2017/07/26

Desafios do Mar 2020. Estratégias de Eficiência Coletiva (EEC) | Fórum Oceano – Associação da Economia do Mar


Info: Fórum Oceano

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Índice


Apresentação

Introdução

Nota metodológica

Aquacultura

Pesca, Transformação e Comercialização de Pescado

Conservas de Pescado

Indústrias Navais

Portos, Transportes Marítimos e Logística

Energias Marinhas

Náutica

Biotecnologia Azul

Conhecimento e Desenvolvimento Tecnológico




«Apresentação


»O presente documento atualiza e aprofunda a primeira edição dos Desafios do Mar2020 que a Oceano XXI realizou em 2013. Esse trabalho revelou-se de grande importância, não só do ponto de vista da mobilização do Cluster, como também da reunião e sistematização de um conjunto de informação, quantitativa e qualitativa, sobre cada uma das fileiras da economia do Mar. O trabalho então realizado lançou uma dinâmica de cooperação entre atores, nomeadamente entre empresas e centros de I&D, e permitiu identificar um conjunto de objetivos e de propostas orientadoras da ação do Cluster e de cada fileira.

»Entretanto, o lançamento dos Programas Europeus, nomeadamente o Horizon 2020, e do Portugal 2020, representaram uma nova oportunidade para revisitar o trabalho realizado e proceder à sua atualização e complemento, de forma a favorecer a emergência de projetos que possam enquadrar-se nos instrumentos financeiros disponíveis para o período 2014-2020.

»Esta nova edição dos Desafios do Mar 2020 representa, em relação à primeira edição, um passo em frente pelo maior número de atores envolvidos, pelo aumento de informação disponibilizada e pela incorporação de uma nova fileira, as biotecnologia s marinhas. O presente documento incorpora a atualização estatística de um conjunto de indicadores de caraterização de cada uma das fileiras e as conclusões de um número significativo de reuniões e de workshops que foram realizados com ampla participação dos atores de cada fileira da economia do Mar.

»O presente documento não pretende esgotar o tema das oportunidades de investimento e dos projetos e ações que se podem realizar em prol da Economia do Mar, mas sim expor os resultados da escuta de um grupo alargado de atores. É um trabalho que prosseguirá no sentido da aprofundar e enriquecer o processo de participação e de cooperação entre atores, de forma a encontrar os projetos e as ações que contribuam para a inovação, a internacionalização e a competitividade da economia do Mar.

»A Oceano XXI não pode deixar de manifestar o seu agradecimento e reconhecimento pelos contributos recebidos de todos os atores – empresas, associações empresariais, instituições de ensino superior e centros de investigação.

»Uma palavra também de reconhecimento, pela colaboração prestada por outras Estratégias de Eficiência Coletiva (EEC) na construção de diferentes fichas guião, com particular destaque para o Pólo de Competitividade e Tecnologia da Energia e seus associados, que deram um contributo decisivo na construção da ficha guião das Energias Marinhas.

»Finalmente, são ainda devidos agradecimentos à empresa PwC, que foi o principal parceiro da Oceano XXI – Associação para o Conhecimento e Economia do Mar no desenvolvimento deste projeto e que prestou um incansável apoio na organização das reuniões e síntese das conclusões das mesmas. Em particular, gostaríamos de deixar uma palavra de apreço à equipa da PwC liderada por Miguel Marques e composta por Ricardo Frederico Correia e João Harry Leite.»





2017/07/25

As nossas crianças em 2025. Opinião de líderes proeminentes sobre o futuro das crianças em Moçambique | UNICEF Moçambique (@UNICEF_Moz) #SitanMoz


Info: UNICEF Moçambique

Documento (pdf). As entrevistas estão organizadas por ordem alfabética.






«Em Agosto de 2013, o jornalista Tomás Vieira Mário reuniu-se com alguns dos líderes de opinião mais influentes do país para discutir sobre um tema do nosso interesse: o futuro das crianças em Moçambique. Além disso, durante as discussões sobre as prioridades e desafios do Governo com o Representante do UNICEF Koenraad Vanormelingen, realizadas em Agosto e Setembro de 2013, alguns membros do Conselho de Ministros do Governo Moçambicano partilharam as suas opiniões sobre o futuro das crianças. A presente publicação reúne excertos das entrevistas e resultados dessas discussões.

»Desde o Antigo Presidente da República e anteriores Primeiro-Ministros a conceituados académicos e activistas de ONGs, foram convidados a responder ao mesmo conjunto de perguntas sobre qual será o futuro das crianças e a quê devemos prestar atenção para garantir que o futuro das crianças em Moçambique continue a ser brilhante.

»A importância da educação foi destacada por muitos dos entrevistados, que, frequentemente, a colocaram como primeira prioridade para as crianças. A nutrição e a necessidade de se erradicar a fome foram outras questões urgentes que foram alvo de especial destaque.

»Uma preocupação levantada quase unanimemente foi sobre como a riqueza dos recursos naturais poderá eventualmente afectar a sociedade. Alguns mencionaram a possibilidade de agitação, outros foram mais optimistas, com muitos a enfatizar a necessidade de se garantir que a riqueza seja, também, distribuída aos mais desfavorecidos, especialmente as crianças.

»Segundo as palavras do primeiro-ministro Alberto Vaquina:

»“A criança é uma bela flor que beneficia de todos os cuidados do jardineiro. A criança representa o futuro.”»





2017/07/24

Angola Energia 2025. Visão de longo prazo para o sector eléctrico | Angola Energia 2025. Ministério da Energia e Águas. República de Angola


Info: Angola Energia 2025

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ÍNDICE


Sumário Executivo

Enquadramento


PARTE I. PROCURA

I.1 Evolução da procura

I.2 Expansão da rede eléctrica na óptica da procura

I.3 Electrificação rural


PARTE II. OFERTA

II.1 As novas grandes hídricas

II.2 Gás Natural e outras térmicas

II.3 As novas renováveis

II.4 Opções e cenários


PARTE III. VISÃO E ATLAS 2025

III.1 Visão do sector eléctrico em 2025

III.2 Atlas e impacto no território

III.3 Concretizar a visão: Investimento Público e Participação do Sector Privado


ANEXOS

Lista de investimentos prioritários no horizonte 2018-2025

Lista das sedes de município a interligar à rede nacional




«PREFÁCIO


»Os objectivos globais da estratégia de longo prazo Angola 2025 de promover o desenvolvimento humano e o bem-estar dos angolanos, de promover um desenvolvimento equitativo e sustentável, de garantir um ritmo elevado de desenvolvimento económico e de desenvolver de forma harmoniosa o território nacional, só são possíveis através de uma resposta adequada do sector eléctrico.

»O forte crescimento do consumo de energia tem resultado numa actuação enfocada em resolver os problemas de curto e médio prazo. A acção, no horizonte 2017, assume-se como prioritária.

»No entanto, só é possível desenvolver um sector eléctrico que apoie de forma adequada as aspirações do país se em paralelo à acção, desenvolvermos uma visão de longo prazo para o sector.

»A ambição de electrificar de forma adequada todas as sedes de Província, sedes de Município e projectos estruturantes e de levar serviços básicos de energia a todas as povoações do país requer uma visão integrada de desenvolvimento da rede eléctrica e dos papéis e responsabilidades das novas entidades do sector.

»O potencial hidroeléctrico do país é vasto e o tempo de desenvolvimento dos projectos longo. Constituindo a energia hidroeléctrica a principal aposta em termos de geração importa tomar desde já as opções para 2025 e iniciar o lançamento dos projectos, ponderando a competitividade, o desenvolvimento regional e o ambiente.

»O gás natural abre novas perspectivas ao sector e o sector abre novas perspectivas para o gás em Angola. A sua integração com a hidroelectricidade assume-se fundamental para termos um sistema seguro, mesmo em anos de seca, mas também competitivo. A utilização de gás na produção de electricidade também em Luanda, em Benguela e no Namibe, ainda que em pequena escala, viabilizarão infra-estruturas e logística de gás também para a industrialização do país.

»Acresce a necessidade de integrar a procura futura e os grandes projectos hídricos e de gás com uma rede de transporte adequada, com interligações que permitam a Angola participar no mercado regional e com a recentemente aprovada Estratégia Nacional para as Novas Energias Renováveis, respondendo às orientações e metas da Estratégia para a Segurança Energética.

»A visão de longo prazo Angola Energia 2025 ajudar-nos-á sem dúvida a tomar decisões mais firmes no presente, mas acima de tudo a construir um futuro melhor para Angola.


»João Baptista Borges
Ministro de Energia e Águas
»





2017/07/21

Tendências de negócio e o papel das Tecnologias da Informação e da Comunicação | Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC) (@APDC)


Info: APDC

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ÍNDICE



CAPÍTULO I Macrotendências

1. 10×10: 10 Tendências para os próximos 10 anos

1.1. Envelhecimento da população

1.2. Reforço da integração Europeia

1.3. Crescimento dos mercados emergentes

1.4. Crescente importância das vantagens comparativas

1.5. Maior peso do empreendorismo no crescimento económico

1.6. Maior velocidade na adopção de novas tecnologias disruptivas

1.7. Revolução na estrutura de qualificações e empregabilidade

1.8. Reinvenção do papel das Universidades

1.9. Maior foco no aproveitamento de recursos naturais

1.10. Pressão continuada para reduzir peso do Estado na Economia



CAPÍTULO II Transportes: Um setor em Convergência

1. Caracterização macroeconómica do setor

2. Identificação das principais tendências

2.1. Foco no utilizador

2.2. Gestão e Otimização de Ativos

2.3. Virtualização do Setor

2.4. Integração nas Cidades Inteligentes

3. Contributo das TIC

3.1. Redes Inteligentes (Intelligent Networks)

3.2. Virtualização e Cloud Computing

3.3. Interoperabilidade Virtual (IoT)

4. Conclusões



CAPÍTULO III Administração Pública – Um novo paradigma

1. Caracterização macroeconómica do setor

2. Identificação das principais tendências

2.1. Melhoria da eficiência e eficácia sem comprometer acesso aos serviços

2.2. Pressão para eliminação de obstáculos à mudança

2.3. Aumento da participação dos cidadãos nas opções do Estado

2.4. Imperativo para que a modernização da AP possibilite o desenvolvimento de clusters de inovação no setor privado

3. Contributo das TIC

3.1. A mobilidade e as redes sociais enquanto instrumentos de transformação do modelo de prestação de serviço aos cidadãos

3.2. Os novos paradigmas de mobilidade, colaboração e produtividade enquanto veículo de potenciação e revalorização dos colaboradores da AP

3.3. O business intelligence enquanto ferramenta estratégica de Gestão e Controlo

3.4. A cloud e a virtualização e interligação de datacenters federados, enquanto plataforma de inovação disruptiva para os serviços públicos



CAPÍTULO IV Retalho – Onde está e quem é o consumidor

1. Caracterização macroeconómica do setor

2. Identificação das principais tendências

3. Contributo das TIC

3.1. Necessidade de criar experiências diferenciadoras

3.2. Realidade Omni-canal

3.3. Operações integradas e eficientes

3.4. Alavancar o poder da informação

4. Conclusões



CAPÍTULO V Cidades Inteligentes: Crescimento Inteligente

1. Caracterização macroeconómica do setor

2. Identificação das principais tendências

2.1. Pessoas – Cidadania Ativa

2.2. Recursos e Transportes – Mobilidade

2.3. Segurança e Emergências – Resiliência

2.4. Gestão e Planeamento – Governabilidade

3. Contributo das TIC

3.1. Internet das Coisas e Cloud Computing

3.2. Plataformas de Controlo Operacional

3.3. Dispositivos Móveis e Social Media

3.4. Open & Big Data

4. Conclusões




«10×10: 10 Tendências para os próximos 10 anos


»Se excluirmos a última década em que praticamente Portugal não criou valor enquanto país, a verdade é que nos 60 anos anteriores o país foi um dos maiores exemplos de crescimento e de desenvolvimento económico que a Europa conheceu – crescendo, em média, acima de todos os seus congéneres Europeus.

»No entanto, o próximo salto de crescimento do país para fora do marasmo da última década terá de assentar em bases muito diferentes daquelas em que assentou o boom dos anos 60 ou 80/90 do século passado. Desta vez, Portugal não conseguirá sair da estagnação sem estimular a inovação e o empreendedorismo. Só esse movimento poderá colocar o país numa trajetória de criação e atracão de riqueza (mais empresas, mais exportações, mais imigrantes qualificados, mais investimento, menos desemprego), por oposição ao empobrecimento dos últimos anos.

»Nas últimas décadas, o país tem-se desenvolvido em vários domínios que facilitam o empreendedorismo e a inovação: aumentou as qualificações da sua população, criou boas infraestruturas (de comunicações, logísticas, etc), e possui em geral um ambiente acolhedor e atrativo para se viver. Ainda assim, continuamos a sofrer de uma débil capacidade de criar muitas e boas empresas no setor transacionável, o que certamente tem sido o principal fator de falta de crescimento da economia nos últimos 10 anos.

»As crises, como a que atravessamos, são períodos difíceis mas também podem ser o catalisador ideal para inverter o rumo de um país. (É aliás por isso, que países ricos em recursos naturais tendem, comparativamente, a desenvolver-se a um ritmo mais lento porque o sentido de urgência não existe.)

»Portugal, atravessando uma das maiores crises da sua história pode, e deve, aproveitar o sentido coletivo de transformação para alterar fundamentalmente o seu rumo. Em particular, a oportunidade do país passa por conseguir endereçar um conjunto de tendências. Estas tendências são uma mistura de tendências específicas ao país com outras comuns à Europa e ao mundo.»





APDC

2017/07/20

As dez maiores Inovações Urbanas | Fórum Econômico Mundial (WEF) (@wef): Conselho de Agenda Global sobre o Futuro das Cidades


Info: WEF (em inglês)

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Sumário


Introdução

1. Espaço Reprogramável (Digitalmente)

2. Waternet: Uma Internet de Tubos

3. Adote uma árvore através da sua rede social

4. Mais seres humanos: A Próxima Geração da Mobilidade

5. Co-Co-Co: Co-geração, Co-aquecimento, Co-resfriamento

6. A Cidade do Compartilhamento: Liberando a capacidade ociosa

7. Mobilidade em demanda

8. Medelim Revisitada: Infraestrutura para Integração Social

9. Smart Array: Postes inteligentes como plataformas para percepção urbana

10. Fazenda Urbana: Horta Vertical

Contribuidores




«Introdução


»Na década de 90, conforme a revolução digital começou a ganhar ritmo, alguns analistas sociais especularam que isso levaria a cidade à morte. O argumento foi que a localização geográfica das pessoas poderia se tornar menos importante, pois a interação seria maior no ciberespaço.

»Duas décadas depois, o oposto aconteceu: as pessoas continuam a viver muito mais no plano físico e, no começo deste século, ultrapassaram o ponto de convergência de mais pessoas vivendo as áreas urbanas que rurais. As NU prevê que em 2050 a população urbana mundial será tão grande quanto a população mundial em 2002. Mas, como serão as cidades de amanhã?

»As pessoas continuam a ser atraídas para as cidades pelas oportunidades econômicas, sociais e criativas que oferecem; as grandes cidades são mais produtivas que as áreas rurais, produzindo mais patentes e rendendo maiores retornos de capital. McKinsey estima que as 100 maiores cidades do mundo serão responsáveis pelo crescimento de 35% do PIB entre agora e 2025.

»No entanto, a urbanização também apresenta maiores desafios. As cidades que mais crescem no mundo têm enfrentado problemas para adaptar o crescimento e industrialização, sufocando sob o peso populacional, congestionamento e pobreza urbana. Em países desenvolvidos, a expansão urbana pode levar a níveis individuais de consumo de recursos muito superiores aos dos países em desenvolvimento. As configurações urbanas aumentam as ameaças como mudanças climáticas, escassez de recursos e segurança alimentar e da água, mas também fornece um sistema para solucioná-las.

»Se o futuro das cidades não puder ser de expansão sustentável, deverá ser, então, de incansável inovação. Este relatório apresenta 10 dos melhores exemplos pelo mundo de como as cidades estão criando soluções inovadoras para uma série de problemas. Muitas destas soluções são escaláveis, replicáveis e podem ser adaptadas para diversos ambientes urbanos específicos. Algumas são possíveis apenas devido às novas tecnologias, enquanto outras, aplicam a tecnologia a ideias que são tão antigas quanto a cidade.

»Dentro destas inovações, quatro princípios sempre ressurgem. Eles podem ser vistos como uma estrutura fundamental para encontrar soluções inovadoras para os problemas urbanos complexos:


»Liberando a capacidade ociosa: Muitas inovações, inteligentemente, fazem uso dos recursos já existentes. A Airbnb, por exemplo, disponibiliza a locação de casas privadas não utilizadas; a co-locação de escolas e instalações recreativas possibilita o compartilhamento público-privado de espaço; e a economia circular fornece oportunidades de reutilização, reciclagem e criação de valor.


»Cortar os picos: Desde eletricidade e água para estradas e transportes públicos, mais de 20% da capacidade fica ociosa durante grande parte do tempo pronta para enfrentar picos de demanda; cortar esses picos com a gestão da procura possibilitada para tecnologia ou estruturas de preços inovadoras pode limitar significativamente a carga sobre os recursos financeiros e naturais.


»Pensamento de infraestrutura em pequena escala: As cidades sempre precisarão de projetos de grande infraestrutura, mas, algumas vezes, de infraestrutura em pequena escala – desde ciclovias a compartilhamento de bicicletas até plantio de árvores para adequação às mudanças climáticas – também podem ter grande impacto em uma área urbana.


»Inovação centrada nas pessoas: A melhor forma de melhorar uma cidade é mobilizando seus cidadãos. Desde luzes de semáforos inteligentes a impostos sobre o lixo, inovações em tecnologia, serviços e governança não são fins por si mesmos, mas meios para moldar o comportamento e melhorar a vida dos habitantes da cidade. Todas as inovações devem ser centradas nos cidadãos, aderindo aos princípios de design universal e utilizadas pelas pessoas de todas as idades e capacidade.»