2013/12/31

«Oliveira & Irmão investe no Brasil, Colômbia e México em 2014. OLI é especialista em artigos sanitários»


«A empresa portuguesa Oliveira & Irmão (OLI), o segundo maior fabricante europeu de autoclismos, anunciou hoje ter escolhido o Brasil, Colômbia e México, na América Latina, como mercados alvo em 2014 para a sua expansão internacional.

»“O Brasil, Colômbia e o México são países que apresentam uma atividade muito dinâmica e forte no setor da construção, pelo que constituem países de eleição na América Latina para a OLI na sua expansão internacional no próximo ano”, disse à Lusa António Oliveira, o presidente do conselho de Administração da empresa que também é líder ibérica na produção de autoclismos.

»A OLI entrou recentemente no Brasil com a Duratex, a maior empresa produtora de painéis de madeira industrializada, louças e metais sanitários do hemisfério sul, que está cotada na Bolsa de São Paulo.

»A empresa portuguesa, com fábrica em Aveiro, dedica-se há 59 anos ao desenvolvimento e produção de sistemas de instalação sanitária e tem vindo a destacar-se, segundo o seu responsável, por ter algumas das “mais relevantes inovações” ao nível da eficiência hídrica, como é o caso da dupla descarga do autoclismo, “uma invenção portuguesa apresentada há 19 anos”, recordou o gestor.

»“Somos a terceira empresa portuguesa com maior número de patentes na Europa e uma das que mais investe em proteção de patentes em Portugal. Até agora registámos 60 patentes, mas temos atualmente 40 vivas, só sendo superados pelas farmacêuticas Bial e Hovione”, sublinhou.

»A OLI deverá encerrar 2013 com um volume de negócios de 40 milhões de euros, dos quais 80% são resultado das exportações para mais de 60 países dos cinco continentes e espera aumentar a faturação global em 10% no próximo ano.»



Dinheiro Vivo







Coleção de mensagens sobre inovação de 24 a 27 de dezembro de 2013



Carlos Marqueríe, «El Mercado de la Innovación Abierta (2013)


Correio do Minho, «Mosteiro de Tibães recebeu prémio Inovação e Criatividade»


Cynthia Giguere-Martel, «Valoriser et stimuler la nouvelle génération d’entrepreneurs. 16e Concours québécois en entrepreneuriat au Centre-du-Québec»


Darío Drucaroff, «Argentina y su encrucijada en el mapa de la innovación»


Diario de Pernambuco, «Bom Jardim terá Centro de Inovação e Produção para costureiras»


Estadão, «Inovação chinesa»


Etalab, «Dataconnexions #4 : Découvrez les huit lauréats de cette édition!»


Europa Press, «Diputación de Granada avanza en la puesta en funcionamiento del centro agroalimentario de innovación del Poniente»


Fabrice Dersy, «Quand les talents font la différence»


Greensavers, «Incubadora de inovação da Universidade de Lisboa facturou €6 milhões em 2013»


Kari Embree, «Pharmapack Europe 2014 focuses on innovation»


Le Moniteur, «Une initiative européenne pour développer l’innovation technologique ferroviaire»


Márcia Galrão com Lusa, «É preciso continuar a estruturar um mercado de trabalho ágil»


Marta F. Reis, «Think tank propõe fundo público para suportar custos da inovação»


Patrick A. Hyek, «Six global trends shaping the business world (Rapid technology innovation creates a smart, mobile world)»


Porvir, «9 passos para deixar a inovação acontecer. A recompensa é uma criatividade libertadora que torna o ensino emocionante e divertido»


Rodrigo de Oliveira Andrade, «Os selvagens do asfalto»


Ron Ruggless, «10 trends shaping the restaurant industry in 2014»


Silvia Torres Carbonell, «Innovación emprendedora, la clave de la competitividad»


Terry Slavin, «Disconnect between profit maximisation and social innovation»







2013/12/27

«Mosteiro de Tibães recebeu prémio Inovação e Criatividade»


«O Mosteiro de Tibães recebeu o prémio de Inovação e Criatividade atribuído, anualmente, pela Associação Portuguesa de Museologia.

»Para o Mosteiro de Tibães esta distinção de carácter nacional significa o “reconhecimento nacional” de uma actividade que procura ser diferenciadora através da inovação e da criatividade.

»Disso é exemplo “a diversificação das actividades que desenvolve, o estabelecimento de parcerias com entidades públicas e privadas, as acções no domínio do empreendedorismo cultural, o apoio a projectos empresariais na área da cultura, o registo da marca ‘sabores Beneditinos’ com a correspondente comercialização de produtos, o recente lançamento de audioguias, o produto ‘Brainstrorming Tibães’ direccionado para as empresas, a renovação da imagem gráfica e a forte pre sença nos media e nas redes sociais, entre outras iniciativas”, justifica fonte do museu.

»Uma estratégia de marketing que procura “posicionar a marca Tibães como um espaço cada vez mais de referência no património e na programação cultural, conferindo-lhe a notoriedade que continue a possibilitar o crescimento e a fidelização dos públicos”, acrescenta a mesma fonte, admitindo que essa “tem sido uma das grandes apostas do mosteiro que este prémio vem também confirmar”.

»Estes prémios de carácter nacional, que distinguem anualmente museus, profissionais e outras entidade relacionadas com a actividade museológica, são atribuídos num conjunto diversificado de áreas como seja o caso das exposições, serviços educativos, publicações, novas tecnologias e o melhor museu do ano, entre outras categorias.»



Correio do Minho

Imagem: Mosteiro de Tibães em Facebook







2013/12/26

«Think tank propõe fundo público para suportar custos da inovação»


«Ana Escoval, coordenadora do projecto que reune 19 peritos, diz que conclusões abrem “caixa de pandora” sobre debate que é preciso fazer sobre o preço da inovação.

»Em Outubro uma mudança na forma como os doentes acedem a medicação inovadora no Serviço Nacional de Saúde quando esta ainda está em avaliação económica reabriu o debate sobre a entrada dos avanços clínicos nos cuidados de saúde. Um despacho do governo retirou autonomia aos hospitais nos pedidos ao Infarmed para usar estes remédios depois de críticas a critérios desiguais no acesso de Norte a Sul mas os médicos temem que as desigualdades, que dizem ser motivadas por atrasos na avaliação dos remédios e falta de verbas, se mantenham.

»Se no final do ano passado a discussão teve um prelúdio com a polémica em torno da proposta de “racionamento ético” dos cuidados, ontem um grupo de peritos defendeu que é preciso tornar o debate mais amplo, definir o que é a inovação terapêutica e novas escalas para a sua classificação mas também auscultar a sociedade no sentido de perceber o que está disposta a pagar pela mesma. E a par desse trabalho, criar mecanismos de financiamento próprios como um fundo para os encargos nesta área em vez de as verbas terem de sair do orçamento corrente das unidades.

»Num encontro em Lisboa, o Think Tank Inovar Saúde - que reúne 19 peritos entre médicos, gestores, representantes de doentes mas também o padre Vítor Feytor Pinto ou o investigador Alexandre Quintanilha - apresentaram conclusões preliminares que acreditam que poderão ajudar a moldar o debate. Um das que reuniu maior consenso entre o grupo passa pela criação de fundo nacional público que suportasse a diferença entre o tratamento convencional e o inovador em situações em que fosse considerado adequado e evitasse situações de sub-orçamentação. Mas além de reforçar os canais de financiamento, criando dotações próprias para os tratamentos de doentes crónicos, defendem a necessidade de reforçar a partilha de risco entre o Estado e as empresas que fornecem inovação e cujos resultados clínicos são difíceis de quantificar a curto prazo.

»Ana Escoval, investigadora da Escola Nacional de Saúde Pública e coordenadora dos trabalhos, explicou ao i que mais do que ideias definitivas, acreditam ter aberto uma “caixa de Pandora”. “Só esta discussão e o envolvimento de toda a sociedade é que permitirá planear melhor o acesso a inovação e continuar a melhorar e manter os bons resultados de saúde”, diz.

»Questionada sobre se um atraso no debate tornou o SNS mais vulnerável às restrições da actual crise, Escoval diz que por um lado ainda não há “distanciamento suficiente” para medir os impactos no SNS e na saúde dos portugueses. Mas sendo certo que estão a ocorrer, há países que há quase 20 anos começaram a adaptar-se aos desafios da inovação, como é o caso do Canadá.

»A especialista rejeita porém que o trabalho a fazer esteja apenas do lado da administração pública. “A saúde tornou-se um bem de consumo. É preciso que a sociedade interiorize a necessidade de apostar em medidas de prevenção e gastos racionais. As poupanças que será possível obter servirão elas próprias de lastro para suportar a inovação”, avisa.

»Até ao final de Janeiro o grupo pretende ter um relatório final sobre o tema e propor linhas de investigação, Ontem, no encontro, foram ainda convidados pela Agência de Inovação para integrar os trabalhos em curso em torno da estratégia nacional de investimento até 2020.»

iOnline, Marta F. Reis







2013/12/25

«É preciso continuar a estruturar um mercado de trabalho ágil»


«Primeiro-ministro diz que “Impulso Jovem” permitiu integração de mais de 8 mil jovens no mercado de trabalho.

»Passos diz que é preciso “continuar a estruturar um mercado de trabalho ágil e aberto” para que aqueles que emigraram possam regressar a Portugal. Na abertura de um seminário sobre programas de apoio ao emprego e à formação dos jovens, na delegação de Lisboa do Instituto Português da Juventude, o primeiro-ministro fez hoje um balanço positivo do programa do Governo “Impulso Jovem”, referindo que este permitiu a integração de mais de 8 mil jovens no mercado de trabalho.

»O primeiro-ministro apontou o desemprego como a “maior prioridade política no país” e sustentou que “foram, de facto, os desempregados quem mais sofreu com esta crise”. “Continuar a estruturar um mercado de trabalho ágil e aberto, que conceda aos que decidiram emigrar a opção de regressar e de assim poderem dar o seu contributo à recuperação económica do país”, foi um dos pontos defendido por Passos.

»Segundo Passos Coelho, concluído o “Impulso Jovem”, o Governo pretende começar a executar em Janeiro o novo programa da União Europeia “Garantia Jovem”, com a ambição de dar em 2014 e 2015 “mais de 300 mil respostas concretas” aos jovens portugueses.

»Na sua intervenção, o primeiro-ministro falou dos “milhares de jovens portugueses que não estão empregados, mas que também não procuram formalmente emprego” e dos “que abandonaram precocemente os seus estudos e não estão a frequentar programas de aprendizagem ou de formação profissional”.

»“São eles os mais vulneráveis, são eles quem mais solicita o desenho de políticas inteligentes e inovadoras. É verdade que no ano que agora está a terminar conseguimos reduzir em cerca de 15 mil o número de jovens nesta situação, mas ainda estamos a falar de largas dezenas de milhares de pessoas que merecem uma oportunidade”, considerou.

»Relativamente ao “Impulso Jovem”, Passos Coelho mencionou este programa lançado em 2012 para vigorar até ao final de 2013 abrangeu, até Novembro deste ano, “um total de 90 mil jovens” e que, “segundo avaliações recentes, 67% dos jovens que são abrangidos por estes estágios conseguem entrar para o mercado de trabalho num espaço de três meses após a sua conclusão”.

»O novo programa “Garantia Jovem” tem como objectivo assegurar a todos os jovens até aos 25 anos ofertas de emprego ou formação no prazo de quatro meses após ficarem em situação de desemprego ou concluírem o ensino, referiu.

»O Governo decidiu “estender o programa até aos 30 anos de idade, o que aliás acabou por ser corrigido no ‘Impulso Jovem’“, assinalou. O Executivo pretende criar “incentivos de regresso à escola”, tendo em conta os “índices inaceitáveis de abandono escolar e qualificações escolares médias muito baixas” nacionais.

»“Vamos garantir condições para o cumprimento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano ou até aos 18 anos”, disse. “A educação e formação de adultos, a desenvolver pelas escolas e pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional, permitirá a aquisição de uma certificação escolar de nível secundário e uma certificação profissional”, acrescentou.»



Económico, Márcia Galrão com Lusa







2013/12/24

«Incubadora de inovação da Universidade de Lisboa facturou €6 milhões em 2013»


«O Tec Labs, centro de inovação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, fechou o ano com €6 milhões facturados e 200 postos de trabalho criados. “Num ano marcado pela crise económica e financeira, o Tec Labs termina o ano com um cenário bastante optimista”, explicou Rita Tomé, gestora de comunicação e imagem.

»A incubadora, que recebeu empresas como Science4you, Biopremier ou Fluiddo Interactive, irá apresentar as suas contas no próximo dia 16 de Fevereiro, partilhando com parceiros e organizações acolhidas os resultados do trabalho desenvolvidos em 2013.

»Os resultados da reestruturação administrativa e financeira, reabilitação de infra-estruturas e a concretização de um novo plano de actividades são alguns temas a serem abordados na próxima segund-feira, no auditório do Tec Labs, pelas 14h30.

»Recorde-se que um dos mais recentes projectos do Tec Labs foi a inauguração de uma Estufa Urbana no Campo Grande. O espaço, que se quer aberto à comunidade, pretende potenciar soluções sustentáveis através do funcionamento regular da estufa.

»A TEC Labs tem como associados a Faculdade De Ciências da Universidade de Lisboa, IAPMEI, ISCTE e Câmara Municipal de Lisboa.»



Greensavers







Coleção de mensagens sobre inovação de 17 a 20 de dezembro de 2013




Atlantico, «La désindustrialisation nous condamne-t-elle à vivre dans un désert d’innovations ?»


Davi Lira, «Rede social democratiza acesso à inovação acadêmica»


Dean Takahashi, «IBM reveals its top five innovation predictions for the next five years»


El Economista, «Brasil fica na penúltima posição em ranking de competitividade entre 15 países, aponta CNI»


el Periódico, «Barcelona busca evolucionar de la mano de la innovación abierta»


Elena Arrieta, «BBVA da un paso al frente en big data»


Europa Press, «Organizados por la Asociación Internet & Euskadi: El blog de Caja Laboral bancaparaempresas.com y la red social Spotbros, premios Buber Sariak 2013. Galardonados también la web de difusión de patrimonio Reharq.com; el portal del movimiento asociativo vitoriano y Euskalkultura.com»


Gabriela Costa, «Mudança na comunidade educativa faz-se com inovação»


Gabriela Costa, «Luís Simões: Trabalho, persistência e complementaridade»


Hostnews.es, «Thinktur impulsará la creación de una plataforma tecnológica europea y latinoamericana del turismo»


Kevin Gavin, «Pittsburgh: A Hive of Learning Innovation. The Pittsburgh region will continue as a “Hive Network”»


Litza Mattos, «Sem investimento e inovação, combate à criminalidade cai»


Marco Vaza, «A melhor táctica é marcar um autogolo»


New Indian Express, «Second Innovation Lab of India Opens for Bangalore Kids»


O País, «PTF emociona embaixador de Portugal»


Patrick Van Campenhout, «Près de 2 milliards pour l’innovation et les PME belges. C’est la part du programme de développement européen de 79 milliards d’euros»


Pierre-Marie Mateo, «L’économie israélienne dépend du succès de l’innovation technologique»


SourceWire News Distribution, «Tech innovation gives children in hospital a magical escape at Christmas»


Tribuna do Norte, «Inovação, superação e projetos em cinco histórias de sucesso empresarial»


Yves Vilagines, «Air Liquide inaugure un “fab lab” à Paris»







2013/12/20

«Luís Simões: Trabalho, persistência e complementaridade»


«A liderança, na Luís Simões, é “uma experiência que cresceu” e uma complementaridade que, “a dada altura, fez uma química diferenciadora”, capaz de criar valor interno e para os clientes, postos de trabalho e prosperidade. Numa visita guiada ao centro de inovação em logística e transportes que é hoje a empresa, o VER conheceu a força de trabalho que é José Luís Simões.

»A história da Luís Simões (LS) remonta aos anos de 1930 quando, ainda jovens, Fernando Luís Simões e Delfina Rosa Soares, transportavam de carroça hortaliças e frutas para os mercados abastecedores de Lisboa e Malveira. O pai de José Luís Simões aventura-se então no transporte destes produtos, comprando o seu primeiro camião em 1948, e alargando na década de 50 o negócio ao transporte de materiais de construção.

»Desde então, a empresa traça um percurso visionário, focando-se no cliente e desenvolvendo uma gestão estratégica de segmentação com vista à liderança e de aposta na competitividade via iberização.

»Ultrapassa vários períodos conturbados, tanto a nível interno, (por exemplo, com a falência do principal cliente, depois da Revolução de Abril), como da vida nacional, caso da crise económica de 83, que afectou gravemente o sector dos transportes. Destes desafios, os três irmãos sócios da LS retiram, então, duas lições: não depender apenas de um cliente; e não permitir que nenhum sector de actividade represente mais de 20% do volume de negócios.

»Hoje, a Luís Simões é uma referência na Península Ibérica, nos sectores da logística e dos transportes. Tem um património de 1750 colaboradores, dezenas de centros de operações logísticas de transporte, milhares de rotas de distribuição/dia, e uma frota de 2 mil veículos. Nos últimos cinco anos, de crise, cresceu mais de 30% nas vendas, sem perder dinheiro ou postos de trabalho.

»Em entrevista, o presidente do Conselho de Administração da Luís Simões explica que a flexibilização e a potencialização daquilo que os clientes querem são factores diferenciadores. O caminho “de muito trabalho e de uma devoção absolutamente estruturada na procura das necessidades dos clientes” traçado na LS assenta numa ideia clara para José Luís Simões: “os compromissos que se assumem são para se cumprir”.

»Quando, em 1973, com apenas 23 anos, assume a gestão da Luís Simões com os seus irmãos, que valores transmitidos pelos seus pais estão na base do posicionamento que assumem então: “o importante não é possuir camiões, mas servir clientes”?

»Nas décadas de 50 e 60, Portugal vivia uma época de grande degradação da sociedade. Saia-se ainda da Guerra, e o país estava num estado em que ter trabalho era uma bênção de Deus. Os jovens de hoje não são capazes de situar esse contexto e, em geral, não temos noção disso, o que é uma pena.

»Na Luís Simões, desfrutar do que fazemos a trabalhar é talvez dos valores mais relevantes que passaram ao longo dos anos. A veneração pelo trabalho vai acompanhar-nos sempre. Outro valor que seguimos é o da persistência: não deixámos até hoje a agricultura. Ainda hoje há actividade agrícola na LS, embora de pequeníssima dimensão, porque aquilo que foi herdado ficou enraizado.

»Trata-se também de um conceito de complementaridade, que nasceu quando os nossos pais perceberam, logo nessas décadas, que havia que investir noutras actividades adaptadas à época. Estava-se a construir Portugal, a industrialização chegou, os contextos de desenvolvimento faziam-se com a guerra do Ultramar.

»Portanto, trabalho, persistência e complementaridade são os valores fundamentais que eu creio que estão na base do nosso crescimento. E para terem sustentação, foi preciso alimenta-los encontrando as necessidades dos clientes na actividade que tínhamos em mãos, e satisfazendo essas necessidades. Se para isso era necessário ter camiões, tínhamos camiões, tal como mais tarde investimos noutras coisas.

»O nosso caminho foi sempre de muito trabalho e de uma devoção absolutamente estruturada na procura das necessidades dos clientes. E todo ele assenta numa ideia que hoje em dia eventualmente não é tão relevante: é que os compromissos assumidos são para se cumprir. Essa ideia foi muito incutida em todos nós.

»A LS ultrapassou vários períodos conturbados, retirando desses desafios duas lições: não depender apenas de um cliente ou de um sector de actividade. Estas linhas estratégicas mantêm-se actuais no actual contexto socioeconómico?

»Sim, mas têm de ser adaptadas à época em que vivemos, o que é um princípio saudável em que continuamos a acreditar. São lições que aprendemos e que devemos manter, embora não em absoluto. Antes como um princípio flexível. Se não tivermos flexibilidade não conseguimos acrescentar valor aos nossos clientes. Essa é a grande preocupação.

»Há outro factor que me parece relevante neste contexto: nós somos três irmãos com uma diferença de idades considerável, e quando assumimos esta responsabilidade fizemo-lo os três, em conjunto. E muito mais tarde, deram-me um cargo com uma tarefa para desempenhar.

»Ou seja, não instituímos uma liderança no conceito tradicional, desenvolvemos uma experiência que cresceu e uma complementaridade que fomos construindo, e que a dada altura percebemos que fazia uma química que era diferenciadora, criava valor aos clientes e valor interno, criava postos de trabalho e permitia, no conjunto, gerar prosperidade.

»E essa cultura de gestão assente na ideia de flexibilização e adaptação contínua num mercado em constante desenvolvimento continua a ser essencial?

»Sim, claro que o mundo em que vivemos hoje é muitíssimo diferente. Mas nos anos de 1970 ou 1980 a dependência de um cliente que tinha uma grande importância regional era absolutamente fatal. Hoje esse conceito não tem a mesma dimensão, porque esse mesmo cliente pode ter comprado tudo o que havia para comprar, inclusivamente o país.

»Temos de ter noção de que há multinacionais que têm um PIB da dimensão do de Portugal. Portanto, a realidade não pode ser vista da mesma forma, tem de ser adaptada à actual conjuntura.

»Na Luís Simões, face a esse conceito de adaptação contínua, continuamos fiéis ao princípio de que a necessidade de trabalhar em sectores muito diversificados nos permite obter complementaridade de serviços, flexibilidade e, acima de tudo, competências para desenvolver coisas que os clientes necessitam e que, muitas vezes, não sabem que necessitam. O que torna a nossa diferenciação competitiva.

»A par de uma gestão estratégica de segmentação com vista à liderança e da aposta na competitividade via internacionalização, em que medida depende a missão da LS do factor inovação, desde sempre entendido como condição de sobrevivência?

»Nós preferimos chamar-lhe iberização, porque não estamos presentes em muitos países. Tivemos noção que havia uma janela de oportunidade nos operadores que trabalhavam para outros destinos, e também que esse passo para a Península Ibérica estava relativamente ao nosso alcance. E portanto começámos a desenvolver trabalho nesses mercados.

»Este contexto da iberização é relevante para nós. Às vezes as empresas não ponderam bem quanto à sua expansão: não conseguem vender na ilha da Madeira mas querem ir vender à China. É algo que eu não percebo.

»Quanto à questão da inovação, hoje em dia já se assume que inovar em processos também é inovar, mas há uns anos o termo só se aplicava a experiências em laboratório, com fórmulas químicas ou físicas. A tecnologia fez com que se começasse a inovar em aspectos técnicos e depois, com o software de suporte, em organização e processos.

»Mas não se entendeu que nada disso servia para as empresas, se não se adaptassem os processos e as organizações das empresas a essas tecnologias. E daí vem a minha análise sobre a evolução da palavra logística, que todos aceitamos hoje e aplicamos a cada tarefa. O mesmo se passa com a inovação. A dada altura estamos sempre a inovar, toda a gente inova sobre tudo. E isso pode ser um problema, porque desta forma cai-se facilmente na anarquia.

»A nossa noção a esse nível é ter a preocupação de fazer algo absolutamente novo. Hoje temos na LS um centro de inovação talvez dos mais modernos da Europa, e eu acho que aquilo não tem nada de novo. O conjunto das funcionalidades que o centro tem e a forma como trabalha para servir os clientes é que são novos.

»A flexibilização e a potencialização daquilo que os clientes querem é que podem ser um factor diferenciador. De resto, existem coisas que fazemos da mesma forma há vinte ou trinta anos. Acredito que se estamos a criar valor, não temos de mudar, e que quando fazemos bem, teremos sempre algo mais a fazer.

»E acredita que o pioneirismo da LS se deve também à visão que a empresa construiu a partir de políticas de qualidade, qualificação dos colaboradores, saúde e segurança no trabalho e sustentabilidade?

»Todos esses factores partiram naturalmente daquilo que referi inicialmente: a necessidade de encontrar a satisfação do cliente, identificá-la e tentar corresponder-lhe, para com isso criar oportunidades de trabalho e geração de riqueza.

»Ou seja, nada disso resultou de grandes estratégias ou discernimentos, até porque na década de 70, com o país muito fechado em termos de desenvolvimento da economia, chegaram as multinacionais, com métodos de trabalho sobre os quais não sabíamos nada. Percebi que o problema é que os portugueses não tinham escala de valores, sequer, para entender esses métodos, para se focarem naquela dinâmica de eficácia, de fazer bem à primeira.

»A este respeito, há uma história que podemos associar à Luís Simões: vivemos uma época em que a ideia era executar, chegar à meta. Depois vivemos outra em que o conceito era chegar bem, e com a mercadoria inteira entregue no destino. E uma terceira em que tínhamos de fazer bem, de forma a garantir a sustentabilidade futura do negócio. E foi com esta descoberta que introduzimos formação para as pessoas, processos de organização, certificações de qualidade, tudo isso.

»Acabámos de ter a auditoria da norma ISO 14001 e a transposição da norma ISO 9001. Desde Novembro temos também em curso na organização a norma ISO 22000, relativa ao sistema de gestão da segurança alimentar. Sendo determinantes para a empresa, e para termos chegado onde chegámos, estas normas são, também elas, consequência da procura da satisfação do cliente, e não tanto de uma visão antecipada das vantagens de nos situarmos nesse contexto. Ao trabalhar, dura e entusiasticamente junto dos clientes, fomos constatando o que estava ao nosso alcance, mas que tínhamos primeiro de aprender a fazer.

»Paralelamente, dedicam um grande esforço à área de Responsabilidade Social, envolvendo todos os stakeholders. Qual é a maior riqueza, para a organização e para o negócio, de uma conduta transparente?

»Desde sempre esteve presente nos valores que incutimos no trabalho que as pessoas são, de facto, quem faz a diferença. Dito isto, não estou seguro que um formato tão transparente consiga sobreviver num mundo com tanta neblina à nossa volta. Mas é aquilo em que acredito com convicção, e profundamente.

»E sinto-me muitíssimo bem acompanhado por uma equipa de gestão que acredita que é numa atitude transparente, na relação com os stakeholders (fundamentalmente com os clientes), que a criação de prosperidade se sustenta de forma perene, capaz de aguentar décadas, evoluindo.

»Com mais transparência, conseguimos perceber melhor onde actuar e por vezes fazer coisas que podem contribuir para a diferenciação competitiva da empresa. Mas também motivar os demais a fazê-lo. Seja em relação à nossa concorrência directa ou não, a atitude é a de querermos copiar os melhores e nunca os piores.

»Que perfil deve ter um líder empresarial? Face à sua experiência, quais são os valores e competências essenciais para formar a nova geração de jovens líderes?

»Bem, eu contei com três ou quatro pessoas ao longo da vida que foram relevantes para chegar até aqui. Uma delas deixou-nos este legado: trabalhar, trabalhar, trabalhar. Êrnani Lopes deu-me esta noção de que se morre por não trabalhar, mas não se morre a trabalhar.

»Tão importante quanto trabalhar, é estudar. Devemos aprender sempre que possamos, em qualquer idade e em qualquer estado. Para de seguida irmos ao terreno testar o conhecimento teórico, porque a realidade é aquilo que cada um de nós constrói.

»Se há algo que me incomoda muito, hoje, é sentir que existem imensos jovens muitíssimo bem preparados no conceito do desfrute da distribuição de riqueza e tão pouco preparados para construírem essa riqueza.

»Acredito profundamente que é preciso permitir que os jovens trabalhem, e não que tenham um emprego.

»Temos de trabalhar, não só para criarmos riqueza como para termos como distribui-la. Infelizmente, nas últimas décadas limitámo-nos a distribuir uma coisa que foram outros que cá colocaram e que querem levar. Vamos ter de pagar os milhares de milhões correspondentes, aos seus donos. Os nossos netos terão de os pagar.

»Isto faz-se sem trabalho? Não me parece. Eu acredito que somos capazes de o fazer, que o País tem condições e gente capaz de o fazer.

»Enquanto empresário e cidadão, o que acha que pode a comunidade empresarial portuguesa fazer para combater o desemprego galopante que resulta da actual conjuntura socioeconómica?

»Acho que já não pode fazer mais nada, a não ser continuar a trabalhar. Repare-se que neste flagelo que todos consideram uma desgraça as exportações continuam a subir. Continuamos a desenvolver patentes e a desenvolver e instalar unidades de produção, continuamos a criar emprego.

»Vivemos uma conjuntura de ajustamento. E numa livre economia de mercado, não há outra forma: depois de uma crise, há um desenvolvimento, e outra crise para ajustar essa livre economia de mercado. Portanto, este ajuste faz parte do nosso tempo e da nossa realidade.

»A capacidade de criar prosperidade e de encontrar soluções criativas de desenvolvimento existe. O problema é que quem quiser ter uma iniciativa e arrancar com uma actividade depara-se com uma série de complicações, nomeadamente com a Administração Pública.

»Avaliando o património que a LS construiu, sob a sua liderança, que perspectivas de crescimento futuro tem para o Grupo, nomeadamente ao nível da criação de postos de trabalho?

»Antes de mais, o volume de vendas que temos foi conseguido essencialmente por crescimento orgânico, e não por aquisições. Portanto o que é reportado corresponde muito à realidade, não traduz estratégias do momento para fazer face à Bolsa, por exemplo.

»A realidade mostra que fomos capazes, nestes cinco anos de crise, de crescer mais de 30% nas vendas, sem perder dinheiro e mantendo os postos de trabalho.

»Embora nalgumas regiões da Península ibérica o emprego na LS tenha reduzido, não destruímos posto de trabalho. As actividades mantiveram-se e subcontratámos mais em regiões diferentes, para aumentar a flexibilidade e a adaptação às exigências que os clientes estavam a colocar progressivamente (já que havia clientes que baixaram a sua actividade na ordem dos 30 a 50%). Foi preciso trabalhar com outras soluções, noutros formatos, e em mais elos da cadeia para manter os postos de trabalho, em alternativa a essas situações.

»A realidade actual é de alguma solidez, eu diria, acima de tudo na equipa de gestão, e no domínio dos processos de organização, da actividade, das infra-estruturas e também financeiramente. E estamos em condições de trabalhar em projectos novos.

»Aceitamos poder ter algum crescimento, mas essa não é a nossa preocupação. Não temos qualquer fobia por sermos muito grandes. Agora, gostávamos de ser os melhores.




“O atraso nos pagamentos gasta recursos sem gerar valor”

O pagamento pontual a fornecedores é uma boa prática de gestão muito pouco cumprida em Portugal, que se espera venha a melhorar, face à legislação sobre a matéria recentemente aprovada, e é também um tema a que o Programa AconteSER dedica um dos seus eixos de actuação.

Nesta matéria, a Luís Simões aprendeu cedo a lição: “desde os anos 80, quando passámos por uma crise complicada, aprendemos que temos de assumir as nossas responsabilidades pagando nos prazos. Portanto, a atitude cá em casa é essa”, diz o presidente do Conselho de Administração da empresa.

Para Luís Simões, a tesouraria “é uma área da empresa como outra qualquer, que tem de ser planeada, organizada e estruturada”. A empresa criou instrumentos que permitem que quem consigo trabalha possa aceder automaticamente a um pagamento prévio, através da Internet, a partir do momento em que a factura está emitida.

Em 2010, implementou a plataforma de factura electrónica E@sy7, que permite aos transportadores, incluindo os subcontratados, receberem a sete dias. Mediante um “ligeiro desconto de pronto pagamento”, todos os fornecedores podem receber sempre antes do prazo acordado com a empresa para o recebimento. Este instrumento tecnológico permite ainda mobilidade e agilização dos processos.

Um “factor diferenciador”, num panorama empresarial onde o atraso nos pagamentos é ainda frequente, gastando “recursos, pessoas e meios, sem gerar valor”.

Culturalmente, pagar atrasado “é um problema do Sul da Europa, porque nos países do Norte e nos EUA “quando chega a factura as empresas mandam pagar, não há contas correntes”, diz Luís Simões, pelo que o “a tempo e horas não se aplica”, já que os pagamentos são efectuados dentro do prazo acordado.

Por cá, o Estado, que “criou este ambiente de que se deve pagar quando se pode pagar”, podia e devia dar o exemplo, defende Luís Simões, com benefícios óbvios para a economia.»





Portal VER, Gabriela Costa







2013/12/19

«Mudança na comunidade educativa faz-se com inovação»


«A forte aposta da Microsoft Portugal na Educação inclui o Programa Líderes Inovadores que, na sua 4ª edição, está a formar directores de escolas em competências de gestão. Em entrevista, Rui Grilo defende o potencial da tecnologia ao serviço do ensino, sublinhando que permitir aos gestores escolares “pensar estrategicamente na mudança” abre espaço para que estes “se tornem em catalisadores de inovação na sua comunidade educativa”

»O Programa Líderes Inovadores, lançado em 2010, encontra-se na sua quarta edição com o objectivo de continuar a formar directores de escolas, ampliando as suas capacidades de liderança e inovação e preparando-os para os desafios do ensino no século XXI, através do potencial da tecnologia ao serviço da gestão escolar. A iniciativa é desenvolvida pela Microsoft em parceria com o Ministério da Educação que, através da Direcção Geral da Administração Escolar, acredita o Programa como formação contínua acreditada, e apoia na selecção dos candidatos.

»Desde o seu lançamento, já formou cerca de 250 directores de Escolas ou Agrupamentos do Ensino Básico e Secundário do sector público. A edição de 2012 (concluída em Abril de 2013) envolveu 89 directores de agrupamentos de escolas de todo o país, que gerem mais de 690 escolas, 14 mil professores e 143.800 alunos do ensino pré-escolar, básico e secundário. Esta quarta edição do programa, que arrancou em Outubro de 2013, conta com a participação de 100 novos directores.

»Segundo o director para a área da Educação na Microsoft Portugal, Rui Grilo, a iniciativa está a gerar impacto na comunidade escolar, porquanto impulsiona projectos “que transformaram realmente a escola e o seu papel na comunidade, e cuja inovação se traduziu em melhores resultados escolares, menos indisciplina, menos abandono escolar ou, simplesmente, numa melhor dinâmica de trabalho entre professores e funcionários”.


»Quais são os objectivos deste programa de capacitação de competências de gestão e de liderança com vista à potenciação da tecnologia ao serviço da gestão escolar, dirigido a directores de escolas?

»É inegável o impacto da revolução tecnológica, que permite aos alunos de hoje ter acesso a mais informação do que seria imaginável há apenas dez ou vinte anos, manter-se em contacto com um círculo de amigos cada vez mais alargado e colocar instantaneamente à disposição do mundo inteiro o resultado do seu trabalho.

»Estas mudanças reflectem-se necessariamente nas escolas, que têm que formar alunos mais exigentes para um mercado de trabalho que já será diferente quando estes saírem da escola. Os directores das escolas e agrupamentos de escolas, quase todos sem formação de base em gestão, têm que gerir esta transformação num contexto muito exigente. Por isso, a Microsoft decidiu ir para além da formação na utilização da sua tecnologia e desenhar um programa, em parceria e com o reconhecimento do Ministério da Educação, para desenvolver as competências de gestão, liderança e inovação dos nossos directores de escola.


»Que balanço faz do Programa, que desde 2010 formou cerca de 250 directores de escolas e agrupamentos do ensino Básico e Secundário, e que expectativas têm para esta 4ª edição?

»O balanço é extremamente positivo, sobretudo pelo impacto que o programa teve na escola de cada um dos directores que participaram. Todos escolheram uma mudança estratégica que queriam fazer acontecer no seu agrupamento de escolas, delinearam o plano para a concretizar, colocaram em prática esse plano e avaliaram os resultados.

»Os resultados estão disponíveis, como estudos de caso, e são esses testemunhos pessoais que dão significado ao facto de, através dos 250 directores que participaram no programa desde 2010, termos chegado a quase 1700 escolas, 34 mil professores e mais de 325 mil alunos. Para esta 4ª edição, ajustámos o calendário do programa para dar mais tempo útil aos directores para concretizarem a mudança que querem ver no seu estabelecimento de ensino.


»O Programa Líderes Inovadores assenta numa metodologia que inclui seminários em Gestão, Liderança, Marketing e Comunicação, orientação à distância e presencial e tutoria, e conferências com gestores de empresas e especialistas em Liderança. Que tipo de competências e partilha de experiências desenvolve esta metodologia entre os formandos? Em que consiste o desenho e a implementação de um Plano de Mudança e Inovação?

»A metodologia do programa pretende conciliar a flexibilidade do trabalho à distância com a proximidade que só se desenvolve com o contacto pessoal. É por isso que começamos com dez dias de formação presencial, durante a qual os directores exploram conceitos importantes de gestão enquanto partilham a sua experiência com outros colegas.

»Quando, de seguida, se dedicam à concepção e execução do seu plano de mudança e inovação, estes directores passam a desenvolver o seu trabalho autonomamente, com apoio à distância e dois momentos de apresentação do projecto e dos resultados. Para o seu plano, cada director parte da descrição da sua escola e de uma análise estratégica para a escolha e definição da mudança estratégica que quer concretizar. Depois, identifica os objectivos operacionais que conduzem a essa mudança e as acções que precisa executar, escolhendo indicadores que lhe permitam avaliar os resultados que vai alcançar.


»De que modo contribuem as Conferências “Leader’s Talk” para melhorar a capacidade de liderança inovadora destes dirigentes escolares? O que pode adiantar relativamente a estas sessões na 4ª edição do programa?

»As conferências “Leader’s Talk” permitem aos directores participantes perceber que as dificuldades que enfrentam têm semelhanças com os problemas que qualquer gestor tem que encarar. Afinal, cada agrupamento de escolas é uma organização com uma dimensão apreciável, com centenas de professores e funcionários e milhares de alunos. Por isso, convidamos gestores que, pelo seu percurso, os podem inspirar para ultrapassar as dificuldades e inovar.

»Na edição deste ano, contámos com a presença de Miguel Júdice, CEO do Thema Hotels, e Gonçalo Ribeiro, consultor sénior da Mercuri Urval, para a “Leader’s Talk” que se realizou no passado dia 12 de Novembro. Os temas em destaque foram a importância da liderança e a forma como o nosso país pode explorar melhor a hospitalidade, em sentido lato, como vantagem competitiva.


»Acredita que este programa é único pela forma como contribui para cada responsável “assumir a responsabilidade de conduzir a mudança na sua organização”. Em que medida é que esta iniciativa da Microsoft Portugal gera impacto em toda a comunidade escolar, “materializando práticas de gestão inovadoras”?

»Ao convidar os directores a pensar estrategicamente e ao ajudá-los a acreditar que podem concretizar a mudança que ambicionam, abrimos espaço para que estes se tornem em catalisadores de inovação na sua comunidade educativa. As práticas de gestão inovadoras resultam da ousadia de arriscar e da confiança na sua capacidade de obter resultados.

»Desde 2010, temos acompanhado projectos que transformaram realmente a escola e o seu papel na comunidade, como o do Agrupamento de Escolas de Freixo e muitos outros cuja inovação se traduziu em melhores resultados escolares, menos indisciplina, menos abandono escolar ou, simplesmente, numa melhor dinâmica de trabalho, mais articulada e partilhada, entre professores e funcionários.


»Porque é que este programa é uma das iniciativas chave da forte aposta da Microsoft na Educação? Quais são os objectivos do Programa Estratégico Partners in Learning em Portugal?

»Acreditamos que a tecnologia é uma componente essencial de uma transformação mais profunda do ensino, e este programa Líderes Inovadores permite à Microsoft ajudar um número muito significativo de escolas a começar a concretizar essa mudança todos os anos. Mas os nossos objectivos com o programa Partners in Learning não se esgotam na formação de directores de escola.

»Queremos também ajudar os professores a utilizarem a tecnologia de que dispõem da melhor forma, e para isso organizamos ciclos de webcasts e conferências anuais. Também pretendemos contribuir para que esses professores tenham um espaço para poderem discutir e partilhar as suas experiências e, por isso, criámos a rede PiL Network, na qual os professores portugueses têm estado entre os mais activos.

»Em suma, para a Microsoft a Educação é um sector de aposta estratégica, no qual investe cada vez mais porque acredita na sua importância para construirmos um futuro melhor.


»Qual é a abrangência nacional deste Programa mundial que apoia a integração das TIC nos processos de ensino e aprendizagem, ao nível do investimento feito e do número de professores, alunos e escolas envolvidas?

»Portugal faz parte, desde o início, do programa mundial Partners in Learning. Foi em 2004 que o nosso Ministério da Educação assinou o memorando de entendimento com a Microsoft para dar início a um investimento que já ultrapassa os 2 milhões de euros. As nossas acções de promoção e integração das tecnologias nos processos de ensino e aprendizagem já formaram mais de 70 mil professores e envolveram mais de 1 milhão de alunos.

»Reconhecemos seis escolas entre as mais inovadoras a nível mundial. Dois professores portugueses foram já premiados mundialmente pela Microsoft, pelo seu trabalho de inovação na sala de aula com tecnologia.


»Como comenta a perspectiva de crescimento da Microsoft Portugal no que respeita ao reforço do seu compromisso com a Educação, enunciada em metas estratégicas até 2018?

»A Microsoft renovou este ano com o Ministério da Educação e Ciência o seu compromisso de investimento através do programa Partners in Learning até 2018, e assumiu metas ambiciosas para esse período.

»Queremos formar mais 40 mil professores na utilização eficaz da tecnologia na sala de aula, através de acções de formação presenciais e à distância. Vamos continuar a desenvolver e a reconhecer a inovação nas escolas, formando mais quatrocentos directores de escola (cem por ano) através do programa Líderes Inovadores.

»Por último, pretendemos apoiar os alunos de todos os graus de ensino na utilização segura e ética da tecnologia, desenvolvendo a sua criatividade e espírito empreendedor através de acções em todo o país, como o Dia da Internet Segura.




»Seis escolas portuguesas entre as mais inovadoras do mundo

»No âmbito do programa mundial Partners in Learning, que Portugal integra desde 2004, a Microsoft Portugal reconheceu seis escolas nacionais entre as mais inovadoras a nível mundial:

»• A Escola Básica do 1.º Ciclo de Várzea de Abrunhais (2009), pela forma inovadora como integrou a utilização dos computadores Magalhães na prática pedagógica diária;

»• A Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclos de Nevogilde (2010), pela criatividade do corpo docente na utilização da tecnologia na sala de aula;

»• A Escola Secundária de Lagoa (2010, Escola Mentora em 2010/2012), pela utilização generalizada da tecnologia para explorar matérias curriculares em múltiplas disciplinas, desenvolvendo a autonomia e competências de colaboração dos alunos;

»• O Agrupamento de Escolas de Lousã (2011), pela integração da tecnologia na sala de aula como forma de reforçar a motivação dos alunos e professores, com grande impacto na comunidade educativa local;

»• O Agrupamento de Escolas de Freixo (2012, Escola Mentora em 2013), pela profunda utilização da tecnologia em várias disciplinas para desenvolver o espírito crítico e empreendedor dos alunos;

»• O Colégio Monte Flor (2013, Escola Mentora), pela utilização diária da tecnologia num ambiente colaborativo, desenvolvendo a autonomia dos alunos na exploração dos conteúdos curriculares.»




ACEGE (Associação Cristã de Empresários e Gestores), Gabriela Costa







2013/12/18

«PTF emociona embaixador de Portugal»


«O embaixador português em Angola, João da Câmara, visitou, no último fim-de-semana, por iniciativa própria, o Projecto Terra do Futuro (PTF), na Quibala, no âmbito de uma jornada de campo que desenvolveu na província do Kuanza-Sul.

»De acordo com informações apuradas por este jornal, o diplomata fez-se acompanhar pela sua esposa e percorreu pelas fazendas que integram este projecto agrícola, financiado pelo Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA).

»João da Câmara conversou com os jovens fazendeiros agrícolas, constatou ‘in loco’ as condições de habitabilidades e as culturas que estão a ser desenvolvidas naquela parcela do território angolano.

»‘Agradeço, muito sinceramente, a oportunidade que me foi dada, de conhecer o Projecto Terra do Futuro. É um projecto fantástico, inovador e com um grande impacto económico e ambiental. Gostei muito’, escreveu o embaixador no livro de honra, no qual a embaixatriz também deixou a sua apreciação em relação a esta iniciativa pioneira no país.

»Além dos campos agrícolas e das residências, o representante do Estado português percorreu também pela zona onde estão a ser instaladas as indústrias que irão transformar os produtos cultivados nas 60 fazendas que constituem o “Terra do Futuro”.

»A construção do parque industrial deverá arrancar em Março de 2014, com cinco unidades fabris de selecção e transformação, num projecto orçado em 20 milhões de dólares.

»A fábrica de feijão terá a capacidade de produção de 20 toneladas por dia, enquanto a de farinha de milho 50 toneladas/dia. “Estão a chegar as fábricas de leite de soja e iogurte de soja e a fábrica de bolachas”, disse Manuel João Fonseca, PCA do projecto.

»Estão previstas, igualmente, a montagem de fábricas de ração animal que terão capacidade de 50 toneladas e cinco toneladas de ração para tilapia. Serão produzidas também 50 toneladas de milho. Conforme Manuel João, existirá uma unidade de transformação para cada uma das colheitas eleitas pelo projecto, designadamente o milho, o feijão, a soja e o arroz, além de uma unidade voltada à produção de ração animal. “Teremos ainda a possibilidade de produzir aqui 50 mil embalagens de bebida de soja por dia, que é um bom produto para incorporar nas merendas escolares junto com a bolacha”, acrescentou o gestor.»



O País







2013/12/17

«A melhor táctica é marcar um autogolo»


«Em 1994, a selecção de Barbados marcou um golo na própria baliza para seguir em frente na Taça das Caraíbas.


»Barbados e Granada. Duas nações insulares no Mar das Caraíbas que vivem do turismo. Os seus maiores heróis desportivos são do atletismo, ambos velocistas. O barbadiano Obadele Thompson foi medalha de bronze nos 100m dos Jogos Olímpicos de Sydney 2000, o granadino Kirany James é o campeão olímpico vigente nos 400m. No futebol, estão condenados à irrelevância internacional, como quase todas as nações caribenhas. O mais que podem aspirar é fazer figura na Taça das Caraíbas e, mesmo assim, nunca nenhuma das duas selecções conseguiu um título.

»O torneio obedece às regras gerais do futebol, mas os seus organizadores parecem ter liberdade para inovar. Foi o que aconteceu na edição de 1994. Com o nobre propósito de inspirar as selecções participantes a praticar um futebol mais ofensivo, foram banidos os empates e ficou decidido que, nos prolongamentos, um golo marcado valeria por dois. No Grupo 1 da fase preliminar, não parecia estar a dar grande resultado. O primeiro jogo terminou numa vitória por 1-0 de Porto Rico sobre Barbados, enquanto o segundo terminou com uma vitória de Granada após prolongamento por 1-0 (2-0, de acordo com as regras) sobre os porto-riquenhos.

»Tudo se iria decidir no jogo final do agrupamento, a 27 de Janeiro, no Estádio Nacional em Saint Michael, Barbados, num Barbados-Granada. Granada tinha a vantagem dos golos e Barbados precisava de vencer por dois de diferença. Tudo parecia correr da melhor maneira para a selecção da casa, que se colocou em vantagem por 2-0. Faltavam sete minutos para os 90’ quando os visitantes fizeram o 2-1, um golo que os colocava na fase seguinte e eliminava os barbadianos, caso estes não conseguissem marcar mais um golo.

»Era de prever que a selecção de Granada defendesse com 11 para impossibilitar a selecção de Barbados de chegar perto da sua baliza. O que se seguiu foi um dos momentos mais bizarros da história do futebol, patrocinado pela bem intencionada e mal pensada inovação dos regulamentos. Minuto 87, a bola chega à pequena área de Barbados, controlada pelo defesa Sealy. Segue-se uma troca de bola entre Sealy e o guarda-redes Horace Stout até que a bola vai para o fundo da baliza de Barbados. Autogolo propositado, empate e prolongamento (onde os golos valiam por dois) à vista.

»Os granadinos levaram alguns minutos até perceberem a artimanha do adversário, mas, quando quiseram marcar também eles um autogolo, já era demasiado tarde, porque metade da equipa de Barbados estava a defender a sua baliza. O jogo foi para prolongamento e Barbados viu o seu engenho premiado com um golo de ouro de Thorne que lhe deu a vitória por 4-2.

»“Sinto-me roubado. Quem inventou estas regras devia ser candidato ao internamento num manicómio. O jogo nunca devia ter sido jogado com tantos jogadores a andarem a correr no campo confusos sem saber o que fazer. Os nossos jogadores nem sequer sabiam para que lado atacar: a baliza deles ou a nossa. Nunca vi uma coisa destas acontecer. No futebol, o objectivo é marcar na baliza adversária, não na própria”, lamentou no final James Clarkson, seleccionador de Granada.

»Há muito poucos registos sobre este jogo. Naturalmente que a imprensa internacional quase não ligou à Taça das Caraíbas em 1994 e houve apenas curtas referências nos jornais britânicos Times e Guardian – algo semelhante na era da internet e das redes sociais seria viral no próprio dia. Mas, felizmente, alguém conseguiu encontrar um vídeo de 35 segundos e o colocou no Youtube. Imagens em movimento para provar que nem sempre a melhor defesa é o ataque.»



Publico, Marco Vaza







Coleção de mensagens sobre inovação de 10 a 13 de dezembro de 2013


Christine Lagat and Chrispinus Omar, «Kenya aims to become hub for green technologies»


Diogo Martins, «IBGE: falta de qualificação prejudica a inovação da indústria»


Em Tempo Real, «Novas tecnologias e transformação cultural dão novo valor à informação»


Estado de Minas, «Tecnologia é arma contra evasão, dizem especialistas»


Florian Dèbes, «Navi Radjou: “l'innovateur jugaad fait mieux avec moins”»


Gilles van Kote, «En Afrique, quand développement durable rime avec innovation»


Jorge Palao Castañeda, «Emprendimientos innovadores»


Los Tiempos, «América Latina necesita más innovadores. El Banco Mundial dice que hay muchos emprendedores, pero pocos contratan personal»


Mark Harrington, «Driving Innovation with Social Insights»


Milenio, Jóvenes emprendedores, principal fuente de generación de empleos. El Delegado Federal de Economía en el Estado de Puebla, Juan Pablo Jiménez Concha dictó ponencia en la UDLAP: “Para combatir la pobreza tenemos que crear riqueza y no podemos combatir la pobreza siendo un gobierno paternalista”»


Patrícia Basilio, «“O problema das startups não é falta de dinheiro” diz presidente do BNDES. Para Luciano Coutinho, dificuldade está na comunicação; banco investiu R$ 700 milhões em fundos de capital somente neste ano»


Paula Mourato, «Cooperativa de Olivicultores de Murça: Tratamento inovador de resíduos lançado nos lagares»


Porto Canal, «Plano estratégico do calçado quer fazer de Portugal “referência mundial” do sector até 2020»


RCM Pharma, «ENSP apresenta conclusões do “Think Tank” para pensar a saúde e a inovação em Portugal»


Tony Naylor, «Breakfast: too early for culinary innovation?»


tvi24, «Pires de Lima inicia roadshow nos EUA. Ministro em nova missão de captação de investimento com reuniões em Nova Iorque, São Francisco e Washington»


UCN al Día, «Innovadores productos alimentarios presentaron estudiantes de UCN. Jóvenes de Nutrición y Dietética elaboraron en Coquimbo alimentos saludables que dieron a conocer en feria estudiantil»


Valerie Strauss, «Education innovation: A case study in what not to do»


Wassila Benhamed, «Salon national de l’innovation : Une clé pour la compétitivité»


Xavier Biseul, «LeWeb imagine les dix prochaines années du numérique»







2013/12/13

«Cooperativa de Olivicultores de Murça: Tratamento inovador de resíduos lançado nos lagares»


«A Cooperativa de Olivicultores de Murça anunciou hoje que coloca em funcionamento nesta campanha o protótipo que permitirá o tratamento de resíduos e efluentes dos lagares de azeite com o pó de cortiça para produção de biomassa.

»Depois de alguns testes do equipamento, a linha de produção entra em funcionamento na próxima semana, altura em que o lagar deve retomar a transformação da azeitona.

»O diretor da Cooperativa de Olivicultores, José Aires, salientou que se trata de “uma mais valia” que vai diversificar as “fontes de rendimento” desta unidade industrial, salientando que o resultado é um produto que “tem muita procura no mercado”.

»O projeto Biocombus está a ser desenvolvido há alguns anos pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto (UTAD). Depois da investigação no laboratório, o desafio foi construir um protótipo que conseguisse transformar o processo que resultou bem a nível laboratorial para a escala industrial.

»O objetivo deste projeto é resolver dois problemas em simultâneo, os resíduos e efluentes resultantes dos setores oleícola e da cortiça, juntando-os e transformando-os em biomassa, que poderá ser utilizada como combustível sólido.

»Da produção de azeite resultam o bagaço de azeitona, os caroços, as folhas e as águas ruças, as quais representam um “problema ambiental muito complexo”, já que têm uma carga poluente “200 a 400 vezes superior ao esgoto doméstico”.

»Este processo vai dar origem a um produto que revela um poder calorífico dos mais elevados existentes no mercado em termos de biomassa.

»“É uma inovação que vai dar frutos para a cooperativa e os seus agricultores”, salientou José Aires.

»Depois de avaliar o trabalho a realizar este ano, a unidade de Murça poderá também vir a receber os resíduos de outros lagares de azeite.

»A campanha da azeitona deste ano está atrasada cerca de duas semanas na região transmontana.

»Apesar disso, José Aires perspetiva uma boa produção, que poderá duplicar comparativamente com o ano passado.

»“Já começamos a transformar e o azeite está a ser muito bom. Espero que, daqui para a frente, continue a ser na mesma”, frisou.

»A produção média anual desta unidade ronda o meio milhão de litros de azeite.

»Com o país em crise e as vendas a caírem ligeiramente, a Cooperativa de Olivicultores de Murça procura diversificar mercados, apostando cada vez na exportação, a qual já representa cerca de metade da produção.

»O mercado externo que mais tem subido nos últimos tempos é o Canadá, mas os azeites de Murça chegam também à China, Estados Unidos da América (EUA), Brasil e Angola.

Diário de Notícias, Paula Mourato

Imagen: Portal do Azeite









2013/12/12

«Plano estratégico do calçado quer fazer de Portugal “referência mundial” do sector até 2020»

«Qualificar, rejuvenescer, inovar, internacionalizar e comunicar são os eixos centrais do novo plano estratégico do setor calçado até 2020, cuja visão é fazer de Portugal uma “referência mundial” desta indústria, apostando em nichos de consumo fora dos mercados tradicionais.

»“Até ao final da década pretende-se conseguir um salto qualitativo no processo de afirmação internacional do calçado português, estabelecendo-o como uma referência fundamental da indústria a nível mundial”, lê-se no FOOTure 2020 [PDF], hoje apresentado no Porto pela Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado (APICCAPS) e elaborado pela Universidade Católica do Porto, com coordenação do economista Alberto Castro.

»Para o efeito, a associação aponta como pilares a aposta na “sofisticação e criatividade”, o reforço das exportações “alicerçadas numa base produtiva nacional”, a opção por “padrões exigentes de sustentabilidade e responsabilidade social” e o investimento no “conhecimento e inovação”.

»Antecipando que, nos primeiros anos de vigência do plano, Portugal viverá um contexto económico semelhante ao atual, a APICCAPS prevê que o consumo privado continue sob pressão e que os níveis de fiscalidade se mantenham “elevados”, pelo que “as exportações permanecerão uma prioridade”.

»Só “a partir de meados do período de vigência do plano estratégico” ― 2016/2017 ― é que a associação admite “um quadro macroeconómico mais favorável” em Portugal, “traduzido num eventual crescimento da procura interna”.

»Contudo, e independentemente da evolução da economia portuguesa, a APICCAPS assume o posicionamento “marcadamente internacional” do ‘cluster’ do calçado.

»Num cenário de reduzido dinamismo da procura na maioria dos países desenvolvidos, e particularmente na União Europeia, o FOOture 2020 destaca que “é noutras zonas do globo, nomeadamente na Ásia”, que se antevê um forte crescimento da procura por calçado.

»Neste âmbito, defende que, embora sem abandonar a Europa, o calçado português “explore os nichos de elevado poder de compra que existem fora dos seus mercados tradicionais”.

»Como principais “iniciativas estratégicas” que deverão guiar o setor até 2020 a APICCAPS elege qualificar/rejuvenescer, inovar e internacionalizar/comunicar.

»Com vista a requalificar e rejuvenescer o setor, defende-se a atração de jovens e a qualificação, a formação para gestão de topo, o ‘design’ como fator diferenciador, o empreendedorismo e a ‘intelligence’ para o processo estratégico.

»Já no vetor inovar, a prioridade vai para os materiais e componentes (nano partículas e nano materiais multifuncionais, biomateriais, couros inovadores, materiais recicláveis e biodegradáveis), o ‘design’ de produtos (novos modelos de negócio, artigos técnicos e calçado de saúde e bem-estar), os equipamentos e processos e o desenvolvimento sustentável e responsável.

»No que respeita à aposta na internacionalização e comunicação, a associação defende que não se pode “abrandar na difusão da campanha de imagem coletiva do calçado português”, associando-a a “pessoas e eventos de grande prestígio” e dando particular atenção à presença nas redes sociais.

»A internacionalização da cadeia de valor é outro aspeto aqui defendido, assim como um ‘upgrade’ da imagem e reputação das empresas e o investimento na promoção externa.

»A indústria portuguesa de calçado exporta atualmente 1.600 milhões de euros (95% da produção) para 150 mercados, apresentando o segundo preço médio de exportação mais elevado do mundo (quase 23 euros em 2012, contra 18 euros em 2006).

»Com um saldo comercial de 1.200 milhões de euros, o calçado é hoje o principal contribuinte industrial no combate ao desequilíbrio das contas externas portuguesas, reclamando também “um importantíssimo contributo para a coesão social”, ao assegurar 35.000 empregos num contexto de escalada dos níveis de desemprego.»



Porto Canal, Agência Lusa







2013/12/11

«ENSP apresenta conclusões do “Think Tank” para pensar a saúde e a inovação em Portugal»


«A Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) convidou 60 personalidades, de diferentes quadrantes da sociedade portuguesa, para integrar o “Think Tank” - Pensar a Saúde - Promover e Disponibilizar a Inovação aos Cidadãos. Este grupo de pensadores irá, enquanto grupo de reflexão, apontar caminhos que permitam um acesso à inovação na saúde, assegurando a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS). As principais conclusões deste grupo de pensadores serão apresentadas no dia 11 de Dezembro, às 9 horas, no Centro Cultural de Belém (CCB), avança comunicado de imprensa.

»A introdução da inovação em sistemas complexos, como o SNS, é muitas vezes um desafio. Ana Escoval, Professora de Políticas e Administração de Saúde, na Escola Nacional de Saúde Pública e líder deste “Think Tank”, considera que “a actual crise financeira, condiciona o volume de recursos a afectar à inovação terapêutica e às despesas na saúde. Sabemos que “verdadeiras” inovações produzem potencialmente melhor saúde, optimização de processos (qualidade e segurança) e geram melhorias de eficiência e satisfação dos doentes e profissionais. São por isso, naturalmente imprevisíveis os impactos desta redução na inovação, a médio e longo prazo, nomeadamente nos indicadores de saúde e na qualidade de vida dos cidadãos”.

»António Câmara (director-geral da Ydreams), João Pereira (director da ENSP), Adalberto Campos Fernandes, Luís Campos, José Luís Biscaia, Paula Brito e Costa, Maria Antónia Almeida Santos, João Semedo, Ricardo Baptista Leite são os especialistas que vão analisar as conclusões do “Think Tank” no dia 11 Dezembro, numa iniciativa que conta com o apoio da Roche Farmacêutica enquanto enabling partner.»



RCM Pharma







2013/12/10

«Pires de Lima inicia roadshow nos EUA. Ministro em nova missão de captação de investimento com reuniões em Nova Iorque, São Francisco e Washington»


«O ministro da Economia, António Pires de Lima, inicia, na segunda-feira, uma nova missão de captação de investimento aos Estados Unidos, o quarto roadshow depois do Reino Unido, Alemanha e Moscovo.

»“É a quarta etapa de uma ação focada na promoção das potencialidades da economia portuguesa que o ministério da Economia está a efetuar, em colaboração com a rede externa nacional, isto é, com o envolvimento e participação da rede diplomática, consular, comercial e turística de Portugal”, disse hoje à Lusa Pires de Lima.

»O secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, Pedro Gonçalves, e o presidente da AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, Pedro Reis, integram a comitiva liderada pelo ministro da Economia.

»Durante esta missão de cinco dias, que termina na sexta-feira, Pires de Lima terá reuniões em Nova Iorque, São Francisco e Washington.

»“A minha expectativa para as reuniões que teremos nos EUA são muito positivas porque vamos ter uma agenda muito intensa de contactos com “private equities”, consultoras multinacionais e fundos de investimento de dimensão global, apresentando as vantagens competitivas e comparativas de Portugal para acolher investimento norte-americano, ao mesmo tempo em que iremos dar a conhecer com maior detalhe alguns setores da nossa economia e as oportunidades concretas de investimento associadas”, adiantou o governante.

»Pires de Lima sublinhou que Portugal tem “uma posição geoestratégica privilegiada, infraestruturas de comunicações e logísticas de excelência e recursos humanos altamente competentes e flexíveis”.

»Por isso, Portugal “é hoje um país mais competitivo à escala global, com um clima de negócios favorável ao investimento e que está a implementar reformas importantes para quem toma decisões de investimento”, acrescentou.

»“Entendo que é fundamental darmos a conhecer à generalidade dos investidores este Portugal moderno e sofisticado, que tem uma base económica de grande vitalidade e que possui empresas e empresários resilientes que têm partido à conquista dos mercados externos com resultados muito positivos. Neste sentido, os Estados Unidos da América não são exceção”, salientou.

»Os Estados Unidos é atualmente o sexto cliente de Portugal e as exportações portuguesas para este mercado, até final de setembro, representaram, 2,3 mil milhões de euros, sendo, a seguir a Angola, o segundo país extracomunitário para onde Lisboa mais vende.

»“Importa neste momento positivo do comércio bilateral incrementar as nossas relações económicas com a maior economia do mundo e reforçar a nossa proposta de valor perante o vasto mercado dos Estados Unidos da América”, realçou o ministro.

»“Portugal possui indústrias tradicionais que se estão a reinventar e a conquistar quota de mercado em países exigentes, mas também tem indústrias de ponta, como a farmacêutica, a aeronáutica ou as nanotecnologias, e tem vindo nos últimos anos a afirmar-se como um destino privilegiado para a instalação de centros de serviços partilhados”, sublinhou Pires de Lima.

»Por isso, “há que trabalhar na divulgação do caso Portugal, no caminho de recuperação exigente que temos vindo a fazer, e aproveitar os sinais positivos da nossa economia para puxar por uma agenda externa focada na captação de investimento”, concluiu.»



tvi24







Coleção de mensagens sobre inovação de 3 a 6 de dezembro de 2013



All Africa, «Ethiopia: New Climate Innovation Center in Ethiopia Transforms Challenges Into Business Opportunities»


Bernt Entschev, «Você realmente deseja crescer profissionalmente? (Esteja atento aos seus propósitos e motivações)»


Beth Gardiner, «‘Jugaad’ innovation: the businesses getting creative in the face of scarcity»


Carolina Pereira, «Big Data: desafiando a estratégia dos fornecedores e modelando negócios no canal»


Commission Innovation 2030, Un principe et sept ambitions pour l’innovation: «Synthèse»


COTEC Portugal, «Imperial e WIT distinguidas com Prémio PME Inovação COTEC-BPI 2013»


Daniel Ichbiah, «Extraits du livre Les nouvelles superpuissances, de Daniel Ichbiah»


Diari de Tarragona, «La innovación no es tecnología, pero la tecnología está en la base (Tarragona acogió ayer una jornada organizada por Diari de Tarragona en la que se reflexionó sobre el cambio de paradigma al que asistimos)»


Dinheiro Digital, «Indústria do papel representa mais de metade de investimentos com benefícios fiscais»


For Traders, «Innovative Product Development Practices from Today’s Most Successful Companies to Be Featured in Harvard Business School Program»


Ganesh Natarajan, «Tech firms lead innovation but others are in hot pursuit»


Informaria Digital, «El ministro Soria defiende a la industria de la moda como un sector para generar empleo»


L’Entreprise, L’Express, «Montebourg: l’innovation doit réconcilier “les Français avec le risque”»


Lírida Nerys, «Agricultor beneficiado pela EMATER/AL destaca papel da Assistência Técnica (O agricultor, beneficiado pelo PAA, trabalha a produção orgânica e a preservação das nascentes, com o reflorestamento)»


Madalena Queirós, «Nova SBE financia edifício com modelo inovador»


Marieke Vos, Lieselotte Heederik, Premio Silicon Valley Tech de salud, utilizará los 75.000 dólares del galardón en fabricar y comercializar para Indonesia un filtro de agua nueve veces más económico que comprarla y cuatro veces más económico que hervirla


Miguel Ángel García Vega, «Las canas revolucionan la economía española»


Nelson de Sá, «Joshua Klein: “Reputação será moeda no mundo pós-financeiro”»


Paris Match, «Cinq innovations pour aider les pays émergents»


Roney Stones, «De onde vêm as boas ideias, segundo Steven Johnson. (Sete padrões fundamentais para se investigar as ideias inovadoras e o desenvolvimento da tecnologia e da ciência no mundo)»


The Financial Year, «Compte-rendu de la Table Ronde : Open Innovation: espoir ou désillusion?»








2013/12/06

«Imperial e WIT distinguidas com Prémio PME Inovação COTEC-BPI 2013»



«A Imperial e a WIT foram consideradas pelo júri do Prémio PME Inovação COTEC-BPI como as PME mais inovadoras do ano de 2013, dados os seus resultados consistentes e continuados assentes na inovação que levam a cabo. O júri, presidido por Artur Santos Silva, decidiu ainda distinguir pela sua actividade inovadora a SISCOG, com uma menção honrosa.

»Foi no decorrer do 10.º Encontro Nacional de Inovação COTEC, que teve lugar no dia 27 de Novembro em Lisboa, que foram conhecidas as PME vencedoras do ano de 2013 do Prémio PME Inovação COTEC-BPI, com o apoio do jornal Público.


»Imperial e WIT, vencedoras com histórias de sucesso assente em inovação


»Imperial - Produtos Alimentares, SA

»Integrada no Grupo RAR desde 1973, a Imperial é o maior fabricante nacional de chocolates e o detentor das principais marcas portuguesas do sector, como Jubileu, Regina, Pintarolas e Pantagruel. A chocolateira aposta numa contínua renovação da sua oferta, em que os novos produtos representam uma quota superior a 20% da sua facturação. Para a investigação e desenvolvimento de novos produtos, a empresa colabora com escolas de referência na área da biotecnologia (Universidades de Aveiro, Minho, Porto e Católica do Porto), com as quais desenvolve novas fórmulas e faz a avaliação nutricional dos ingredientes que utiliza nos seus chocolates. Continuando a sua aposta na inovação, a empresa procedeu recentemente à inauguração de uma nova unidade industrial de moldação e embalagem de tabletes e bombons, complementada por uma linha de fabrico de massas de chocolate, com tecnologia de última geração. A Imperial comercializa as suas marcas em mais de 45 países, distribuídos pelos continentes europeu, africano, americano e asiático, representado o volume de negócios para o mercado externo mais de 20% do negócio da empresa.


»WIT - Consultoria e Software para a Internet Móvel, SA

»Criada em 2001 como spin-off do IPN - Instituto Pedro Nunes e da Universidade de Coimbra, a WIT desenvolve aplicações e serviços avançados na área das telecomunicações móveis, fornecendo os seus produtos aos maiores grupos de operadores móveis da Europa: Vodafone, Telefónica, Deutsche Telekom, Orange-France Telecom, Telia Sonera e a Telecom Italia. Com um crescimento médio de 30% ao ano nos últimos anos, e uma margem média de EBITDA superior a 35%, a empresa tem ainda clientes nos Estados Unidos e em África. Possui dois centros de desenvolvimento em Portugal, no Porto e em Leiria, escritórios em Lisboa, e filiais em Reading (Reino Unido) e em San Jose (EUA). Com uma longa relação e fortes ligações ao mundo académico, a WIT mantém projectos de parceria em coordenação com universidades portuguesas – como as Universidades de Aveiro, Coimbra e Lisboa – e entidades internacionais como o Instituto Fraunhofer. Ao longo da última década, a empresa tem canalizado 25% dos seus recursos humanos para actividades de I&D, investimento contínuo que tem sido crucial para a sua estratégia de diferenciação através da inovação.


»SISCOG recebe menção honrosa

»A SISCOG - Sistemas Cognitivos, SA foi criada em 1986 por dois doutorados em inteligência artificial pelo Instituto Superior Técnico, apostados em criar na empresa capital intelectual que lhe permitisse a resolução de problemas de extrema complexidade. Foi a primeira empresa portuguesa a exportar software, sendo hoje as exportações responsáveis pela quase totalidade do seu volume de negócios. A empresa desenvolve e comercializa software para planeamento e gestão de recursos da ferrovia, tendo como clientes os caminhos-de-ferro holandeses ou o metro de Londres. Galardoada várias vezes pela American Association for Artificial Intelligence (a mais prestigiada organização científica no sector da Inteligência Artificial a nível mundial), mantém colaboração estreita com entidades do sistema científico e tecnológico europeu em que se destacam os projectos de I&D em parceria com organizações como a Universidade Erasmus de Roterdão, a FEUP, o IST ou o InescID.»



COTEC Portugal







2013/12/05

«Nova SBE financia edifício com modelo inovador»



«A Nova School of Business & Economics (NOVA SBE) criou um modelo inovador para financiar a construção do novo edifício da escola, que deverá abrir as portas em Setembro de 2016.

»O projecto, com 40 mil metros quadrados, será edificado frente à praia de Carcavelos, num terreno de 10 hectares, cedido pela Câmara de Cascais, está orçado em 35 milhões de euros. Um valor a que se somam 15 milhões de euros destinados a conseguir captar os melhores professores internacionais para a instituição.

»A verba necessária será conseguida através de um modelo inédito de financiamento do ensino superior português, revelou hoje Ferreira Machado, director da Nova SBE. Uma combinação de donativos das maiores empresas portuguesas, onde se inclui o sector da banca, de antigos alunos, um empréstimo do BEI no valor de 25 milhões de euros e verbas conseguidas através de uma candidatura a fundos europeus do próximo Quadro Comunitário de Apoio. Esta candidatura, que deverá ser feita em parceria com empresas portuguesas, pretende obter o financiamento no capítulo da Inovação que consta do Horizonte 2020. Um programa europeu, aprovado na semana passada pelo Parlamento Europeu, que prevê um investimento de 79 mil milhões de euros em Inovação, Investigação e Ciência.

» “Com esta nova localização pretendemos atrair mais estudantes internacionais, afirmando assim o ensino superior como uma das principais indústrias exportadoras portuguesas”, explica o responsável pela Nova SBE.

»Também Daniel Traça, director-adjunto da escola, afirma que esta é uma peça fundamental na afirmação da ‘business school’ da Universidade Nova como “a escola de referência na formação dos líderes que falam português”.

»Para o CEO da Formação de Executivos da Nova SBE; Nadim Habib, o objectivo é transformar a escola “no contacto privilegiado para universidades como Harvard e Oxford que queiram preparar programas para o mundo lusófono”.

»Recorde-se que, recentemente, o ministro da Ciência e Ensino Superior revelou que o Governo está a preparar uma linha de financiamento, que constará do Eixo de Competitividade do próximo Quadro Europeu para apoiar a internacionalização do ensino superior português. A iniciativa está a ser desenvolvida por Nuno Crato e pelo ministro-adjunto, Miguel Poiares Maduro, mas os montantes envolvidos não foram revelados.»



Económico, Madalena Queirós







2013/12/04

«Indústria do papel representa mais de metade de investimentos com benefícios fiscais»



«A indústria do papel representa mais de metade dos investimentos que vão receber benefícios fiscais no âmbito dos contratos aprovados pelo Governo há duas semanas, num total de 151 milhões de euros, segundo o Diário da República.

»Os três projetos ligados à indústria papeleira ascendem a um total de 80 milhões de euros, sendo responsáveis pela criação de um quarto dos postos de trabalho que se estima serem gerados com estes investimentos (207 no total).

»O maior investimento pertence à Caima - Indústria de Celulose, com 35,1 milhões de euros destinados à conversão da fábrica para a produção de pasta solúvel, prevendo-se a criação de dez novos empregos, seguindo-se a Celbi (Celulose Beira Industrial) com 30,2 milhões de euros para reforço da capacidade de produção (cinco empregos).

»Também a Fortissue - Produção de Papel, que vai investir 15,3 milhões de euros numa nova unidade fabril, esperando gerar 32 postos de trabalho vai receber incentivos fiscais do Estado.

»Os contratos contemplam outros quatro projetos industriais: a construção e equipamento de uma nova unidade industrial de produção de biodiesel da Prio no Porto de Aveiro (27,6 milhões de euros); fabrico de uma nova gama de postes de alta tensão, a cargo da Metalogalva (7,6 milhões de euros); inovação de produtos e processos na Nunex - Worldwide (5,4 milhões de euros); e modernização de uma área industrial da Nobre (14,9 milhões de euros).

»No setor turístico sai beneficiado o projeto de um hotel de quatro estrelas da Vila Galé em Évora, com um investimento previsto de 15,3 milhões de euros e a criação de 48 postos de trabalho.

»Os incentivos fiscais terão um máximo de 17 milhões de euros, referiu o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, na altura em que foram aprovados os contratos de investimento.»



Dinheiro Digital







2013/12/03

«De onde vêm as boas ideias, segundo Steven Johnson. (Sete padrões fundamentais para se investigar as ideias inovadoras e o desenvolvimento da tecnologia e da ciência no mundo)»



«Saber de onde vêm as boas ideias é um problema pelo qual o mundo inteiro está interessado. Todos nós queremos ter ideias melhores, ser mais criativos e queremos que nossas empresas e organizações sejam mais inovadoras a cada dia. Observando essa questão sob a perspectiva do mundo e do ambiente em que vivemos, Johnson identificou padrões recorrentes no sistema, em que se deparou repedidas vezes, e um deles ele batizou de “Palpite Lento”.

»A grande maioria das pessoas acredita que as grandes ideias nascem em um momento único de grande perspicácia ou de inspiração individual. Mas Steven Johnson, conhecido como o “Darwin da Tecnologia”, nos revela que elas não vêm em um surto repentino de inspiração. As idéias mais importantes levam algum tempo para evoluir e podem passar muito tempo em encubação, dormentes, como um palpite parcial. E só depois de alguns anos: 2, 3... 10 ou até 20 anos elas amadurecem e se tornam úteis de alguma forma. Em parte isso ocorre porque as boas ideias surgem do encontro de dois ou mais palpites menores, que só depois então se formam algo maior e mais grandioso do que eles próprios.

»Ele desmistifica as grandes criações, afirma não são fruto exclusivamente de grandes gênios criativos, que em um único insight repentino, são capazes de criar algo que mudará para sempre a história. Mas sim pelo contrário, as grandes criações são resultado do amadurecimento e longa pesquisa, do exercício de pensar e, sobretudo, sob a perspectiva do ambiente que vivemos.

»A imagem do gênio solitário que tem um estalo, portanto, não passaria de mito. “Os momentos eureca são raros. E, quando realmente acontecem, são resultado de um processo lento e evolucionário”.

»“É importante lembrar que o grande propulsor da inovação científica e da inovação tecnologia sempre foi o aumento histórico na conectividade”, a busca por pessoas com quem pudéssemos trocar idéias, pegar emprestados palpites alheios, para de certa forma combina-los ou adapta-los aos nossos próprios palpites e assim transforma-lo em algo novo. Na opinião de Steven isso tem sido, mais do que tudo, o motor primordial da criatividade e da inovação nos últimos 600 a 700 anos.

»No livro De Onde Vêm as Boas Ideias, o escritor busca encontrar um modelo no surgimento de descobertas científicas e inovações tecnológicas. O autor apresenta sete padrões fundamentais para investigar o desenvolvimento da tecnologia e da ciência no mundo.


»1. O possível adjacente: descobertas possibilitadas / preparadas por outras descobertas;

»2. Redes Líquidas: redes nas quais as informações se chocam constantemente;

»3. A intuição lenta: intuições que vão se construindo lentamente até se tornarem uma “descoberta”

»4. Serendipidade: descobertas feitas “aparentemente” ao acaso, acidentais;

»5. Erro: o erro como aprendizado;

»6. Exaptação: invenções de uma área que encontram aplicação em outra

»7. Plataformas: camadas superpostas ou processos generalizados de sedimentação do saber.


»De acordo com Steven Johnson, todos podem ser inovadores, mas é preciso saber cultivar, amadurecer e compartilhar o conhecimento para que ele gere inovação.

»O maravilhoso é que hoje temos tantas novas formas de buscar e encontrar pessoas que podem complementar aquela ideia que estamos trabalhando ou simplesmente nos deparar com informações novas que podemos usar para melhorar as nossas próprias ideias, que esta é lição mais importante de onde vêm as grandes ideias.


»“O acaso favorece as mentes conectadas”, Steven Johnson


»Resumo:

»• As grandes ideias não surgem de surtos repentinos de perspicácia e inspiração.

»• Ideias interessantes levam tempo para evoluir e podem passam anos adormecidas.

»• As boas ideias surgem da colisão de pelo menos dois palpites menores, que formam algo maior do que eles próprios.

»• É preciso informação, colaboração e ambientes que permitam o desenvolvimento da criatividade e da interação entre as ideias gerando inovação.

»• As pessoas tem receio em compartilhar as suas ideias. Pode ser basicamente pelo medo de ser ridicularizado ou pelo medo lhe roubarem a ideia. Acredito quese deve compartilhar sempre que possível, ouvir opiniões e ideias alheias, e acima de tudo saiber filtrar o que é importante do que é pode ser apenas mais um obstáculo para o desenvolvimento do nosso trabalho. A conectividade é o grande propulsor da inovação.»





Roney Stones. Compartilhado em Techenet, por Andrea Toledo.