2013/11/26

«Inovação, Mercados e Organizações»


«As organizações, de todo o tipo, para atingirem os seus objectivos e satisfazerem as responsabilidades que a sociedade lhes exige, vêem-se hoje em dia confrontadas com o desafio de adaptar continuamente as suas actividades às múltiplas pressões impostas por um ambiente externo em permanente e rápida mutação. Muitas destas forças de mudança estão directa ou indirectamente relacionadas com o processo de globalização e com as tendências de liberalização económica, frequentemente incoerentes e contraditórias, e também com o sistema multipartidário das democracias modernas e a maior homogeneização cultural que lhe está associada. Entre as pressões externas a que as organizações têm de responder destacam-se: o ritmo acelerado da mudança tecnológica; a intensificação da competição no mercado global; mudanças nos mercados de factores; a emergência de novas e mais diferenciadas necessidades por parte de clientes e consumidores; o facto de a provisão de bens e serviços ser cada vez mais dependente do conhecimento; e um quadro mais exigente para as organizações nos planos da regulação, conduta ética e governação, imposto pelo Estado ao nível nacional e supranacional.

»É neste ambiente complexo e em rápida mutação que as organizações são exortadas – por governantes, associações empresariais, académicos, instituições internacionais e, claro, também pelos media – a adaptar-se ou a perecer. No entanto, embora a maior parte das organizações procurem adaptar-se às mudanças que lhes são impostas, são muito poucas aquelas que demonstram uma efectiva, consistente, coerente e sustentável capacidade para a inovação.

»Estas tendências e processos constituem o pano de fundo do tema unificador da investigação a ser desenvolvida nesta Área Temática do CETRAD: a análise crítica do processo de inovação, em todas as suas dimensões e complexidade. Será dada uma atenção especial à análise dos processos, problemas e potencial para a inovação no contexto do desenvolvimento sócio-económico (utilizando-se os termos “inovação” e “desenvolvimento” no seu sentido mais lato). O âmbito desta investigação engloba diversos tipos de organizações (públicas, privadas, não-lucrativas, operando individualmente ou em parceria), de dimensão variável (micro-, pequenas, médias e grandes – dimensão medida não apenas em termos do emprego ou volume de vendas, mas também em termos territoriais e outros), operando em mercados, sectores e, acima de tudo, em cadeias de valor com características e dinâmicas dispares e que variam em termos territoriais do ultra local ao verdadeiramente global. A abordagem será development-oriented e explicitamente transdisciplinar e multidimensional. Pretende-se, assim, obter avanços na compreensão dos problemas e processos associados à inovação no quadro dos contextos complexos e circunstâncias específicas, que caracterizam o ambiente social, económico, político, organizacional e territorial em que a inovação tem lugar.

»A investigação a desenvolver pela Área Temática “Inovação, Organizações e Mercados” pode dividir-se em quatro linhas de investigação distintas, mas inevitavelmente interrelacionadas:

»(1) Inovação e Desenvolvimento;

»(2) Empreendedorismo, Emprego e Enquadramento Político e Institucional;

»(3) Dinâmicas e Comportamento dos Mercados; e

»(4) Cultura e Estratégia Organizacionais.

»Embora as 4 linhas incluam simultaneamente aspectos macro-, meso- e micro-, a sua combinação dependerá das especificidades dos projectos desenvolvidos.»


Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento (CETRAD). Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro: Áreas temáticas







Colección de post sobre innovación del 19 al 22 de noviembre



Sumário da semana (ES): http://liderar-innovando.blogspot.com/2013/11/coleccion-de-post-sobre-innovacion-del_26.html











2013/11/20

«Ranking das 200 Maiores Empresas de TI em Portugal»


«Das duas centenas de empresas de TI que constam nesta análise, 144 reportaram vendas no estrangeiro. As exportações totalizaram 1,2 mil milhões de euros, quando o volume de negócios total do ranking foi de quase 4,2 mil milhões de euros. Em comparação com os dados de 2011, houve uma quebra de -1% no volume de negócios.

»A resistência parece ser intrínseca aos portugueses, visto que, apesar de em 2012 termos tido mais um ano de crescimento negativo, as 200 maiores empresas de tecnologias de informação que constam neste ranking do Semana Informática conseguiram a proeza de ver reduzido o seu volume de negócios em apenas -1%. O volume de negócios registado em 2012 pelas empresas que constam no ranking foi de 4 185 242 762 de euros, quando estas mesmas empresas em 2011 obtiveram um volume de negócios de 4 246 371 439 euros.

»Visto que em 2011 e em 2010 tínhamos registado quebras de -4%, poderíamos pensar que, com todos os cortes efectuados a nível público e privado e com a desalavancagem económica, a queda no volume de negócios do ranking seria ainda maior. Mas, tendendo a todos os antecedentes, ter em 2012 uma quebra de -1% até pode ser considerado um sinal de que as empresas se adaptaram a uma nova realidade – um PIB negativo vários anos consecutivos –, estando a navegar em território mais controlado.

»Perante a falta de oportunidades de negócio no território nacional, muitos decisores voltaram-se para o mercado estrangeiro, procurando e descobrindo clientes interessados nas competências e nos produtos das suas empresas. Na análise que realizámos passamos de 117 para 144 empresas das 200 maiores a exportar negócios durante 2012, embora as duas maiores exportadoras representem 48% do total de 1200 milhões de euros.

»Neste ranking temos 28% do trabalho gerado em Portugal efectivamente exportado, tanto localmente para clientes estrangeiros como para o estrangeiro, com algumas empresas a fixar-se fora do país com sucursais. Relevo tem de ser dado novamente à expansão conseguida pela TIMWE e pela JP Sá Couto, que sozinhas representam 48% do volume de negócios exportado pelas 200 maiores e 81% do volume das empresas exportadoras constantes no Top 10.


»Ranking das 200

»Durante 2012 voltamos a ter um déjà vu no Top 5 das maiores empresas, com a JP Sá Couto novamente na liderança, apesar de uma ligeira quebra de 4%, agora seguida de muito perto pela TIMWE, que crescendo mais 20% consegue atingir 337 milhões de euros de volume de negócios e ser uma das três empresas do Top 10 a crescer positivamente. As restantes sete apresentaram crescimentos negativos, mostrando que nas pequenas e médias empresas se conseguiram novamente crescimentos de relevo.

»Em terceiro lugar voltamos a ter a IBM e em quarto a Novabase, comum a alteração no quinto lugar, com a subida da CPCDI, que aproveitou para trocar com a HP, agora na sexta posição. Nos restantes lugares temos as repetentes Tech Data, SIBS e Prológica, fechando o Top 10 a Reditus, que com 16% de crescimento consegue saltar de 14.ª em 2011 para a 10.ª posição.

»Das empresas que apresentam dados para 2012 e não o tinham feito relativamente a 2011, salientamos por volume a Alcatel-Lucent Portugal (88M€ – 16.º posto), a AveiDigital (44M€ – 22.º posto) e a Brisa Inovação e Tecnologia (38M€ – 23.º posto). No sentido inverso, da não apresentação de resultados para 2012, salienta-se a Databox (16.ª em 2011), a Delloite Consultores (22.ª) e a Altitude Software (25.ª).

»Entre outras curiosidades destaca-se o facto de em 2011 todas as empresas do Top 200 terem facturado mais de 1 milhão de euros, quando em 2012 apenas 173 o conseguiram fazer. Outra curiosidade é que apenas temos 124 empresas repetentes, o que basicamente indica que as comparações mais directas são com cerca de 62% de empresas comuns; os restantes 38% são relativos a empresas que entraram ou saíram do Top pelas mais diversas razões.


»Facturação por trabalhador

»Continua a ser difícil obter alguns dados básicos, como por exemplo o número de empregados. Relativamente a 2012, mais de uma dezena de empresas (13) não reportou esse valor, ficando assim impossível contabilizar a realidade da evolução do emprego. De qualquer forma, o cenário poderá ser mais negro que o reportado, visto que relativamente ao ano de 2011 houve 29 empresas a não reportar empregados. Em 2011 constatamos que existia um total de 26378 empregados nas empresas do ranking e, na edição deste ano, as 187 empresas publicam apenas 24843, o que representa uma quebra de 6%.

»Muitos indicadores podem ser avaliados, mas um dos mais interessantes deverá ser o da facturação por empregado, em que temos as mesmas cinco empresas mas com uma pequena alteração na sua classificação. Escolhemos este, apesar de muito básico, por não tomar em conta dados que em muitos casos estão ausentes, como, por exemplo, vários custos de exploração, tornando assim a comparação enviesada. Assim, a IBM é a única a conseguir mais de 200 mil euros por empregado, apesar de aumentar ligeiramente o número de empregados, seguida da Accenture, que conseguiu os mesmos 150 mil euros mas com menos empregados, que subiu de quarto para segundo à custa da PT Inovação (terceiro com 141 mil euros) e da PT SI (quarto – 140 mil euros), tendo a Novabase fechado este sub--ranking novamente no quinto lugar, com 97 mil euros, mas aumentando os empregados.

»Apesar de apresentar este rácio bastante inferior aos líderes, temos de destacar o desempenho da Reditus, que aumenta a facturação (110 milhões de euros para 128 milhões de euros) e os trabalhadores (2469 para 2800), conseguindo ainda melhorar ligeiramente para 45 mil euros por trabalhador.


»Cescimentos

»Este indicador, sempre importante, visto mostrar a dinâmica do sector, volta a ser em 2012 dominado por pequenas empresas, desta vez com duas delas abaixo do milhão de euros de facturação e apenas três delas dentro dos 100+. Assim, a que cresce mais relativamente a 2011 é a Tlantic Portugal (252%), seguida da DRI (77%) e da High-Gear (72%). Em representação das 100+ temos a Palhdata (76.º – +67%), a WinProvit (96.º – 62%) e a Aveicellular (25.º – +61%).


»Como Chegamos a este ranking?

»Apesar de se tentar que este ranking represente a realidade do sector nacional de TI, a verdade é que continuamos a verificar a falta de colaboração de muitas empresas na apresentação de dados, sobretudo quando sofrem quebras de resultados, quando reportam prejuízos ou quando muda a vontade dos accionistas.

»Esta situação explica em grande parte a participação de menos 75 empresas relativamente ao ranking do ano passado, tendo essas empresas decidido não responder à edição deste ano. A este facto acresce a limitação de algumas multinacionais fornecerem dados das filiais portuguesas. São disso exemplo organizações que facturam largas dezenas de milhões de euros ou mesmo centenas de milhões de euros, como acontece com as empresas Asus, Cisco, Dell, EMC, Ericsson, Microsoft, Nokia Siemens Networks, Oracle, Samsung ou Toshiba, só para citar alguns casos.

»De referir que toda a informação que consta neste ranking foi recolhida pelo Semana Informática junto das empresas. Por causa da impossibilidade de aceder aos dados de todas as principais empresas do mercado, o ranking não constitui uma cópia fiel do mercado de TI português, no entanto oferece uma visão muito aproximada do estado e do valor desta indústria.»


Semana Informática







2013/11/15

«Festival de Inovação reúne 3.1% do PIB»


«O Festival IN vai promover as indústrias culturais e criativas em Portugal. O evento pretende levar 60 mil visitantes à FIL e já conta com mais de 200 empresas inscritas.

»A Feira Internacional de Lisboa (FIL) recebe hoje a primeira edição do Festival IN. A iniciativa decorre de 14 a 17 de Novembro, com o objectivo de promover a inovação e a criatividade. E pretende “trazer investidores estrangeiros para verem o que de melhor se faz em Portugal”, antecipa ao SOL Elsa Veloso, mentora do projecto e responsável pela programação.

»O objectivo da organização é receber 60 mil visitas. Já existem mais de 200 empresas inscritas e, ao longo de quatro dias, a FIL vai receber as mais variadas formas de inovação e criatividade, através de conferências, congressos, seminários, espaços temáticos, showcases, performances e empreendedorismo.

»Além de nomes mais sonantes, como PT, Sapo ou Meo, o evento vai contar com empresas mais pequenas que surgem no festival pela mão de incubadoras que lhes estão a dar um tecto. As start-ups que integram o Lx Factory, por exemplo, vão poder mostrar os seus trabalhos.

»O mesmo vai acontecer com o Tagus Park e com algumas empresas incubadas da Católica do Porto. “Optámos por falar com quem já acolhia empresas que estão em desenvolvimento e cada um leva as que mais se distinguem, quer para mostrar os seus trabalhos, quer para networking”, conta Elsa Veloso.


»Inovar o financiamento

»Para Elsa Veloso, “a lógica é criar redes com parceiros que já estão a trabalhar nas indústrias culturais e criativas, que já têm projectos para mostrarem o que de melhor estão a fazer”. Esta é uma forma de atrair e mostrar “outras formas de financiar projectos que estão numa fase de iniciação”.

»Daí que a responsável acredite que esta edição “vai ser a primeira de muitas”. “É uma grande oportunidade de transformar Lisboa no hub das indústrias culturais e criativas”.

»O festival vai reunir os principais actores de um sector com um peso determinante na economia. Um estudo da consultora Augusto Mateus & Associados, com dados de 2010, indica que as indústrias culturais e criativas em Portugal representam 3,1% do PIB português, sendo responsáveis por 2,6% do emprego do país.

»Os eventos e as mostras que vão decorrer na FIL vão desde uma conferência sobre propriedade intelectual a uma Feira de Arte Contemporânea, passando por uma demonstração de robôs da Lego. Existe um espaço dedicado ao empreendedorismo no feminino e a programação conta ainda com um seminário promovido pelo British Council, que será transmitido em simultâneo para 160 países.

»Elsa Veloso salienta que o Festival IN pretende divulgar “o lado dos empreendedores, das empresas que estão a mexer apesar da crise”, já que “há uma série de jovens que se movimentam neste tecido e estão a dar provas que mesmo em alturas menos fáceis é possível fazer coisas”.

»E lança um repto: “Queremos fomentar negócios com novos modelos porque os modelos têm de se reinventar. Temos de encontrar novas fórmulas e soluções”.»


Sol, Joana Barros







2013/11/08

«PT Inovação em destaque na Conferência “O Melhor do Portugal Tecnológico”»


«O evento, organizado pela Exame Informática e pelo Expresso, no dia 5 de novembro, contou com a participação da PT Inovação que colocou em demonstração alguns dos mais recentes desenvolvimentos tecnológicos, nomeadamente nas áreas de redes de fibra óptica, Mobile Identity e Cloud Networking.

»Francisco Balsemão, vice-presidente do Grupo Impresa, abriu a conferência partilhando com a plateia o conceito da Tripla Hélice de Etzkowitz que situa a interação entre universidade, empresa e governo como imprescindível para o desenvolvimento baseado em inovação.

»No primeiro painel do evento, que incluiu reitores de conceituadas Universidades portuguesas, foram amplamente discutidos os mecanismos de suporte ao ensino da Ciência e Tecnologia como eixo para transformar Portugal num país competitivo.

»Como tornar Portugal mais inovador, foi o tema do segundo painel que incluiu representantes do tecido empresarial português. Convidado a participar neste painel de discussão, Alcino Lavrador afirmou que para melhorar o ambiente de inovação em Portugal é essencial ter maior presença da universidade nas empresas e estas deveriam ter uma ambição global e internacional, estratégia já trilhada pelo Grupo PT.

»No final da conferência foram atribuídos os prémios Exame Informática que distinguem anualmente os projetos que mais se destacaram nas Novas Tecnologias e na Ciência. O prémio Responsabilidade Ambiental foi atribuído ao Datacenter PT na Covilhã, desenhado para garantir a sustentabilidade a 360 graus e uma referência de eficiência energética. Alcino Lavrador, Presidente Executivo da PT Inovação, recebeu o prémio reafirmando o compromisso de sustentabilidade da PT nos domínios económico, social e ambiental.

»Consulte aqui todos os prémios atribuídos.»


PT Inovação