2013/07/31

NOSi: «Cabo Verde vence Prémio africano de Inovação para o Sector Público com o SIGOF»



«Cabo Verde acaba de ser distinguido como vencedor da 3.ª edição do Prémio Africano de Inovação para o Sector Público (AAPSIA 2012), na categoria Inovação nos Sistemas e Processos governativos, com o SIGOF - Sistema Integrado de Gestão Orçamental e financeira, solução desenvolvida pelo Núcleo Operacional da Sociedade de Informação - NOSi.

»O anúncio foi feito na noite desta sexta-feira, 26 de Julho, numa cerimónia especial e jantar de gala durante a 8ª Conferencia do Ministros da Administração Pública dos países da União africana, que teve lugar de 22 a 27 de Julho em Brazaville, Congo. Os finalistas de cada uma das categorias foram convidados a participar na cerimónia de atribuição de Prémios.

»Trata-se do primeiro programa do continente africano que valoriza e premeia a inovação no sector público. O AAPSIA visa promover e incentivar as melhores práticas de inovação e prestação de serviços no sector público. O prémio reconhece os projetos de prestação de serviços bem-sucedidos e eficazes e iniciativas que tenham sido alcançadas através da aplicação de abordagens, metodologias e ferramentas inovadoras.

»O país, o governo, o Ministério das Finanças e o Núcleo Operacional da Sociedade de Informação - NOSi, estão desta forma de parabéns.

»O Sistema de Integrado de gestão Orçamental e financeira – SIGOF, é o instrumento de excelência da gestão financeira do Estado de Cabo Verde, hoje reconhecido internacionalmente.

»Representa o desenvolvimento sustentável de uma solução informática. È uma solução cabo-verdiana desenvolvida por competências nacionais, que trouxe mais credibilidade, celeridade e transparência na tomada de decisão e na gestão dos recursos financeiros do Estado.

»Mostra, passo a passo, em tempo real e online, todas as despesas, pagamentos, facturas ou extractos de conta de cada um dos organismos do poder central, local e de serviços autónomos.

»Em operação desde 2002, SIGOF, inclui aplicações para: Gestão Orçamental; Gestão de Tesouraria; Gestão de projectos de Investimento; “Procurement”; “Monitoring e Evaluation”; Gestão Patrimonial; Pagamentos Electrónicos; Gestão de Recursos Humanos; Processamento de salários; Gestão de Receitas; Imposto Único sobre Rendimento (IUR); Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA).

»SIGOF é uma solução que tem merecido sucessivo reconhecimento internacional. Credenciou o país à ser escolhido pelo Millennium Challenge Corporation (MCC) como Fiscal Agent, ou seja, no primeiro país a gerir directamente fundos do MCA, e ter sido um caso de sucesso e estudo e benchmarking para a Comunidade dos países da Língua Portuguesa, Banco Mundial, ICF, Fundo Monetário Internacional e estudo de caso de varias universidade dos USA, caso do Harvard university. [...]

»Outro projeto submetido por Cabo Verde à 3.ª edição do Prémio Africano de Inovação para o Sector Público (AAPSIA 2012) foi BQE – Bolsa de qualificação e Emprego. Foi um dos finalista e ficou posicionado em 3º Lugar na categoria “Parcerias Inovadoras na prestação de Serviços”.»



NOSi (Núcleo Operacional para a Sociedade de informação)











2013/07/25

«Feira Raiana quer promover a inovação no mundo rural»



«O município de Idanha-a-Nova apresentou hoje o programa da XVII Feira Raiana, que este ano decorre em território português, e através da qual se pretendem destacar os projetos inovadores que dignificam o mundo rural.

»Armindo Jacinto, presidente daquela autarquia raiana, explicou que no certame, que decorre de 31 de julho a 04 de agosto, “vão ser lançados um conjunto de projetos inovadores que visam fixar população jovem e dar dignidade ao mundo rural”.

»“Esta deve ser uma montra do que de melhor se faz no concelho e na região da Extremadura, em termos de produtos locais, mas deve também ser um espaço onde se mostra a inovação e tecnologia”.

»Exemplo disso é a apresentação pública da primeira “Casa Sustentável Modelo Idanha”, construída numa semana, privilegiando os materiais tradicionais, com a madeira, a cortiça e o barro.

»“Esta é uma casa económica (pode custar entre 25 a 30 mil euros) e sustentável, vocacionada para gente jovem que queira instalar-se neste território e tirar da sua própria habitação alguma rentabilidade, já que a esta pode estar associada uma cozinha para produzir bolos, compotas, enchidos ou queijos, de modo tradicional, ou uma oficina de artesanato, ou ainda um quarto para ser aproveitado como turismo rural”, reitera o presidente.

»O tema do certame vai ser “Produtos da Terra/Productos de la Tierra” e “é um slogan que vem para ficar. Será sempre este o mote da Feira Raiana, quer se realize em Idanha-a-Nova, quer em Moraleja” (sede do evento do lado espanhol).

»O tema justifica-se porque “é preciso criar riqueza e postos de trabalho nestes territórios. E os jovens podem aproveitar as imensas potencialidades que aqui existem em termos de exploração dos produtos locais, tornando o mundo rural num espaço de excelência”.

»À mostra da economia local (de ambos os lados da fronteira), alia-se a gastronomia e a cultura ibérica, pois “do flamenco ao fado, passando pela música tradicional ou aos artistas de renome, como Rui Veloso e Os Azeitonas, cabeças de cartaz, há propostas para todas as idades e gostos, incluindo a festa dos touros, com uma garraiada e uma tourada à portuguesa”.

»Este certame, que funciona como mostra agroindustrial, turística e cultural e constitui o exemplo mais significativo de promoção e cooperação entre os municípios da Beira Interior Sul e da Província de Cáceres (Extremadura), decorre em anos alternados em Idanha-a-Nova, Portugal, e Moraleja, Espanha, sendo esta XVII edição organizada pelo município de Idanha-a-Nova, em conjunto com o Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento, no âmbito da cooperação transfronteiriça da Associação A Raia/La Raya.»



Rádio e Televisão de Portugal (RTP)





+ info XVII Feira Raiana: Município de Idanha-a-Nova






2013/07/18

«Jovens em congresso». III Congresso dos Empreendedores da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP)



«O Congresso dos Empreendedores da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) começou ontem em Luanda. Angola pretende promover o empreendedorismo e desenvolver programas de formação dos jovens de acordo com o Plano de Apoio à Juventude já aprovado pelo Executivo, anunciou, na abertura do congresso, o secretário de Estado da Juventude, Nhanga de Assunção.

»Nhanga de Assunção, que falava na abertura do Congresso dos Empreendedores da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), apontou os Programas Nacionais de Micro, Pequenas e Médias Empresas, Angola Investe, de Promoção do Empreendedorismo, Facilitação do Acesso ao Crédito e de Apoio às Actividades Económicas Emergentes como cruciais para o crescimento das empresas.

»O secretário de Estado informou que várias acções estão a ser executadas em todo o país para a promoção e formação profissional juvenil, de forma a fomentar o auto-emprego.

»“Este encontro vai permitir maior interacção entre os jovens empreendedores dos vários países da comunidade de língua portuguesa e ajudar a melhorar as condições socioeconómicas dos mesmos”, referiu.

»Nhanga de Assunção ressaltou que o encontro constitui um espaço privilegiado para concertar soluções integradas em prol do desenvolvimento harmonioso e sustentável da CPLP. Hirondino Garcia, presidente da Prestígio (Liga de Jovens Empresários e Executivos de Angola), disse na abertura do Congresso que a organização pretende abordar as políticas sectoriais e globais dos países da CPLP, com vista a impulsionar o crescimento nos Estados. “Vamos facilitar os contactos de negócios entre os empresários e estabelecer melhorias nas relações sociais entre os países participantes no encontro”, salientou. Sob o lema “Crescimento, Desenvolvimento e Parcerias”, o encontro reúne associações de empresários de Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal e Timor-Leste. O Congresso de Empreendedores da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa termina amanhã com uma visita das delegações à Feira Internacional de Luanda.

»O Congresso dos Empreendedores dos Países de Língua Portuguesa visa criar um fórum inovador e multicultural para a promoção do intercâmbio, conhecimento e a criação de parcerias estratégicas. O evento é uma iniciativa da Prestígio-Liga do Jovens Empresários e Executivos de Angola, em colaboração com o Ministério angolano da Economia e da Juventude e Desportos.

»O fórum tem também por objectivo a realização de negócios e o desenvolvimento do empresariado nacional. Outro objectivo é reafirmar Angola como um destino empresarial de preferência no circuito dos países que partilham a língua portuguesa.

»Participam no congresso cerca de 200 expositores, nacionais e estrangeiros, em representação de sectores da indústria, agro-pecuária, construção civil, comércio, hotelaria e restauração, companhias aéreas e transportes marítimos e terrestres.

»Estão em abordagem, entre outros temas, “O empreender na formação /educação campus do saber”, “Empreender nas pessoas”, “Economia social e solidária-campus social” e “Empreender nas tecnologias da informação e comunicação – campus da tecnologia”.

»O Conselho Nacional da Juventude (CNJ) de Angola impulsionou, durante a presidência do Fórum da Juventude da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (FJ-CPLP), a estruturação do Plano Estratégico para a Juventude da CPLP, disse em Lisboa o seu presidente, Cláudio Aguiar.

»Integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.»




JA, Africa Today




+ info: Angopp, «Congresso dos empreendedores da CPLP persegue sete objectivos», Angonotícias






2013/07/11

Gonçalo Calado: «Financiamentos alternativos em ciência»



«Enquanto contribuinte, prefiro que uma parte considerável da ciência tenha financiamento público, seja avaliada por comissões científicas idóneas e escrutinada por todos. Longe da perfeição, estou em crer que esta é a forma mais eficaz de fazer o mundo avançar em ciência.

»Por ocasião de uma visita a Portugal, a investigadora alemã Karin Schallreuter deu uma entrevista ao jornal Ciência Hojecom o título “O futuro da investigação pode passar por donativos”. Esta investigadora escolheu um parente pobre dentro das disciplinas médicas para se dedicar: a dermatologia. Como ela refere, nesta área não existem tantas doenças mortais como na oncologia, mas algumas afectam muito a qualidade de vida. Assim, e como indicado no título da entrevista, recorre muitas vezes a donativos para prosseguir as suas investigações. A dermatologia não deixa de ser uma especialidade médica e muitas pessoas estão bastante mais atentas à medicina do que a outras áreas do conhecimento. Acredito, portanto, que o financiamento acabe por ser conseguido de uma ou de outra forma.

»Numa altura de grandes cortes no financiamento por parte do estado, a que a ciência não é alheia, o tema da procura de outras fontes torna-se mais actual. Redefinem-se estratégias de comunicação e publicidade dos centros de investigação e aumenta a roda-viva dos líderes que utilizam a sua influência entre mecenas e filantropos no sentido de caírem nas suas boas graças. Garanto-vos que o espectáculo às vezes é triste, sobretudo por parte daqueles que acham que agora é que vai ser e que o subfinanciamento é como o desemprego: uma bela oportunidade para fazer mais e melhor, e que assim as coisas se irão ajustar por si.

»Outros optam por aumentar a parte dos seus recursos humanos que se dedica à prestação de serviços “científicos” à comunidade, que não passam de rotinas já estabelecidas e que não beneficiam da inovação científica que se faz (ou fazia) naqueles centros. São muitas vezes uma concorrência desleal às empresas de cariz tecnológico, pois conseguem uma considerável economia de escala nos custos operacionais, seja no equipamento, no pagamento de rendas, água ou electricidade, ou ainda mais grave, na contratação de mão-de-obra especializada e barata (bolseiros, estagiários), se estiverem ligados a universidades, sob o pretexto da formação graduada em ambiente empresarial.

»É claro que também aqui as fronteiras não são fáceis de definir e que a transferência de conhecimento das universidades e centros de investigação para a sociedade é uma coisa boa e necessária, mas mal estamos quando a principal preocupação de um director de um destes centros, que lá chegou em princípio pela sua carreira científica, é manter as suas linhas de investigação e postos de trabalho a qualquer custo. O famoso princípio de Peter não perdoa.

»Nesta situação, a redefinição de estratégias está a priori inquinada. Não são nem as linhas mais produtivas, com melhor ciência, na forma como a podemos avaliar, nem as pessoas a elas associadas que contam mais. Nesta situação emergem os projectos mais sexy, mais vendáveis, muitas vezes em detrimento de linhas mais robustas. Nada tenho contra um benemérito que queira apoiar a sequenciação do genoma do rouxinol que em pequeno ouvia todas as manhãs, ou o estudo da enfermidade que atacou definitivamente a sua mãe. Apenas considero que esta não pode ser a forma como esperamos que a ciência se financie.

»Ainda assim, enquanto contribuinte, prefiro que uma parte considerável da ciência tenha financiamento público, seja avaliada por comissões científicas idóneas e escrutinada por todos. Longe da perfeição, estou em crer que esta é a forma mais eficaz de fazer o mundo avançar em ciência. Os doadores, mecenas ou filantropos terão o seu papel também aqui, mas nunca por substituição.»



Artigo de opinião publicado em seção Ciência de Público

Gonçalo Calado é biólogo, professor auxiliar na Universidade Lusófona em Lisboa









António Gomes Mota : «A última fila do desemprego»



«Uma análise mais fina dos valores do desemprego apontam para, no final do primeiro trimestre do corrente ano, existirem mais de 570 milhares desempregados com habilitações iguais ou inferiores ao terceiro ciclo básico.

»Este número, que impressiona pela sua dimensão, faz-nos reflectir quanto à grande dificuldade de num futuro nem sequer muito próximo ser possível fazer reentrar no mercado de trabalho uma parte significativa daqueles desempregados, mesmo que a conjuntura melhore e se inicie, finalmente, uma fase de crescimento razoável da economia portuguesa.

»Esta mole de desempregados está, perdoe-se a expressão, no sítio errado à hora errada. Na evolução que todos e bem defendem para e economia portuguesa de valorização da inovação e da qualidade e consequente subida na cadeia de valor, não haverá certamente muita criação de emprego para pessoas com baixas qualificações, que estarão assim condenadas, na sua maioria, a um desemprego de longa duração, provavelmente até à idade de reforma, que para muitos apenas chegará dentro de uma ou duas décadas. É uma situação social dramática, já que essa condição de desempregado verá, inevitavelmente, gradualmente reduzirem-se os apoios sociais disponibilizados, com efeitos que poderão vir a ser muito graves na coesão social do país.

»Como atenuar esta situação é uma questão de difícil resposta, provavelmente carecendo de múltiplas respostas, todas certamente insuficientes, mas podendo cada uma ajudar a minorar um problema a que a sociedade não pode alhear-se.

»Neste quadro parece claro que terão de continuar existir programas de qualificação académica e sobretudo profissional, chamem-se novas oportunidades ou outra designação qualquer, desejavelmente melhor estruturados e mais ligados à realidade empresarial e às necessidades das empresas que possibilitem que alguns desempregados evoluam para um patamar mais elevado de qualificação e consequentemente possam aceder a outro tipo de opções profissionais.

»Parece também claro que no processo de reanimação do investimento público que inevitavelmente terá de acontecer, deverá ser guardado espaço para a promoção de actividades indutoras de emprego menos qualificado. A reabilitação urbana poderá ser uma área de excelência para o efeito, acrescendo que é um elemento crucial para o desenvolvimento da qualidade de vida nas cidades, na melhoria estética e ambiental, na valorização das suas dimensões cosmopolita e de atractividade turística e, não menos importante, por ser um investimento público que é indutor de investimento privado.

»Outro domínio de atenção poderá ser o da economia social ou do terceiro sector, cujo apoio mais intenso, consistente e com visão de mais largo prazo pode igualmente gerar benefícios em prol da redução do desemprego menos qualificado, pois este segmento incorpora um amplo leque de organizações capazes de criarem uma multiplicidade de funções susceptíveis de serem desempenhadas por profissionais com níveis de escolaridade mais baixos, mas que ao mesmo tempo são portadoras de realização pessoal e profissional e em actividades com impacto na sociedade em geral.

»São apenas algumas ideias e sugestões para um problema que é grave e que tenderá a permanecer, mesmo numa época de maior prosperidade, caso não se desenhem políticas e soluções que o combatam e no mínimo o atenuem, uma responsabilidade que é muito mais do que de um Governo, é uma condição de cidadania que todos deveremos em conjunto assumir.»



Artigo publicado em Diario Económico









2013/07/03

«European Business Awards (EBA): Portucel Soporcel foi considerado a melhor Empresa da Europa»



«O grupo Portucel Soporcel foi considerado a melhor Empresa da Europa pelo “European Business Awards” (EBA), distinguindo assim o desempenho do Grupo durante o ano de 2012, bem como a sua capacidade de inovação. “Esta distinção representa um incentivo para prosseguir o caminho que o Grupo tem vindo a percorrer e que o levou a transformar uma visão ambiciosa em realidade, concretizando um plano de investimentos superior a mil milhões de euros, concentrado no período compreendido entre 2008 e 2010”, explica fonte da administração.

»“O Grupo vai continuar a aprofundar as bases de sustentabilidade do seu negócio, procurando ser inovador e cada vez mais eficiente”, prossegue em declarações por escrito ao “Setúbal na Rede”, acrescentando ter sempre numa atitude de respeito pelo meio ambiente e de desenvolvimento das comunidades envolventes. O Grupo concorreu, inicialmente, na categoria “Import/Export”, enquanto empresa exportadora de referência a nível nacional e internacional.

»Devido ao desempenho de excelência, ao crescimento alcançado, às estratégias de inovação e à posição de liderança no sector da pasta e do papel, a empresa concorreu na categoria de Empresa do Ano. O grupo Portucel Soporcel foi distinguido na categoria “The Infosys Business of the Year”, entre centenas de empresas a nível europeu das mais diversas áreas de actividade económica.

»Os “European Business Awards”, considerados como um dos mais competitivos prémios da Europa na área dos negócios, reconhecem e promovem a excelência, as boas-práticas e a inovação da comunidade empresarial europeia. A edição de 2012 envolveu mais de 15 mil organizações de vários sectores em mais de 30 países.

»“Numa altura em que o aumento da produção de bens transaccionáveis destinados a exportação é fundamental para a retoma do crescimento e criação de emprego de forma sustentada em Portugal, assume particular relevância a estratégia de desenvolvimento seguida pelo grupo Portucel Soporcel que conduziu a um aumento do peso das exportações no volume de negócios”, explica fonte da administração da Portucel. Em 2012, as exportações totalizaram mais de 1,2 mil milhões de euros, correspondente a cerca de três por cento das exportações portuguesas de bens.

»No âmbito de projetos futuros para inovar a empresa, a Portucel admite que “toda a atividade do grupo se inicia com a investigação aplicada à gestão responsável de um recurso natural e renovável, a floresta nacional”. “A aposta do Grupo na área de Investigação & Desenvolvimento, através do Instituto de Investigação da Floresta e Papel tem sido o suporte para projectos de ponta no aperfeiçoamento das características próprias do eucalipto e na melhoria das práticas de gestão florestal sustentável, que permitem obter uma matéria-prima de excelência no fabrico de papéis de elevada qualidade”.»


Rogério Matos, Setúbal na Rede.




Press-Release (PDF): Portucel Soporcel Group considered Europe’s top business of the year.

Image from Sustainable Forest Management - Best Practices for Green Growth Brochure, by Portucel.







José Manuel Fernandes, presidente da Frezite Group: «A inovação não se faz só porque se quer»



«O sistema de inovação é acima de tudo uma cultura pró-activa de mudanças para melhor, que toda a equipa tem de possuir. Só assim é que funciona, com resultados. A inovação não se faz por decreto, numa empresa, não obstante a mesma já estar abraçada por uma certificação com procedimentos, em que quem domina são as tecnocracias geradoras de serviços. Esta certificação é dominada pela norma EIC NP4457 IDI, em que a Frezite também está certificada.

»A necessidade de inovar tem como origem, a capacidade competitiva da empresa, a capacidade diferenciadora na oferta em produtos e serviços, a capacidade de entrada em novos mercados e nos seus processos de gestão pela redução de tempos de execução, com redução dos custos.

»[...]

»O relacionamento do Frezitegroup, com o sistema universitário de investigação é bom, mas sentimos que podia ser melhor. Dentro das instituições de investigação ligadas às Universidades, podíamos encontrar uma maior sensibilidade vocacional de responder com maior eficiência às empresas, quer na rapidez na formação de equipas de investigação, composição de respostas por contractos bem estruturados e relações públicas organizadas como têm as empresas.

»[...]

»Ter produtos e serviços inovadores é importantíssimo, em particular na formação de sucursais no exterior, em processos de internacionalização. Em muitos casos a componente mais forte associada à inovação tem de ser preço mais competitivo, contudo o que tem de sobressair em primeiro plano é a diferenciação em relação à concorrência.

»Portugal hoje já é visto de uma forma diferente, comparado com algumas décadas atrás. Temos de mostrar mais ao exterior os factores competitivos dos portugueses, sua capacidade diferenciadora, seu legado histórico para a história da humanidade, tudo que fazemos na ciência, etc. Esta é a verdadeira marca de Portugal pelos conteúdos e pela imagem que todos geramos, pelo exemplo positivo de cada empresa, cada instituição, pela arte, pelo desporto, pela ciência e investigação e por um povo educado e com orgulho de ser português, mas nunca por publicitar e gastar fortunas isoladamente com o “From Portugal”, como marca isolada e discreta.»


Filipe Fernandes, «Perguntas a José Manuel Fernandes, presidente da Frezite Group», Negócios.

Imagen: INESCTEC.