da Moda, Coleção Francisco Capelo).

»Esta edição da Trienal “descentrou-se” do edificado em tijolo e cimento, para se centrar em projetos complexos, multidisciplinares, com a ajuda de inovações tecnológicas, e aproveitando o espaço público de Lisboa.»



Diário Digital







2014/01/29

«Jornadas Internacionais Online de Educação, Tecnologia e Inovação»


«Organizadas pela Universidade Aberta (UAb) – Portugal, com a colaboração da Universidade de Oviedo – Espanha, e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul – Brasil, decorrem de 5 a 10 de maio de 2014 as I Jornadas Internacionais Online de Educação, Tecnologia e Inovação. Pela natureza do evento, o local de realização é a plataforma moodle em português e castelhano.

»Este evento, totalmente assíncrono, tem a finalidade de possibilitar um espaço de diálogo, entre investigadores e docentes, sobre inovação pedagógica, com base no intercâmbio de resultados da investigação realizada e aplicada, com o uso das tecnologias na educação, com especial destaque para a diversificação da oferta formativa.

»Os temas dos fóruns serão a Inovação nos planos de estudos, a Inovação nas estratégias e recursos para a educação e a Inovação na avaliação das aprendizagens.»



LOCAL.PT







2014/01/28

«Cabo Verde acolhe 1.ª Cimeira sobre a Inovação em África»


«Cerca de 200 participantes do sector público, privado e universitário de 30 países africanos participam, a 4 e 5 de Fevereiro, na 1.ª Cimeira sobre a Inovação em África (African Innovation Summit), que decorrerá na Cidade da Praia.

»O evento, organizado pela empresa cabo-verdiana privada Ihaba Buildings Enterprises, em parceria com o Governo, Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e a Nova Parceria para o Desenvolvimento de África (NEPAD, sigla em inglês), visa pôr a questão da inovação no centro da agenda de desenvolvimento de África e como principal instrumento da competitividade das economias africanas.

»Segundo dados da empresa liderada pelo antigo ministro dos Negócios Estrangeiros cabo-verdiano José Brito, a cimeira poderá servir de “catalisador” para os países africanos, presença “essencial” para criar uma plataforma de diálogo sobre a inovação em África e encontrar soluções africanas para os desafios do continente.»



VOA Português







Coleção de mensagens sobre inovação de 21 a 24 de janeiro



AxLR, «Regards sur l’innovation et le transfert de technologie avec l’Institut des hautes études pour la science et la technologie (IHEST)»


Diego Andreasi, «O Dilema da Inovação. Resumo do livro “O Dilema da Inovação: quando as novas tecnologias levam empresas ao fracasso”, de Clayton Christensen»


Doug Williams, «The Power of Co-Creation in Healthcare Innovation (eBook)»


Eric J. Henderson, «Making Sense of Data and Information in the Social Sector»


Fabiana Batista, «BNDES e Finep preparam programa de inovação agrícola em cana-de-açúcar»


France 24, «Marième Jamme Il y a beaucoup d'innovation en Afrique, surtout avec les femmes ! #ActuElles»


Gouvernement du Canada, «Appel pour propositions - Prix Canada-Italie pour l’Innovation 2014»


Hernán Araneda, «VetaMinera, innovación para la formación en oficios»


ionline, «Três ministérios lançam projecto de partilha de conhecimento agroalimentar. Rui Machete, valorizou o “elevado potencial do SKAN”, como um “moderno e dinâmico mecanismo de partilha”»


José Tadeu Arantes, «Inovação tecnológica na agricultura orgânica é pesquisada. Os pesquisadores buscaram mapear as tecnologias empregadas e as demandas, adaptações e inovações tecnológicas»


La Prensa, «China, de seguidora de tendencias tecnológicas a cuna de la innovación. Las empresas chinas aún deben superar obstáculos como la percepción prevalente de que sus productos no tienen la misma calidad ni son tan confiables como los de otros países»


LOCAL.PT, «Missão Empresarial aos Emirados Árabes Unidos com o Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia para atrair investimento externo»


Luís Manuel Cabral, «Cientistas vão estudar a estrutura interna do Etna»


Mayte María Jiménez, «Innovación: prioridad para desarrollar el país»


N.V., «Calculus of innovation»


Natalia Trzenko, «El lugar de la innovación. Hoy comienza la nueva edición de la muestra creada por Robert Redford y el Sundance Channel estrena ciclo con sus mejores films»


Notícias ao minuto, «A doutoranda da Universidade Católica do Porto Mailis Rodrigues é uma das 23 semifinalistas do concurso Margaret Guthman, do Instituto de Tecnologia da Georgia, nos EUA, que distingue as melhores inovações tecnológicas na música, disse hoje a investigadora»


Quentin Capelle, «Innovation inversée: délocalisation ou changement de point d’impulsion?»


The White House, Office of the Press Secretary, «President Obama Announces New Public-Private Manufacturing Innovation Institute. North Carolina headquartered consortium of 18 companies and 6 universities partnering with the federal government to strengthen U.S. manufacturing»


Vanessa Costa Duffy, Marcelo Silva Ramos, «O desafio de transformar a criatividade em inovação: o caso do Rio Criativo»






2014/01/24

«Cientistas vão estudar a estrutura interna do Etna»


«Cientistas do Instituto Andaluz de Geofísica da Universidade de Granada e do Instituto de Vulcanologia das Canárias (Involcan) vão tentar determinar a estrutura interna em alta resolução do vulcão Etna, o mais ativo na Europa.

»A experiência, que será liderada por Jesús Ibáñez, professor catedrático de Física da Terra da Universidade de Granada e chefe da Unidade Funcional de Sismologia Vulcânica Involcan, será pioneira no mundo e está integrada no projeto europeu chamado MEDiterranean SUpersite Volcanoes (MED-SUV) Project.

»O Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) de Itália coordena o projeto, no qual participam mais de 60 investigadores de Itália, Alemanha, Reino Unido, Irlanda, França, Portugal, Malta, Rússia, Estados Unidos, México e Espanha.

»Segundo Involcan, uma das grandes inovações do projeto baseia-se na integração e utilização conjunta de dados geofísicos, marinhos e terrestres associados à estrutura interna do vulcão Etna e as Ilhas Eólias.

»Com este projeto pretende-se criar uma nova instrumentação geofísica e desenvolver novos sistemas de registo e monitorização de vulcões ativos, estando ainda previsto poder induzir artificialmente sinais sísmicos no mar e em terra.

»Todos os sinais sísmicos são registados numa rede sísmica de mais de 170 sismógrafos, o que permitirá gravar, na totalidade, mais de um milhão de sismogramas.

»Aos sinais sísmicos artificiais vão juntar-se os registos obtidos com terramotos naturais da região, e a combinação e volume de dados, juntamente com o uso de outros dados geofísicos, é algo nunca realizado com nenhum vulcão do mundo, assegura Involcan.

»Conjuntamente serão analisados outros dados geofísicos, como o campo magnético e gravimétrico terrestre, e o principal objetivo é obter uma leitura conjunta de todos os dados e conhecer a estrutura tridimensional da litosfera e manto superior da região vulcânica, bem como fazer progressos no conhecimento da dinâmica magmática e eruptiva da região.»



Diário de Notícias, Luís Manuel Cabral







2014/01/23

«A doutoranda da Universidade Católica do Porto Mailis Rodrigues é uma das 23 semifinalistas do concurso Margaret Guthman, do Instituto de Tecnologia da Georgia, nos EUA, que distingue as melhores inovações tecnológicas na música, disse hoje a investigadora»


«A semifinal vai decorrer em Atlanta, nos dias 19 e 20 de fevereiro, estando, por isso, Mailis Rodrigues a angariar 1.500 euros, através de uma iniciativa de financiamento coletivo (‘crowdfunding’), para poder realizar a viagem até aos EUA.

»Também escolhido, segundo comunicado da instituição de ensino superior e de acordo com Mailis Rodrigues, foi o ex-aluno da Escola das Artes da Universidade Católica Diogo Tudela, apesar de não constar da lista dos 23 semifinalistas na página da competição.

»O projeto de Mailis Rodrigues denomina-se Intonaspacio, numa alusão ao futurista italiano e criador do Intonarumori Luigi Russolo, e “tem um conjunto de sensores que transmitem sem fios [‘wireless’] para o computador, que tem um ‘software’ de programação de som”.

» “A minha ideia inicial era trabalhar com a questão do espaço porque trabalhei como técnica de som e os técnicos de som têm tendência para anular o espaço nos concertos, para a sala não interferir no som do concerto”, afirmou Mailis Rodrigues, que explicou que a ideia para o objeto surgiu quando trabalhou na Galeria Zé Dos Bois, em Lisboa, e uma artista japonesa utilizou o espaço do da sala em termos sonoros, precisamente o contrário do que costumava acontecer.

»Os sensores do Intonaspacio reconhecem a distância a que a pessoa está e se está em movimento, lançando também ‘samples’ (recortes sonoros).

»A investigadora de 28 anos está agora em fase de conclusão do doutoramento e estima que a tese esteja pronta em abril.

»O concurso distribui 10.000 dólares em prémios e recebeu 80 candidaturas de 20 países, naquilo que a organização descreve como “a participação mais competitiva” dos seis anos da sua história.

» “Os instrumentos vão ser avaliados pela sua musicalidade, desenho e engenharia” por um painel de peritos composto pelo fundador da empresa de ‘software’ musical Cycling ’74, David Zicarelli, pelo compositor Chris Moore e pelo produtor de Jay-Z Young Guru.»



Notícias ao minuto







2014/01/22

«Três ministérios lançam projecto de partilha de conhecimento agroalimentar. Rui Machete, valorizou o “elevado potencial do SKAN”, como um “moderno e dinâmico mecanismo de partilha”»


«Os ministros da Agricultura, Negócios Estrangeiros e da Educação lançaram hoje em conjunto, em Oeiras, uma plataforma virtual de partilha de conhecimentos e tecnologia relacionados com o setor agroalimentar entre a Europa, África e América Latina.

»A Plataforma SKAN, cujo acordo de parceria para a sua criação foi assinado hoje, é uma rede virtual que pretende promover a partilha de conhecimento e tecnologia de Portugal com outras empresas e instituições de toda a Europa, África e América Latina nos setores agrícola, alimentar e florestal.

»Segundo a ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, trata-se de uma rede virtual que visa “descodificar um conhecimento por vezes muito científico para que possa chegar às pessoas de várias geografias e para que o possam usar de forma mais expressiva”.

»De acordo com Assunção Cristas, o SKAN vai ajudar a fazer o encontro entre projetos, investigadores, necessidades de terreno e conhecimento científico.

»“Através do ‘site’ desenvolver-se-ão estes contactos e partilha de conhecimento, mas também a possibilidade de construir novos projetos em conjunto. As pessoas conhecem-se numa rede social do setor agroalimentar tropical”, explicou.

»A ministra da Agricultura e do Mar lembrou que Portugal deve ser visto como um país que “transpõe inovação para o terreno e gera riqueza”.

»Também presente na cerimónia, que decorreu no Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, sublinhou a importância da nova plataforma para transmitir conhecimentos e “fazer chegar às populações os benefícios do que aprendemos”.

»“A plataforma SKAN, conjugando a investigação e desenvolvimento tecnológico, o ensino e formação e transferência de tecnologia, permite uma abordagem integrada para potenciar o setor agrícola e agroalimentar em regiões do globo”, sustentou.

»Da mesma forma, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, valorizou o “elevado potencial do SKAN”, como um “moderno e dinâmico mecanismo de partilha”.

»“A génese do SKAN assenta no serviço científico reconhecido a Portugal na área agroalimentar e estou convicto, que contribuirá para que uma mais fluida partilha de informação, de conhecimentos e boas práticas entre instituições públicas e privadas exista e tenha em vista uma atuação dinâmica e consequente nomeadamente nos países em desenvolvimento”, referiu.

»Rui Machete defendeu ainda que o SKAN poderá ajudar a criar conduções para a redução da pobreza e reforço da segurança agroalimentar.»



ionline







2014/01/21

«Missão Empresarial aos Emirados Árabes Unidos com o Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia para atrair investimento externo»


«A Fundação AIP, em parceria com a ADENE e a PPA – Parceria Portuguesa para a Água organizam uma Missão Empresarial aos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi, de 18 a 22 de Janeiro de 2014, acompanhando o Sr. Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Eng. Jorge Moreira da Silva.

»A Missão Empresarial integra empresas portuguesas líderes de mercado como a ADP – Águas de Portugal, AUDITGREEN LDA, EDM – Emp. Desenvolv. Mineiro SA, EDP Internacional SA, EFACEC, S.A., GLOBALSUN SA (DST), RESUL – Equip. de Energia SA, SUMA – Serv. Urbanos e Meio Ambiente, SA, TEIXEIRA DUARTE – Engenharia e Construções SA, WINPOWER SA, entre outras empresas nacionais que se vão juntar à comitiva ministerial. A Fundação AIP, através da AIP FCE, prossegue a sua estratégia de internacionalização das empresas portuguesas, associando-se à estratégia do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, numa forte aposta no cluster da Economia Verde e na atracção de investimento externo.

»A World Future Energy Summit 2014 (WFES) decorrerá em Abu Dhabi, de 18 a 22 Janeiro e terá lugar durante a Abu Dhabi Sustainability Week 2014, é a reunião anual mais importante do mundo sobre energia, eficiência energética e tecnologias limpas, envolvendo políticos, empresários, lideres financeiros, académicos e industriais, no sentido de impulsionar a inovação, os negócios e as oportunidades de investimento em resposta à crescente necessidade de energia sustentável. É uma plataforma internacional privilegiada de diálogo e cooperação. Entre outros, os temas abordados serão o estímulo ao investimento nas energias renováveis, a desertificação e desafios colocados às regiões áridas e o impulso necessário para que os grandes investidores e multinacionais discutam soluções.

»Para além da WFES, decorrerá ainda a International Water Summit (IWS) 2014″ e a EcoWASTE 2014, de 20 a 22 de Janeiro. O Programa inclui reuniões institucionais e empresariais com entidades locais e visita à feira, nas quais a Fundação AIP participará ativamente.

»Este fórum de grande dimensão, focado no desenvolvimento de um futuro sustentável, contará com cerca de 30.000 visitantes, ligados aos sectores da Energia e Ambiente, 5.000 participantes da indústria da Água mais de 1.400 delegações governamentais, 3.200 delegados que participarão nas várias conferências e cerca de 650 representantes dos Media (nacionais e internacionais).»



LOCAL.PT







Coleção de mensagens sobre inovação de 14 a 17 de janeiro



C. Ossorio, «Corresponsabilización para sostener la equidad e innovación en el sistema. Pacientes y profesionales sanitarios reivindican poder de decisión para que prime la coste-eficacia»


Canaltech, «Cisco vai criar centro de inovação brasileiro para a Internet das Coisas»


Constantin Gurdgiev, «Individualism v Collectivism: Dynamic Effects of Culture on Innovation & Growth»


David Friedman, «How My Son’s Autism Inspired Business Innovation. Tapping the Potential of Young Adults with Autism»


Esquerda.net, «Jorge Malheiros: “Só se inverte esta tendência com criação de emprego estável”»


Floraj, «Quand Internet vient en aide aux copropriétaires»


Forética, «Los incentivos y la buena gobernanza a nivel socio-político, claves para el desarrollo de la innovación en un país»


Hubert Guillaud, «L’innovation est-elle darwinienne?»


Hugo Ferreira Tadeu, «De volta para o futuro: Inflação ou Inovação?»


Issa Goraieb, «La preuve par huit?»


J. F. Santiago, «Empresarios entre la innovación y el arte»


Jean-François Blarel, «Inovação franco-portuguesa»


La Prensa, «Amazon innova en la forma de contratar. Un grupo de empleados de la compañía está a cargo de entrevistar a los candidatos y ver si encajan en la empresa»


Matt Arguello, «Making Space for Innovation»


Notícias ao Minuto, «A fase final do prémio internacional Fundação Altran conta com um projeto português. Omniflow consiste numa turbina omnidirecional que permite produzir energia eólica ou solar e vai competir com finalistas espanhóis, belgas, italianos e britânicos»


PR Newswire, «Makheia Group, premier groupe français de création de contenus annonce l’acquisition de l’agence Big Youth, acteur historique de l’innovation digitale»


Prêmio EDP Inovação 2020, «Prêmio EDP Inovação 2020»


SIMI (Sistema Mineiro de Inovação), «Sete anos promovendo inovação em Minas Gerais. O Sistema Mineiro de Inovação comemora sete anos de história, disseminando a cultura da inovação em indústrias e universidades, e enfrentando desafios para superar os gargalos tecnológicos do país»


Sol, «Investigador português eleito para comité europeu de comunicações móveis»


The Information Daily, «UK Local authorities to stage delivery transformation with innovation fund. Local authorities will be able to make use of a £1 million fund under the Delivering Differently government programme»








2014/01/17

«Inovação franco-portuguesa»


«A presença económica francesa em Portugal é antiga, rica, inovadora e competitiva. A embaixada de França e a comunidade empresarial francesa lançaram um ciclo de eventos económicos anuais em torno do investimento francês em Portugal.

»A primeira edição, organizada em finais de 2012, havia realçado a integração das nossas empresas em Portugal, o seu peso significativo na economia (750 filiais, segundo empregador estrangeiro), a sua vitalidade e a constância dos seus investimentos; em período de crise as empresas francesas continuam a mostrar-se satisfeitas, positivas e confiantes.

»A segunda edição, que se realizou a 20 de Novembro último, foi mais especificamente dedicada à inovação como factor de competitividade, um assunto europeu do maior interesse numa óptica de crescimento e de emprego. A presença do primeiro-ministro e do seu secretário de Estado adjunto mostrou a importância do desafio para Portugal. Desafio para a França igualmente que, alguns dias mais tarde, a 2 de Dezembro, lançou um concurso mundial de inovação.

»As conclusões deste segundo evento permitiram confirmar as do ano passado: as empresas francesas instaladas em Portugal proporcionam benefícios incontestáveis aos nossos dois países, numa lógica de gagnant-gagnant. Com efeito, são muitas as empresas a inovar, fazem-no na quase totalidade dos sectores, em vertentes muito diversas e por razões diferentes mas sempre com excelentes resultados. Para elas, a inovação é a chave para corresponder às expectativas cada vez maiores dos seus clientes, melhorar a qualidade dos seus serviços, conquistar nova clientela, aumentar a motivação dos seus colaboradores mas, também - e sobretudo - criar novos empregos contribuindo, assim, para manter em Portugal as qualificações adquiridas pelos jovens licenciados do País.

»Como uma mais-valia certa, as empresas francesas vêem Portugal como um local particularmente propício para inovar, com uma mão-de-obra muito qualificada e motivada e boas infra-estruturas de telecomunicações assim como clientes receptivos e interessados; elas podem, portanto, apoiar-se nas experiências obtidas cá, estendê-las a outros mercados e, consequentemente, aumentar as suas performances. Sendo que as situações são sempre perfectíveis, os chefes de empresa franceses continuam a desejar uma protecção totalmente efectiva da propriedade intelectual, uma fiscalidade mais compreensível e mais previsível em benefício da investigação e do desenvolvimento e uma redução da burocracia. Neste aspecto, o seu diálogo com as autoridades portuguesas só poderá ser frutuoso e o seminário de Novembro passado foi também uma maneira de contribuir para isso.

»Por fim estes eventos económicos mostram que a proximidade histórica entre a França e Portugal ultrapassa largamente as convergências já muito fortes nos meios europeus. A retoma das nossas economias passa pelas nossas empresas. Ora, no campo económico, a França está, mais do que nunca, presente. A presença económica francesa em Portugal confia no futuro do país e está para durar.»



Diário Económico, Jean-François Blarel, embaixador de França em Portugal







2014/01/16

«Investigador português eleito para comité europeu de comunicações móveis»


«O investigador Rui Aguiar foi eleito para o Comité de Gestão das Plataformas Tecnológicas Europeias Net!Works e ISI, que coordena a investigação europeia em comunicações móveis, foi hoje anunciado.

»Rui Aguiar, professor da Universidade de Aveiro e investigador do Instituto de Telecomunicações, é um dos seis membros do comité, sendo o único português, informa em comunicado o Carnegie Mellon Portugal, programa ao qual o docente está ligado.

»O comité está envolvido na definição da Agenda Estratégica de Investigação, na base do trabalho da Associação 5G-PPP, parceria de entidades públicas e privadas, ligadas à investigação na área das tecnologias de informação e comunicação, para a padronização e desenvolvimento da tecnologia de quinta geração (5G).

»A Net!Works e a ISI - Plataforma Tecnológica Europeia em Comunicações Móveis reúnem investigadores e empresas das tecnologias de informação e comunicação.

»Em declarações à agência Lusa, Rui Aguiar defendeu que Portugal pode beneficiar da sua representação no Comité de Gestão das Plataformas Tecnológicas Europeias, na medida em que o país tem “uma capacidade notável de realizações” em termos de telecomunicações, “experiências úteis para toda a Europa”, nomeadamente em serviços integrados de voz, vídeo e televisão.

»Segundo o investigador, as empresas portuguesas podem ter, neste contexto, uma oportunidade para “progredir lá fora”.

»Sobre os desafios que se colocam ao comité, Rui Aguiar assinalou que passam por manter o equilíbrio entre o “imediatismo económico” e a “necessidade de inovação a médio prazo”.

»Para o docente, que assumiu o cargo em Dezembro, “não é possível suster uma sociedade tecnológica sem os investimentos certos na capacidade de inovação”.»



Sol







2014/01/15

«A fase final do prémio internacional Fundação Altran conta com um projeto português. Omniflow consiste numa turbina omnidirecional que permite produzir energia eólica ou solar e vai competir com finalistas espanhóis, belgas, italianos e britânicos»


«Os portugueses estão novamente em destaque no que toca à inovação e empreendedorismo.

»Desta vez, falamos de um projeto de turbinas de última geração para telhados em áreas urbanas, que se encontra na fase final do prémio internacional Fundação Altran.

»O nome do finalista português é Omniflow e consiste numa “turbina omnidirecional que capta em todas as direções o vento e o sol e permite produzir energia eólica ou solar, e ambas em simultâneo através de um processo combinado”, de acordo com um comunicado enviado às redações.

»Inovação tecnológica para uma nutrição responsável e segura (Bélgica), Smartsports para uma Cidade inteligente (Espanha), Sistemas inteligentes para o bem comum (Reino Unido) e Produção de energia a partir de excedentes industriais (Itália) são os nomes dos restantes projetos finalistas, que disputarão o primeiro lugar no próximo mês, em Paris.»



Notícias ao Minuto







2014/01/14

«Jorge Malheiros: “Só se inverte esta tendência com criação de emprego estável”»





«Em entrevista ao esquerda.net, o investigador do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa faz o diagnóstico da crise demográfica em Portugal e lança propostas para a inverter. Jorge Malheiros é Professor Associado no Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa.


»Quais os sintomas da crise demográfica em Portugal?

»Existe uma crise demográfica em Portugal, que se junta às outras crises que temos: a económica, a financeira e a social. Os dois sintomas dessa crise demográfica têm a ver com uma emigração crescente e que se acelerou muito a partir de 2010. E por outro lado, tínhamos muitas entradas de pessoas estrangeiras para trabalhar em Portugal, em 2004 e 2005, que posteriormente se reduziram. Nos últimos quatro, cinco anos vemos sobretudo essas pessoas regressarem aos países de origem ou a irem trabalhar para outros países. Juntando as duas coisas, o resultado é que passámos de um saldo migratório positivo para um saldo migratório negativo. E esta tendência ou se acentuará ou estabilizará em valores negativos.

»Por outro lado, tínhamos um crescimento natural positivo - um bocadinho mais nascimentos do que óbitos - mas sistematicamente de há três anos para cá temos um crescimento natural negativo e de forma crescente. O número de óbitos está relativamente estável, mas o de nascimentos tem vindo a descer, situando-se na casa dos 80 mil em 2013, o que dá um défice significativo de 20 mil óbitos a mais que os nascimentos. A crise tem estes dois sintomas: crescimento natural negativo, saldo migratório negativo e obviamente em resultado disto, decréscimo populacional.

»Alguns estudos concluem que seremos provavelmente o único país que a sair da crise, no final desta década, fá-lo-á com menos população do que aquela com que partiu para a crise. Eventualmente, pode ser que a Grécia também registe isto, mas nesse caso improvável será por um valor mínimo. A esta crise demográfica junta-se o grande envelhecimento da população portuguesa, para o qual não contribuem nem as saídas de população ativa jovem nem o decréscimo da natalidade ou a baixa fecundidade que também temos. À escala mundial e europeia, Portugal é dos países com um nível de envelhecimento mais alto. Isto obriga a que tenhamos uma atenção redobrada ao processo. E ter uma das taxas de fecundidade mais baixas da Europa - senão mesmo a mais baixa, juntamente com a Bósnia - torna este sintoma de crise mais relevante, porque é comparativamente mais acentuado que noutros Estados.



»De que forma este panorama se acentuou com a entrada da troika?

»A política seguida após a entrada da troika terá alguma responsabilidade neste processo. Há uma fase inicial da crise, ou primeira crise, despoletada pela bolha imobiliária e dos bancos em 2008 - em que se gera uma crise nos mercados financeiros e no sistema económico. Depois temos uma segunda crise, a que se pode chamar num contexto mais neoliberal a crise das dívidas soberanas, a partir de 2010/2011 e se mantém agora. Aquilo que tinha sido o problema do sistema económico, do sistema bancário da esfera privada, foi transferido em larga medida para a esfera pública, aparecendo como o grande elemento desta crise a questão do défice e da dívida pública de alguns Estados, sobretudo os mais frágeis da periferia europeia: primeiro a Islândia, depois Grécia, Portugal, Irlanda e de alguma forma a Espanha. Tendo em atenção estes dois momentos, podemos dizer que a crise demográfica tem alguma relação com eles.

»Mas não é verdade que a situação de crise demográfica portuguesa esteja apenas relacionada com a troika ou o período de crise. Há aqui um processo estrutural, que sobretudo no que diz respeito aos fenómenos naturais como os nascimentos, que já vêm de há muito tempo. Estruturalmente, o número de nascimentos e a taxa de fecundidade vêm a cair e isto tem a ver com o próprio funcionamento dos sistemas sociais: o que é que nós desejamos para a vida, a nossa qualidade de vida e a dos filhos, o que projetamos para o seu futuro, a gestão do tempo que temos disponível. Tudo isto faz com que as pessoas tenham hoje menos filhos do que tinham no passado, valorizando-os ainda mais agora, porventura mais que no passado. Mas no contexto em que estamos as pessoas tendem a ter menos filhos.

»Há outra componente estrutural que se tem agravado e contribuiu para que se tenha menos filhos: é a própria componente económica e das relações laborais. O que é que é favorável a ter filhos? É alguma estabilidade. Estabilidade no mercado de trabalho, saber que se tem salário, que o trabalho dura algum tempo, o que garante que se pode sustentar um filho com segurança durante muito tempo. O que é estabilidade? É não ter uma mobilidade geográfica muito forte associada ao trabalho, permitindo que os miúdos estejam na creche ou na escola e desenvolvam o seu círculo de amigos com alguma tranquilidade. Isto não é compatível com a hipermobilidade hoje associada a um mercado de trabalho mais desregulado e precário. E muitas vezes já não é a presença no mercado de trabalho, mas períodos de desemprego.

»Estas duas componentes, uma social e outra do funcionamento dos mercados de trabalho, apontam para um decréscimo claro da natalidade. As políticas da troika entram na segunda componente, já que toda a política desenvolvida tem acentuado o que já existe: precariedade, baixo salário e instabilidade. São lógicas incompatíveis com ter mais filhos. Do ponto de vista específico português, foram reduzidas as oportunidades no mercado de trabalho, diminuídos os salários e pensões da Função Pública - que obviamente tem impactos sistémicos, porque os funcionários públicos e os pensionistas também consomem -, e houve a crise da construção civil, sabendo-se que comparativamente com a Europa era um setor significativo no que respeita ao emprego. Nesta situação de maior precarização das relações laborais e maiores dificuldades no mercado de trabalho, as pessoas tendem a protelar no tempo ter o próximo filho, ou então a reduzir o número de filhos.

»A circulação migratória pode ser muito positiva, mas é feita num contexto em que há escolhas. E aqui quase não há escolhas, e não havendo opção as pessoas emigram. O facto de emigrarem jovens adultos agrava uma vez mais a questão da diminuição da fecundidade: as pessoas saem e não têm filhos ou têm filhos fora do país. A probabilidade dos filhos voltarem existe, mas não é absoluta. Neste contexto específico, a emigração contribui para a diminuição da fecundidade e acelera este processo. Passámos de pouco mais de 100 mil nascimentos num ano para pouco mais de 90 mil e agora 80 mil. Isto é um decréscimo muito rápido e em muito pouco tempo.

»Por outro lado, a saída dos emigrantes diminui a componente da população ativa no país. Isto é resultado precisamente do impacto das políticas fiscais e de emprego e limita a capacidade do próprio setor público dar respostas sociais boas. E são afetados quer os trabalhadores dessas áreas quer a população em geral. Veja-se o caso da saúde, que hoje está em discussão por causa da espera de dois anos por um tratamento para um doente do foro oncológico. Aquilo que vamos assistir tendencialmente será o aumento das dificuldades no sistema social, que ao dar piores respostas também faz com que as pessoas se sintam menos à vontade, queiram emigrar ou tenham menos filhos.



»Que implicações pode ter este cenário na vida das próximas gerações?

»Acaba por ser uma coisa complexa, mas é a falta de sustentabilidade do próprio país. O economista norte-americano Julian Simon, que fala sobretudo das migrações, dizia que um país que tenha uma emigração sistemática dificilmente é um país sustentável (sustentável é uma palavra que estou a acrescentar). Ou seja, mesmo que possa haver ganhos resultantes da emigração num prazo curto - essas pessoas não estão desempregadas, não se paga subsídio de desemprego, não geram tensão social, vão encontrar trabalho noutros lados, etc - a prazo isto é sempre uma desvantagem. O que acontece é que a determinada altura, como se trata sobretudo de população jovem, quando a economia quiser crescer vai encontrar-se perante a falta de um conjunto de indivíduos que eram fundamentais para contribuir para esse crescimento. Contribuir porque são mais jovens, mais inovadores e assumem mais riscos. Se a determinada altura começa a haver um espaço para ser ocupado por emprego, nessa altura quando se quiser encontrar um emprego já cá não estão os tais jovens. Estarão ausentes e tendo criados raízes noutros lados, já não voltam. Nessa altura vai sentir-se um défice de inovação e criatividade - para usar expressões que se usam agora.

»A outra componente, que se discute mais vezes, tem a ver com a sustentabilidade da sociedade no contexto dos equilíbrios e da justiça entre os diferentes grupos sociais e sobretudo das diferentes gerações. A partir do momento em que não há ou se reduz muito a população ativa jovem - sendo essa a que cria riqueza e permite sustentar o funcionamento do país - e pelo contrário há uma massa muito significativa de população mais velha que felizmente vive mais anos e está aposentada, podemos ter obviamente um défice de sustentabilidade relativamente a esta população. Isto é, o sistema de segurança social, que começa hoje a ter problemas, a muito curto prazo terá problemas sérios de sustentabilidade. Cada geração sustenta a geração que está acima e que saiu do mercado de trabalho, esperando que os seus filhos façam o mesmo. Se se gera um hiato significativo, vamos ter uma geração ausente e que não vai conseguir sustentar a geração seguinte. Quando hoje se fala muito nos 80% de gastos do Estado em salários e prestações sociais, é bom dizer que eles são sobretudo prestações sociais. Os salários representam apenas 17% dessa despesa. Porque é que temos prestações sociais tão altas? Por um lado porque temos um desemprego altíssimo e por outro porque temos uma população cada vez mais envelhecida. Há que introduzir aqui algum equilíbrio, arranjar maneira de conseguirmos que a população envelhecesse mais devagar. Já não digo rejuvenescer, porque isso é muito difícil. Mas que envelhecesse a um ritmo mais reduzido do que temos agora. É difícil, mas é possível.



»E com que políticas será possível inverter esta tendência?

»Há dois tipos de medidas com objetivos essenciais. Um era conseguir aumentar um bocadinho o número de nascimentos, passando para próximo dos cem mil que costumávamos ter. Isso não se faz de um ano para o outro, mas seria possível ainda nesta década voltar aos cem mil nascimentos anuais. E por outro lado tentar um equilíbrio entre entradas e saídas de população.

»As medidas fundamentais são de carácter estrutural e não são fáceis, são aquelas que implicam o mercado de emprego a funcionar de forma muito mais ativa: criar um número de empregos significativo, que implica não ter uma redução dos empregos tão grande como a que assistimos agora. Há que evitar a destruição do emprego e criar algum emprego. O segundo aspeto fundamental é alterar o quadro das relações laborais, garantindo maior estabilidade às pessoas e designadamente aos jovens. Acho que é possível criar uma lógica de vínculos contratuais diferente desta, que apenas promove a precarização e assume que a precarização e a concorrência também pelos postos de trabalho deve ser a regra geral. Eu acho que não, porque há questões que têm a ver com a fidelização, com a própria estabilidade das pessoas nos locais de trabalho que têm de ser privilegiadas. Estes dois princípios, depois traduzíveis em medidas relativas ao Código do Trabalho, eram essenciais. No domínio da emigração, o facto de se terem algumas medidas ativas para a integração das pessoas no mercado de trabalho podem impedir que alguma gente saia. E se se conseguir isto, talvez se consiga um equilíbrio entre as entradas e as saídas.

»Supletivamente, neste quadro mais macro, também há que alterar a mensagem. Tem de haver uma mensagem clara que se baseie no quadro da construção de um futuro coletivo comum e onde o ponto da preocupação seja a qualidade de vida das pessoas. Um discurso de esperança forte e com sinais políticos muito orientados para a construção de qualidade de vida comum. Não é isso que se tem feito: diz-se que para podermos ter a qualidade de vida comum, depois falamos em justiça social. Isto não pode ser. As coisas têm de ser feitas ao mesmo tempo, não é primeiro combater o défice e depois pensamos na qualidade de vida das pessoas.

»A partir do momento em que haja um projeto comum, claro e apresentado às pessoas como um projeto que vai melhorar a sua qualidade de vida, mesmo que seja necessário nesta fase algum tipo de esforço adicional naquilo que vulgarmente se chamam sacrifícios, eu creio que com esse capital de esperança e com alterações no mercado de trabalho, começamos a ter condições para que se inverta a situação em relação aos nascimentos e a uma saída tão grande de pessoas. Estas duas componentes não resolvem o problema, mas a prazo permitirão alterar isto.

»Quando olhamos para a nossa história, vemos dois momentos em que o capital de esperança é muito forte. Um é a seguir à Revolução de 1974, quando temos um aumento do número de nascimentos. E são anos de crise económica fortíssima na Europa! O segundo período tem uma componente económica melhor, mas até começa numa pequena crise, que é o início dos anos 90, quando Portugal começa efetivamente a entrar na máquina da União Europeia e a assumir-se como país da UE. Nesse período também assistimos ao aumento do número de nascimentos. Isto prova que não é apenas a questão económica, há a questão da confiança e de acreditar no futuro. Estas componentes ajudam a que as pessoas tenham perante a natalidade uma atitude distinta.

»Depois, há as medidas específicas, que sendo diretas relativamente ao estímulo da natalidade, são supletivas das outras. Fazer só estas sem mudar o quadro geral, provavelmente é deitar dinheiro à rua. São medidas como os abonos de família e às crianças, que foram cortados ou retirados e há que reintroduzir. Subsídios ao nascimento, benefícios fiscais quando se tem o segundo ou terceiro filho, garantir o bom funcionamento e crescimento de creches e jardina infantis, permitindo compatibilizar melhor a vida no espaço de trabalho e a vida em família, criar sistemas adicionais para que os pais possam acompanhar os filhos na fase inicial, envolvendo o pai e a mãe para que possam estae vários meses com os filhos sem perder o salário rapidamente ou temer despedimentos. Este conjunto de medidas supletivas também deve ser tomado, mas sem uma mudança do quadro económico, do funcionamento do mercado de trabalho, da criação de outro projeto em termos de esperança para o país, estas medidas têm um efeito muito reduzido.»



Esquerda.net







Coleção de mensagens sobre inovação de 7 a 10 de janeiro



AICEP, «SPI assina novo acordo de parceria estratégica com a Peking University Suzhou International Technology Transfer Center»


Ana Bárbara Matos, Ana Sofia Figueiredo, Ana Filipa Mesquita, Isadora Freitas, Sara Silva, «O Revivalismo no Porto: Mudam-se os tempos... Mas e as vontades?»


Center for American Progress, Mortgage Finance Working Group, «Expanding Access Through Responsible Innovation: The Market Access Fund»


Diário de Notícias, «Tecnologia made in Bragança vai revolucionar radiodifusão»


Estrategia & Negocios, «Cinco startups latinoamericanas que destacaron en 2013. En 2014 tendrán el reto de consolidarse y lograr atraer a inversionistas»


Fabiana Cardoso, «Estácio Lança Maior Biblioteca Digital da América Latina. A Instituição passa a contar com um acervo formado por bibliotecas unificadas de 63 países»


Gi Group, «Wyser traça perfil do executivo brasileiro»


Jornal Novo Tempo, «Inovação industrial brasileira esbarra em burocracia»


Julia King, «Portugueses sorriem muito pouco, estudo científico pioneiro com 10 anos». O estudo foi realizado pelo Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/ UFP), da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS) da Universidade Fernando Pessoa (UFP)


Márcio Juliboni, «Por que a Vigor pegou um caminho sem volta com o iogurte grego. Para Gilberto Xandó, presidente da empresa, produto marca um novo modelo de negócio»


Martín Sola, «La conversación digital de 2014. El cruce de caminos entre lo digital y lo físico implica que muchas de las disrupciones que lo digital generó en sectores tales como la música, los libros o el cine comienzan a generarse en el mundo de las manufacturas»


Motocompetición, «Michelin en el Dakar 2014: Por el deporte y por la innovación (Desde 1982, el Grupo Michelin se compromete regularmente con el Dakar, una prueba que tiene un sentido especial para el fabricante)»


Oxylane, «Tribord, vainqueur des Oxylane Innovation Awards (OIA) 2014»


Paré à Innover, «Serge Kergoat: “Pour réussir, la curiosité est essentielle”»


Patrick Seghi, «Lille: avec la start-up Missmap, Christian Kelma met le monde en cadre. “Nos cartes couvrent tous les lieux de la planète”»


Peru this Week, «Canada supports Peru’s efforts in healthcare innovation»


Ruth Blatt, «The Remarkably Simple Technique Behind These Innovations In Music And In Business»


Ruth Ladenheim, «Innovación y desarrollo»


The Official Government Website of Jilin Province, «Changchun Microsoft Innovation Center Was Inaugurated. It is the first automotive industry-focused innovation center built by Microsoft in the world»


UQAR (Université du Québec à Rimouski), «Le succès entrepreneurial rime avec innovation»








2014/01/10

«Portugueses sorriem muito pouco, estudo científico pioneiro com 10 anos». O estudo foi realizado pelo Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/ UFP), da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS) da Universidade Fernando Pessoa (UFP)


«“Os portugueses sorriem muito, muito pouco e tal comportamento acentuou-se assustadoramente nos últimos dois anos”, disse hoje no Porto o Diretor do Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), da Universidade Fernando Pessoa (UFP).

»Para o Prof. Doutor Freitas-Magalhães, “Os resultados da análise ao sorriso dos portugueses durante o segundo semestre de 2013, revelam uma expressiva diminuição na frequência e intensidade, a maior desde o início do estudo em 2003”, o que é “muitíssimo preocupante em termos de saúde dos portugueses”.

»“Não se pode dizer que os portugueses perderam o sorriso, porque tal não se perde. Porém, há uma drástica e preocupante diminuição na frequência e intensidade do sorriso, que é um dos principais organizadores do psiquismo humano”, referiu.

»Para o Prof. Doutor Freitas-Magalhães, que falava na apresentação dos resultados do segundo semestre de 2013 do projeto pioneiro “Uma Década de Sorriso em Portugal”, os mesmos apontam no sentido de, nas fotografias apresentadas (15.114 analisadas no primeiro semestre de 2013), as mulheres continuarem a sorrir mais do que os homens, apesar do registo descendente acentuadíssimo em relação a 2012, independentemente da idade, e os homens apresentarem mais o sorriso fechado a partir dos 60 anos; as crianças são as que continuam a apresentar mais e frequentemente o sorriso largo, um padrão que se mantém desde 2003, ano de início do estudo, em se constatem vestígios de diminuição da frequência e intensidade.

»O estudo terminou em 31 de Dezembro 2013, perfazendo uma década.

»Os resultados finais deste pioneiro estudo confirmam uma diminuição relevantíssima na frequência e intensidade do sorriso, isto é, “a face neutra é a expressão mais exibida e o sorriso superior é substituído pelo sorriso fechado, com tendência significativa para a face neutra”, explicou o Prof. Doutor Freitas-Magalhães.

»Os resultados apontam para um diminuição significativa na exibição de qualquer tipo de sorriso e o aumento da expressão neutra em mulheres e homens. No universo das fotografias analisadas, verificou-se, também, que “a expressão facial de emoções negativas é mais frequente e intensa do que a de emoções positivas. Este padrão acentuou-se expressivamente durante o segundo semestre de 2013”, enfatizou o Diretor do Laboratório de Expressão Facial da Emoção.

»Ao longo dos 10 anos de estudo, ficou comprovado que um dos moderadores da frequência e intensidade da exibição do sorriso é o contexto social, o que se verificou no caso português, pois a situação económico-social potenciou a inibição da expressão, sendo que o género e a idade são os outros dois moderadores.

»“O sorriso é uma reação neuropsicofisiológica que se desenvolve em situações que envolvam o bem-estar e a felicidade e quando tal não se verifica, por motivos externos, o sorriso é inibido e recalcado”, considerou o Prof. Doutor Freitas-Magalhães.

»O universo das mais de 397 mil fotografias analisadas demonstrou que os portugueses estão a sorrir cada vez muito, muito menos, desde 2003, sendo esse um indicador preocupante pelas consequências na saúde e na interação social, pois a felicidade está na cara das pessoas e o sorriso é um sinal que está a desaparecer a “olhos vistos”, realçando-se que o sorriso é um dos principais organizadores do psiquismo humano. “A sua inibição potencia sentimentos, emoções e condutas negativas levando a um quadro psicopatológico preocupante”, avisou o Prof. Doutor Freitas-Magalhães.

»O estudo faz parte do projeto pioneiro a nível mundial “Uma Década de Sorriso em Portugal” vista através dos jornais diários portugueses e terminará em 2013, ou seja, foram cumpridos nove anos e meio.

»Desde 2003, foram analisadas 397.323 fotografias (116.800 no período 2003-2005, 48.200 em 2006, 39.452 em 2007, 37.607 em 2008, 34.426 em 2009, 33.806 em 2010, 29.365 em 2011, 27.721 em 2012 e 29.946 em 2013).

»A análise de todos os dados recolhidos, ao longo de uma década (2003-2013) serão apresentados no livro “Portugal Emocional – Uma Década de Sorriso”.

»O Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP) iniciou hoje o novo estudo pioneiro em Portugal genericamente intitulado “A Neuropsicofisiologia da Felicidade – Estudo Longitudinal com Portugueses”, o qual vai decorrer durante 10 anos (2014-2024) no FACE – Centro de Excelência do Hospital-Escola da Universidade Fernando Pessoa (FACE-HEUFP).

»O Laboratório de Expressão Facial da Emoção (FEELab/UFP), fundado em 2003, e único do género em Portugal, e que lançou o pioneiro curso universitário no mundo em expressão facial da emoção, tem sido distinguido por diversas organizações internacionais pelo “pioneirismo e inovação” do seu trabalho científico, e vai organizar o 1st World Congress on Facial Expression of Emotion, no Hospital-Escola Universidade Fernando Pessoa, de 9 a 11 de Outubro deste ano.

»O Prof. Doutor Freitas-Magalhães acaba de ser o único investigador de todas as universidades do mundo distinguido pela Enciclopédia Mundial do Comportamento Humano de Oxford pelo artigo científico “Facial Expression of Emotion” e recentemente editada pela Elsevier, a maior editora médica e científica do mundo.»


LOCAL.PT, Julia King








2014/01/09

«O Revivalismo no Porto: Mudam-se os tempos... Mas e as vontades?»


«Os tempos mudam, mas as vontades de hoje continuam a pronunciar palavras de há séculos. Recentemente, tem-se assistido ao Revivalismo, um fenómeno que consiste em reviver o que é tradicional e que herdámos do passado, mas através de um olhar inovador e mais jovem. A cidade do Porto não está alheia ao Revivalismo, que vai para lá das palavras: está nas ruas e ruelas, no vestuário, na música, na arquitetura e na restauração... Está nas pessoas e nas verdades popularmente sabidas de versos que, como os de Camões, continuam atuais.


“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança:
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.”



»A Química Nos Sabonetes Do Mirró

»Sofia Gomes tem vinte e sete anos e é um exemplo de alguém que tomou o antigo e o transformou em inovação. Residente no Porto, já frequentou o curso de Engenharia Química e o de Comunicação e Marketing. No entanto, é na cozinha da sua casa, como produtora dos Sabonetes do Mirró, que se sente concretizada.

»Já imaginou um futuro como “rato de laboratório” mas viu alterados os seus planos e, depois de um workshop de sabonetes de glicerina e faz agora da arte de fazer sabão a sua vida. Os conhecimentos que adquiriu em Engenharia Química funcionaram como base na confeção dos sabonetes que, aliados a técnicas que aprendeu posteriormente, a ajudaram a criar aquilo que hoje produz. Já as bases em Marketing e Comunicação permitiram-lhe a criação e o desenvolvimento do seu próprio negócio.

»Para já ainda está no início, mas não quer ficar por aqui. Sofia gostava de fazer chegar este “bichinho” a mais pessoas e, para isso, ambiciona agendar os seus próprios workshops, no qual será a formadora. Isto, porque considera que cada vez mais pessoas começam a gostar destas áreas e, em Portugal, são poucos os sítios que apostam neste tipo de formação. Num futuro mais longínquo, Sofia também põe como hipótese fazer uma licenciatura em Cosmetologia.

»A principal inspiração de Sofia é a culinária. Desde sempre ligada a esta área, não só pelo pai que trabalhava na área da restauração mas também pela mãe que tinha um gosto especial pela confeção de sobremesas, a antiga estudante de Engenharia Química considera que fazer sabão é como cozinhar. E foi este carinho pela culinária que levou Sofia a marcar pela diferença, já que os sabões que produz têm tudo menos o formato habitual. Querendo fugir ao estereótipo, avançou com a ideia do “sabonete cupcake”, que apresenta uma forma tão idêntica ao famoso bolo que quase deixa o cliente com “água na boca”.



»Alfaiataria através das gerações

»É no atelier que se situa na Praça Dona Filipa de Lencastre, no Porto, que Ayres Gonçalo exerce a arte de alfaiataria que foi aprendendo a amar desde pequeno. Crescido no seio de uma família tradicional de alfaiates, teve no avô, Ayres Carneiro da Silva - considerado um dos melhores alfaiates portugueses - a maior inspiração.

»Em 2004, com vinte e três anos, decidiu partir numa aventura pelo estrangeiro para aprender mais sobre alfaiataria. A primeira paragem foi em Madrid, onde tirou um curso sobre corte na Sociedad de Sastres de España para melhorar a sua técnica. Dois anos depois, rumo à capital britânica, trabalhou em Savile Row, a famosa rua londrina onde se encontram alguns dos mais prestigiados alfaiates do mundo.

»Ainda em Londres, viveu um dos momentos mais importantes da sua carreira: fez um fato para o Príncipe Carlos. “Já contei essa história mil e uma vezes e posso contar mais mil e uma. Sei que vou ter oitenta anos e ainda vou contar essa história”, diz.”Recordo-me que quando o vi pela primeira vez, as minhas mãos tremiam”, garante.

»Em 2010, seguiu para Nova Iorque onde reforçou a sua experiência e ainda conquistou a oportunidade de trabalhar em Hong Kong. “Um dia numa viagem, no ar, decidi que estava na altura de parar esta aventura para regressar ao meu país e iniciar uma nova aventura”, recorda. “A minha ideia sempre foi aprender fora do país para aplicar dentro do país”.

»Voltou ao Porto e abriu o atelier, onde a clientela é totalmente diferente do que costumava ser. “Antigamente não havia pronto-a-vestir e toda a gente ia ao alfaiate”, lembra. Com o passar do tempo, a escassez destes profissionais fez com que se desse mais valor à profissão e só uma elite se manteve como cliente.

»Ayres Gonçalo foi criando o percurso profissional à sua maneira, apesar de nem sempre acreditarem nele. “Fui a única pessoa da família que seguiu a arte do meu avô. Ele dizia-me que não era para mim, que não ia conseguir, mas a minha vontade era imensa e a melhor coisa que fiz foi ter saído do país na altura certa”. Hoje em dia, o avô sente um grande orgulho no ofício do neto e é presença assídua no atelier. “É ele que desbloqueia os grandes problemas”, confessa o neto.



»Lar doce lar... entre o caos citadino

»A “Casinha” está aberta há quase um ano e meio e, localizada na Avenida da Boavista, tem feito jus ao nome: não é um café como outro qualquer mas sim um espaço acolhedor onde o cliente se sente realmente em casa. Este era o objetivo de Renata Henriques e Joaquim Oliveira, a dupla que pôs mãos à obra e que, de um prédio antigo do século XIX, fez surgir um espaço moderno, sem nunca esquecer o traço clássico e arquitetónico original.

»Dos cafés quentes e frios, às quiches, aos bolos e até aos gelados artesanais, a dupla reforça que o importante é fazer tudo da forma mais artesanal possível e garantir que os produtos estejam sempre disponíveis ao cliente e às suas rotinas.

»Situado na Boavista, uma das zonas mais movimentadas da cidade, Renata afirma mesmo que as pessoas que trabalham perto da “Casinha” entram no espaço e quase esquecem o ambiente caótico que deixam no exterior. Na verdade, quando entramos na “Casinha”, é como se estivéssemos a entrar na casa dos nossos avós. E se o objetivo é deliciarmo-nos com uma fatia de cheesecake ou com as bolachas artesanais de chocolate, podemos ficar pelo café ao lado da cozinha. Mas se o objetivo é descontrair, então podemos continuar pelo corredor e sentarmo-nos no cantinho de leitura. Porém, se o dia é quente e o clima assim o convidar, aproveitar o sol no jardim das traseiras é a opção ideal.



»Um Fado Diferente...

»A família Bandeirinha já se dedicava ao negócio do fado quando Miguel nasceu. Hoje, com apenas 19 anos, já é fadista há 13. Foi assim que cresceu: entre acordes de guitarra, vozes emocionadas e palavras sentidas, ouvidas nas casas de fado.

»Com seis anos, já Miguel dava os primeiros passos nesta “estranha forma de vida”, como o próprio descreveu. Numa das muitas tardes de fado vadio, foi convidado para ir cantar à Alemanha. Aceitou e começou a levar o fado para outros países. Devemos “defender que fado é Portugal” e “se o fado não fosse conhecido através das vozes dos fadistas, nunca seria Património Mundial da Cultura”. diz.

»Contudo, Miguel Bandeirinha pretende fazer com que deixe de existir a ideia de que o fado é triste, para que este seja mais facilmente aceite pelos jovens e pelos estrangeiros. Desta premissa, nasceu o projeto “Fado Diferente”. Baseado na raiz tradicional, esta inovação do fado português explora músicas de diferentes línguas, letras nem sempre associadas ao fado e ritmos que desafiam os alicerces deste género musical.

»O “Fado Diferente” encosta a guitarra portuguesa e dá lugar ao trompete, à guitarra clássica e ao cajón. Para justificar o sucesso do projeto, o fadista afirma que “a tradição e o contemporâneo têm de andar a par”. Esta é também a máxima do movimento revivalista, ao qual Miguel Bandeirinha considera pertencer. Na procura de uma definição e justificação para este fenómeno, o jovem responde: “é pegar na tradição e acender chamas para que essa tradição não morra”.





»O Revivalismo

»Existem muitas definições para este movimento revivalista, como aquela que podemos encontrar no Dicionário da Língua Portuguesa: “Tendência para recordar com admiração certas coisas do passado e querer realizá-las de novo no presente”. Paula Guerra, socióloga, procura compreender este fenómenos e refere que este fenómeno está diretamente relacionado com a necessidade das pessoas terem âncoras estáveis. Perante a banalização contemporânea, essas âncoras podem estar no passado. A afirmação “o passado é um país diferente” está cada vez mais atual e verdadeira, uma vez que a distância face ao passado opera cada vez mais nas pessoas. Paula Guerra garante ainda que o Revivalismo veio para ficar, principalmente enquanto os principais consumidores forem os filhos e netos dessa época.»





jpn (Jornalismo Porto Net), Ana Bárbara Matos, Ana Sofia Figueiredo, Ana Filipa Mesquita, Isadora Freitas, Sara Silva








2014/01/08

«SPI assina novo acordo de parceria estratégica com a Peking University Suzhou International Technology Transfer Center»


«A SPI assinou recentemente um acordo de parceria estratégica com a Peking University Suzhou Technology Transfer Center (PKU-ITTC Suzhou).

»A PKU-ITTC Suzhou é uma organização pública financiada pelo Gabinete de Ciência e Tecnologia da PKU e pelo Gabinete Municipal de Suzhou para a Ciência e Tecnologia, focando-se na transferência de tecnologia e inovação.

»A PKU-ITTC Suzhou actua como intermediário entre organizações inovadoras, PME e associações, apoiando a sua entrada no mercado Chinês. O centro visa também apoiar empresas Chinesas inovadoras a explorar e alargar o seu mercado externo.

»Este acordo irá permitir a cooperação entre a SPI e a PKU-ITTC no apoio e promoção de projetos na China e em Portugal e na coordenação de eventos entre ambas as partes.

»Esta nova parceria estratégica representa um passo importante para a SPI no sentido de reforçar as suas relações com as principais organizações de inovação e de transferência de tecnologia na China.»


AICEP Portugal Global







2014/01/07

«Tecnologia made in Bragança vai revolucionar radiodifusão»


«Um técnico de emissores de radiodifusão de Bragança já percorreu dois milhões de quilómetros a tratar de antenas, o equivalente a 50 voltas ao mundo, muitas vezes para carregar apenas num botão e devolver a emissão às rádios.

»Depois de 24 anos permanentemente de plantão, Rui Paulo Pereira inventou um dispositivo que promete revolucionar a resolução de problemas remotamente, reduzindo custos e falhas de emissão às rádios.

»Com a parceria do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), a invenção transformou-se em inovação e na primeira patente criada no Gabinete de Empreendedorismo da instituição transmontana de Ensino Superior.

»“Alarm Box” é o nome com ambiciona internacionalizar a tecnologia “made in Bragança” e que espera estar a comercializar “dentro de um ano”, tendo já feito demonstrações a “quase todas as rádios nacionais” e a uma empresa espanhola do setor.

»“A reação é de alguma surpresa por um equipamento “made in Portugal barra Bragança com estas características”, contou à Lusa Rui Paulo Parreira, que espera também conquistar mercado além-fronteiras.

»“No mundo há milhares de rádios, a minha maior expectativa é em relação aos mercados do Brasil, Espanha e França”, afirmou.

»O que diferencia este dispositivo do que já existe no mercado?: “o meu faz tudo, os outro fazem uma coisa cada um”, garantiu.

»Segundo explicou à Lusa, o mecanismo consiste em colocar um equipamento no centro emissor que comunica com o técnico através de uma aplicação Android desenvolvida para o efeito e que permite resolver falhas através de um simples SMS.

»Uma equipa de informática e eletromecânica do IPB deu “andar à ideia”, acrescentando-lhe a componente da inteligência artificial”, como explicaram à Lusa os três envolvidos Pedro Rodrigues, Getúlio Igrejas e David Branco.

»A investigação procurou dar resposta “às necessidades de controlar remotamente” e uma das inovações que o equipamento apresenta é que “consegue fazer a análise do áudio e averiguar se está a funcionar erraticamente, ou seja não só se ficar sem emissão, mas também se houver ruído”.

»Rui Paulo admite que com esta invenção “pode estar a reduzir emprego” para técnicos como ele, mas “por outro lado cria emprego” nas empresas que espera venham a construir o equipamento.

»Não tem dúvidas é de que, além de reduzir os custos das empresa de radiodifusão, o facilitará sobretudo a vida aos profissionais que vão continuar a ser necessários para a manutenção dos centros emissores.

»O técnico lembrou que chegou a ir de Bragança ao Algarve “para, em apenas uns minutos, fazer “reset” num botão”.

»“Poupa não ter que ir lá e as estações emissoras não ficarem sem emissão”, observou.

»Nos 24 anos que leva de profissão, já perdeu a conta às vezes que escalou antenas com dezenas de metros por todo o país, mas somou os quilómetros que calcorreou: “dois milhões no total”.

»Trabalha “sozinho desde os 18 anos, dias sucessivos com poucas horas de sono”. Só tira “uma semana de férias por ano”.

»Inventou o novo equipamento para lhe facilitar a vida, mas com o qual quer também deixar marca no mercado da radiodifusão e criar um novo negócio numa altura em que a crise também afeta o setor.

»Chegou a fazer a manutenção de 70 antenas por todo o país. Atualmente tem “pouco mais de 20”. Umas fecharam, outras foram absorvidas por emissoras nacionais de grandes grupos de Comunicação Social.»



Diário de Notícias

Imagem: Dinheiro Vivo





Coleção de mensagens sobre inovação de 31 de dezembro a 3 de janeiro



Abílio Vilaça, «O IPCA e o produto Turístico “Roses Valley” de Kazanlak»


Assessora de Imprensa Fibria, «Fibria reúne profissionais de todo o Brasil durante o 10º Encontro de Operadores de Caldeiras de Recuperação. Esta é a primeira vez que a Fibria, Unidade Três Lagoas, sedia o evento»


Bulletins Electroniques, «Les dernières priorités de Singapour pour l’innovation»


Cámara de Comercio, Industria y Navegación de Santa Cruz de Tenerife, «La Factoría de la Innovación Turística de Canarias (FIT Canarias) nace con la vocación de convertirse en un referente internacional. Cabildo de Tenerife, Cámara de Comercio, Ashotel y Ayuntamiento de Adeje forman parte de este centro que es pionero en su ámbito en toda Europa»


Claire O’Connell, «Science Foundation Ireland (SFI) highlights 2013 achievements and outlines plans for 2014»


Dinheiro Vivo, «Oliveira & Irmão investe no Brasil, Colômbia e México em 2014. OLI é especialista em artigos sanitários»


Estrategia & Negocios, «LG gana 15 premios a la innovación. Los reconocimientos son entregados por el Consumer Electronics Association»


Guillaume Lamy, «Gastronomie spatiale / Spacefood : Ducasse en orbite»


Juan Camilo Quintero, «Innovación en Colombia: Más cosmética que realidades»


Labels & Labeling, «Label and package printing markets look forward to 2014»


Londrix Comunicação, «Ecodesign: tendência para consumidores engajados na causa ambiental»


Mercedes González, «FEDA expone 60 ideas con futuro empresarial en busca de nuevas puertas comerciales»


Notícias ao Minuto, «O fabricante de mobiliário urbano Larus vai entrar nos Emirados Árabes Unidos, com a primeira encomenda de equipamentos de sinalética turística, viária e pedonal até ao final de 2014, disse hoje o fundador da empresa portuguesa»


ParisTech Rev, «Qui seront les ingénieurs de demain?»


Patrícia Gomes, «Cooperativa europeia de negócios sociais chega ao Brasil. Groupe SOS traz expertise de medição de impacto ao cenário brasileiro»


RĒUSSIR Business, «Pourquoi le sport-business fait courir les Qataris?»


Rhode Island School of Design Events, «2014 West Coast Accelerator Innovation Summit»


RTP (Rádio e Televisão de Portugal), «A Trienal de Arquitetura de Lisboa “fecha um ciclo”, ao fim de três edições, “depois de ter questionado muito as respostas mais óbvias” com o formato desenhado pelo terceiro evento, sublinhou hoje o presidente da entidade, José Mateus»


Suzanne Deffree, «Accidental engineering: 10 mistakes turned into innovation»


Yuri Vasconcelos, «Quem procura acha. Centro de Engenharia do Google no Brasil responde por mudanças relevantes no sistema de busca»








2014/01/03

«O IPCA e o produto Turístico “Roses Valley” de Kazanlak»


«Foi apresentado recentemente no Instituto Politécnico do Cávado e Ave, uma iniciativa designada ‘Encontra o teu E’ e que teve como objetivo apresentar um vasto conjunto de oportunidades existentes na região no domínio do Empreendedorismo, Emprego e Empresa.

»Várias microempresas, cooperativas, incubadoras, entidades instaladas na região puderam apresentar os seus projetos e trocar experiências e estabelecer negócios. Foi impressionante verificar que durante dois dias mais de um milhar de pessoas passaram pelo espaço magnificamente organizado para participaram em encontros de negócios e em mais de uma dezena de workshops e seminários dedicados ao fomento de iniciativas empresariais e empreendedoras.

»Esta dinâmica e muito envolvente iniciativa, foi também o palco para o lançamento de um novo produto turístico designado “Roses Valley” concebido e desenvolvido por alunos Erasmus vindos da Bulgária e que estão a realizar os seus estudos no IPCA.

»Aquele produto turístico foi construído, no âmbito dos trabalhos de uma disciplina da licenciatura de Gestão de Animação Turística, a partir de uma vivência da cultura popular da região de Kazanlak, assente na produção de rosas. Efetivamente nos Vales de Karlovo e Kazanlak, numa área de vários quilómetros quadrados, produzem-se cerca de de 85 % das rosas damasceno utilizadas em todo o mundo para a cosmética e alta perfumaria mundial. Marca como Chanel, Nina Ricci, entre outras recorrem ao óleo de rosa damasceno destilado naquela região da Bulgária.

»Os alunos Erasmus, Karina Pacheva, Simeon Histov e Svetoslav Stoyanov, concretizaram algo de muito especial. Criaram um produto turístico, estruturado num pack de 5 dias/ 4 noites que possibilita uma experiência única e ainda não explorada no mercado profissional dos produtos turísticos.

»Desenvo lvendo o conceito de turismo em espaço rural integrado com city breack, favorecendo o contacto com a vivência da apanha das rosas, contactos com as festividades que se realizam em torno das colheitas, da destilaria de produção de óleo de rosas, incluino a participação nas paradas e danças tradicionais que faz do festival das rosas um momento de festa popular. O produto turístico, inclui ainda a visita a cidades históricas numa agregação inteligente de um produto misto de turismo em meio rural com city break típico do turismo urbano.

»Os agentes de viagens presentes viram neste produto uma oportunidade de colocar no mercado português um produto inovador e repleto de tradição e cultura búlgara. É um produto incoming para a Bulgária e outgoing para Portugal, mas é sobretudo uma forma especial de um Instituto Público de Ensino Superior desenvolver competências empreendedoras em alunos que querem assumir desafios de associar estudo técnico e científico a investigação aplicada ao mercado do turismo.

»Fica provado que é possível construir novos horizontes, fazer inovação e criatividade útil ao desenvolvimento do mercado, seja do turismo ou de outras atividades presentes nesta importante iniciativa levada a efeito pelo Centro de Informação Europe Direct, pelo Gabinete de Emprego, Empreendedorismo e Empresas e pelo Gabinete de Relações Internacionais do IPCA. É afinal desta conjugação inteligente de interesses que se pode fazer um país melhor.

»Num período de grande instabilidade ainda há muita gente que acredita que é possível fazer bem e dar força aos bons projetos dos jovens talentos. Afinal a frase imortalizada de Jonh Kenedy está bem atual, “não perguntes o que pode o país fazer por ti, diz-nos antes o que podes tu fazer pelo país”, está patente num Instituto que sabe assumir o seu papel no desenvolviemto e modernização do país.»



Correio do Minho, Abílio Vilaça







2014/01/02

«A Trienal de Arquitetura de Lisboa “fecha um ciclo”, ao fim de três edições, “depois de ter questionado muito as respostas mais óbvias” com o formato desenhado pelo terceiro evento, sublinhou hoje o presidente da entidade, José Mateus»


«Em declarações à agência Lusa, a propósito do balanço da terceira edição da Trienal, que encerrou no domingo, o arquiteto sublinhou que o evento dedicado ao tema “Close Closer” “foi uma proposta curatorial distinta”.

»Nesta terceira edição, a Trienal descentrou-se do edificado em tijolo e cimento para se focar em projetos complexos, multidisciplinares, com a ajuda das inovações tecnológicas, aproveitando o espaço público existente.

»“Achámos interessante pulverizar o debate no espaço público, em vez de fazer uma grande conferência internacional, fechada”, apontou.

»Ao longo de três meses, a programação com curadoria geral de Beatrice Galilee apresentou eventos, discursos, conversas, peças de teatro, campanhas, concursos, debates, publicações, interfaces multidisciplinares e ações cívicas.

»Também foram criados polos expositivos como “A Realidade e Outras Ficções” (Espaço Carpe Diem Arte e Pesquisa), “Futuro Perfeito” (Museu da Eletricidade) e “O Efeito Instituto” (MUDE - Museu do Design e da Moda, Coleção Francisco Capelo).

»José Mateus indicou que a escolha de Beatrice Galilee, através de um concurso internacional, não se deveu a uma intenção premeditada de procurar um curador estrangeiro, mas porque a proposta apresentada pela britânica “tinha um lado de internacionalização que ampliava o espaço de discussão”.

»“Também a forma como era abordada a arquitetura nesta proposta era pertinente no momento atual, em Portugal, de discussão de outras formas de ser arquiteto”, justificou.

»O presidente da Trienal de Arquitetura de Lisboa recordou que o objetivo essencial do evento continua a ser “a transmissão de conhecimento e de investigação” na área da arquitetura, mas sempre associada a outras áreas, como o design.

»Vendo as três edições — cada uma, numa abordagem distinta, mas complementar — José Mateus apontou que cada uma aconteceu em circunstâncias diferentes: “Em 2007, por exemplo, a primeira edição aconteceu numa altura em que se falava em grandes projetos arquitetónicos para Lisboa, como o da frente ribeirinha ou o do Parque Mayer”.

»Na edição deste ano, aumentou “o número de projetos associados [cerca de uma centena] e foram abordados aspetos que pareciam interessantes para gerações mais novas, abrindo-se uma discussão muito forte e muito interessante, a vários níveis, do que deve ser o trabalho do arquiteto”.

»Passadas três edições, a Trienal “fecha um ciclo e vira uma página, depois de se ter consolidado como um espaço de oportunidades”, salientou José Mateus.

»O presidente do evento dedicado à arquitetura destacou ainda a decisão de o Governo ter reconhecido a entidade com estatuto de utilidade pública, e ainda a possibilidade de passar a ter uma sede própria, no Palácio Sinel de Cordes, um espaço cedido pela Câmara Municipal de Lisboa.

»Sobre a próxima edição, em 2016, que está já a ser pensada, algumas ideias serão reveladas “em breve”, apontou.»



RTP (Rádio e Televisão de Portugal)







2014/01/01

«O fabricante de mobiliário urbano Larus vai entrar nos Emirados Árabes Unidos, com a primeira encomenda de equipamentos de sinalética turística, viária e pedonal até ao final de 2014, disse hoje o fundador da empresa portuguesa»


«“A Larus faz do design o fio condutor de toda a atividade nacional e internacional, fabricando mobiliário urbano, e vai reforçar a sua posição internacional com a primeira encomenda de equipamentos de sinalética turística e de informação viária e pedonal para os Emirados Árabes Unidos até ao final de 2014, no montante de 500.000 euros”, explicou à Lusa Pedro Martins Pereira.

»A empresa, que tem uma unidade industrial em Idanha-a-Velha, começou o processo de internacionalização “de forma consistente” há três anos, depois de ter apostado em Espanha e posteriormente em Angola, ainda em 2008.

»A estratégia de negócios fora das fronteiras portuguesas tem-se alicerçado no fabrico de mobiliário urbano criado em parceria com alguns dos mais conceituados arquitetos portugueses, como Siza Vieira, Francisco Providência, Daciano Costa, Álvaro Siza, Souto Moura ou Carvalho Araújo, o que lhe permitiu “inovação, diferenciação, valor acrescentado e reconhecimento internacional”, disse à Lusa o fundador da Larus.

»Atualmente, os principais mercados externos de destino dos equipamentos da empresa são a Alemanha, Holanda, Bélgica e a França, na Europa do Centro, “mercados que são muito exigentes e onde temos vindo a obter bons resultados”, salientou.

»Além da Espanha e de Angola, a Larus olha agora para novas geografias e oportunidades no Médio Oriente e em Moçambique. Este último mercado está “ainda em estudo”, mas tem um “forte potencial de negócio”, frisou Pedro Martins.

»“Quando vamos para outros mercados desenvolvemos sempre equipamentos de mobiliário urbano que têm a ver com a sua cultura e que valorizem a sua identidade”, explicou.

»Marrocos é também um “mercado muito acessível, com uma ligação mais forte a Portugal do que a França ou a Espanha, e próximo”, onde a Larus já ganhou diversos concursos e para onde já deu resposta a um número “muito significativo” de encomendas, adiantou.

»A marca portuguesa alcançou o reconhecimento internacional em 2011, não só pela aposta na qualidade mas também na inovação dos produtos, “surpreendendo por ser uma empresa muito flexível”, pois pode fazer séries de equipamento em menor quantidade e que “podem escalar para quantidades muito superiores”, ao invés das grandes empresas, realçou o gestor.

»A Larus conquistou em 2011 o maior prémio mundial de design - Red Dot - com a Linha+, cujos equipamentos foram já “mostrados com sucesso” nas cidades de Madrid, Génova e Antuérpia.

»Em Angola, entre outros projetos foi selecionada para “mobilar” a Baía de Luanda e a Ilha do Cabo.

»A sinalética da Expo 98 “indicou o caminho à empresa Larus”, que ganhou estatuto ao dar também forma aos bancos do jardim de Serralves, no Porto, com a assinatura do arquiteto Siza Vieira.

»Em Marrocos equipou, por exemplo, as estações de serviço da autoestrada Rabat-Oujda, um dos mais importantes projetos rodoviários do Magrebe e está também presente na Argélia.

»“Antes de 2012, ano de recuperação, a Larus com a quebra das encomendas por parte das entidades públicas portuguesas, voltou-se mais consistentemente para o mercado externo”, disse à Lusa o seu responsável máximo, que destacou ainda a flexibilidade da empresa como um dos seus fatores competitivos, pois as grandes empresas são “inflexíveis e mantêm as mesmas séries de produtos”.

»“Esta flexibilidade e a inovação explicam, em boa parte, o nosso sucesso”, disse.

»Assim, cerca de 55% a 60% do atual volume de negócios da empresa já é gerado fora de Portugal.

»A Larus vai fechar 2013 com uma faturação de 3,5 milhões de euros e há dois anos e meio adquiriu a Alba uma empresa que quer recuperar a marca, tendo já em marcha novos equipamentos em áreas diversas de negócio com “forte potencial” de crescimento.

»Como exemplo disso, Martins Pereira falou à Lusa nas duas salamandras com design do arquiteto Francisco Providência e de um recuperador de calor do arquiteto Soutto Moura.

»A empresa emprega atualmente perto de 50 colaboradores.»

Notícias ao Minuto