2013/08/28

Cáritas Portuguesa: «Cáritas quer séniores mais perto do mercado de trabalho»



«A Cáritas Portuguesa apresenta no próximo dia 23 de julho, às 17h, na Associação Comercial Portuguesa, em Lisboa, o arranque do projeto: “Rede de Competências Cáritas”. Trata-se da criação de uma rede de competências dirigida a pessoas com mais de 45 anos, ativas, desempregadas ou reformadas no sentido de as aproximar do mercado de trabalho.

»Esta rede vai possibilitar a comunicação entre quem procura emprego e empresas numa logica de partilha de competências técnico-profissionais com possíveis empregadores, compartilhando experiências e possibilitando condições para um envelhecimento ativo e enriquecedor. Com esta rede, que disponibiliza por um lado o perfil de competências de cidadãos e por outro, projetos de trabalho empresarial ou social, procura-se dar resposta à sustentação de um envelhecimento ativo e combater a exclusão do mercado de trabalho dos mais velhos.

»O desafio para a construção da necessária ferramenta tecnológica foi lançado à comunidade de investigação que integra o portal Inocrowd. Para a melhor solução que criasse a plataforma tecnológica para a geração, gestão e disseminação desta rede social inovadora dedicada à partilha de informação entre a população mais velha ativa, foi atribuído o prémio de 5 000€.

»Ao repto divulgado em Outubro, responderam cinco projetos, tendo sido selecionada a proposta apresentada por uma equipa de investigadores e docentes da Universidade do Porto, coordenada pelo Professor Doutor Marco Montalto. Prevê-se para finais de Novembro o lançamento desta plataforma.

»Recorde-se que este trabalho nasceu âmbito do Ano Europeu para o Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações tendo a Cáritas Portuguesa constituído um grupo de trabalho, coordenado por Maria do Rosário Carneiro. Este grupo definiu um programa no qual se integra esta rede de competências e outras iniciativas que procuram criar oportunidades para que mulheres e homens mais velhos possam manter o controlo das suas vidas e continuarem a contribuir ativamente para a sociedade.»



Cáritas Portuguesa



Mais:


Fátima Casanova: «Maiores de 45 têm nova ferramenta para encontrar emprego. Cáritas lança plataforma de emprego para maiores de 45 em Novembro»

«Plataforma “Rede de Competências Cáritas” vai entrar em funcionamento em Novembro. Cerca de uma centena de empresas já mostraram interesse.


»“Eu tenho tudo para dar”. Este podia muito bem ser o título de um novo trabalho de Luís Represas, embaixador e padrinho desta nova iniciativa da Cáritas Portuguesa, uma plataforma de emprego para maiores de 45 anos. Para o músico, é fundamental alertar consciências e a música já deu provas de que é capaz de o fazer.

»“Se as músicas podem trazer mais ânimo, alertar consciências, e são inúmeros os exemplos, pode ser que sim, que aconteça”, considera o embaixador.

»Nesta plataforma de emprego para maiores de 45 anos, quem procura trabalho pode colocar as suas competências, ao mesmo tempo que potenciais empregadores se podem socorrer desta ferramenta para procurar pessoas que correspondam às suas necessidades. Um instrumento útil numa altura em que a falta de emprego afecta uma grande parte dos portugueses.

»“Todos os problemas que vêm até à Cáritas para que ajudemos a resolver têm sempre na base a baixa de rendimentos, nalguns casos com a falta de rendimentos que tem que ver com o desemprego e, portanto, estamos a falar de um flagelo que é preciso encarar de frente”, alerta o presidente da Cáritas.

»Eugénio da Fonseca diz ainda esperar que “o Governo olhe mais numa perspectiva do crescimento e investimento económico e não tanto, como até aqui, nas questões ligadas à austeridade porque as consequências têm sido estas”.

»O presidente da Caritas Portuguesa premiou ainda, na cerimónia de apresentação da plataforma, o grupo de seis investigadores da Universidade do Porto, liderado por Marco Montalto.

»A plataforma de emprego para maiores de 45 anos, chamada de “Rede de Competências Cáritas” vai estar em funcionamento em Novembro e já existe uma centena de empresas interessadas em participar no projecto.»




Rádio Renascença











2013/08/23

Daniel Deusdado: «Desemprego entre 0 e 1»



«Quanto mais cientistas ouço e leio mais acredito que um homem de 50 anos está tão longe de um jovem digital como Marco Polo estava de Colombo ou os copistas face a Gutemberg. Há qualquer coisa na velocidade de informação que está a tornar o processamento cerebral dos seres humanos diferente. A geração de nativos digitais está a chegar aos lugares de decisão todos os dias. Alguém se lembra da idade do inventor do Facebook? 29 anos.

»Eles vão fazê-lo através de novas empresas ou de grandes mudanças nas que existem. E esta vai ser a questão central do (ainda) nosso tempo: o fosso entre a multidão de infoexcluídos versus os que sabem navegar no ‘futuro digital’ está todos os dias a aumentar. O “desemprego de longa duração” é a ponta do iceberg deste choque geracional e civilizacional.

»As manifestações ‘twitter’ do Irão, a Primavera Árabe, a revolta do Brasil contra o aumento dos transportes públicos ou por cá o nacional “15 de Setembro” contra a TSU foram movimentos democráticos gerados pelas redes sociais e liderados por nativos digitais viciados no ‘agora’. Na economia a montanha russa é igual: caem empresas gigantes ou destroem-se setores de atividades inteiros, num ápice, por correntes de mercado que ninguém controla.

»Hoje um miúdo de dez anos tem mais ‘conhecimento’ acumulado do que o grosso da população adulta (sobretudo a de baixa instrução). Obviamente este conhecimento não inclui tarefas básicas essenciais para o ser humano como agricultar, cozinhar ou tratar um bebé. Mas a questão é que essas tarefas já não são um obstáculo para quem nasceu a beber conteúdos como quem bebe água. Eles sabem procurar as respostas, em muitas línguas, num novo oceano — o da informação. O manual de sobrevivência chamado Wikipédia/YouTube responde a problemas de matemática ou pichelaria, como editar um filme ou fazer um bolo.

»Por essa razão, não compreender a oportunidade que Portugal tem nos negócios da economia digital assentes nas artes, música ou cultura é um erro imenso. É não salvar o velho desemprego nem gerar novo. Quem conhece os festivais de cultura pela Europa sabe o que esta economia criativa representa. Edimburgo, na Escócia, por exemplo, é dos piores sítios para se passar um clássico agosto. É raro o dia que não chova e à noite está frio. Mas há dezenas de milhares de pessoas a fazer e a assistir a espetáculos durante um mês inteiro, transformando uma cidade, que estaria semivazia, num dos maiores sucessos económicos do negócio da cultura. O catálogo dos vários festivais de Edimburgo tem 340 páginas — aproximadamente três mil espetáculos a quase todas as horas do dia e da noite.

»O grau de inovação de Edimburgo mostra como os europeus estão na vanguarda da criatividade artística e isso significa novos valores (morais, económicos e de sustentabilidade ambiental). Talvez só no Japão e nalgumas cidades dos Estados Unidos haja este grau de pioneirismo. Em Portugal os festivais de música são o símbolo desta nova geração e deste novo consumo. Estão quase sempre esgotados porque são eventos de emoção e comunidade indispensáveis às novas tribos sociais. Esta geração consome música — um produto digital — como se fosse oxigénio.

»As emoções artísticas e as vendas digitais são ‘os’ mercados seguintes. E este é um ponto crítico para a economia portuguesa: o Governo andou nos primeiros dois anos a prometer mais apoios à indústria. Obviamente, é importante — são alguns dos setores tradicionais que nos têm valido. Mas é preciso investir na junção da cultura aos negócios digitais para se globalizar a economia. Sob pena de voltarmos aos anos 80: exportávamos produtos, não tínhamos ideias nem design.

»Se nos próximos cinco anos não aumentarmos exponencialmente as vendas de produtos portugueses por Internet, não tivermos mais marketing digital e mais design incorporado no que fazemos, não há têxteis, sapatos ou metalomecânica de alta qualidade que nos valham. No entanto, para ainda apanharmos o barco, temos de investir em oportunidades de trabalho para a geração dos nativos digitais. Se eles continuam a emigrar é que nunca mais lá vamos.»




Jornal de Notícias

Imagem em Idealista.pt/news









2013/08/18

Coleção de mensagens sobre inovação do 13 ao 16 de Agosto



A semana começou com as novidades para quatro dos sistemas de pagamento eletrónico em Australia: os internacionais PayPal e Braintree, e os australianos Pin Payments e Kounta. Depois, o blog aterrou nos novos desafios da economia china, pois o rápido crescimento nos anos recentes ocasionou desequilíbrios estruturais, qualitativos e quantitativos, que no longo prazo podem repercutir nela negativamente.



Em Portugal, Jack Soifer nota a falta de bom-senso na fiscalidade, que dificulta o emprego, o progresso e a real economía; isto e falta de justiça social.



Em Brasil Aldo de Albuquerque Barreto faz perguntas incisivas porque nosso julgamento inadequado da criatividade «pode formar uma ditadura na avaliação de nossa vida».



No dominío do idioma castelano Gabriel Sánchez Zinny fala da importãncia da inovação em América Latina e do papel do Estado e das pessoas; a inovação e o futuro.









2013/08/15

Jack Soifer: «Justiça e Impostos»



«No Contrato Social, um dos pais da democracia actual, Jean-Jacques Rousseau, diz que o lado fraco só cumpre o contrato que lhe for desfavorável, se o lado forte cumprir o seu.

»No mundo inteiro, o índice de fuga ao fisco é proporcional ao sentimento individual de justiça e democracia. Há quem diga que em Portugal, como no Brasil e em Itália, a economia real é quase o dobro da fiscal. Quando só 40% dos eleitores elegem deputados na União Europeia e 54% em Portugal, é porque não acreditam no sistema. Quando as PME não conseguem obter o pagamento das facturas pelas maiores empresas do país e têm medo de processá-las, é porque não acreditam na justiça. Quando os advogados, contra o próprio interesse, sugerem aos clientes fechar um “mal acordo” em vez de abrir um longo processo, é porque algo vai mal.

»Em Salazar e os Milionários lê-se como poucas famílias manipulavam a política com a aquiescência da justiça.

»A nossa crise será longa, pois não é financeira e nem só económica, é estrutural e cultural. Provocada por um lóbi que não acredita que a alteração das forças do poder pode criar sinergia, ao contrário dos outros países. Lá prepararam-se para a crise e o lóbi percebeu que a crise é a oportunidade para inovação e até uma nova constituição.

»Devemos acabar com as agências que nada controlam e delegar na sociedade civil local o controlo de toda a economia. Pois as actuais estruturas levaram-nos a este buraco inimaginável. O actual sistema não é justo pois permite truques, onde a redacção e a classificação e não o acto/facto justificam uma sentença. Já não temos uma Justiça Divina, Germânica, Romana, nem a de Bom-senso.

»Sem bom-senso, fogem-nos capitais inovadores que poderiam aproveitar a riqueza local e gerar emprego, progresso e uma real economia.»






O Ouriço (Blogosfera que pica)

Imagem de deoliveiraartur em Flickr







2013/08/08

Programa Porto de Futuro liderado pelo Centro de Inovação Social (CIS) de Porto



«O Programa Porto de Futuro é pioneiro e inédito no País e surge como resposta à necessidade de uma maior participação da sociedade civil na vida das escolas, reconhecendo o papel fundamental da Educação no desenvolvimento sustentado de uma sociedade mais competitiva e dinâmica. O seu propósito é gerar uma cultura do conhecimento baseada no mérito, na criatividade, na inovação e no empreendedorismo, que seja o reflexo do projeto educativo que se pretende para o Porto e que o transforme numa cidade mais coesa, equilibrada e sustentável. Para este desígnio, a Autarquia Portuense, em Abril de 2007, estabeleceu parcerias entre cada um dos Agrupamentos de Escolas da cidade do Porto e igual número de empresas da região Norte (Águas Douro e Paiva, Auto Sueco, BA Vidro, BIAL, Cerealis, CIN, Corticeira Amorim, Efacec, Ibersol, Mota Engil, Porto Editora, RAR, Sogrape, Sonae, Symington, Toyota Caetano e Unicer), que contam ainda com o compromisso da Direção Regional de Educação do Norte e assentam na transferência de boas práticas e conhecimento do mundo empresarial para as escolas da cidade.

»Mas a rede de parcerias que sustenta o Programa Porto de Futuro vai mais além e estende-se a muitas instituições e entidades locais que, com diferentes estratégias e atuações, contribuem para o desenvolvimento deste Programa, como sejam, as 3 grandes instituições de ensino superior da cidade — Universidade do Porto, Universidade Católica Portuguesa e Instituto Politécnico do Porto — a Escola de Gestão do Porto (EGP–UPBS), a Junior Achievement Portugal — congénere portuguesa da Junior Achievement, a maior e mais antiga organização educativa mundial —, a Betweien — empresa de referência em soluções globais de qualidade ao serviço da educação, da formação e da comunicação —, a Cidade das Profissões — estrutura única em Portugal e membro da Réseau Cités des Métiers —, a KPMG — especialista em serviços de consultoria —, e inúmeras personalidades de vários quadrantes, não esquecendo os mentores desta ideia singular, de aproximar a sociedade civil de sectores estruturantes da sociedade, Professor Valente de Oliveira e Dr. Artur Santos Silva.


»Os projetos do Programa Porto de Futuro estão organizados em torno de vetores de atuação estruturantes:

»Consultoria de Gestão – a prestação de serviços de consultoria de gestão por parte da empresa à escola parceira é o vetor mentor do Programa e esteve na génese da formalização dos protocolos de parceria.

»Empreendedorismo e Cidadania – com projetos de formação comprometidos com os valores da igualdade, da ética, da justiça social e económica, que ajudam as crianças e jovens a compreenderem a relevância do que aprendem na escola, no seu relacionamento com o mundo fora da sala de aula (projetos Mundo das Profissões, Junior Achievement, O Braço Direito e Geração Alfa).

»Role Models – investe na substituição do atual modelo de referências das novas gerações, assente na notoriedade fácil, por personalidades que se distinguem pelo empreendedorismo das suas carreiras, baseadas na formação e qualificação (projetos Um mês uma história de vida, Estórias Vivas e Escola Positiva).

»Prevenção do Abandono Escolar – alunos universitários, em regime de Voluntariado, constituem-se tutores de alunos do ensino básico, facultando-lhes apoio pedagógico e induzindo-os a criar uma atitude para a tomada de decisões responsáveis sobre o presente e o futuro, quer na escola quer na vida social.

»Mérito Escolar – com iniciativas de reconhecimento, que premeiam os melhores alunos, e ações de valorização da imagem e capacidades de alunos em risco de desorganização do percurso escolar (projetos Rumo à Excelência, Consegui! e Universidade Júnior).

»Promoção da Saúde Juvenil – através da organização de torneios de rugby inter-escolas, que aliam o ensino e promoção de uma modalidade desportiva que tem vindo a crescer, aos valores que lhe estão tradicionalmente associados - o trabalho em equipa, a responsabilização e a integridade.

»Desenvolvimento Vocacional e Pessoal – cujo cerne é o apoio à construção de projetos de vida, de modo a que seja dada a todos a oportunidade de explorarem e redirecionarem a sua relação com o mundo (projetos Cresce e Aparece, (És)tudo, e Escolas conscientes, escol(h)as consequentes).


»Os beneficiários do Programa vão muito além dos cerca de 28 mil alunos do ensino pré-escolar, básico e secundário das escolas da rede pública da cidade: abrangem a comunidade educativa, incluindo os pais e encarregados de educação, o tecido empresarial local e restantes parceiros, enquanto intervenientes ativos na execução dos projetos.»






Centro de Inovação Social (CIS) de Porto